Luiz Inácio Lula da Silva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Lula da Silva)
Ir para: navegação, pesquisa
Luiz Inácio Lula da Silva
35º Presidente do Brasil
Período 1 de janeiro de 2003
até 1 de janeiro de 2011
Vice-presidente José Alencar
Antecessor(a) Fernando Henrique Cardoso
Sucessor(a) Dilma Rousseff
Ministro-chefe da Casa Civil do Brasil
Período 17 de março de 2016
até 18 de março de 2016[nota 1]
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Jaques Wagner
Sucessor(a) Eva Chiavon (interina)
Deputado Federal por São Paulo
Período 1 de fevereiro de 1987
até 1 de fevereiro de 1991
Presidente do Partido dos Trabalhadores
Período 10 de fevereiro de 1980
até 24 de janeiro de 1994
Antecessor(a) Cargo criado
Sucessor(a) Rui Falcão
Dados pessoais
Nascimento 27 de outubro de 1945 (71 anos)
Caetés, PE, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Casamento dos progenitores Marcos Cláudio
Lurian Lula da Silva
Fábio Luís
Sandro Luís
Luís Claúdio
Cônjuge Maria de Lurdes da Silva (1969–1971)
Marisa Letícia Rocco Casa (1974–2017)
Filhos Marcos Cláudio
Lurian Lula da Silva
Fábio Luís
Sandro Luís
Luís Cláudio
Partido Partido dos Trabalhadores
Religião Católico romano[3][4][5]
Profissão Metalúrgico
Residência São Bernardo do Campo
Assinatura Assinatura de Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva (nascido Luiz Inácio da SilvaCaetés, 27 de outubro de 1945[nota 2]), mais conhecido como Lula, é um político, ex-sindicalista e ex-metalúrgico brasileiro. Filiado ao Partido dos Trabalhadores, foi o 35º presidente do Brasil, entre 2003 e 2010.

É conhecido como Lula, forma hipocorística de "Luís". Ganhou esta alcunha nos tempos em que era representante sindical. Posteriormente, este apelido foi oficialmente adicionado ao seu nome legal para poder representá-lo eleitoralmente. É cofundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), no qual precisou lidar por anos com radicais que foram contra sua mudança de estratégia econômica após três derrotas em eleições presidenciais.[6] Em 1990, foi um dos fundadores e organizadores, junto com Fidel Castro, do Foro de São Paulo, que congrega parte dos movimentos políticos de esquerda da América Latina e do Caribe.[7]

Com carreira política feita no estado de São Paulo, foi o único presidente do Brasil nascido em Pernambuco. Lula bateu um recorde histórico de popularidade durante seu mandato, conforme medido pelo Datafolha.[8] Programas sociais como o Bolsa Família e Fome Zero são marcas de seu governo, ambos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas como os programas que possibilitaram a saída do país do mapa da fome.[9] Lula teve um papel de destaque na evolução recente das relações internacionais, incluindo o programa nuclear do Irã e a questão do aquecimento global.[10][11] Na economia, durante seu governo o Brasil alcançou o investment grade (em português, grau de investimento), pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.[12][13]

Em 16 de março de 2016, pouco mais de cinco anos depois de ter deixado a presidência da República, foi nomeado ministro-chefe da Casa Civil, no segundo mandato de sua sucessora Dilma Rousseff. A nomeação foi criticada por juristas e pela imprensa, com base em gravações de ligações telefônicas de Lula, por ter, supostamente, o objetivo de evitar o impeachment contra a presidente, como também de obter foro privilegiado, dada a investigação da Operação Lava Jato.[14][15][16] Em 19 de dezembro de 2016, Lula se tornou réu pela quinta vez, em três processos diferentes, dois pela operação Lava Jato, um pela Operação Janus e um pela Operação Zelotes.[17][18][19]

Vida

Infância

Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, consta como cidade natal de Lula em sua certidão de nascimento; porém, Caetés, local de origem do ex-presidente, foi desmembrado de Garanhuns, e passou a ser oficialmente o seu município de nascimento.

Luiz Inácio da Silva é o sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Melo, um casal de lavradores analfabetos que vivenciaram a fome e a miséria na zona mais pobre de Pernambuco.[20][21] Nasceu em 27 de outubro de 1945 em Caetés, que, à época, era um distrito do município de Garanhuns, interior de Pernambuco. Faltando poucos dias para sua mãe dar à luz,[22] seu pai decidiu tentar a vida como estivador em Santos, levando consigo Valdomira Ferreira de Góis, uma prima de Eurídice, com quem formaria uma segunda família (com Valdomira, Aristides teve dez filhos, fora alguns que possam ter morrido. Contando os 12 que teve com Eurídice – quatro morreram ainda bebês – a família conta que Aristides teve pelo menos 22 filhos conhecidos).[23][24]

Em dezembro de 1952, quando Lula tinha apenas sete anos de idade, Eurídice decidiu migrar para o litoral do estado de São Paulo com seus filhos para se reencontrar com o marido (acreditando que seu marido fizera esse pedido, quando na verdade seu filho Jaime, que já morava com o pai, escreveu dizendo que esse era o desejo de Aristides). Após treze dias de viagem num transporte conhecido como "pau-de-arara", chegaram ao distrito de Vicente de Carvalho (àquela época denominado Itapema), no município de Guarujá, onde tiveram que dividir a convivência de Aristides com sua segunda família (Aristides já os havia visitado no nordeste em 1950, quando inclusive apresentou seus novos filhos para sua primeira família). A convivência difícil com Aristides (que era extremamente rigoroso com os filhos) levou Eurídice a sair de casa com os filhos, morando inicialmente em uma casa precária muito perto da de Aristides e, mais tarde, em 1954, mudando-se para a capital, onde foi viver num cômodo atrás de um bar localizado na Vila Carioca, bairro da cidade de São Paulo. Lula e seu irmão José Ferreira de Melo – o Frei Chico – ficaram morando algum tempo ainda com o pai, junto com sua segunda família, mudando-se para São Paulo em 1956. Após a separação, Lula quase não se reencontrou mais com seu pai, que morreu em 1978, sendo enterrado como indigente (Lula e seus irmãos só souberam da morte do pai vários dias após o enterro).[24]

Educação e trabalho

Memorial aos retirantes no Parque Dona Lindu, parque localizado no Recife, projetado por Oscar Niemeyer, que recebeu esse nome em homenagem à mãe de Lula. O memorial, concebido pelo escultor pernambucano Abelardo da Hora, representa Dona Eurídice e seus oito filhos.

