Transtorno da comunicação

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Transtorno da comunicação
Transtornos da comunicação são mais comuns antes dos sete anos de idade.
Especialidade psiquiatria
Classificação e recursos externos
CID-10 F80
CID-9 307.9
MeSH D003147
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Transtornos da comunicação (DSM) ou Transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem (CID-10) se referem aos distúrbios da infância que comprometem a aquisição de habilidades para se expressar oralmente, compreender o que ouve ou de articular as palavras e fonemas.

Quando comprometem múltiplos processos de aprendizagem passa a ser classificado como transtorno invasivo do desenvolvimento e quando comprometem todos processos de aprendizagem são classificados como transtorno global do desenvolvimento.[1]

Essa classificação não se refere aos transtornos diretamente causados por defeitos anatômicos, por comprometimentos dos órgãos sensoriais, nem por retardo mental nem fatores ambientais, como drogas ou venenos. [1]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Os transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem são classificados pelo CID-10 como:[2]

  • Transtorno específico da articulação da fala: Mais conhecido como dislalia, é caracterizado pela dificuldade em pronunciar alguns fonemas, porém a capacidade de compreensão e de escrita é normal. O exemplo mais famoso no Brasil é o Cebolinha.
  • Transtorno expressivo de linguagem: é caracterizada por uma capacidade de falar nitidamente inferior ao nível correspondente à sua idade mental, mas no qual a compreensão e articulação da linguagem é normal.
  • Transtorno receptivo da linguagem: Também conhecida como Agnosia auditiva congênita, é caracterizado por uma capacidade de compreensão da linguagem abaixo do nível correspondente à idade. Em quase todos os casos, a linguagem expressiva e articulação da fala também estão comprometidos.
  • Afasia adquirida com epilepsia: Também conhecida como Síndrome de Landau-Kleffner, a criança desenvolve normalmente a linguagem até começarem as convulsões, usualmente entre os 3 a 7. A perda de linguagem é brusca, em questão de dias ou semanas. As convulsões podem só ser percebidas vários meses após a perda da linguagem. É 70% mais comum em meninos. [3]
  • Outros transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem:
    • Balbucio: Também chamado de gagueira, é caracterizado pela repetição de fonemas e pela hesitação ao falar. É normal em bebês, mas espera-se que não persista após os 3 anos de idade. É 3 vezes mais frequente em meninos, piora com a ansiedade e a criança não percebe que repete as sílabas. O prognóstico é bom, quase 80% das crianças desenvolvem uma fala normal conforme crescem. [4]
    • Sigmatismo: Popularmente conhecido como língua presa, se refere a dificuldade de pronunciar os fonemas com s, x, j, ou z.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Os transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem frequentemente estão associados a:

  • Dificuldades para ler e soletrar,
  • Dificuldade para se relacionar,
  • Transtornos emocionais,
  • Transtornos comportamentais.

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

Para fazer o diagnóstico de transtorno da comunicação deve-se primeiro excluir:

Referências

  1. a b Banco de dados do SUS
  2. CID 10 - Classificação Internacional de Doenças da 10ª Revisão
  3. http://emedicine.medscape.com/article/1176568-overview "Acquired Epileptic Aphasia" (emedicine)
  4. Gordon, N. (2002). "Stuttering: incidence and causes". Developmental medicine and child neurology. 44 (4): 278–81. doi:10.1017/S0012162201002067.