Religião

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A religião é geralmente definida como um sistema sociocultural de comportamentos e práticas, moralidades, crenças, visões de mundo, textos considerados sagrados, lugares santificados, profecias, ética ou organizações, que geralmente relacionam a humanidade com elementos sobrenaturais, transcendentais e espirituais;[1] no entanto, não há consenso acadêmico sobre o que precisamente constitui uma religião.[2][3]

Diferentes religiões podem ou não conter vários elementos que vão desde o divino,[4] coisas sagradas,[5] ,[6] um ser sobrenatural ou seres sobrenaturais[7] ou "algum tipo de ultimidade e transcendência que fornecerá normas e poder para o resto da vida".[8] As práticas religiosas podem incluir rituais, sermões, comemoração ou veneração (de divindades e/ou santos), sacrifícios, festivais, festas, transes, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, oração, música, arte, dança, serviço público ou outros aspectos da cultura humana. As religiões têm histórias e narrativas que podem ser preservadas em escrituras, símbolos e lugares sagrados, que visam principalmente dar sentido à vida. As religiões podem conter histórias simbólicas ou metafóricas, que às vezes são consideradas verdadeiras pelos seguidores, que também podem tentar explicar a origem da vida, o universo e outros fenômenos. Tradicionalmente, a fé, além da razão, tem sido considerada uma fonte de crenças religiosas.[9]

Há uma estimativa de 10 mil religiões diferentes em todo o mundo.[10] Cerca de 84% da população mundial é afiliada ao cristianismo, islã, hinduísmo, budismo ou alguma forma de religião popular.[11] A demografia religiosamente não afiliada inclui aqueles que não se identificam com nenhuma religião em particular, ateus e agnósticos. Embora os religiosos não afiliados tenham crescido globalmente, muitos deles ainda mantêm várias crenças religiosas.[12]

O estudo da religião compreende uma ampla variedade de disciplinas acadêmicas, como teologia, religião comparada e estudos científicos sociais. As teorias da religião oferecem várias explicações para as origens e o funcionamento da religião, incluindo os fundamentos ontológicos do ser e da crença religiosos.[13]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenómeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, 'religar', argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus.

No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione, Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar".[14][15] Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, 'deixar para trás'.[16] Segundo outras fontes, a raiz da palavra religião tem ligações com o -lig-, de 'diligente' ou 'inteligente', ou com le-, lec-, -lei, -leg- de "ler", "lecionar", "eleitor" e "eleger" respectivamente. o re- inicial é um prefixo que vem de red(i) "vir", "voltar" como em "reditivo" ou "relíquia"[17]

Definição[editar | editar código-fonte]

Dentro do que se define como religião podem-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de facto muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É facto que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demónios.[18] As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.[18]

Existem termos que são ditos/escritos frequentemente no discurso religioso grego, romano, judeu e cristão. Entre eles estão: sacro e seus derivados (sacrar, sagrar, sacralizar, sacramentar, execrar), profano (profanar) e deus(es).[19] O conceito desses termos varia bastante conforme a época e a religião de quem os emprega. Contudo, é possível ressaltar um mínimo comum à grande parte dos conceitos atribuídos aos termos.[20]

Os religiosos gregos e romanos criam na existência de vários deuses; os judeus, muçulmanos e cristãos acreditam que há apenas uma divindade, um ser impossível de ser sentido pelos sensores humanos e que é capaz de provocar acontecimentos improváveis/impossíveis que podem favorecer ou prejudicar os homens.[20] Para grande parte das religiões,[19] as coisas e as ações se dividem entre sacras e profanas. Sacro é aquilo que mantém uma ligação/relação com o(s) deus(es). Frequentemente está relacionado ao conceito de moralidade.[19] Profano é aquilo que não mantém nenhuma ligação com o(s) deus(es). Da mesma forma, para grande parte das religiões a imoralidade e o profano são correspondentes. Já o verbo "profanar" (tornar algo profano) é sempre tido como uma ação má pelos religiosos.[20]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História das religiões

