Transtorno de estresse pós-traumático

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Perturbação de stresse pós-traumático
Projeto de arteterapia de uma pessoa com perturbação de stresse pós traumático
Especialidade Psiquiatria, psicologia clínica
Sintomas Pensamentos, sentimentos ou sonhos perturbadores relacionados com o evento traumático; stresse físico ou psicológico perante indícios do trauma; esforço para evitar situações relacionadas com o trauma; aumento da reação de lutar ou fugir[1]
Complicações Suicídio[2]
Duração > 1 mês[1]
Causas Exposição a um evento traumático[1]
Método de diagnóstico Baseado nos sintomas[2]
Tratamento Aconselhamento psiquiátrico, medicação[3]
Medicação Inibidor seletivo de recaptação de serotonina[4]
Frequência 8,7% (risco vitalício); 3,5% (risco a 12 meses) (EUA)[5]
Classificação e recursos externos
CID-10 F43.1
CID-9 309.81
MedlinePlus 000925
eMedicine med/1900
MeSH D013313
A Wikipédia não é um consultório médico. Leia o aviso médico 

Perturbação de stresse pós-traumático (PSPT) (português europeu) ou transtorno de estresse pós-traumático (TSPT) (português brasileiro) é uma perturbação mental que se pode desenvolver em resposta à exposição a um evento traumático, como agressão sexual, guerra, acidente de viação ou outro tipo de ameaças à vida da pessoa.[1] Os sintomas mais comuns são pensamentos, sentimentos ou sonhos perturbadores relacionados com o evento traumático, estresse físico ou psicológico perante a exposição a indícios ou recordações do trauma, esforço para evitar situações que recordem o trauma, alterações na forma de pensar e sentir e aumento da reação de lutar ou fugir.[1][3] Estes sintomas devem estar presentes durante mais de um mês após o evento traumático.[1] A probabilidade de uma criança mostrar sintomas de stresse é menor, podendo expressar as suas memórias ao brincar.[1] A pessoa com PSPT apresenta um risco acrescido de cometer suicídio e automutilação intencional.[2][6]

A maior parte das pessoas que é exposta a um evento traumático não desenvolve PSPT.[2] A probabilidade de vir a desenvolver a condição é maior em pessoas que vivenciam traumas interpessoais, como por exemplo violação ou abuso infantil, em comparação com as pessoas que vivenciam traumas sem agressão, como acidentes de viação e desastres naturais.[7] Cerca de metade das vítimas de violação desenvolvem PSPT.[2] A probabilidade das crianças desenvolverem a condição na sequência de um trauma é menor que a dos adultos, sobretudo em idade inferior a dez anos.[8] O diagnóstico baseia-se na presença de sintomas específicos na sequência de um evento traumático.[2]

É possível prevenir o aparecimento da condição mediante terapia comportamental em pessoas que manifestam sintomas iniciais, embora não seja eficaz quando realizada em todas as pessoas expostas ao trauma.[2] O tratamento de pessoas com PSPT é feito com aconselhamento psiquiátrico e medicação.[3] Existem diversos tipos de terapia com efeito positivo.[9] A terapia pode ser individual ou em grupo.[3] A medicação de primeira linha no tratamento de PSPT são antidepressivos do grupo dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina, os quais demonstram ser eficazes em cerca de metade das pessoas.[4] No entanto, os benefícios da medicação são inferiores aos da terapia.[2] Não é ainda claro se a associação de medicação e terapia apresenta maiores benefícios.[2][10] O uso de outros medicamentos não é apoiado por evidências suficientes e, no caso das benzodiazepinas, pode até agravar o prognóstico.[11][12]

Na maior parte dos países, em dado ano a condição afeta entre 0,5% e 1% dos adultos.[1] A incidência é maior em zonas de conflito armado.[2] A condição é mais comum entre mulheres.[3] Os sintomas de perturbações mentais associadas a eventos traumáticos têm sido documentados desde pelo menos a Antiguidade Grega.[13] O estudo da condição intensificou-se durante as duas guerras mundiais, sendo então conhecido por vários termos, como "neurose de combate".[14] O termo "perturbação de stresse pós-traumático" começou a ser usado na década de 1970 para descrever o diagnóstico de veteranos norte-americanos da Guerra do Vietname.[15] A Associação Americana de Psiquiatria reconheceu o termo em 1980 durante a publicação da terceira versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-III).[16]

Etiologia[editar | editar código-fonte]

No Brasil é mais comum estar associado a enchentes, incêndios, acidentes de trânsito, violência doméstica ou sequestro.[17]

O TEPT pode ou não se desenvolver em uma pessoa que tenha sido exposta a um acontecimento traumático, dependendo das características que tornam a pessoa mais vulnerável ou mais resiliente e da natureza do evento traumático.

Entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento do TEPT, estão:

  • A extensão em que o evento traumático afetou a vida íntima e pessoal do afetado;
  • A duração do evento;
  • Tendência orgânica ao desenvolvimento de transtornos de humor e de ansiedade;
  • Inexperiência/despreparo para lidar com o evento;
  • Múltiplas experiências traumáticas;
  • Experiência traumática causada por conhecidos;
  • Pouco ou nenhum apoio social/funcional após o episódio.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Ter forte apoio social e fazer tratar cedo previnem esse transtorno.[18]

Os sintomas que caracterizam o TEPT são[19][20]:

Os sintomas podem manifestar-se em qualquer faixa de idade e levar meses ou anos para aparecer. Eles costumam ser agrupados em três categorias:

a) Reexperiência traumática: pensamentos recorrentes e intrusivos que remetem à lembrança do trauma, flashbacks, pesadelos;

b) Esquiva e isolamento social: a pessoa foge de situações, contatos e atividades que possam reavivar as lembranças dolorosas do trauma;

c) Hiperexcitabilidade psíquica e psicomotora: taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, irritabilidade, hipervigilância.

É comum o paciente desenvolver comorbidades associadas ao TEPT.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Entre 50 e 90% da população experienciam pelo menos um episódio altamente traumático na vida.[21]

Pela classificação da OMS não pode ser diagnosticado no primeiro mês após o evento traumático, nesse caso trata-se de reação aguda ao estresse (CID-10 F43.0), nem mais de dois anos após o evento, quando passa a ser classificado como modificações duradouras da personalidade (F62.0).[22] De forma similar o DSM-IV classifica as reações no primeiro mês após o trauma como transtorno de estresse agudo (308.3).[23]

De acordo com o DSM-IV, os critérios necessários para fazer o diagnóstico são[23]:

  • Existência de um evento traumático claramente reconhecível como um atentado à integridade física, própria ou alheia, que haja sido experimentado direta ou indiretamente pela pessoa afetada e que lhe provoque temor, angústia ou horror.
  • Re-experimentação persistente do evento em uma (ou mais) das seguintes maneiras:
    • Pensamentos recorrentes, aversivos e intrusivos (flashback);
    • Pesadelos relacionados ao evento;
    • Comportamentos desencadeados por essas memórias.
  • A insensibilidade afetiva, identificável por:
    • Diminuição expressiva no interesse em realizar atividades comuns ou significativas, especialmente se tem alguma relação com o evento traumático;
    • Sensação de distanciamento em relação às outras pessoas;
    • Diminuição da afetividade;
    • Pessimismo quanto ao próprio futuro.

Para ser considerado um transtorno psicológico essa perturbação deve causar sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Diagnóstico em crianças[editar | editar código-fonte]

Crianças são mais vulneráveis a eventos traumáticos, por terem menos experiência, preparação e recursos para lidar com desastres ou se defender de abusos.

Possíveis sintomas em crianças[23]:

  • Comportamento desorganizado ou agitado;
  • Jogos repetitivos, com expressão de temas ou aspectos do trauma;
  • Re-encenação específica do trauma;
  • Sonhos amedrontadores sem um conteúdo identificável.

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

Diante de eventos traumáticos também é possível resultar em um transtorno dissociativo (como uma separação de si mesmo). Na amnésia dissociativa a pessoa reprime intensamente as memórias do evento traumático, na fuga dissociativa a pessoa reprime um período inteiro de sua vida e forma uma nova identidade e no transtorno dissociativo de identidade a pessoa cria múltiplas personalidades para lidarem com eventos traumáticos.[24]

Comorbidades[editar | editar código-fonte]

Animais também podem desenvolver transtorno pós-traumático especialmente após abusos no cativeiro.[25]

Os transtornos associados mais frequentes em pacientes com TEPT são[19]:

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Segundo a OMS (2004) são mais frequentes e graves em países do extremo oriente, oriente médio e nos EUA.[26]

A prevalência do TEPT possui uma relação direta com o grau de exposição a eventos estressantes traumáticos, tanto naturais (terremotos, enchentes, incêndios...) como provocados pelo homem (guerras, atentados terroristas, ataques violentos, sequestros, violência doméstica, etc). Quando são causados pelo homem os sintomas costumam ser mais graves (especialmente isolamento e prejuízo na escola/trabalho) e tratamento costuma ser mais longo e difícil. Quando em crianças são ainda mais impactantes e podem durar a vida inteira.[27]