Durante o período em que as duas famílias de seu pai conviveram, Lula foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias, apesar da falta de incentivo do pai, analfabeto, que entendia que seus filhos não deveriam ir à escola, mas apenas trabalhar. Ainda quando morava no Guarujá, aos 7 anos, trabalhou vendendo laranjas no cais. Tinham que andar quilômetros para buscar água de poço para a segunda mulher de Aristides. Aos domingos, era obrigado pelo pai a ir ao mangue para retirar lenha, marisco e caranguejo.[24][25]

Já em São Paulo, a fim de contribuir na renda familiar, começou a trabalhar, aos doze anos, em uma tinturaria. Durante o mesmo período também trabalhou como engraxate e auxiliar de escritório. Aos catorze começou a trabalhar nos Armazéns Gerais Colúmbia, onde teve a carteira de trabalho assinada pela primeira vez,[26] permanecendo ali por seis meses. Ainda em 1961 ele foi aluno no curso de tornearia mecânica na escola SENAI ‘Roberto Simonsen’, no bairro do Ipiranga. Segundo diria anos depois, ali ele conquistou seu direito à cidadania.[27] Com esta idade, se viu obrigado a deixar a escola e foi trabalhar em uma siderúrgica que produzia parafusos.[21] Foi ali que, em 1964, em um torno mecânico esmagou seu dedo, tendo que esperar por horas até o dono da fábrica chegar e levá-lo ao médico, que optou por cortar o resto do dedo mínimo da mão esquerda. A mutilação lhe deixou alguns anos com complexo. Ficou 11 meses na empresa e, devido ao acidente, ganhou uma indenização de 350 mil cruzeiros, utilizado para comprar móveis para sua mãe e um terreno.[24][28][29]

Trabalhou então na Frismolducar por seis meses, sendo demitido porque se recusou a trabalhar aos sábados. No ano de 1965 ficou muito tempo desempregado, assim como seus irmãos, época em que passaram por privações, sobrevivendo de trabalhos eventuais ("bicos"). Em 1966 foi admitido nas Indústrias Villares, uma grande empresa metalúrgica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.[30][31] Em 1973, fez um curso na AFL-CIO nos Estados Unidos sobre sindicalismo.[32]

Operário e sindicalista

Em 1968, durante a ditadura militar, filiou-se ao Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema.[21] Lula relutou em filiar-se e candidatar-se, pois à época tinha uma visão negativa do sindicato e seu grande hobby era jogar futebol. Apesar de não ter qualquer experiência sindical, já era apontado como pessoa com espírito de liderança e carisma. Convencido a integrar a chapa, sob influência de seu irmão, José Ferreira da Silva - conhecido como Frei Chico, militante do Partido Comunista Brasileiro[33] e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul[34] Lula foi eleito, em 1969, para a diretoria do sindicato dos metalúrgicos da cidade, dentre os suplentes,[35] continuando a exercer suas atividades de operário.

Em 1972, elegeu-se 1º secretário do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema,[36] continuando a exercer suas atividades de operário. tendo sido criada, no sindicato, uma Diretoria de Previdência Social e FGTS, que lhe foi atribuída.[carece de fontes?] Ao ser eleito, ficou à disposição do sindicato, cessando suas atividades de operário. Sua atuação na diretoria lhe deu grande destaque, sendo então eleito presidente do mesmo sindicato em 1975. Ganhou projeção nacional ao liderar a reivindicação em 1977 da reposição aos salários de índice de inflação de 1973, após o próprio governo reconhecer que aquele índice havia sido bem maior que o inicialmente divulgado e então utilizado para os reajustes salariais. Apesar de ampla cobertura na imprensa, ainda na vigência do AI-5, o governo não cedeu aos pedidos. Reeleito em 1978, passou a liderar as negociações e as greves de metalúrgicos de sua base que passaram a acontecer em larga escala a partir de 1978 e que haviam cessado de ocorrer desde o endurecimento repressivo da ditadura militar na década anterior.[24]

Por liderar as greves dos metalúrgicos do Região do ABC no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, Lula foi preso, cassado como dirigente sindical e processado com base na Lei de Segurança Nacional.[36]

Durante o movimento grevista, a ideia de fundar um partido representante dos trabalhadores amadureceu-se, e, em 1980, Lula se juntou a sindicalistas, intelectuais, representantes dos movimentos sociais e católicos militantes da Teologia da Libertação para formar o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual foi o primeiro presidente.[37]

Carreira política

Lula falando no plenário da Câmara dos Deputados.

Em 1980, no curso de uma greve no ABC paulista, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo sofreu intervenção aprovada por Murilo Macedo, então ministro do Trabalho do general João Batista Figueiredo, e Lula foi detido por trinta e um dias nas instalações do DOPS paulista.[38] Em 1981, a Justiça Militar o condenou a três anos e meio de detenção por incitação à desordem coletiva, tendo porém recorrido e sido absolvido no ano seguinte.[39]

Em 1982, Lula participou das eleições para o governo de São Paulo e perdeu. No mesmo ano alterou judicialmente seu nome de Luiz Inácio da Silva para Luiz Inácio Lula da Silva visando usá-lo em pleitos eleitorais futuros, pois a legislação vigente proibia o uso de apelidos pelos candidatos.[40][41] Em 1984, participou, ao lado de Ulisses Guimarães, Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Suplicy, Tancredo Neves, entre outros, da campanha Diretas Já, que clamava pela volta de eleições presidenciais diretas no país.[42] A campanha Diretas Já acabou não tendo sucesso e as eleições presidenciais de 1985 foram feitas por um Colégio Eleitoral de forma indireta. Lula e o PT abstiveram-se de participar desta eleição. O processo indicou o governador de Minas Gerais Tancredo Neves, que participou ativamente na campanha das Diretas Já, como novo presidente do Brasil. Com a morte de Tancredo Neves, antes da sua posse como presidente em 1985, assume a presidência o vice José Sarney. Lula e o PT decidem firmar uma posição independente, mas logo se encontram no campo da oposição ao novo governo.

Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo com a maior votação para a Câmara Federal até aquele momento, tendo participado da elaboração da Constituição Federal de 1988.[39] Foi favorável à limitação do direito de propriedade privada, ao aborto, à jornada semanal de 40 horas, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, à estatização do sistema financeiro, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária e ao rompimento de relações diplomáticas com países que adotassem políticas de discriminação racial.[43]

Em 1989, realizou-se a primeira eleição direta para presidente desde o golpe militar de 1964. Lula se candidatou a presidente e ficou em segundo lugar. No segundo turno Fernando Collor de Mello, candidato do PRN, primeiro colocado no turno inicial das eleições, recebeu apoio dos meios de comunicação e empresários, uma vez que estes se sentiam intimidados ante a perspectiva do ex-sindicalista, radical e alinhado às teses de esquerda chegar à presidência, é eleito presidente.[39]

A campanha de Fernando Collor no segundo turno foi fértil em práticas tidas, na época, por moralmente duvidosas, e que combinavam preconceitos políticos e sociais: Lula foi identificado como um trânsfuga do comunismo, a quem a queda do Muro de Berlim havia transformado em anacronismo, e seus atos político-eleitorais (comícios, passeatas) foram descritos com conotações desmoralizantes (segundo o acadêmico Bernardo Kucinski tal teria sido facilitado pela infiltração de agentes provocadores de Collor nos comícios do PT[44]). Collor acusou ainda Lula de desejar sequestrar ativos financeiros de particulares (o que a equipe econômica do futuro governo Collor fez após sua eleição).[45]

