João Santana

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Disambig grey.svg Nota: Para o político brasileiro, veja João Santana (político). Para o político brasileiro ex-ministro dos Transportes e das Comunicações, veja João Eduardo Cerdeira de Santana.
João Santana
Nome completo João Cerqueira de Santana Filho
Nascimento 5 de janeiro de 1953 (63 anos)
Tucano, Bahia Bahia
Nacionalidade  brasileiro
Ocupação Jornalista, escritor e publicitário

João Cerqueira de Santana Filho (Tucano, 5 de janeiro de 1953)[1] é um jornalista, escritor e publicitário brasileiro. Foi preso em fevereiro de 2016 na Operação Lava Jato, na 23º fase, batizada de Operação Acarajé,[2] e solto em agosto do mesmo ano após contribuição com a justiça, pagamento de fiança e determinadas outras condições exigidas pela justiça.[3]. Em julho de 2016, admitiu em juízo caixa 2 no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.[4]

Carreira e atuação[editar | editar código-fonte]

Considerado um dos mais importantes consultores políticos do Brasil - e, entre eles, o de maior projeção internacional. Comandou o marketing vitorioso de oito eleições presidenciais, o que lhe confere um local destacado no ranking mundial de sua atividade. Coordenou o marketing vitorioso das campanhas de Lula (2006) e Dilma Roussef (2010 e 2014), no Brasil; Hugo Chávez (2012) e Nicolás Maduro (2013), na Venezuela; Mauricio Funes, em El Salvador; Danilo Medina, na República Dominicana; e José Eduardo Santos, em Angola. Três destas vitórias foram conseguidas em um mesmo ano (2012), um feito inédito no marketing político internacional.[5] Além destes pleitos presidenciais, comandou dezenas de campanhas para governador, prefeito, senador e deputados no Brasil e na Argentina.[5]

Antes de se dedicar ao marketing político, foi jornalista político de sucesso, com passagens por alguns dos mais importantes veículos de comunicação do Brasil, nas redações dos jornais O Globo e Jornal do Brasil, nas redações da revista Veja, e repórter na IstoÉ.[6]

É detentor de vários prêmios jornalísticos, o mais importante deles o Prêmio Esso de 1992 , como um dos autores da reportagem Eriberto: Testemunha Chave, decisiva para o impeachment do presidente Fernando Collor.[1][7][8]

É um dos autores da marca do Governo Dilma Rousseff.[9]

Fora da atuação política, como escritor, publicou o romance batizado Aquele Sol Negro Azulado.[8]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Prisão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Acarajé

Em 22 de fevereiro de 2016, na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Acarajé, a Justiça Federal expediu um mandado de prisão contra o publicitário mirando a sua relação com o esquema de corrupção instalado na Petrobras. A PF identificou pelo menos 7 milhões de dólares enviados ao exterior e com relação direta com João Santana. Ele não foi detido por estar no exterior. [2][10]

Em 23 de fevereiro João Santana desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo um dia após ter a prisão decretada pela justiça.[11] No mesmo dia foi levado junto com sua esposa Mônica que também teve o mandado de prisão para Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde chegaram ainda na parte da manhã, as 11h40m.[12]

Em 1º de agosto de 2016 deixou a prisão com a fiança estipulada em R$ 2.756.426,95. João Santana teve o pedido de liberdade provisória concedido pelo juiz federal Sérgio Moro mediante pagamento de fiança[3] sob condição de ser proibido de deixar o país, devendo entregar em Juízo todos os seus passaportes, brasileiros e estrangeiros, proibição de manter contatos com outros acusados ou investigados na Operação Lava Jato, e com destinatários de seus serviços eleitorais e proibido de atuar direta ou indiretamente, em qualquer campanha eleitoral no Brasil até nova deliberação da justiça.[13]

Recebimento de recursos da Odebrecht[editar | editar código-fonte]

Em 3 de março de 2016, novos documentos obtidos pela Polícia Federal mostraram que o marqueteiro recebeu da Odebrecht no Brasil cerca de R$ 21,5 milhões, após o pleito de 2014. As planilhas foram usadas pela PF para justificar o pedido de conversão da prisão temporária para a preventiva, quando não há prazo para a soltura. A descoberta coloca em xeque o argumento inicial de João Santana e sua mulher, de que receberam apenas dinheiro no exterior, para campanhas fora do país.[14]

Caixa 2[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2016, João Santa admitiu caixa 2, no esquema investigado pela força-tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato.[15][4]

Referências

  1. a b «Marqueteiro do PT, João Santana venceu 6 das 7 campanhas presidenciais que fez». Folha de S.Paulo. 26 de novembro de 2012. Consultado em 23 de fevereiro de 2016. 
  2. a b «Polícia Federal cumpre a 23ª fase da Operação Lava Jato em três estados». G1. Globo.com. 22 de fevereiro de 2016. Consultado em 22 de fevereiro de 2016. 
  3. a b «Monica Moura e João Santana deixam a prisão em Curitiba». G1. Globo.com. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  4. a b Bruno Boghossian (22 de julho de 2016). «João Santana e a mulher entregam o caixa dois da campanha de Dilma Rousseff». Época. Globo.com. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  5. a b LUIZ MAKLOUF CARVALHO (4 de outubro de 2013). «João Santana, o homem que elegeu seis presidentes». Época. Globo.com. Consultado em 22 de fevereiro de 2016. 
  6. «A carreira internacional de João Santana, marqueteiro do PT alvo da Lava Jato». bbc. 22 de fevereiro de 2016. Consultado em 22 de fevereiro de 2016. 
  7. Mina Pedrosa Há segredos que levamos para o túmulo, outros não
  8. a b Após denúncia, novo marqueteiro já cogita desistir de Lula
  9. «Logomarca do governo Dilma Rousseff será apresentada hoje à noite». agenciabrasil.ebc. 10 de fevereiro de 2011. Consultado em 22 de fevereiro de 2016. 
  10. «Lava Jato deflagra nova operação e decreta prisão de João Santana». Veja.com. 22 de fevereiro de 2016. Consultado em 22 de fevereiro de 2016. 
  11. Tatiana Santiago (23 de fevereiro de 2016). «João Santana chega ao Brasil após ter prisão decretada na Lava Jato». G1 São Paulo. Consultado em 23 de fevereiro de 2016. 
  12. O Globo (23 de fevereiro de 2016). «Marqueteiro de Lula e Dilma é preso pela PF ao chegar ao Brasil». O Globo. Consultado em 23 de fevereiro de 2016. 
  13. «As medidas alternativas de Feira». O Antagonista. Consultado em 1 de agosto de 2016. 
  14. Época (03 de março de 2016). «João Santana recebeu R$ 21,5 mi da Odebrecht no Brasil após eleição de 2014, diz PF». Época. Globo. Consultado em 3 de março de 2016. 
  15. Malu Mazza. «João Santana e mulher admitem caixa 2 na campanha de Dilma». G1. Globo.com. Consultado em 1 de agosto de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]