Entre 15% e 20% das pessoas que passam longos períodos se sentindo impotentes, frustradas e com medo diante de uma ameaça a vida desenvolvem TEPT.[28]

É um dos transtornos psicológicos mais comuns do mundo, especialmente nas regiões mais violentas e nas mais sujeitas a desastres naturais atingindo cerca de 7,8% da população geral em algum período da vida, sendo duas vezes mais comum em mulheres.[19]

A duração média do transtorno é de 3 a 5 anos, causando modificações permanentes na personalidade em 1 de cada 3 vítimas.[29]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Terapia cognitivo-comportamental é mais eficiente que medicamentos, mas medicamentos produzem efeitos mais rápido, reduzindo 70% dos sintomas no primeiro mês.[30]

Os objetivos do tratamento do TEPT, estão voltados a:

  • Diminuir os sintomas;
  • Prevenir complicações;
  • Melhorar desempenho na escola/trabalho;
  • Melhorar relacionamentos sociais e familiares;
  • Tratar transtornos associados (como depressão e alcoolismo).

O tratamento preferencial é a Terapia cognitivo-comportamental (TCC) por seis meses a um ano, complementada, em algumas ocasiões, com fármacos ansiolíticos (calmantes).[20]

Outra alternativa é o tratamento com sertralina, um antidepressivo que atua sobre a serotonina e a noradrenalina melhorando o humor e diminuindo a ansiedade e causando poucos efeitos colaterais, sendo insônia o único mais frequente nos participantes que tomaram sertralina do que nos que tomaram placebo. Dos pacientes com TEPT tratados com sertralina 53% relataram grande alívio dos sintomas.[31]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h American Psychiatric Association (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Publishing. pp. 271–280. ISBN 978-0-89042-555-8 
  2. a b c d e f g h i j Bisson, JI; Cosgrove, S; Lewis, C; Robert, NP (26 de novembro de 2015). «Post-traumatic stress disorder.». BMJ (Clinical research ed.). 351: h6161. PMC 4663500Acessível livremente. PMID 26611143. doi:10.1136/bmj.h6161 
  3. a b c d e «Post-Traumatic Stress Disorder». National Institute of Mental Health. Fevereiro de 2016. Consultado em 10 de março de 2016. Cópia arquivada em 9 de março de 2016 
  4. a b Berger, W; Mendlowicz, MV; Marques-Portella, C; Kinrys, G; Fontenelle, LF; Marmar, CR; Figueira, I (17 de março de 2009). «Pharmacologic alternatives to antidepressants in posttraumatic stress disorder: a systematic review.». Progress in neuro-psychopharmacology & biological psychiatry. 33 (2): 169–80. PMC 2720612Acessível livremente. PMID 19141307. doi:10.1016/j.pnpbp.2008.12.004 
  5. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5. 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Association. 2013. p. 276. ISBN 9780890425558. OCLC 830807378 
  6. Panagioti, Maria; Gooding, Patricia A.; Triantafyllou, Kalliopi; Tarrier, Nicholas (abril de 2015). «Suicidality and posttraumatic stress disorder (PTSD) in adolescents: a systematic review and meta-analysis». Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology. 50 (4): 525–537. ISSN 1433-9285. PMID 25398198. doi:10.1007/s00127-014-0978-x 
  7. Zoladz, Phillip (junho de 2013). «Current status on behavioral and biological markers of PTSD: A search for clarity in a conflicting literature». Neuroscience and Biobehavioral Reviews. 37 (5): 860–895. PMID 23567521. doi:10.1016/j.neubiorev.2013.03.024 
  8. National Collaborating Centre for Mental Health (UK) (2005). «Post-Traumatic Stress Disorder: The Management of PTSD in Adults and Children in Primary and Secondary Care». NICE Clinical Guidelines, No. 26. Gaskell (Royal College of Psychiatrists). Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017. Resumo divulgativoPubmed Health (plain English)  publicação de acesso livre - leitura gratuita
  9. Haagen, JF; Smid, GE; Knipscheer, JW; Kleber, RJ (agosto de 2015). «The efficacy of recommended treatments for veterans with PTSD: A metaregression analysis.». Clinical Psychology Review. 40: 184–94. PMID 26164548. doi:10.1016/j.cpr.2015.06.008 