Articulistas da grande imprensa pronunciaram-se de forma indecorosa sobre Lula: o comentarista Paulo Francis o chamou de "ralé", "besta quadrada" e disse que se ele chegasse ao poder, o país viraria uma "grande bosta". Além disso, uma antiga namorada de Lula, Míriam Cordeiro, com a qual ele teve uma filha, surgiu na propaganda televisiva de Collor durante o segundo turno das eleições para acusar seu ex-namorado de "racista" e de ter lhe proposto abortar a filha que tiveram[46]

O PSDB, hoje maior rival eleitoral do PT, na época declarou apoio oficial a Lula no segundo turno. O candidato tucano, Mário Covas, que havia ficado em 4º lugar naquela eleição, subiu em palanques ao lado de Lula em defesa da candidatura petista.[47]

Às vésperas da eleição, a Rede Globo promoveu um debate final entre ambos os candidatos e, no dia seguinte, levou ao ar uma versão editada do programa em sua exibição no Jornal Nacional. O então diretor do Gallup Carlos Eduardo Matheus, entre outros, sustentou que a edição foi favorável a Collor e teria influenciado o eleitorado[45] (fato este admitido mais tarde por várias memórias de participantes do evento, mostrado no documentário Beyond Citizen Kane). A eleição propriamente dita comportou ainda a alegada manipulação política do sequestro do empresário do setor de supermercados Abílio Diniz, que, libertado do cativeiro no dia da eleição, seus sequestradores foram apresentados pela polícia vestindo camisetas do PT (aberto inquérito para apurar se coube à polícia vestir os criminosos, foi dois anos depois arquivado por falta de provas).[46][48][49]

Apesar da sua derrota em 1989, Lula manteve sólida liderança no PT, bem como prestígio internacional, como no destaque obtido[carece de fontes?] quando da fundação do Foro de São Paulo, em São Bernardo do Campo, em 1990. Tratava-se de um encontro periódico de lideranças partidárias que visava congregar e reorganizar as esquerdas latino americanas, que estavam politicamente desorganizadas com a expansão do neoliberalismo após a queda do muro de Berlim. Em setembro de 1993 estava percorrendo os Estados da Amazônia em campanha para a eleição presidencial de 1994. Em Ariquemes (RO), Lula disse:

Em 1994, Luiz Inácio Lula da Silva voltou a candidatar-se à presidência e foi novamente derrotado, ainda no primeiro turno, dessa vez pelo candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso. Em 1998, Lula saiu pela terceira vez derrotado como candidato à presidência da República, em uma eleição novamente decidida no primeiro turno. No entanto, manteve papel de destaque na esquerda brasileira[carece de fontes?] ao apresentar-se numa chapa que tinha como candidato à vice-presidência o seu antigo rival Leonel Brizola, que havia disputado arduamente com Lula sua ida ao segundo turno das eleições de 1989 como adversário de Collor. Lula tornou-se um dos principais opositores da política econômica do governo eleito, sobretudo da política de privatização de empresas estatais realizadas nesse período.

Lula e o seu vice José Alencar em 2004, durante o embarque de militares brasileiros para o Haiti.

A desvalorização do real em janeiro de 1999, logo após a eleição de 1998, as crises internacionais, deficiências administrativas como as que permitiram o apagão de 2001, e principalmente o pequeno crescimento econômico no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso fortaleceram a posição eleitoral de Lula nos quatro anos seguintes. Abdicando dos "erros" cometidos em campanhas anteriores, como a manifestação de posições tidas por radicais, Lula escolhe para candidato à vice-presidência o senador mineiro e empresário têxtil José Alencar, do PL, partido ao qual o PT se aliou. A campanha eleitoral de Lula optou em 2002 por um discurso moderado, prometendo a ortodoxia econômica, respeito aos contratos e reconhecimento da dívida externa do país, conquistando a confiança de parte da classe média e do empresariado.

Em 27 de outubro de 2002, Lula foi eleito presidente do Brasil, derrotando o candidato apoiado pela situação, o ex-ministro da Saúde e então senador pelo Estado de São Paulo José Serra do PSDB. No seu discurso de diplomação, Lula afirmou: "E eu, que durante tantas vezes fui acusado de não ter um diploma superior, ganho o meu primeiro diploma, o diploma de presidente da República do meu país."

Em 29 de outubro de 2006, Lula é reeleito no segundo turno, vencendo o ex-governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin do PSDB, com mais de 60% dos votos válidos. Após esta eleição, Lula divulgou sua intenção de fazer um governo de coalizão, ampliando assim sua fraca base aliada. O PMDB passa a integrar a estrutura ministerial do governo.

Presidente da República

Ver artigo principal: Governo Lula
Foto oficial do primeiro mandato de Lula.

Na área econômica a gestão do Governo Lula é caracterizada pela estabilidade econômica e por uma balança comercial superavitária. O endividamento interno cresceu de 731 bilhões de reais (em 2002) para um trilhão e cem bilhões de reais em dezembro de 2006, diminuindo, todavia a proporção da dívida sobre Produto Interno Bruto. Concomitantemente, a dívida externa teve uma queda de 168 bilhões de reais. O seu início de governo chegou a ser elogiado pelo presidente do FMI na época.[52]

Lula cumprimenta populares no município de Salto, durante visita às futuras instalações do Centro Federal de Educação Tecnológica.

Durante o governo Lula houve incremento na geração de empregos. Segundo o IBGE, de 2003 a 2006 a taxa de desemprego caiu e o número de pessoas contratadas com carteira assinada cresceu mais de 985 mil, enquanto o total de empregos sem carteira assinada diminuiu 3,1%. Já o total de pessoas ocupadas cresceu 8,6% no período de 2003 a 2006.

Na área de políticas fiscal e monetária, o governo de Lula caracterizou-se por realizar uma política econômica conservadora. O Banco Central goza de autonomia prática, embora não garantida por lei, para buscar ativamente a meta de inflação determinada pelo governo. A política fiscal garante a obtenção de superávits primários ainda maiores que os observados no governo anterior (4,5% do PIB contra 4,25% no fim do governo FHC). No entanto, críticos apontam que esse superávit é alcançado por meio do corte de investimentos, ao mesmo tempo em que aumento de gastos em instrumentos de transferência de renda como o Bolsa Família, salário-mínimo e o aumento no déficit da Previdência.

Em seu primeiro ano de governo, Lula empenhou-se em realizar uma reforma da previdência, por via de emenda constitucional, caracterizada pela imposição de uma contribuição sobre os rendimentos de aposentados do setor público e maior regulação do sistema previdenciário nacional.

Lula cumprimentando o jogador Ronaldinho Gaúcho, antes de jogo amistoso entre as seleções do Brasil e da Inglaterra, em 2007.