Muitas teorias têm tentado explicar qual seria a primeira religião, até o século XVIII, incentivado pelo cristianismo era comum a ideia de que a primeira religião do mundo era monoteísta, centrada em um único Deus.[21][22] Outros pesquisadores no entanto argumentam que o politeísmo já era praticado desde a pré-história, pelo mais diversos povos, antes do monoteísmo.[23][22][24] A partir da década de 70, surgiu a teoria do matriarcado pré-histórico, segundo essa teoria, os povos primitivos do neolítico, cultuavam uma deusa, ou grupo de deusas. Embora essa teoria tenha ganhado espaço entre grupos ideológicos feministas e na mídia, ela não encontra respaldo e não é mais aceita entre os pesquisadores modernos, pois a maioria absoluta das evidências arqueológicas, apontam para a inexistência de um matriarcado pré-histórico.[25][26]

Movimentos religiosos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Principais grupos religiosos
Distribuição geográfica das religiões mundiais ao redor do mundo.

Os principais sistemas religiosos e tradições espirituais do mundo podem ser classificadas em um pequeno grupo de religiões mundiais, mas não há um critério definido para o termo. A busca por uma definição começou no século XVIII, quando tentou-se observar o nível de civilidade das sociedades humanas ao redor do mundo.[27]

De acordo com The World Factbook, elaborado pela CIA com dados de 2012, os sistemas religiosos e espirituais com maior número de adeptos em relação a população mundial são: cristianismo (28%); islamismo (22%); hinduísmo (15%); budismo (8,5%); pessoas sem religião (12%) e outros (14,5%).[28] Estudos conduzidos pela Pew Research Center em 2009 mostram que, geralmente, nações mais pobres têm maior proporção de cidadãos que consideram a religião muito importante do que em nações ricas, com exceção aos Estados Unidos e Kuwait.[29]

Quatro maiores religiões Seguidores[carece de fontes?] % da população mundial Artigo
População mundial 6,8 bilhões[30][31] Dados extraídos de artigos individuais:
Cristianismo 1,9 bilhão – 2,1 bilhões[32] 29% – 32% Cristianismo por país
Islã 1,3 bilhão – 1,57 bilhão[32][33] 19% – 21% Islão por país
Budismo 500 milhões – 1,5 bilhão[34][35] 7% – 21% Budismo por país
Hinduísmo 950 milhões – 1 bilhão 14% – 20% Hinduísmo por país
Total 4,65 bilhões – 6,17 bilhões 68,38% – 90,73%

Estudo da religião[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ciência da religião

O estudo científico da religião é, atualmente, realizado por várias disciplinas das ciências sociais e humanas. A história das religiões, nascida na segunda metade do século XIX, estuda a religião recorrendo aos métodos da investigação histórica. Ela estuda o contexto cultural e político em que determinada tradição religiosa emergiu. A sociologia da religião analisa as religiões como fenómenos sociais, procurando desvendar a influência dela na vida do indivíduo e da comunidade. A Sociologia da Religião tem como principais nomes Emile Durkheim, Karl Marx, Ernst Troeltsch, Max Weber e Peter Berger.

A antropologia, tradicionalmente centrada no estudo dos povos sem escrita (embora os seus campos de estudo possam ser também as modernas sociedades capitalistas), desenvolveu igualmente uma área de estudo da religião, na qual se especulou sobre as origens e funções da religião. John Lubbock, no livro The Origin of Civilization and the Primitive Condition of Man apresentou um esquema evolutivo da religião: do ateísmo (entendido como ausência de ideias religiosas), passa-se para o xamanismo, o antropomorfismo, o monoteísmo e finalmente para o monoteísmo ético. Esta visão evolucionista foi colocada em questão por outros investigadores, como E.B. Taylor que considerava o animismo como a primitiva forma de religião. Na diáspora negra, o animismo acabou por tornar-se uma forma sincrética com o cristianismo católico, sobretudo, na América Latina onde encontramos formas como o candomblé do Brasil, a umbanda, a santaria em Cuba e Caribe etc.[36]

