Síndrome de Münchhausen

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Síndrome de Münchhausen
Classificação e recursos externos
CID-10 F68.1
CID-9 301.51
eMedicine med/3543 emerg/322 emerg/830
MeSH D009110
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Síndrome de Münchhausen é um transtorno factício, ou seja, os indivíduos fingem ou causam a si mesmo doenças ou traumas psicológicos para chamar atenção ou simpatia a eles. Os sintomas podem ser induzidos por abuso de medicamentos/drogas .

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

A Síndrome de Münchhausen é uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças, sem que haja uma vantagem óbvia para tal atitude que não seja a de obter cuidados médicos e de enfermagem.

Na Síndrome de Münchhausen, a pessoa afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção, tratamento e simpatia. Em alguns casos extremos, pessoas com esta síndrome estuda a fundo alguma doença para conseguir produzir os sintomas com maior precisão. A doença não deve ser confundida com a hipocondria; por exemplo: quem sofre da síndrome pode injetar na veia um material infectado, causando uma infecção, enquanto o hipocondríaco realmente acredita que está doente.

Alguns dos possíveis sintomas da síndrome de Munchhausen são[1]:

  • Sintomas se encaixam perfeitamente na descrição clássica da doença relatada, mas a resposta aos tratamentos é instável e ineficiente;
  • Ânsia de se submeter a diferentes exames e procedimentos;
  • Histórico médico e pessoal incoerente;
  • Consultar diferentes médicos e diferentes hospitais, algumas vezes de várias áreas;
  • Profundo conhecimento da doença e dos procedimentos hospitalares;
  • Recusa em deixar os médicos conversarem com familiares ou amigos.
  • Transtornos psicológicos, especialmente os relacionados a carência afetiva, teatralidade e insegurança.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

O nome deriva de Barão de Münchhausen (Karl Friedrich Hieronymus Freiherr von Münchhausen, 1720-1797), a quem é atribuída uma série de contos fantásticos.[2]

Em 1950, o Dr. Richard Asher (o pai de Jane Asher e Peter Asher) foi o primeiro em descrever um padrão de auto-dano onde os indivíduos fabricavam histórias, sinais, e sintomas de doença. Lembrando o Barão de Münchhausen, Asher nomeou esta condição como Síndrome de Münchhausen. Originalmente, este termo era usado para desordens fictícias. Porém, agora é considerada que é um grupo extenso de desordens fictícias, e a diagnose de Síndrome de Münchhausen é reservada para a forma mais severa onde a simulação de doença é a atividade central da vida da pessoa afetada. É interessante observar que, por mais que guarde uma semelhança externa com a hipocondria, ambas as desordens não se cruzam.

Por procuração[editar | editar código-fonte]

A Síndrome de Münchhausen por procuração (comumente chamada em inglês de "by proxy") é uma variante da doença em que, ao invés de provocar em si os sintomas, o portador causa ou simula a doença em outra pessoa, geralmente uma criança sob seus cuidados, e foi descrita originalmente pelo pediatra Roy Meadow, em 1977.[3]

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

Não deve ser confundido com:

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Tratamento psicoterapêutico e médico devem centrar-se no distúrbio psiquiátrico que desencadeou a síndrome: sejam transtornos do humor, transtornos de ansiedade, transtorno de personalidade limítrofe, ou algum outro. O prognóstico do paciente depende do transtorno psicológico: depressão e ansiedade, por exemplo, geralmente respondem bem à antidepressivos e terapia cognitivo-comportamental, enquanto transtornos de personalidade podem chegar a levar anos de tratamento psicoterápico, sendo que em tais casos a medicação se resume a diminuir alguns sintomas.[4]

Casos famosos[editar | editar código-fonte]

  • William McIlhoy entrou para o Livro Guinness dos Recordes depois de 400 operações em 100 hospitais diferentes, acumulando US$ 4 milhões em dívidas no processo. Morreu em um asilo em 1983.[5]
  • Lacey Spears , envenenou seu filho Garnett com sal de mesa desde o nascimento . Ele faleceu com 5 anos , devido a níveis elevados de sódio no sangue. Lacey foi julgada e condenada de vinte e cinco anos de prisão a prisão perpetua .[6]

Referências

  1. [1]
  2. Fisher JA (2006). "Investigating the Barons: narrative and nomenclature in Munchausen syndrome". Perspect. Biol. Med. 49 (2): 250-62. doi:10.1353/pbm.2006.0024. PMID 16702708.
  3. David Batty (6 de dezembro de 2007). «Serial killer nurse Allitt must serve 30 years». The Guardian. Consultado em 3 de novembro de 2017. Cópia arquivada em 29 de agosto de 2013 
  4. Davidson, G. et al. (2008). Abnormal Psychology - 3rd Canadian Edition. Mississauga: John Wiley & Sons Canada, Ltd.. pp. 412. ISBN 978-0-470-84072-6.
  5. [2]
  6. [3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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