Macumba

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Macumba
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Macumba[1] segundo o parecer da escritora espírita Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho: "designação de instrumento musical de percussão que os negros trouxeram da África; aqueles que tocavam esse instrumento eram chamados de macumbeiros. As expressões se deturparam e, hoje, infelizmente designam a prática do mediunismo sem estudo e até quem faz maldades. Terreiro de Macumba: existem diversos lugares em que se exerce o mediunismo. Não são espíritas, umbandistas e nem pertencem ao candomblé. Esses terreiros têm preceitos próprios, cada grupo faz o que quer."[2]

Macumba é uma designação genérica dada a vários cultos sincréticos praticados comumente no Brasil e fortemente influenciados (sem fazer parte) por religiões como o ocultismo, candomblé, e cultos ameríndios.[3] "Macumba" também pode se referir a um antigo instrumento musical de percussão africano, uma espécie de reco-reco.[4]

Além dessas duas acepções o termo macumba tem uso popular como sinônimo de "ebó, feitiço, coisa-feita", segundo Câmara Cascudo.[5] Neste sentido tem-se como exemplo a letra de Vinicius de Moraes, Gilberto Gil, Zeca Pagodinho, Seu Jorge, Ivete Sangalo, Os Originais do Samba, Racionais MC's. Entre outros tantos astros com influência da música afro-brasileira.

Descrições literárias[editar | editar código-fonte]

Escritores brasileiros e livros costumam relatar informações a respeito das práticas da macumba no Brasil ao longo do tempo. Eis alguns relatos:

No livro de 1904 "As Religiões no Rio", Paulo Barreto, sob o pseudônimo de João do Rio, escreveu:

"Macumba" era definida por toda e qualquer dita manifestação mediúnica de curandeiros, pais de santo, feiticeiros, charlatões e todos aqueles que se dispunham a intervir junto às "forças invisíveis do além" apenas em troca de dinheiro e poder (ver "marmoteiro").

Codó, a "capital da macumba"[editar | editar código-fonte]

A cidade maranhense de Codó é conhecida como "capital da macumba", pois contam os mais velhos que a cidade teria sido fundada por praticantes de cultos afro-brasileiros. A cidade conta com a maior porcentagem de terreiros pela área da cidade no Brasil. É em Codó que mora um dos pais de santo mais famosos do país, o Bita do Barão, de grande influência em Codó e em Teresina. A macumba feita na região de Codó e de Teresina é mais conhecida como terecô.[6]

Atualmente, no centro de Porto Alegre é feito diariamente um ritual de macumba com o pai-de-santo David – mais conhecido como "Pai Luz".

Referências

  1. Macumba e Macumbeiro
  2. Ah, Se Eu Pudesse Voltar No Tempo, Por:Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário Eletrônico Aurélio versão 5.0 [CD-ROM]. [S.I]: Positivo Informática Ltda, 2004.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 061.
  5. Câmara Cascudo (s/d, 10ª ed.). Dicionário do Folclore Brasileiro. [S.l.]: Ediouro. p. p. 389 (verbete "feitiçaria") e p. 530 (verbete "macumba"). ISBN 8500800070  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  6. Temer visitou Bita do Barão antes do impeachment. Acesso em 01 de maio de 2017.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]