A questão econômica tornou-se consequentemente a pauta maior do governo. A minimização dos riscos e o controle das metas de inflação de longo prazo impuseram ao Brasil uma limitação no crescimento econômico, o qual porém realizou-se a taxas maiores do que foram alcançados durante o governo anterior, com um crescimento médio anual do PIB de 3,35%, contra 2,12% médios do segundo mandato de FHC mas abaixo da média republicana do país. Segundo o economista Reinaldo Gonçalves, professor da UFRJ, em uma comparação de todos os 29 mandatos presidenciais desde a proclamação da república, Lula fica na 19ª posição.[53]

Ressalvam os críticos, no entanto, que os baixos índices inflacionários foram conseguidos a partir de políticas monetárias restritivas, que levaram a um crescimento dependente, por exemplo, de exportações de commodities agrícolas (especialmente a soja), que não só encontraram seus limites de crescimento no decorrer de 2005, como também tem contribuído para o crescimento dos latifúndios.

Ao fim de seu governo, sua popularidade era maior do que a que possuía ao ser eleito, como ocorreu com poucos presidentes nas democracias do mundo.[54]

Relações com a imprensa

As relações políticas do governo Lula com a oposição e a mídia foram conturbadas. Eleito presidente com uma bancada minoritária, formada pelo PT, PSB, PCB, PCdoB e PL, Lula buscou formar alianças com diversos partidos, inclusive com alguns situados mais à direita no espectro político brasileiro. Conseguiu apoio do PP, PTB e parcela do PMDB, às custas de dividir com estes o poder. Após dois anos de governo mantendo maioria no congresso, o que facilitava a aprovação de projetos de interesse do executivo, uma disputa interna de poder entre os partidos aliados (PT, PSB, PCdoB, PL, PP, PTB) resultou no escândalo do mensalão.[55]

Já em maio de 2004, o governo chegou a pensar em expulsar do país o jornalista americano Larry Rohter, do jornal The New York Times, por escrever uma reportagem sobre a suposta propensão de Lula a beber,[56] mas a decisão foi revogada depois de uma retratação por escrito do repórter.[57]

Crises políticas

Lula e o ex-ministro José Dirceu.

Após denúncias do então deputado do PTB Roberto Jefferson, envolvido em esquema de propina na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, houve enorme desarranjo político entre o poder executivo e sua base, aumentado o grau de ataque dos partidos de oposição. Essa crise desdobrou-se em outras, que geraram certa paralisia no governo federal, inclusive com a queda de ministros e a cassação de deputados. Nesse período, compreendido entre abril e dezembro de 2005, o índice de aprovação do governo Lula atingiu o seu mais baixo percentual desde o começo de seu mandato.[59][60] Também houve a demissão dos ministros José Dirceu, Benedita da Silva, Luiz Gushiken, por suspeitas de envolvimento em casos de corrupção ou prevaricação.Em janeiro de 2006, com o desgaste do Poder Legislativo em meio a absolvições de congressistas envolvidos no mesmo esquema, julgados por seus pares por envolvimento em episódios de improbidade, Lula consegue reagir, desvia-se dos escândalos e volta a ter altos índices de popularidade. O caso da venda de um dossiê para petistas em São Paulo, contendo informações sobre supostas irregularidades na gestão de José Serra no Ministério da Saúde, a menos de dois meses do primeiro turno das eleições de 2006, não diminuiu os índices de popularidade do presidente.

No entanto, continuaram a ser ventilados casos como o do filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", que teria supostamente enriquecido após fechar contrato de quinze milhões de reais com a empresa de telecomunicações Telemar,[61] da qual o governo é acionista.

No começo do ano de 2008 iniciou-se uma nova crise: a do uso de cartões corporativos. Denúncias sobre irregularidades sobre o uso de cartões corporativos começaram a aparecer. As denúncias levaram à demissão da Ministra da Promoção da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, que foi a recordista de gastos com o cartão em 2007.[62] O ministro dos Esportes Orlando Silva devolveu aos cofres públicos mais de 30 mil reais, evitando uma demissão.[63] A denúncia que gerou um pedido de abertura de CPI por parte do Congresso foi a utilização de um cartão corporativo de um segurança da filha de Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva, com gasto de 55 mil reais entre abril e dezembro de 2007. A investigação, no entanto, contou com a abrangência desde o período de governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Alguns órgãos da imprensa alegaram que o Palácio do Planalto montou um dossiê que detalhava gastos da família de FHC e que os documentos estariam sendo usados para intimidar a oposição na CPI, mas a Casa Civil negou a existência do dossiê.[64] Meses depois, sob críticas da oposição, a CPI dos Cartões Corporativos isentou todos os ministros do governo Lula acusados de irregularidades no uso dos cartões e não mencionou a montagem do dossiê com gastos do ex-presidente FHC.[65]

Foi apresentado no dia 26 de janeiro de 2011 uma denúncia contra Lula e seu ex-ministro da Previdência Social Amir Lando por improbidade administrativa. No dia 22 de fevereiro do mesmo ano, veio a divulgação de que o Ministério Público Federal no Distrito Federal teria entrado com ação tendo como acusação de que ele e seu ministro teriam usado a máquina pública para promoção pessoal e a fim de favorecer o Banco BMG. As supostas irregularidades ocorreram entre outubro e dezembro de 2004.[67][68]

Popularidade no final do primeiro mandato

Pesquisa do instituto Datafolha, divulgada no dia 17 de Dezembro de 2006, mostra que 52% consideravam seu governo ótimo ou bom.[69]

Reeleição

Diploma conferido pelo Tribunal Superior Eleitoral pela releição em 2006.

Polêmicas sobre a reeleição

Seu governo foi muito criticado[carece de fontes?], quando notícias saíram com estatísticas a respeito do aumento de seus gastos com publicidade durante o primeiro semestre de 2006, tendo sido gasto até 19 de julho 67,8% do que é permitido pela legislação. Não foram poupadas, também, críticas às suas viagens para inaugurações de obras. Tal comportamento, de aumentar gastos com publicidade, não foi modificado.[70]

Em 17 de agosto de 2006, o Tribunal Superior Eleitoral condenou o candidato Lula ao pagamento de uma multa de 900 mil reais[71] por prática de propaganda eleitoral antecipada. Reconhecendo a ocorrência de propaganda eleitoral em dezembro de 2005, e portanto extemporânea, no tabloide intitulado "Brasil, um país de todos", uma publicação de responsabilidade da Casa Civil, do Ministério do Planejamento e da secretaria-geral da presidência da República.[72]

Distinção entre candidato e presidente

Lula visita a fábrica da Companhia Brasileira de Alumínio, acompanhado por funcionários da empresa.

