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Esperança de vida

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Esperança de vida, esperança de vida à nascença, esperança de vida ao nascer ou expectativa de vida é o número aproximado de anos que um grupo de indivíduos nascidos no mesmo ano irá viver, se mantidas as mesmas condições desde o seu nascimento. Em outras palavras, a expectativa de vida é uma medida estatística da média de tempo de vida de um organismo, com base no ano de seu nascimento, sua idade atual e outros fatores demográficos, incluindo sexo.[1] A expectativa de vida da população de uma determinada área, em um determinado ano, corresponde à média ponderada das idades das pessoas do lugar que morreram naquele ano.

A expectativa de vida é também um indicador de qualidade de vida de um país, região ou localidade. Pode também ser utilizada para aferir o retorno de investimentos feitos na melhoria das condições de vida e para compor vários índices, tais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

A esperança de vida ao nascer pode ser estratificada segundo a classe de renda, o acesso a serviços de saúde, saneamento, educação, cultura e lazer, bem como os índices de violência, criminalidade e poluição do local onde vive a população. Desta forma, é possível calcular diferenças na expectativa de vida de determinados setores da população (por exemplo, entre ricos e pobres). Esta é uma medida prática para analisar os níveis de equidade em saúde da área em questão.

Padrões humanos

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Registros de expectativa de vida humana acima de 100 anos são altamente suscetíveis a erros.[2] Por exemplo, a idade confirmada mais antiga para todos os seres humanos é de 122 anos, alcançada por Jeanne Calment, que viveu entre 1875 e 1997, embora mesmo esse período seja contestado com base em evidências que sugerem que a morte de sua filha Yvonne em 1934 pode ter sido de fato a morte de Jeanne, e Yvonne assumiu a identidade de sua mãe.[3]

Os cientistas distinguiram caminhos celulares sinérgicos da longevidade que intensificam a expectativa de vida em C. elegans, um nematóide utilizado como modelo em pesquisas de envelhecimento. O estudo sugere que o aumento da vida útil seria equivalente à vida humana por 400 ou 500 anos.[4]

No Brasil

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Mapa brasileiro da esperança de vida (2021).
  > 80
  79 – 78
  77 – 76
  75 – 74
  73 – 72
  < 72

Segundo dados do IBGE, no Brasil em 2017 a expectativa de vida ao nascer era de 76 anos, um aumento de 30,5 anos em relação a 1940 e de 2,1 anos em relação ao ano de 2010.[5] Em 2020 a expectativa de vida já estava em 76,8 anos, e em 2021 atingiu 77 anos.[6]

Em relação ao mercado de moradias para pessoas idosas, também conhecido por Senior Living ou Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), segundo o Engenheiro Norton Mello, PhD. em Senior Living, de acordo com critério de melhor EBITDA para a modalidade empreendimentos destinados para pessoas idosas independentes, o Brasil possui cidades com maiores chances de sucesso para a absorção do conceito e aculturamento. Estão entre as 10 melhores cidades São Paulo, Balneário Camboriú e Região, Campinas, Curitiba, Santos e Região, Florianópolis, Jundiaí, Vitória, Joinville e Porto Alegre, respectivamente.[7]

Em Portugal

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No período 2015-2017, a esperança de vida à nascença foi estimada em 80,8 anos para o total da população, sendo 77,7 anos para os homens e 83,4 anos para as mulheres. No período de uma década verificou-se um aumento de 2,3 anos de vida para o total da população (2,6 anos para os homens e 1,8 anos para as mulheres). Nas mulheres esse aumento resultou essencialmente da redução na mortalidade em idades iguais ou superiores a 60 anos, nos homens esse aumento continua a ser fundamentalmente da redução da mortalidade em idades inferiores a 60 anos, embora a contribuição da redução na mortalidade nas idades mais avançadas tenha vindo a ganhar importância. A esperança de vida aos 65 anos atingiu 19,5 anos para o total da população. Aos 65 anos os homens podem esperar viver, em média, mais 17,6 anos e as mulheres mais 20,8 anos, o que representa ganhos de 1,4 anos e de 1,3 anos, respectivamente, na última década.[8]

Ver também

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Referências

  1. ↑ S. Shryok, J. S. Siegel et al. The Methods and Materials of Demography. Washington, DC, US Bureau of the Census, 1973
  2. ↑ Newman, Saul Justin (20 de dezembro de 2018). «Errors as a primary cause of late-life mortality deceleration and plateaus». PLOS Biology (em inglês). 16 12 ed. pp. e2006776. ISSN 1545-7885. doi:10.1371/journal.pbio.2006776
  3. ↑ Zak, Nikolay (30 de janeiro de 2019). «Evidence that Jeanne Calment died in 1934, not 1997». Rejuvenation Research. 22. pp. 3–12. doi:10.1089/rej.2018.2167
  4. ↑ «Scientists may have cracked a cellular secret to living a longer life». Tech Explorist (em inglês). 11 de janeiro de 2020. Consultado em 13 de janeiro de 2020
  5. ↑ «Tábuas Completas de Mortalidade | Estatísticas | IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 28 de fevereiro de 2019
  6. ↑ «Expectativa de vida do brasileiro sobe de 76,8 para 77 anos». G1. 25 de novembro de 2022. Cópia arquivada em 8 de dezembro de 2022
  7. ↑ Mello, Norton Ricardo Ramos de (17 de fevereiro de 2021). SENIOR LIVING – CONCEITO, MERCADO GLOBAL E EMPREENDIMENTOS DE SUCESSO: A Conexão da Bioengenharia com as Emoções para Potencializar a Longevidade Saudável. Curitiba, PR: Manoel Ricardo Bueno Menezes. p. 86. ISBN 978-65-00-17818-0
  8. ↑ Esperança de vida atingiu 80,78 anos à nascença e 19,45 anos aos 65 anos - 2015 - 2017. 29 de maio de 2018. Portal do INE.
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