John Smyth
| John Smyth | |
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Retrato de John Smyth | |
| Nome completo | John Smyth |
| Nascimento | 1570 (456 anos) Sturton-le-Steeple, Nottinghamshire, Reino da Inglaterra |
| Morte | 28 de agosto de 1612 (42 anos) |
| Progenitores | Pai: John Smyth |
| Ocupação | Ministro, teólogo e escritor |
| Principais trabalhos | As Diferenças das Igrejas |
| Ideias notáveis | Credobatismo, separação da Igreja do Estado |
| Religião | Cristianismo anglicano (até 1603) Cristianismo puritano (desde 1603) |
| Parte da série sobre a |
| Igreja Batista |
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John Smyth (aportuguesado João Esmite; 1570 - 28 de agosto de 1612) foi um ministro e teólogo puritano inglês. Smyth foi um defensor do princípio da liberdade religiosa. Ele é considerando como um dos pioneiros da tradição batista.
Vida
[editar | editar código]John Smyth era filho de John Smyth, proprietário rural de Sturton-le-Steeple, Nottinghamshire. Smyth foi educado em Queen Elizabeth's High School, no condado próximo de Lincolnshire, em Gainsborough. Logo após a educação básica, Smyth entrou para Christ’s College.[1] Smyth subsequentemente foi ordenado sacerdote anglicano na Igreja da Inglaterra no ano de 1594.
Ministério
[editar | editar código]John Smyth assumiu cargo de pregador nos anos iniciais do séc. XVII, em Lincoln. Durante o novo ofício, Smyth se tornou adepto das visões puritanas dentro da Igreja da Inglaterra. Após as novas convicções, ele participou da assembléia puritana em Coventry, em 1606. Smyth, Thomas Helwys, e outros líderes puritanos foram excomungados pela Igreja da Inglaterra, rompendo então com a igreja estatal em 1607. Smyth e Helwys tornaram-se líder dos puritanos em Gainsborough onde formaram a Congregação de Gainsborough e foram escolhidos como ministros, apoiados pelo feudo da região. Os puritanos foram então, logo depois das excomunhões, perseguidos pela Igreja da Inglaterra e exilados para a Europa Continental. Na mais tolerante República Holandesa, na capital Amesterdão, os puritanos de Gainsborough se estabeleceram, enquanto outros puritanos ficaram em outras cidades, e lá passaram a estudar teologia com afinco.[2] Em 1608, Smyth publicou The Differences of the Churches', em que explicava as características de uma igreja considerada bíblica.[3] Seguindo a eclesiologia adotada pela maioria dos puritanos, como a doutrina da membrasia regenerada, eles concluíram que apenas aos recém-convertidos confessando fé e arrependimento deveria ser administrado o sacramento do batismo, como era na Igreja Primitiva, segundo eles.[4] Então, em 1609, Smyth batizou-se com consciência e em seguida batizou Helwys e os demais puritanos da congregação, marcando o início da tradição batista.[5]
Em fevereiro de 1610, Smyth e outros puritanos redigiram uma epístola a uma igreja menonita em Waterland para estar em comunhão com a Reforma anabatista.[6][7] Helwys, John Murton e certos puritanos não apoiaram a causa, pois eles consideravam os anabatistas, assim como a maioria dos outros protestantes, hereges e falsos protestantes (embora não apoiassem a perseguição). Isso resultou na excomunhão de Smyth e de outros pelo líder puritano adjunto Thomas Helwys, pois Helwys acreditava que essas convicções menonitas eram adoção de heresias. Eles então se juntaram a igreja menonita em Waterland, enquanto os puritanos da igreja, agora liderados por Helwys, voltaram a Inglaterra para reformar e propagar os novos ideais no meio puritano e anglicano. Eles se estabeleceram em White's Alley, na região de Spitalfields, em Londres, no ano de 1612.
Fim da vida
[editar | editar código]John Smyth faleceu em 28 de agosto de 1612, em Amsterdam.[8]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ Lee, Jason (2003). The Theology of John Smyth: Puritan, Separatist, Baptist, Mennonite: Página 41. Estados Unidos: Mercer University Press. ISBN 0-86554-760-2
- ↑ Britannica, John Smyth, britannica.com, acessado em 8 de junho de 2021
- ↑ Jason K. Lee, The Theology of John Smyth: Puritan, Separatist, Baptist, Mennonite, Mercer University Press, USA, 2003, p. 54
- ↑ Sébastien Fath, Une autre manière d'être chrétien en France: socio-histoire de l'implantation baptiste, 1810-1950, Éditions Labor et Fides, 2001, p. 81
- ↑ Robert E. Johnson, A Global Introduction to Baptist Churches, Cambridge University Press, UK, 2010, p. 33
- ↑ Jason K. Lee, The Theology of John Smyth: Puritan, Separatist, Baptist, Mennonite, Mercer University Press, USA, 2003, p. 87
- ↑ T. Lyon, The Theory of Religious Liberty in England 1603–39, Cambridge University Press, UK, 2014, p. 119
- ↑ J. Gordon Melton et Martin Baumann, Religions of the World: A Comprehensive Encyclopedia of Beliefs and Practices, ABC-CLIO, 2010, p. 298