Assim que Lula oficializou a sua candidatura, na convenção nacional do partido, dia 24 de junho (perto da data limite estabelecida por Lei), constantes críticas sobre a dificuldade de se distinguir o presidente do candidato à reeleição passaram a fazer parte da campanha eleitoral [carece de fontes?]. O TSE advertiu que não aceitaria propaganda governamental institucional a partir da data da oficialização da candidatura. O governo tentou ainda encontrar uma brecha jurídica, alegando casos de necessidade pública para a continuação de campanhas televisivas sobre programas sociais do governo, tais como o Fome Zero, Bolsa Família e outros nas áreas de educação e saúde [carece de fontes?]. Esse empenho não surtiu efeito e a proibição foi mantida, abrindo-se exceção apenas para o caso de empresas estatais que concorrem no mercado, sob a condição de não apresentarem logotipo ou menções ao candidato – apesar de terem sido usadas na campanha. A elaboração de uma cartilha com o logotipo do programa Fome Zero na capa, que seria distribuída nas escolas públicas do país, recebeu críticas de mesmo teor e foi recolhida pelo TSE, que além de confiscar quarenta milhões de cartilhas, aplicou uma multa de cem mil reais e ameaçou impugnar a candidatura do PT.[73] Críticas maiores foram feitas, que alegaram uso de dinheiro público com fins eleitorais. Em um de seus discursos de campanha, Lula afirmou que não sabia quando era candidato e quando era presidente.[74]

Essa confusão de funções tem gerado na imprensa e em setores da sociedade indagações sobre a necessidade de se revisar o instrumento da reeleição [carece de fontes?]. Indagações semelhantes ocorreram quando Fernando Henrique Cardoso era candidato e presidente em exercício concomitantemente.

No dia em que realizou o primeiro ato oficial de sua reeleição, Lula concedeu entrevista, e, fugindo do estigma de um segundo governo mais frouxo fiscalmente para atender demandas de seus discursos [carece de fontes?], em julho de 2006, declarou que nunca foi um "esquerdista", admitindo que em um eventual segundo mandato, prosseguiria com as políticas consideradas conservadoras adotadas no seu atual governo.[75]

Repercussão internacional de sua reeleição

A imprensa internacional fez menção a reeleição de Lula.[76][77] O jornal britânico "Financial Times" deu esse enfoque na matéria que publicou sobre a reeleição com o título "Wall Street também ama Lula". O "Financial Times" se baseou nas declarações aos clientes do Banco J. P. Morgan, onde disse:

Os sites em inglês, como as norte-americanas CNN e NBC e a inglesa BBC, também enfatizaram a vitória de Lula. A CNN ressaltou que a população premiou Lula pelo combate à pobreza e que denúncias de corrupção não atingiram sua imagem.[77]

Segundo mandato

Ao lado do ex-vice-presidente José Alencar, Lula sobe a rampa do Palácio do Planalto na cerimônia de posse do seu segundo mandato.

Para seu segundo mandato, Lula conta com apoio de uma coalizão de doze partidos (PT, PMDB, PRB, PCdoB, PSB, PP, PR, PTB, PV, PDT, PSC e PAN), cujos presidentes ou líderes têm assento no Conselho Político, que se reúne periodicamente (normalmente a cada semana) com Lula.

Além disso, PTdoB, PMN e PHS também fazem parte da base de apoio do governo no Congresso, totalizando quinze partidos governistas. Lula havia lançado, no dia da reeleição, a meta de crescimento do PIB a 5% ao ano para seu segundo mandato. Não obstante, no dia 22 de janeiro, foi lançado o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um conjunto de medidas que visa a aceleração do ritmo de crescimento da economia brasileira, com previsão de investimentos de mais de 500 bilhões de reais para os quatro anos do segundo mandato do presidente, além de uma série de mudanças administrativas e legislativas. O PAC previa um crescimento do PIB de 4,5% em 2007 e de 5% ao ano até 2010, apesar de que prevê uma inflação maior, de 4,5% (o que é criticado por especialistas, pois o governo defende uma inflação maior no fim do mandato do que no início dele).

Logomarca e slogan, Brasil, um país de todos, do governo Lula.

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que estabelece o objetivo de nivelar a educação brasileira com a dos países desenvolvidos até 2021 e prevê medidas até 2010 (entre elas a criação de um índice para medir a qualidade do ensino e de um piso salarial para os professores de escolas públicas), foi lançado oficialmente no dia 24 de abril no Ministério da Educação. A partir da criação da Secretaria Nacional dos Portos, no dia 7 de maio de 2007, o governo passou a ter 37 ministérios. E, com a nomeação do filósofo Roberto Mangabeira Unger para o Núcleo de Assuntos Estratégicos, o governo passou a ter 38 ministérios – com mais críticas de especialistas, por retirar uma área estratégica do governo do ministério do Planejamento.

Lula na inauguração de unidade de produção de propeno em Paulínia, São Paulo.

No dia 15 de maio de 2007, Lula concedeu sua segunda entrevista coletiva formal desde que assumiu a presidência da República e a primeira de seu segundo mandato. No dia 26 de outubro de 2007, Lula faz uma visita à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Cidade Universitária no Rio de Janeiro, onde teve a oportunidade de conhecer a criação de um novo tipo de combustível extraído do bagaço da cana de açúcar.

Em abril de 2008, durante o governo Lula, o Brasil conquistou o investment grade ou grau de investimento pela agência de classificação de risco americana Standard & Poor's.[12][13]

Em março de 2010, o presidente Lula foi multado duas vezes por fazer campanha antecipada pró-Dilma, em 5 mil e 10 mil reais, pela justiça eleitoral, em condenação a representações feitas pela oposição.[78][79]

Retomada da atividade econômica

Na economia, o ano de 2007 é marcado pela retomada da atividade em vários setores, em virtude principalmente da recuperação da renda da população e pela expansão do crédito no País. O maior destaque é a Agropecuária, cujo desempenho foi puxado pelo aumento do consumo interno de alimentos e da demanda internacional por commodities. As melhores condições de renda e crédito também incrementaram o desempenho da Indústria, com destaque para os recordes de produção do setor automotivo, além do setor de Construção Civil. Com a retomada, o PIB brasileiro apresentou expansão de 5,4% em 2007, a maior taxa de crescimento desde 2004, quando houve crescimento de 5,7%.[80]

Efeitos da crise financeira global de 2008

Em 2008, quando o aquecimento da demanda e da atividade econômica nacional já geravam preocupações para o cumprimento das metas de inflação e obrigavam o Banco Central a apertar a política monetária por meio do aumento da taxa básica de juros, a crise financeira mundial originada nos Estados Unidos atingiu o Brasil no último trimestre. Mas, como o primeiro semestre ainda havia apresentado um desempenho econômico forte, o PIB nacional terminou o ano com uma taxa de expansão de 5,1%.[81]

Já sob influência dos impactos da crise financeira global especialmente no aumento do desemprego no País no primeiro bimestre de 2009, a aprovação do governo Lula, que, em dezembro de 2008, havia batido novo recorde, ao atingir, segundo a Pesquisa Datafolha, a marca de 70% de avaliação de "ótimo" ou "bom",[82] sofreu queda em março de 2009, para 65%. Foi a primeira redução observada no segundo mandato do presidente.[83] Sobre a crise deu as seguintes declarações:

Combate aos efeitos da crise e retomada da popularidade

A queda na avaliação positiva foi bastante efêmera, já que, logo no mês de maio de 2009, pesquisas voltaram a trazer crescimento na aprovação do governo, também em consequência da estabilidade do Brasil frente à crise econômica internacional.[84] Na Pesquisa Datafolha publicada em 31 de maio do mesmo ano, a avaliação positiva voltou ao patamar de novembro, quando a taxa de aprovação do governo chegou ao recorde de 70%.[85]

Colhendo os frutos desta popularidade, Lula foi considerado pela Revista Época um dos cem brasileiros mais influentes do ano de 2009.[86]

Em março de 2010, pesquisa Datafolha publicada no jornal Folha de S.Paulo constatou que a popularidade de Lula atingiu seu melhor valor desde 2003. 76% dos pesquisados apontaram o governo como ótimo ou bom e 4% acharam o governo ruim ou péssimo.[87]

Política externa

Encontro com Fidel Castro no Palácio da Revolução.
Em 20 de abril de 2010, o presidente dos Diários Associados, Álvaro Teixeira da Costa, o ex-presidente Lula e a primeira-dama da época Marisa Letícia durante jantar comemorativo dos 50 anos do jornal Correio Braziliense. Foto:Renato Araujo/ABr.

Dentre suas diretrizes de trabalho está a atuação defensiva na área de Relações Exteriores, com atuação estrategicamente focada na OMC e formação de grupos de trabalho formados por países em desenvolvimento, bem como interações específicas com a União Europeia, melhorando a exposição do país internacionalmente. Essa forte atuação gerou resultados na ampliação do comércio brasileiro com diversos países e na consequente diminuição da dependência dos Estados Unidos e da União Europeia nas exportações brasileiras. Essa orientação fortemente comercial da política externa resultou num crescimento inédito das exportações brasileiras: em sete anos de governo Lula, as exportação totalizaram US$ 937 bilhões [88]

Ainda na política externa, o governo Lula atua para integrar o continente Sul Americano, expandir e fortalecer o Mercosul, obtendo alguns avanços, como o aumento de mais de 100% nas exportações para a América do Sul,[89] fortalecendo o comércio regional.

Dentre os últimos eventos a serem estudados, incluem-se:

Em 26 de março de 2009, por ocasião da visita do primeiro-ministro britânico Gordon Brown ao Brasil, Lula afirmou que a crise foi causada por "comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis".[90] A declaração deixou Brown constrangido e ganhou destaque na imprensa britânica.[91]

Em 2 de abril de 2009, durante almoço que fez parte da reunião de líderes do G20, em Londres, na Inglaterra, o presidente dos EUA, Barack Obama, elogiou publicamente Lula, dizendo que o presidente brasileiro era "o cara" e também o "político mais popular do mundo".[92]

Lula e Barack Obama durante encontro do G-20 em Pittsburgh, 2009.

Em dezembro do mesmo ano, quando em visita à Alemanha, o Süddeutsche Zeitung, jornal de maior tiragem naquele país, chamou-o de superstar e de "o político mais popular do planeta", diante de quem "os poderosos do planeta fazem fila". E, ao se referir-se à visita de Lula, informou que "Lula honra Berlim e Hamburgo" com sua visita.[93]

A política externa do governo Lula também é considerada controversa por alguns órgãos de imprensa, pelo suposto apoio do Brasil a países acusados de violações a direitos humanos, tanto em votações na ONU quanto na aproximação política com essas nações.[94] Casos notórios que causaram polêmica foram a abstenção do Brasil na votação de um pedido de investigação sobre violações de direitos humanos no Sudão, a visita do presidente iraniano ao Brasil em 2009 e o apoio à conduta do governo cubano de prender opositores políticos, inclusive com críticas de Lula àqueles que protestavam com greve de fome.

Tal política externa não impediu, entretanto, que nesse mesmo ano, num espaço de tempo não maior que dois meses, o Brasil tenha recebido as visitas de Shimon Peres, presidente de Israel, e de Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (Palestina, no Brasil), além do próprio presidente do Irã.[carece de fontes?]

Apesar do grande número de escândalos políticos que envolveram o PT durante seu mandato, a popularidade do então presidente da república continuava expressiva, fato atribuído por seus adversários a uma forma de governo populista, por conta dos benefícios monetários e alimentícios oferecidos às famílias de baixa renda através de programas sociais como o Bolsa Família. Apesar de só fornecer o auxílio a famílias de baixa renda, o presidente afirma que aqueles auxiliados pelo programa tentam ascender a uma nova classe social, mesmo considerando a possibilidade de perder o auxílio conferido pelo programa.[carece de fontes?]

Sob o comando de Lula, o Brasil também prestou importante auxílio a países que passaram por grandes tragédias no início de 2010. Em janeiro, o país ajudou no apoio às vítimas do terremoto no Haiti.[95] No final de fevereiro, ajudou no auxílio às vítimas do terremoto no Chile.[96]

Ainda na política externa exerceu o mandato de Presidente Pro-tempore do Mercosul.[97]

Casamentos e filhos

Lula e a segunda esposa, Marisa Letícia.

Em 24 de maio de 1969, Lula se casou com a operária mineira Maria de Lourdes da Silva, irmã de seu melhor amigo, Jacinto Ribeiro dos Santos, o "Lambari". Lourdes contraiu hepatite no oitavo mês de gravidez, em junho de 1971, vindo a falecer quando os médicos decidiram fazer uma cesariana para tentar salvar mãe e filho, que também não sobreviveu.[98] Em 1974, teve uma filha chamada Lurian com a enfermeira Miriam Cordeiro, sua namorada na época. Mais tarde, naquele mesmo ano, casou-se com a então viúva Marisa Letícia Casa dos Santos, vindo anos depois a adotar o filho dela, Marcos Cláudio, que nem chegara a conhecer o pai biológico. O casamento de mais de trinta anos com Marisa gerou três filhos: Fábio Luís (nascido em 1975), Sandro Luís (nascido em 1979), e Luís Cláudio (nascido em 1985).[99]

Três dias antes de Lula deixar a presidência, o Ministério das Relações Exteriores concedeu um passaporte diplomático ao seu filho Luís Cláudio. O passaporte diplomático do país é destinado a autoridades, diplomatas ou pessoas que representem o país no exterior, dando privilégios em diversos países. Em decisão judicial, o passaporte foi suspenso pela justiça em 2012, pois segundo a decisão do juiz, houve uma "absoluta confusão de interesses públicos com interesses pessoais".[100]

Prêmios e honrarias

Desde 2003, quando assumiu a presidência pela primeira vez, Lula acumula aproximadamente 300 condecorações.[101]

Segundo a revista norte-americana Newsweek, Lula era, no final de 2008, a 18ª pessoa mais poderosa do mundo, ocupando a liderança do ranking na América Latina.[102] Em lista divulgada pela revista Forbes em novembro de 2009, Lula foi considerado a 33ª pessoa mais poderosa do mundo.[103] Em 2009 foi considerado o "homem do ano" pelos jornais Le Monde e El País.[104] De acordo com o jornal britânico Financial Times, Lula foi uma das 50 pessoas que moldaram a década de 2000 devido a seu "charme e habilidade política" e também por ser "o líder mais popular da história do país".[105] Uma publicação do jornal Haaretz, com sede em Israel, feita em 12 de março de 2010, afirmou que Lula é o "profeta do diálogo", por suas intermediações em busca da paz no Oriente Médio.[106][107] Em abril do mesmo ano, a revista Time listou Lula como um dos 25 líderes mais influentes do mundo.[108][109]

Lula recebe, em 2012, o Título de Cidadão Paulistano e a Medalha Anchieta da Câmara Municipal de São Paulo.