  10. Hetrick, SE; Purcell, R; Garner, B; Parslow, R (7 de julho de 2010). «Combined pharmacotherapy and psychological therapies for post traumatic stress disorder (PTSD).». The Cochrane Database of Systematic Reviews (7): CD007316. PMID 20614457. doi:10.1002/14651858.CD007316.pub2 
  11. Guina, J; Rossetter, SR; DeRHODES, BJ; Nahhas, RW; Welton, RS (julho de 2015). «Benzodiazepines for PTSD: A Systematic Review and Meta-Analysis.». Journal of Psychiatric Practice. 21 (4): 281–303. PMID 26164054. doi:10.1097/pra.0000000000000091 
  12. Hoskins, M.; Pearce, J.; Bethell, A.; Dankova, L.; Barbui, C.; Tol, WA.; van Ommeren, M.; de Jong, J.; Seedat, S. (fevereiro de 2015). «Pharmacotherapy for post-traumatic stress disorder: systematic review and meta-analysis.». Br J Psychiatry. 206 (2): 93–100. PMID 25644881. doi:10.1192/bjp.bp.114.148551. Some drugs have a small positive impact on PTSD symptoms 
  13. Carlstedt, Roland (2009). Handbook of Integrative Clinical Psychology, Psychiatry, and Behavioral Medicine Perspectives, Practices, and Research. New York: Springer Pub. Co. p. 353. ISBN 9780826110954. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017 
  14. Herman, Judith (2015). Trauma and Recovery: The Aftermath of Violence—From Domestic Abuse to Political Terror. [S.l.]: Basic Books. p. 9. ISBN 9780465098736. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017 
  15. Klykylo, William M. (2012). Clinical child psychiatry 3. ed. Chichester, West Sussex, UK: John Wiley & Sons. p. Chapter 15. ISBN 9781119967705. Cópia arquivada em 8 de setembro de 2017 
  16. Friedman, MJ (outubro de 2013). «Finalizing PTSD in DSM-5: getting here from there and where to go next.». Journal of Traumatic Stress. 26 (5): 548–56. PMID 24151001. doi:10.1002/jts.21840 
  17. http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitimas-enchente-estresse-pos-traumatico&id=6148
  18. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmedhealth/PMH0001923/
  19. a b c José Waldo S Câmara Filho e Everton B Sougey. Transtorno de estresse pós-traumático: formulação diagnóstica e questões sobre comorbidade. Rev Bras Psiquiatr 2001;23(4):221-8 http://www.scielo.br/pdf/rbp/v23n4/7170.pdf
  20. a b http://drauziovarella.com.br/corpo-humano/transtorno-do-estresse-pos-traumatico/
  21. Kessler RC, Sonnega A, Bromet E, Hughes M, Nelson CB (December 1995). "Posttraumatic stress disorder in the National Comorbidity Survey". Arch Gen Psychiatry 52 (12): 1048–60. doi:10.1001/archpsyc.1995.03950240066012. PMID 7492257.
  22. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome CID
  23. a b c American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 4a edição. Porto Alegre: ARTMED; 2002.
  24. http://www.psicosite.com.br/tra/sod/dissociativo.htm
  25. Bradshaw, G.A.; Schore, A. N., Brown, J.L., Poole, J.H., & Moss, C.J. (2005-02-24). "Elephant breakdown". Nature 423 (7028): 807. doi:10.1038/433807a. Retrieved 2010-01-01.
  26. Bradshaw, G.A.; Schore, A. N., Brown, J.L., Poole, J.H., & Moss, C.J. (2005-02-24). "Elephant breakdown". Nature 423 (7028): 807. doi:10.1038/433807a. Retrieved 2010-01-01.
  27. MacMillan, H. L., Fleming, J. E., Streiner, D. L., Lin, E., Boyle, M. H., Jamieson, E., Duku, E. K., Walsh, C. A., Wong, M. Y.Y. & Beardslee, W. R. (2001). Childhood abuse and lifetime psychopathology in a community sample. American Journal of Psychiatry, 158(11), 1878-1883.
  28. VIEIRA, Rodrigo Machado; GAUER, Gabriel J. C. Transtorno de estresse pós-traumático e transtorno de humor bipolar. Revista Brasileira de Psiquiatria, vol. 25, supl. 1. São Paulo, Junho de 2003.
  29. Kessler RC, Sonnega A, Bromet E, Hughes M, Nelson CB. Posttraumatic stress disorder in the National Comorbidity Survey. Arch Gen Psychiatry. 1995; 52:1048-1060.
  30. Solomon SD, Gerrity ET, Muff AM. Efficacy of treatments for posttraumatic stress disorder: an empirical review. JAMA.1992;268:633-638.
  31. http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=192575