A filosofia da religião como uma disciplina distinta é uma inovação dos últimos 200 anos, mas seus temas centrais como a existência e a natureza do divino, a humanidade da relação do homem para com ele, a natureza da religião, e o lugar da religião na vida humana, tem estado com o ser humano desde o início da filosofia. Os filósofos têm examinado tempo a verdade e a justificação racional para as alegações, e têm explorado tais fenômenos filosoficamente interessantes como a fé, a experiência religiosa, e os traços distintivos do discurso religioso. A segunda metade do século XX foi um período especialmente frutífero, com os filósofos que utilizam novos desenvolvimentos em lógica e da epistemologia para montar as duas defesas sofisticadas, e ou os ataques às afirmações religiosas.[37]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Religion - Definition of Religion by Merriam-Webster». Consultado em 16 de dezembro de 2019 
  2. Morreall, John; Sonn, Tamara (2013). «Myth 1: All Societies Have Religions». 50 Great Myths of Religion. [S.l.]: Wiley-Blackwell. pp. 12–17. ISBN 978-0-470-67350-8 
  3. Nongbri, Brent (2013). Before Religion: A History of a Modern Concept. [S.l.]: Yale University Press. p. 152. ISBN 978-0-300-15416-0 
  4. James 1902, p. 31.
  5. Durkheim 1915.
  6. Tillich, P. (1957) Dynamics of faith. Harper Perennial; (p. 1).
  7. Vergote, A. (1996) Religion, Belief and Unbelief. A Psychological Study, Leuven University Press. (p. 16)
  8. James, Paul; Mandaville, Peter (2010). Globalization and Culture, Vol. 2: Globalizing Religions. Londres: Sage Publications 
  9. Faith and Reason by James Swindal, in the Internet Encyclopedia of Philosophy.
  10. African Studies Association; University of Michigan (2005). History in Africa. 32. [S.l.: s.n.] p. 119 
  11. «The Global Religious Landscape». 18 de dezembro de 2012. Consultado em 18 de dezembro de 2012 
  12. «Religiously Unaffiliated». The Global Religious Landscape. Pew Research Center: Religion & Public Life. 18 de dezembro de 2012 
  13. James, Paul (2018). «What Does It Mean Ontologically to Be Religious?». In: Stephen Ames; Ian Barns; John Hinkson; Paul James; Gordon Preece; Geoff Sharp. Religion in a Secular Age: The Struggle for Meaning in an Abstracted World. [S.l.]: Arena Publications. pp. 56–100 
  14. «religion etymology» (em inglês). Online Etymology Dictionary 
  15. «Etimologia: religione;». www.etimo.it (em italiano). Consultado em 19 de maio de 2017 
  16. Battles, Ford Lewis; Battles, Lucius Annaeus Seneca, Ford Lewis (1969). Calvin's commentary on Seneca's De clementia / with introd., transl., and notes (em inglês). [S.l.]: Brill Archive 
  17. «Dictionnaire Etymologique De La Langue Latine, Ernout - Meillet». archive.org. Consultado em 19 de maio de 2017 
  18. a b «O que é religião». Grupo Escolar. 25 de junho de 2008. Consultado em 6 de setembro de 2012 
  19. a b c Ana Lucia Santana (8 de março de 2009). «Filosofia da Religião». InfoEscola. Consultado em 6 de agosto de 2012 
  20. a b c «Conceito de Religião». Conceito.de. Consultado em 6 de setembro de 2012 
  21. Introdução à história das religiões. [S.l.]: Imprensa Metodista. 1970 
  22. a b Cunha, J. de Carvalho e (1837). A religião da razão. [S.l.: s.n.] 
  23. Hume, David (1 de janeiro de 2005). História natural da religião. [S.l.]: SciELO - Editora UNESP. ISBN 9788539303120 
