Templos afro-brasileiros

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Templos afro-brasileiros
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Religiões afro-brasileiras


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São chamados de Templos afro-brasileiros os Terreiros, Roças, Sítios, Casas de Candomblé, Batuque e Tendas ou Centros de Umbanda e outros nomes utilizados pela maioria das religiões afro-brasileiras. Segundo o antropólogo Renato da Silveira A Constituição Política do Império do Brasil, jurada, em nome da Santíssima Trindade, no dia 25 de março de 1824. Em seu artigo quinto, diz: "A religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império. Todas as outras religiões serão permitidas com seu culto doméstico, ou particular, em casas para isso determinadas, sem forma alguma exterior de templo". E segundo Antonio Risério[1] de Salvador, Bahia, "Temos ao mesmo tempo, uma permissão e uma proibição. A permissão se dá na dimensão simbólico-ideológica: permite-se a existência de religiões que não a católica. A proibição, por sua vez, incide sobre a expressão física dessas religiões, em termos de seus locais de encontro e rito. Não se pode ter forma alguma exterior de templo. É uma proibição arquitetônica".

A lei federal nº. 6.292 de 15 de dezembro de 1975 protege os terreiros de candomblé no Brasil, contra qualquer tipo de alteração de sua formação material ou imaterial. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Instituto Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) são os responsáveis pelo tombamento das casas.

Depoimento do Ministro

IPHAN - Qual a importância desse e de outros tombamentos de terreiro já realizados pelo Iphan? Gilberto Gil - "O que são os terreiros de candomblé? São locais de permanência da vida cultural de um povo originalmente africano e depois brasileiro, que se tornou brasileiro aqui, ao longo da história, através da reprodução das suas matrizes africanas e a partir da interação dessas matrizes com outras matrizes, ameríndias, européias. No processo de conjugação dessas culturas, o terreiro de candomblé, esse locus, tem sido importantíssimo. São as interações das religiões africanas vindas do Golfo da Guiné com o animismo indígena daqui, com as religiões mais conceituais do mundo católico, cristão. O terreiro de candomblé, então, é um laboratório desse processamento religioso brasileiro a partir, especialmente, da vertente africana. É uma coisa valiosíssima. Tem sido valioso para o passado, é valioso hoje e permanecerá valioso para o futuro. É um conjunto de manifestações religiosas que se estendem para vários outros campos, a música, a dança, a culinária, a indumentária, a relação com a natureza, a dimensão ecológica, tudo isso o terreiro de candomblé abriga com uma característica muito própria. E, além disso, é também um lugar de abrigo desse patrimônio humano, desse capital chamado povo afro-brasileiro."

Terreiros de Candomblé são patrimônio histórico e cultural - Decreto nº 17.709 de 13 de novembro de 2007 Diário Oficial do Município de Salvador, Bahia.