Em 2008, a UNESCO concedeu a Lula o Prêmio pela paz Félix Houphouët-Boigny.[110] Em pesquisa publicada no primeiro dia do ano de 2010 pelo Instituto Datafolha, Lula era a personalidade mais confiável dos brasileiros dentre uma lista de 27.[111] No Fórum Econômico Mundial de 2010, realizado em Davos, na Suíça, recebeu a premiação inédita de Estadista Global, pela sua atuação no meio ambiente, na erradicação da pobreza e na redistribuição de renda e nas ações em outros setores com a finalidade de melhorar a condição mundial.[112] No mesmo ano, foi condecorado pela Organização das Nações Unidas como o Campeão Mundial na Luta Contra a Fome e a Desnutrição Infantil.[113][114] Em 2011, após deixar a presidência, Lula recebeu o prêmio Norte-Sul do Conselho da Europa[115] e foi um dos candidatos ao Prêmio Nobel da Paz pelo Brasil após indicação feita pelo ex-senador petista Aloizio Mercadante.[116] No dia 17 de março de 2013, o ex-presidente recebeu a Ordem Nacional da República do Benin, a mais alta condecoração beninense, na cidade de Cotonou.[117]

No Brasil, recebeu medalhas da Ordem do Mérito Militar, da Ordem do Mérito Naval, da Ordem do Mérito Aeronáutico,[118][119] da Ordem do Cruzeiro do Sul, da Ordem do Rio Branco,[120][121] da Ordem Nacional do Mérito e da Ordem do Mérito Judiciário Militar.[122][123] Em âmbito internacional, foi condecorado com as medalhas da Ordem da Águia Asteca (México),[124] da Ordem Amílcar Cabral (Cabo Verde),[125] da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (Portugal),[126] da Ordem da Estrela Equatorial (Gabão),[127] da Ordem do Banho (Reino Unido),[128] da Ordem de Omar Torrijos (Panamá),[129] da Ordem Nacional do Mérito (Argélia),[130] da Ordem da Liberdade (Portugal),[131] da Ordem de Boyacá (Colômbia),[132] e da Ordem Marechal Francisco Solano López (Paraguai).[133] Recebeu também o Prêmio Internacional Don Quixote de la Mancha (Espanha) por ter instituído o ensino obrigatório da língua espanhola na rede pública de ensino.[134]

Lula foi condecorado como doutor honoris causa pela Universidade Federal de Viçosa,[135] pela Universidade de Coimbra (Portugal),[136] pela Universidade Federal de Pernambuco, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, pela Universidade de Pernambuco,[137] pela Universidade Federal da Bahia,[138] e pela Universidade Federal do ABC.[139] Embora outras universidades nacionais e internacionais tenham feito diversos convites para que o então presidente recebesse a honraria, Lula recusou todos os títulos honoris causa enquanto ocupou a cadeira de chefe do estado brasileiro, passando a aceitá-los apenas após deixar o cargo.[135] Em outubro de 2011, Lula recebeu o título de doutor honoris causa da prestigiada Fundação Sciences-Po da França. Foi o primeiro latino-americano a receber este título. A Sciences Po foi fundada em 1871 e apenas 16 personalidades no mundo possuíam esta premiação até então.[140]

Vida após a Presidência

Homenagem filatélica comum aos presidentes após conclusão do mandato

Lula após deixar seu cargo de Presidente, iniciou carreira de palestrante. Sua primeira palestra foi em março de 2011 para executivos da LG. As estimativas dos valores de suas palestras rondam a casa dos 200 mil reais no Brasil e 332 mil reais no exterior.[141] Entre outubro de 2011 e março de 2012, Lula visitou mais de 30 países.[142]

Em abril de 2013, o ex-presidente assinou um contrato com o jornal norte-americano The New York Times para escrever uma coluna mensal no jornal sobre política e economia internacionais.[143]

Câncer de laringe

Em 29 de outubro de 2011, foi diagnosticado com câncer de laringe pela equipe do médico Paulo Hoff do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Fumante durante quarenta anos, após começar a apresentar rouquidão por um tempo prolongado, foi identificado um tumor maligno de tamanho médio (dois a três centímetros) na laringe do ex-presidente. A assessoria de imprensa do Instituto Lula, ONG do ex-presidente, informou que o tratamento iria iniciar com sessão de quimioterapia em 31 de outubro,[144] mas, a pedido de Lula, não foi divulgado o número de sessões que foram realizadas. No entanto, foi divulgada a duração aproximada do tratamento, que estimava-se de três meses segundo o oncologista Artur Katz, responsável pelo tratamento do ex-presidente. Lula realizou o tratamento no Hospital Sírio-Libanês.[145][146][147][148]

Em nota à imprensa, no mesmo dia do anúncio do câncer, Dilma demonstrou solidariedade a Luiz Inácio e disse que "junta-se à torcida do povo brasileiro" pela melhora do ex-presidente, também se disse preocupada com ele e que acredita na recuperação rápida da sua saúde.[149] José Sarney, presidente do Senado, também divulgou em nota oficial à imprensa que espera a recuperação de Lula e disse: "Lula é um lutador, já venceu muitas batalhas e vencerá mais esta."[150]

Lula em 2013.

Antecipando-se aos efeitos adversos da quimioterapia, que incluem a queda dos cabelos,[151] Marisa Letícia, a ex primeira-dama, cortou a barba e o cabelo de Lula, deixando apenas o bigode. Foi a primeira vez que o ex-presidente mudou sua aparência radicalmente, já que Lula manteve a barba desde os anos 70, quando ainda era sindicalista.[152]

Em 28 de março de 2012, o Hospital Sírio-Libanês informou que os exames de Lula mostravam "ausência de tumor visível", demonstrando boa resposta ao tratamento.[153] Em vídeo, Lula disse que sentia intensa náusea, o que o impedia de se alimentar e o fez emagrecer cerca de 16 quilos rapidamente, além de manter uma dieta ausente de sólidos.[142]

Em 31 de maio de 2012, Lula esteve presente no Programa do Ratinho, em sua primeira aparição em um programa de televisão após a descoberta do câncer. Na ocasião, Lula disse que a única possibilidade de ele ser candidato presidencial em 2014 era se Dilma não quisesse se reeleger. Informou também que estava fazendo duas horas por dia de fisioterapia.[154]