  24. Historia universal: desde a creação do mundo atè 1862 : com a noticia dos factos mais notaveis relativos a Portugal e ao Brazil. [S.l.]: F. A. da Silva. 1875 
  25. Cromberg, Renata Udler (2001). Cena incestuosa: abuso e violência sexual. [S.l.]: Casa do Psicólogo. ISBN 9788573961614 
  26. «El matriarcado no existe, son los padres». Parece amor pero no lo es (em espanhol). 6 de outubro de 2016. Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  27. Masuzawa, Tomoko (2005). The Invention of World Religions (em inglês). Chicago University of Chicago Press: [s.n.] ISBN 978-0-226-50989-1 
  28. «People and Society». The World Factbook. CIA. 2012 
  29. Pew Research Center (1 de janeiro de 2008). «Income and Religiosity». Consultado em 14 de setembro de 2009 
  30. «Population of the world, major development groups and major areas 1950, 1975, 2009 and 2050» (PDF). ONU. 2009. Consultado em 19 de maio de 2017 
  31. «The World Factbook». www.cia.gov (em inglês). Central Intelligence Agency. Consultado em 19 de maio de 2017 
  32. a b «Major Religions Ranked by Size». www.adherents.com. Consultado em 19 de maio de 2017 
  33. «Mapping the Global Muslim Population». Pew Research Center's Religion & Public Life Project. 7 de outubro de 2009. Consultado em 19 de maio de 2017 
  34. Giang, Nguyễn (23 de março de 2008). «Uma perspectiva global do Tibet». www.bbc.com (em vietnamita). BBCVietnamese.com. Consultado em 19 de maio de 2017 
  35. «LUMBINI - The birthplace of Lord Buddha». 14 de março de 2004. Consultado em 19 de maio de 2017 
  36. Araújo, Alex Pereira de (15 de dezembro de 2021). «O Candomblé e a desconstrução da noção de sincretismo religioso:». Abatirá - Revista de Ciências Humanas e Linguagens (4): 357–388. ISSN 2675-6781. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  37. J. Wainwright, William (2013). William J. Wainwright, ed. Filosofia da Religião de Oxford (PDF) (em inglês) 1 ed. [S.l.]: University of Wisconsin, Milwaukee. 1 páginas 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Barzilai, Gad; Law and Religion; The International Library of Essays in Law and Society; Ashgate (2007), ISBN 978-0-7546-2494-3
  • Borg, J. (Novembro de 2003), «The Serotonin System and Spiritual Experiences», American Journal of Psychiatry, 160 (11): 1965–1969, PMID 14594742, doi:10.1176/appi.ajp.160.11.1965 
  • Brodd, Jeffrey (2003). World Religions. Winona, MN: Saint Mary's Press. ISBN 978-0-88489-725-5 
  • Yves Coppens, Origines de l'homme – De la matière à la conscience, De Vive Voix, Paris, 2010
  • Yves Coppens, La preistoria dell'uomo, Jaca Book, Milano, 2011
  • Descartes, René; Meditations on First Philosophy; Bobbs-Merril (1960), ISBN 0-672-60191-5.
  • Dow, James W. (2007), A Scientific Definition of Religion
  • Dundas, Paul (2002) [1992], The Jains, ISBN 978-0-415-26605-5 Second ed. , Routledge 
  • Durant, Will (& Ariel (uncredited)); Our Oriental Heritage; MJF Books (1997), ISBN 1-56731-012-5.
  • Durant, Will (& Ariel (uncredited)); Caesar and Christ; MJF Books (1994), ISBN 1-56731-014-1
  • Durant, Will (& Ariel (uncredited)); The Age of Faith; Simon & Schuster (1980), ISBN 0-671-01200-2.
  • Durkheim, Emile (1915). The Elementary Forms of the Religious Life. London: George Allen & Unwin 
