Antonio Risério

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Antonio Risério
Nascimento 21 de novembro de 1953 (63 anos)
Salvador,  Brasil
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Género literário Romance, conto
Movimento literário Pós-modernismo
Magnum opus A cidade no Brasil

Antonio Risério (Salvador, 21 de novembro de 1953) é um antropólogo, poeta, ensaísta e historiador brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1968, fez política estudantil, mergulhou na contracultura, sendo preso como subversivo pela ditadura militar aos dezesseis anos de idade.

Em 1995, defende tese de mestrado em Sociologia com especialização em Antropologia na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Integrou grupos de trabalho que implantaram a televisão educativa, as fundações Ondazul, Gregório de Matos durante o governo de Mário Kertész além do Hospital Sarah Kubitschek, na Bahia. Nesse ultimo, na década de 1990, trabalhou juntamente com João Filgueiras Lima (Lelé) e João Santana participando da implantação das novas unidades hospitalares da rede Sarah Kubitschek em Salvador.[1]

Elaborou o projeto geral para implantação do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, e do Cais do Sertão Luiz Gonzaga, no Recife. [carece de fontes?] Trabalhou no Ministério da Cultura juntamente com Roberto Pinho na implantação das Bases de Apoio à Cultura durante a gestão de Gilberto Gil até ele ser exonerado do cargo, por ter sido acusado pelo secretário-executivo do ministério, Juca Ferreira, de irregularidades no contrato firmado com o IBRAC (Instituto Brasil Cultural), nesta ocasião Antonio Risério e mais dois assessores do ministro Gilberto Gil pediram demissão.[2]

Tem feito roteiros de cinema e televisão e diversos ensaios sobre urbanismo e história da Bahia e do Brasil.[3] Muitas composições suas foram gravadas por importantes artistas da música popular brasileira, sendo considerado um herdeiro da Tropicália.[4]

Aproximadamente desde o ano 2000 dedicou-se ao marketing político, integrou o núcleo de criação e estratégia das campanhas vitoriosas de Lula da Silva e Dilma Rousseff à Presidência da República. Por desentendimentos com a equipe de marketing com quem trabalhou, ou outros interesses, mais recentemente tem feito constantes declarações contra este mesmo grupo de ex-aliados, liderados pelo publicitário e marketeiro do PT João Santana, da qual Risério participava nas referidas campanhas e em trabalhos anteriores.[5][6][7] O referido marketeiro foi indiciado pela Policia Federal com mais sete pessoas acusados de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, entre outros crimes em março de 2016.[8][9][10] Risério atualmente dedica-se a sua atvidade como escritor, na entrevista que concedeu a Revista Época refere-se ao marketing político como a “sistemática do estelionato” [11]

Polêmica com a Editora 34[editar | editar código-fonte]

Após publicar três obras ensaísticas pela Editora 34, Risério submeteu os originais do romance Que você é esse? aos editores da casa, que veio a ser recusado.

O autor, então, acusou a casa editorial de censura, defendendo que considera ter sido boicotado por questões de ordem ideológica e alegando que a decisão mostraria "um sectarismo microconjuntural, uma coisa maluca de achar que um romance poderia contribuir para o impeachment. É uma megalomania de literatos".[12]

Já a editora esclareceu que os principais motivos da recusa tiveram a ver com a baixa qualidade da obra, "tendo constatado, nessa fase, problemas de ordem literária, tais como: falta de tensão na voz narrativa, digressões excessivas por parte do narrador, mistura (literariamente contraproducente) das vozes do narrador e dos personagens, bem como dos personagens entre si.".[13]

Em meio a polêmica, a Editora Record, pelo seu editor Carlos Andreazza, anunciou que publicará a obra vetada pela concorrente.[14]

Obras[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Mota, Carlos Guilherme. A cidade brasileira entre a memória e a utopia. vitruvius / resenhas online 11, jun. 2012. Consultado em 3 de janeiro de 2017.
  2. Folha OnLine. Três assessores do ministro Gilberto Gil pedem demissão Folha Ilustrada 17/02/2004 Consultado em 13 de janeiro de 2017
  3. «Antonio Risério». Paraty. Consultado em 10 de janeiro de 2017 
  4. Hotsite do livro "Tropicália ou Panis et Circenses".
  5. A grande mentirosa Consultado em 23 de setembro de 2016.
  6. Folha entrevista intelectuais sobre impeachment e oculta resultado Consultado em 23 de setembro de 2016.
  7. “Que você é esse?”, de Antonio Risério Consultado em 23 de setembro de 2016.
  8. Polícia Federal pede indiciamento de João Santana e mais sete pessoas Globo 23 de março de 2016. Consultado em 26 de setembro de 2016.
  9. Banco Central bloqueia R$ 35,5 milhões de contas de João Santana, Mônica Moura e lobista Globo 29 de fevereiro de 2016. Consultado em 26 de setembro de 2016.
  10. Moro manda soltar ex-marqueteiro do PT João Santana, preso na Lava Jato. Globo 1 de agosto de 2016. Consultado em 26 de setembro de 2016.
  11. EVELIN Guilherme. Antonio Risério: “Foi uma espécie de autoimpeachment” Época – Especial Impeachment Acesso 30/08/2016
  12. Mônica Bergamo (30 de março de 2016). «Escritor diz que editora censurou livro seu para não 'engrossar' impeachment». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 8 de abril de 2016 
  13. «Editora 34». www.editora34.com.br. Consultado em 8 de abril de 2016 
  14. «Editora recusa livro para 'não engrossar o caldo do impeachment' e Fla-Flu das redes sociais vai para o mundo literário». O Globo. Consultado em 8 de abril de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]