Superpopulação

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Gráfico da população humana de 10 000 a.C. ao ano 2000, mostra o crescimento populacional sem precedentes que ocorreu após a Revolução Industrial

Considera-se que há uma superpopulação ou sobrepopulação de determinada espécie quando o número de indivíduos da população aumenta de maneira a causar um desequilíbrio no ecossistema, podendo prejudicar, inclusive, a sobrevivência de outras espécies.

Normalmente, em um ambiente equilibrado, o crescimento de uma espécie tende a ser controlado pela existência de outras espécies que irão disputar alimento e espaço físico (competição interespecífica), e no caso de superpopulação pela competição também entre seres da mesma espécie (competição intraespecífica). Neste último caso, os indivíduos poderão competir, inclusive, por parceiros para reprodução. No entanto, com a crescente interferência dos seres humanos sobre o meio, podem ocorrer mudanças rápidas, prejudicando as relações que mantêm esse equilíbrio, seja por limitação do espaço físico disponível, redução do alimento ou eliminação de predadores naturais.

Efeitos da superpopulação e mecanismos de reequilíbrio[editar | editar código-fonte]

O desequilíbrio em um ambiente pode ser compensado por reações biológicas automáticas que recuperam o equilíbrio. Esse processo se chama Homeostase.

Por exemplo, se houver redução na disponibilidade de alimento em uma população animal, os indivíduos podem praticar canibalismo, ou seja, alimentar-se de outros indivíduos da sua própria espécie. Animais podem se tornar canibais em circunstâncias de carestia extrema, ou seja, quando há falta total de alimentos e a impossibilidade de se dispersarem para outras regiões ou territórios do ambiente onde poderiam encontrar outras presas. O canibalismo surge também em circunstâncias comuns observadas na zootecnia, como, por exemplo, nas criações de peixes (piscicultura), criações de rãs (ranicultura), criações de aves (avicultura), criações de serpentes (serpentários) e em outras criações. Quando esses animais aprisionados ficam sem alimentos, podem devorar uns aos outros para evitar a morte.

Por outro lado, uma espécie de ser vivo que fique sem predador algum e tendo alimento em abundância e espaço para se dispersar transforma-se numa praga biológica. Nessas condições, ocorre um desequilíbrio populacional e sua população aumenta exageradamente, tornando-se uma superpopulação. A quantidade excessiva de indivíduos dessa espécie afeta também as outras espécies da comunidade naquele ambiente.[carece de fontes?]

Experiências com superpopulações[editar | editar código-fonte]

As experiências do etólogo John B. Calhoun sobre densidade populacional e a sua influência no comportamento de ratos ajudaram a cunhar o termo "behavioral sink". Segundo o autor, quando confrontados com condições de superpopulação, os ratos tendiam a exibir padrões comportamentais aberrantes, descritos da seguinte maneira:

Em humanos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Superpopulação humana

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]