  • Geertz, Clifford (1993). «Religion as a cultural system». The interpretation of cultures: selected essays, Geertz, Clifford. London: Fontana Press. pp. 87–125 
  • Marija Gimbutas 1989. The Language of the Goddess. Thames and Hudson New York
  • Gonick, Larry; The Cartoon History of the Universe; Doubleday, vol. 1 (1978) ISBN 0-385-26520-4, vol. II (1994) ISBN 0-385-42093-5, W.W. Norton, vol. III (2002) ISBN 0-393-05184-6.
  • Haisch, Bernard The God Theory: Universes, Zero-point Fields, and What's Behind It All—discussion of science vs. religion (Preface), Red Wheel/Weiser, 2006, ISBN 1-57863-374-5
  • James, William (1902). The Varieties of Religious Experience. A Study in Human Nature. [S.l.]: Longmans, Green, and Co. 
  • Khanbaghi, A., The Fire, the Star and the Cross: Minority Religions in Medieval and Early Modern Iran (IB Tauris; 2006) 268 pages. Social, political and cultural history of religious minorities in Iran, c. 226–1722 AD.
  • King, Winston, Religion [First Edition]. In: Encyclopedia of Religion. Ed. Lindsay Jones. Vol. 11. 2nd ed. Detroit: Macmillan Reference US, 2005. pp. 7692–7701.
  • Korotayev, Andrey, World Religions and Social Evolution of the Old World Oikumene Civilizations: A Cross-cultural Perspective, Lewiston, NY: Edwin Mellen Press, 2004, ISBN 0-7734-6310-0.
  • Lynn, Richard; Harvey, John; Nyborg, Helmuth (2009). «Average intelligence predicts atheism rates across 137 nations». Intelligence. 37: 11–15. doi:10.1016/j.intell.2008.03.004 
  • McKinnon, Andrew M. (2002), "Sociological Definitions, Language Games and the 'Essence' of Religion". Method & theory in the study of religion, vol 14, no. 1, pp. 61–83.
  • Marx, Karl; "Introduction to A Contribution to the Critique of Hegel's Philosophy of Right", Deutsch-Französische Jahrbücher, (1844).
  • Massignon, Louis (1949). «Les trois prières d'Abraham, père de tous les croyants». Dieu Vivant. 13: 20–23 
  • Palmer, Spencer J., et al. Religions of the World: a Latter-day Saint [Mormon] View. 2nd general ed., tev. and enl. Provo, Utah: Brigham Young University, 1997. xv, 294 p., ill. ISBN 0-8425-2350-2
  • Pals, Daniel L. (2006), Eight Theories of Religion, Oxford University Press 
  • Ramsay, Michael, Abp. Beyond Religion? Cincinnati, Ohio: Forward Movement Publications, (cop. 1964).
  • Saler, Benson; "Conceptualizing Religion: Immanent Anthropologists, Transcendent Natives, and Unbounded Categories" (1990), ISBN 1-57181-219-9
  • Schuon, Frithjof. The Transcendent Unity of Religions, in series, Quest Books. 2nd Quest ... rev. ed. Wheaton, Ill.: Theosophical Publishing House, 1993, cop. 1984. xxxiv, 173 p. ISBN 0-8356-0587-6
  • Segal, Robert A (2005). «Theories of Religion». In: Hinnells, John R. The Routledge Companion to the Study of Religion. London; New York: Routledge. pp. 49–60 
  • Smith, Wilfred Cantwell (1962), The Meaning and End of Religion
  • Stausberg, Michael (2009), Contemporary Theories of religion, Routledge 
  • Wallace, Anthony F.C. 1966. Religion: An Anthropological View. New York: Random House. (pp. 62–66)
  • The World Almanac (annual), World Almanac Books, ISBN 0-88687-964-7.
  • The World Almanac (for numbers of adherents of various religions), 2005

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons
Wikinotícias Notícias no Wikinotícias