Antonio Risério

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Antonio Risério
Nascimento
Salvador,  Brasil
Género literário Romance, conto
Movimento literário Pós-modernismo

Antonio Risério (Salvador, 21 de novembro de 1953) é um antropólogo, poeta, ensaísta e historiador brasileiro.

Em 1968, fez política estudantil, mergulhou na contracultura, sendo preso como subversivo pela ditadura militar aos dezesseis anos de idade.

Em 1995, defende tese de mestrado em Sociologia com especialização em Antropologia na UFBA.

Integrou grupos de trabalho que implantaram a televisão educativa, as fundações Gregório de Matos e Ondazul, e o Hospital Sarah Kubitschek, na Bahia.

Elaborou o projeto geral para implantação do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, e do Cais do Sertão Luiz Gonzaga, no Recife. Trabalhou no Ministério da Cultura juntamente com Roberto Pinho na implantação das Bases de Apoio à Cultura durante a gestão de Gilberto Gil.

Tem feito roteiros de cinema e televisão e diversos ensaios sobre urbanismo e história da Bahia e do Brasil.

Muitas composições suas foram gravadas por importantes artistas da música popular brasileira, sendo considerado um herdeiro da Tropicália[1].

Integrou o núcleo de criação e estratégia das campanhas vitoriosas de Lula da Silva e Dilma Rousseff à Presidência da República. Por desentendimentos com a equipe de marketing com quem trabalhou, ou outros interesses, mais recentemente tem feito constantes declarações contra este mesmo grupo de ex-aliados.[2][3][4]

Após publicar três obras ensaísticas pela Editora 34, Risério submeteu os originais do romance Que você é esse? aos editores da casa, que veio a ser recusado.

O autor, então, acusou a casa editorial de censura, defendendo que considera ter sido boicotado por questões de ordem ideológica e alegando que a decisão mostraria "um sectarismo microcunjuntural, uma coisa maluca de achar que um romance poderia contribuir para o impeachment. É uma megalomania de literatos".[5]

Já a editora esclareceu que os principais motivos da recusa tiveram a ver com a baixa qualidade da obra, "tendo constatado, nessa fase, problemas de ordem literária, tais como: falta de tensão na voz narrativa, digressões excessivas por parte do narrador, mistura (literariamente contraproducente) das vozes do narrador e dos personagens, bem como dos personagens entre si.".[6]

Em meio a polêmica, a Editora Record, pelo seu editor Carlos Andreazza, anunciou que publicará a obra vetada pela concorrente.[7]

Obras[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]