Duda Mendonça

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde fevereiro de 2012) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Duda Mendonça
Nome completo José Eduardo Cavalcanti de Mendonça
Outros nomes Sansão
Nascimento 10 de agosto de 1944 (71 anos)
Salvador
Nacionalidade  Brasil
Cônjuge Aline Mendonça
Ocupação Publicitário

José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, mais conhecido como Duda Mendonça, (Salvador, 10 de agosto de 1944) é um dos mais importantes publicitários brasileiros.

Tornou-se conhecido no cenário nacional por comandar campanhas políticas vitoriosas em diversas eleições. Seu trabalho nas eleições presidenciais de 2002, quando da eleição de Luís Inácio Lula da Silva foi alvo de muitos elogios entre os profissionais da área. Também foi o responsável pela campanha de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo em 1992, pela campanha de reeleição da ex-prefeita Marta Suplicy em 2004 e pelas campanhas de Ciro Gomes e de Cid Gomes no Ceará, respectivamente a deputado federal e a governador, em 2006.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Depois de abandonar o curso de Administração na Universidade Federal da Bahia, tornou-se corretor de imóveis, entrando em contato pela primeira vez com a propaganda, ao desenvolver idéias de vendas para uma agência de publicidade.[1]

Em 1975, cria a agência DM9 Propaganda, em Salvador, cuja primeira conta foi a da imobiliária onde havia trabalhado como corretor. Em pouco tempo, a DM9 conseguiu outras contas, sobretudo de empresas ligadas ao ramo imobiliário. Já em 1976, a agência recebeu o título de Agência do Ano (regional). Entre 1978 e 1988, a agência conquistaria vários prêmios nacionais e internacionais. Em 1988, Domingos Logullo e Nizan Guanaes, ex-estagiário da agência, tornaram-se sócios de Duda Mendonça. A empresa abriu um escritório em São Paulo. Em 1990, a DM9 Bahia e a DM9 São Paulo se separaram, e a marca DM9 foi comprada por Nizan Guanaes, em sociedade com João Augusto Valente e o Banco Icatu. A DM9 Bahia juntou-se à agência D&E, dando origem à DS/2000.[2]

Sua entrada no marketing político acontece como conseqüência do sucesso da DM9. Na Bahia organiza a campanha de Mário Kertész para prefeito de Salvador, em 1985, usando, pela primeira vez, o coração como marca. A campanha leva a DM9 a ganhar o Top de Marketing de Melhor Campanha Política do país. Em 1992, repete a ideia do coração na campanha de Paulo Maluf para a Prefeitura de São Paulo. Maluf vence a eleição, e Duda ganha projeção nacional.[1]

Nos anos 2000, Duda tornar-se-ia figura destacada no marketing político. Em 2002, foi o autor da campanha publicitária que ajudou a eleger Lula, depois de três tentativas frustradas.[3]

Em outubro de 2004, durante as eleições municipais, Duda Mendonça, responsável pela campanha do PT em São Paulo, foi preso em flagrante na noite durante uma operação da Polícia Federal de repressão às rinhas de galo num sítio entre Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro.[4] De acordo com a Polícia Federal, mais de 200 pessoas estavam presentes no local, entre elas um político do PT, Jorge Babu. No local havia três arenas para realização de rinhas, além de viveiros. A polícia também encontrou cerca de cem animais, muitos deles machucados.

Desde 2004, Duda tornou-se criador de cavalos da raça Quarto de Milha, participando de vaquejadas e eventos da raça em todo o Brasil.

Em agosto de 2005 o publicitário foi acusado de ser envolvido no processo do mensalão, sob a acusação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, sendo posteriormente.

No ano de 2008, Duda atuou no marketing político de campanhas para diversas prefeituras, ajudando a eleger os prefeitos de Fortaleza, João Pessoa, Belém e outros. Atuou também em Portugal fazendo a campanha do ex primeiro ministro Pedro Santana Lopes. Em outubro do mesmo ano funda em Portugal a agência Duda Portugal e cria a campanha da rede de supermercados Pingo Doce.

Em 2009 foi eleito Publicitário do Ano, em Portugal.

Em 2010, atuou como marqueteiro político e ajudou a eleger nomes como Siqueira Campos (Tocantins), Roseana Sarney (Maranhão), Ricardo Coutinho (Paraíba) e senadores como Marta Suplicy , Lindberg Farias dentre outros.

Em 2011 funda a agência de publicidade Duda Polônia, no país homônimo.

Em dezembro de 2012, sua agência, Duda Propaganda, funde-se com a Blackninja, de Antonio Lavareda.[5] [6]

Envolvimento no processo do mensalão[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2005 o publicitário foi acusado de ser envolvido no escândalo do mensalão após dizer que tinha aberto conta nas Bahamas por orientação do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão, para receber cerca de dez milhões de reais como pagamento por serviços publicitários e de assessoria política prestados ao PT. Ele diz ter procurado Marcos Valério por orientação do então Tesoureiro do PT Delúbio Soares e que todo o dinheiro de sua empresa é limpo.

O seu contrato de publicidade com a Presidência da República lhe renderia um valor da ordem de 150 milhões de reais e, juntamente com as outras estatais do governo federal, o montante total chegaria a um valor de 400 milhões reais.

Absolvição[editar | editar código-fonte]

As investigações referente às supostas irregularidades com Duda Mendonça tomaram proporções internacionais chegando aos Estados Unidos, que forneceu dados financeiros aos parlamentares do Brasil. Em 2012, na Ação Penal 470, o plenário do STF absolveu o publicitário e a sócia dele, Zilmar Fernandes, de duas acusações de lavagem de dinheiro e do crime de evasão de divisas – dentre os dez réus julgados no item analisado nesta segunda, eles eram os únicos que respondiam pelos dois crimes.[7]

Indiciamento no projeto Jampa Digital[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2013, a Polícia Federal (PF) indiciou Duda Mendonça e outras 23 pessoas, suspeitas de desviar recursos do projeto ‘Jampa Digital’ para financiar a campanha do governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), em 2010.[8]

Referências

  1. a b De Quintino Bocaiúva a Duda Mendonça: Breve história dos marqueteiros políticos no Brasil republicano. Por Adolpho Carlos Françoso Queiroz, Bruna Vieira Guimarães, Honório do Carmo Neto, Ingrid Gomes, Maria Carolina Rodriguez, Moisés Stefano Barel, Patrícia Paixão e Roseane Pinheiro.
  2. Abreu, Alzira Alves de; Paula, Christiane Jalles de Dicionário histórico-biográfico da propaganda no Brasil
  3. Bahia: celeiro de marqueteiro. Por Giovanni Soares.
  4. «PF prende Duda Mendonça em "briga de galo" no Rio». Folha Online. 21/10/2004. 
  5. Duda Mendonça anuncia nova agência: Fusão da Duda Propaganda com a recifense Blackninja gera a DM/Blackninja. Propmark, 3 de dezembro de 2012.
  6. Duda-Mendonça e Lavareda criam a DMBlackninja. Brasil 247, 3 de dezembro de 2012.
  7. «STF condena cinco e absolve outros cinco acusados de evasão de divisas». G1.com. 15/10/2012. 
  8. PF descobre elo entre campanha do PSB e Duda Mendonça. Por Fausto Macedo. 31 de julho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Duda Mendonça
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Duda Mendonça


Ícone de esboço Este artigo sobre propaganda e marketing ou sobre um publicitário é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.