Delúbio Soares

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Delúbio Soares
Delúbio Soares
Vida
Nascimento 6 de novembro de 1955 (61 anos)
Buriti Alegre, GO
Dados pessoais
Alma mater Universidade Católica de Goiás
Partido PT
Profissão Matemático
linkWP:PPO#Brasil
Delúbio Soares
Crime (s) corrupção ativa[1]
Pena 6 anos e 8 meses de prisão domiciliar[1]
Situação perdão de pena[1]

Delúbio Soares de Castro (Buriti Alegre, 6 de novembro de 1955) é um sindicalista e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Biografia[editar | editar código-fonte]

É formado em Matemática pela Universidade Católica de Goiás, e iniciou a política nos anos 70.[2] Trabalhou como professor nos colégios Bandeirantes, José de Alencar, Ateneu Dom Bosco e Lyceu de Goiânia (até 1984).

Antes de ser o tesoureiro do PT, Delúbio foi também sindicalista e tesoureiro nacional da CUT. Foi coordenador das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva em 1989 e 1998. Passou a ser o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em 2000, onde ficou conhecido nacionalmente.[3]

Envolvimento em corrupção[editar | editar código-fonte]

Mensalão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Escândalo do mensalão

Esteve no centro de graves denúncias de corrupção, após a publicação do escândalo do mensalão, e consequentemente foi expulso do Partido dos Trabalhadores, em 2005. A expulsão foi aprovada por maioria de votos no Diretório Nacional.[3]

No dia 30 de março de 2006, o procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) quarenta integrantes do mensalão. O procurador descreveu o grupo como uma organização criminosa e atribuiu sua liderança a José Dirceu, José Genoino, Delúbio e Sílvio Pereira.[4]

Máfia dos Vampiros[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Máfia dos Vampiros

Ainda em 2006, Delúbio foi acusado de envolvimento também na Máfia dos Vampiros.[5]

Petrolão[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Petrolão

Em 1º de abril de 2016, Delúbio foi alvo da 27ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Carbono 14. Contra Delúbio a justiça determinou mandado de condução coercitiva.[6]

Em 12 de maio de 2016, a justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Federal, e Delúbio virou réu na ação Carbono 14, pelo crime de lavagem de dinheiro.[7]

Empréstimos fictícios[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2016, o Ministério Público Federal denunciou Delúbio por lavagem de dinheiro no caso do empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin.[8] Na mesma investigação, o MPF denunciou o ex-prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos.[9]

Referências

  1. a b c Mariana Oliveira (1 de março de 2016). «Ministro do STF concede a Delúbio Soares perdão de pena no mensalão». G1. Consultado em 1 de abril de 2016. 
  2. Gabriel Bonis (1 de agosto de 2012). «Personagens do 'mensalão': Delúbio Soares, o tesoureiro». Carta Capital. Consultado em 1 de abril de 2016. 
  3. a b «PT expulsa Delúbio Soares do partido». Redesul. 23 de outubro de 2005. Consultado em 1 de abril de 2016. 
  4. «Na denúncia do procurador-geral da República, mensalão foi ação de 'organização criminosa'». Escândalo do mensalão. Consultado em 1 de abril de 2016. 
  5. «Máfia dos vampiros é outra preocupação de Delúbio Soares». Gazeta do Povo. 9 de setembro de 2012. Consultado em 1 de abril de 2016. 
  6. «PF deflagra a 27ª etapa da Operação Lava Jato em SP e cidades do interior». G1. 1 de abril de 2016. Consultado em 1 de abril de 2016. 
  7. «Moro abre ação contra Delúbio, Ronan, Valério e mais seis por lavagem de dinheiro». CBN. 12 de maio de 2016. Consultado em 13 de maio de 2016. 
  8. «MPF denuncia Delubio Soares». Papo TV. 19 de outubro de 2016. Consultado em 19 de outubro de 2016. 
  9. «Ex-prefeito de Campinas é denunciado na Operação Lava Jato». G1. Globo.com. 18 de outubro de 2016. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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