Os terreiros de candomblé de Salvador - santuários do culto afro-brasileiro -, são a partir de agora oficialmente reconhecidos como patrimônio histórico e cultural de origem afro-brasileira através do Decreto nº 17.709, publicado na edição de (13 de novembro de 2007) do Diário Oficial do Município. Assinado pelo prefeito João Henrique e os secretários Gilmar Santiago (Governo), Antônia Garcia (Reparação) e Ângela Gordilho (Habitação), o decreto contempla 55 sítios urbanos, entre os quais estão a Casa Branca do Engenho Velho, o Gantois e o Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro. Agora, caberá à Secretaria Municipal da Habitação (Sehab) os estudos e providências necessárias para promover a regularização fundiária dos respectivos sítios urbanos. Em Brasília, o presidente da Fundação Palmares, Zulu Santos, considerou o decreto como "uma conquista importantíssima da cultura afro-brasileira, particularmente de uma cidade como Salvador, de maioria negra". Para ele, é o reconhecimento do prefeito João Henrique da importância da pluralidade religiosa e da diversidade cultural. Zulu Santos fez questão de parabenizar o prefeito João Henrique por essa iniciativa e em particular a comunidade negra de Salvador por essa importante vitória. O decreto prevê a criação do Cadastro Geral das Comunidades Religiosas de Referência da Cultura Afro-brasileira da Cidade de Salvador, também denominadas como "Terreiros de Candomblé", "Terreiros de Umbanda" e outras denominações congêneres. Eles terão registro em livro próprio, de folhas numeradas, da declaração de pertencimento à religiosidade de matriz africana, o qual ficará sob a guarda e pertencerá ao patrimônio da Secretaria Municipal da Reparação (Semur). Em seu Artigo 3º, o decreto considera comunidades religiosas de referência da cultura afro-brasileira da Cidade do Salvador os grupos religiosos que, segundo critérios de auto-atribuição, com trajetória histórica própria, relações territoriais específicas e presunção de ancestralidade negra relacionada às tradições religiosas de matriz africana. Os terreiros beneficiados são os seguintes: Bate Folhinha (Manso Banduquemquim N´Saba), Caboclo Catimboiá, Casa Branca do Engenho Velho, Casa dos Olhos do Tempo que Fala da Nação Angolão Paquetan, Ilê Axé Obá Tadê Patiti Oba, Ilê Axé Oiô Bomin, Ilê Axé Abassá de Ogum, Ilê Axé de Oya, Ilê Axé Giocan, Ilê Axé Jitolu, Ilê Axé Kalé Bokum, Ilê Axé Karé Lewi, Ilê Axé Maroiá Laji (Alaketu), Ilê Axé Maroketu, Ilê Axé Oba Fé Konfé Olorum (Casa de Maria de Xangô), Ilê Axé Obá Ynã, Ilê Axé Obanirê, Ilê Axé Odé Mirin, Ilê Axé Odé Tolá, Ilê Axé Olorum Oyá, Ilê Axé Olunfã Anassidé Omim, Ilê Axé Omin Funjê Loiassi, Ilê Axé Omin J'obá, Ilê Axé Omo Ewa, Ilê Axé Oninjá, Ilê Axé Opô Afonjá, Ilê Axé Oxumaré, Ilê Axé Oyá, Ilê Axé Oyá Deji, Ilê Axé Oyá Leci, Ilê Axé Oyá Tunjá, Ilê Axé Oyassiabadê, Ilê Axé Togum, Ilê Axé Yji Ati Oya, Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê (Terreiro do Gantois), Ilê Obá do Cobre, Ladê Padê Omin, Manso Dandalunga Cocuazenza, Mansubamdu Kuêkuê Doinkuabebe, Mocambo - Unzu Ngunzo Dandalunga Ye Tempo, Ninfa Omim, Nzo Kwa Mpaanzu, Ogum Kariri Com Iansã, Oxalá (Babakan Alafin), Oxossi Mutalambo, Senzala Religiosa Mukunndewá, Sogboadã (Guerebetã Jume Sogboadã), Terreiro de Ogunjá,Tumba Jussara, Unzo de Angorô, Unzó Indebwa Kaamumzambi, Unzo Ngonzo Kwa Kayongo, Unzo Tumbancé, Vintém de Prata, Yaominide. Na Sehab, informação repassada pelo Centro de Estudos Afro-orientais (Ceao/UFBa), instituição contratada pela Semur para a execução do cadastro e mapeamento, dava conta da existência de 1.386 terreiros cadastrados, de um total de aproximadamente 1.500. O trabalho conta com o apoio do Ministério da Cultura. Fundação Palmares, Associação em Prol da Preservação do Patrimônio Bantu e da Federação Baiana do Culto Afro-brasileiro (Fenacab). Fonte: Portal Secom PMS (www.salvador.ba.gov.br)

T.=Tombamento e ano.[2][3][4][5][6][7][8][9][10]

IPHAN

  • Ilê Axé Iyá Nassô Oká - Casa Branca T.1986, (Vasco da Gama)
  • Ilê Axé Opô Afonjá T.1999, (São Gonçalo do Retiro)
  • Casa das Minas T.2002 - São Luís, Maranhão
  • Ilê Axé Omim Iyá Yamassê - Gantois T.2002, (Federação)
  • Inzo Manzo Bandukenké - Bate Folha T.2003, (Mata Escura)
  • Ilê Mariolaje - Olga de Alaketu T.2005, (Luiz Anselmo)

IPAC

  • Terreiro São Jorge Filho da Goméia Portão T.2004, (Lauro de Freitas)
  • Ilê Axé Oxumaré T.2004, (Vasco da Gama) Salvador
  • Terreiro Pilão de Prata T.2004, (Boca do Rio) Salvador
  • Ilê Axé Opô Aganju T.2005, (Lauro de Freitas)
  • Ilê Axé Ajagunã T.2005, Lauro de Freitas
  • Ilê Axé Alabaxê T.2006, Maragojipe,
  • Terreiro de Jauá T.2006, Camaçari.

Terreiros de Candomblé não tombados na Bahia[editar | editar código-fonte]

Terreiros de Candomblé no Paraná[editar | editar código-fonte]

Culto de Ifá[editar | editar código-fonte]

José Nilton Viana Reis, Pai Torodê

Culto aos Egungun[editar | editar código-fonte]

Xangô do Nordeste ou Nagô-Egbá[editar | editar código-fonte]

Xambá[editar | editar código-fonte]

Omolokô[editar | editar código-fonte]

Umbanda[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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