Valdenses

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Os valdenses são uma denominação cristã que teve sua origem entre os seguidores de Pedro Valdo na Idade Média e subsiste hoje como um grupo etnorreligioso na Itália e Uruguai nas igrejas Valdense e Evangélica Valdense do Rio da Prata, além de descendentes na Alemanha, Estados Unidos e França. [1]

História[editar | editar código-fonte]

A cruz huguenote, um dos símbolos valdenses.

Pedro Valdo era um comerciante de Lyon e iniciou seu movimento por volta de 1174 [2]. Decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou a sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres.

Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, sendo esta a fonte de toda autoridade eclesiástica.[carece de fontes?]

Os valdenses reuniam-se em casas de família ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica. Celebravam a Santa Ceia uma vez por ano. Negavam a supremacia de Roma, rejeitavam o culto às imagens vistas por eles como idolatria e se diziam guardadores da doutrina cristã apostólica. Em virtude de sua recusa em interromper suas pregações, foram excomungados em 1184.[3][falta página]

Mesmo após a morte de Pedro Valdo, em 1217, seus discípulos continuaram o movimento, sendo nomeados valdenses. Condenados pelo papado, os valdenses foram perseguidos durante a Idade Média e a Reforma Protestante, quando juntaram-se ao nascente protestantismo no Sínodo de Chanforan em 1532. Desde então, os valdenses subscrevem ao Calvinismo [4]

Igreja Valdense em Roma

Em 1848, foi proclamando o edito de emancipação garantindo liberdade de culto e direitos individuais para os valdenses no Piemonte (então parte do Reino da Sardenha e depois para toda o Reino de Itália [5]

O crescimento populacional e busca de maior liberdade econômica e religiosa fizeram os valdenses emigrarem em massa no final do século XIX, estabelecendo colônias no Uruguai, Argentina e Estados Unidos. No Brasil houve um pequeno fluxo imigratório, principalmente para o Rio Grande do Sul, unindo-se com denominações evangélicas locais. [6] Em 1975, a Igreja Evangélica Valdense, então com 35.000 membros na Itália e 15.000 no Uruguai se uniram com a Igreja Metodista Italiana (com 5.000 membros) para formar a União das Igrejas Valdense e Metodista.[7]

Personalidades relacionadas aos valdenses[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Audisio, Gabriel (1999), The Waldensian Dissent: Persecution and Survival, c. 1170 – c. 1570 [A dissensão valdense: perseguição & sobrevivência, c. 1 170 – c. 1 570], ISBN 0-521-55984-7, Medieval Textbooks (em inglês), Cambridge: Cambridge University Press .
  • Cameron, Euan (2001), The Waldenses: Rejections of Holy Church in Medieval Europe [Os valdenses: rejeições da santa igreja na Europa medieval], ISBN 978-0-631-22497-6 (em inglês) .
  • Comba, Emilio (1978), History of the Waldenses of Italy, from their origin to the Reformation [História dos valdenses da Itália, de sua origem à Reforma], ISBN 0-404-16119-7 (em inglês) .
  • Tourn, Giorgio (2003), I valdesi: identità e storia [Os valdenses: identidade e história] (em italiano), Torino: Claudiana .

Ligações[editar | editar código-fonte]