Controvérsias

Em outubro de 2000, foi publicado um vídeo informal do então líder petista chamando a cidade de Pelotas de “Pólo exportador de veados”. Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, é alvo de brincadeiras preconceituosas segundo as quais abrigaria um grande número de homossexuais.[155]

Em 2003, uma declaração do então Presidente durante uma viagem à Namíbia provocou constrangimento na comitiva brasileira. Na ocasião, Lula afirmou que “Quem chega (na cidade de) Windhoek não parece que está em um país africano”.[156]

Lula foi criticado durante festividades que comemoravam a criação da Petro-Sal, quando repetiu um gesto que teria sido feito por Getulio Vargas quando criou a Petrobrás, sujando suas mãos de petróleo. Na ocasião Lula foi chamado de populista; conotação ambígua, pois alguns consideram este tipo de atitude positiva na esfera política.[157]

Em 2009, Lula sugeriu às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) (considerada uma organização terrorista pelo governo da Colômbia e dos Estados Unidos),[158][159] criar partido para chegar ao poder. Na ocasião, Lula disse que “Se índio e metalúrgico podem chegar à Presidência, por que alguém das Farc, disputando eleições, não pode?”[160]

Em 2010, houve críticas por parte da imprensa de que Lula deveria ter intervindo na greve de fome do preso político Orlando Zapata Tamayo. O preso morreu um dia antes de o ex-presidente fazer uma visita ao país. Na ocasião, Zapata era contra o regime cubano atual.[157]

Lula também defendeu "o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos e com respeito aos acordos internacionais" em um encontro com o presidente Mahmoud Ahmadinejad. A polêmica reside no fato de que o presidente iraniano já ameaçou Israel de "sumir do mapa", muito embora a alternativa proposta pelo presidente brasileiro não contemplasse armamentos nucleares ou mesmo a capacidade de produzi-los.[161][162]

Lula também se envolveu em uma polêmica de cunho religioso quando disse que "se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão". O ex-presidente foi criticado por políticos de todas as esferas e pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).[157]

Suspeitas de corrupção

A partir do início de 2016, a vida do político passou a mostrar-se bem conturbada, com investigações contra si por acusações dos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e ocultação de patrimônio.[163]

Lula é réu em cinco ações penais, três das quais estão no âmbito da Operação Lava Jato.[164] Em janeiro de 2016 o ministério público de São Paulo considerou ter obtido indícios suficientes para denunciar o ex-presidente Lula pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo a investigação a construtora OAS, investigada na Operação Lava Jato, teria reservado para a família do petista um apartamento triplex no Guarujá, e pagado, ainda segundo a investigação, por uma reforma estrutural no imóvel no valor de 777 mil reais. Os promotores apuram também se a construtora usou outros apartamentos no mesmo prédio para lavar dinheiro ou beneficiar outras pessoas indevidamente.[165][166][167] Em fevereiro do mesmo ano Sérgio Moro, juiz federal que conduz os processos da Operação Lava Jato, autorizou a abertura de inquérito para que a Polícia Federal investigue o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, usado pelo ex-presidente. A família de Lula usa frequentemente o sítio, que foi reformado em 2011. Segundo a Revista Época, entre 2012 e 2015 Lula e a família viajaram 111 vezes ao sítio, que tem 173 mil metros quadrados, lago, piscina e uma ampla residência.[168][169][170]

O MPF suspeita que as empreiteiras OAS e Odebrecht tenham realizado obras na propriedade rural como compensação por contratos com o governo. Segundo a investigação, a reforma teria custado aproximadamente 500 mil reais. De acordo com O Estado de S. Paulo, a empreiteira OAS pagou em dinheiro vivo os móveis e eletrodomésticos da cozinha e da área de serviço do sítio, e ainda segundo o jornal o total comprado para o sítio foi de 180 mil reais.[171][172]

Sobre o sítio em Atibaia, o Instituto Lula afirmou, em nota, que o ex-presidente Lula nunca escondeu que frequenta em dias de descanso o sítio Santa Bárbara, que pertence a amigos dele e de sua família. O instituto afirma que não há nada ilegal nestes fatos, que só eles não servem para vincular Lula a qualquer espécie de suspeita ou investigação.[173]

Denúncias do MPF

Em 21 de julho de 2016, Lula foi denunciado pelo Ministério Público Federal de Brasilia por obstrução à justiça na Lava Jato.[174] Em 29 de julho a Justiça Federal de Brasília aceitou a denúncia do MPF e Lula se tornou réu da ação.[175][176][177] Em 9 de dezembro de 2016, o MPF denunciou à Justiça o ex-presidente Lula e o filho dele, Luiz Cláudio Lula da Silva, pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Zelotes. De acordo com a acusação, Lula “integrou um esquema que vendia a promessa” de interferências no governo federal para beneficiar empresas.[178]

Acusação de interferência na Operação Lava Jato

De acordo com a Revista IstoÉ, em depoimentos na delação premiada, o senador do PT, Delcídio do Amaral, afirmou que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma tentaram interferir na Operação Lava Jato com nomeação de ministros nos tribunais superiores favoráveis às defesas dos acusados.[179][180][181] Ainda segundo a Revista IstoÉ, o senador Delcídio afirmou na delação premiada que Lula tinha pleno conhecimento do propinoduto instalado na Petrobras e agiu direta e pessoalmente para barrar as investigações ainda segundo a delação Lula teria sido o mandante do pagamento de dinheiro para tentar comprar o silêncio de testemunhas entre elas Nestor Cerveró a quem lula ordenou o pagamento de 250 mil reais, Lula não queria que o ex-diretor da Petrobras mencionasse o esquema do pecuarista José Carlos Bumlai na compra de sondas superfaturadas feitas pela estatal.

Quebra de sigilo telefônico de Lula

O juiz Sérgio Moro retirou, no dia 16 de março, o sigilo de interceptações telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As conversas gravadas pela Polícia Federal incluem diálogo no mesmo dia com a presidente Dilma Rousseff, que o nomeou Ministro Chefe da Casa Civil. Contudo, Moro declarou que Lula já tinha pelo menos a suspeita das gravações, o que comprometeria a espontaneidade e a credibilidade de diversos momentos dos diálogos. O advogado de Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, disse que a divulgação do áudio da conversa entre a presidente Dilma Rousseff com Lula é uma "arbitrariedade" e estimula uma "convulsão social".[182][183]

A conversa telefônica se refere especialmente à oferta do cargo de ministro a Lula. Em entrevista posterior ele justificou que talvez aceitasse o cargo para ser útil ao governo, não para se proteger politicamente. Moro afirmou que havia indícios de uma tentativa de influenciar ou de obter auxílio de autoridades do Ministério Público ou da Magistratura em favor do ex-presidente, mas sem provas da participação das pessoas mencionadas. Houve ainda uma referência à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), "provavelmente para obtenção de decisão favorável ao ex-presidente na ACO 2822". Ela negou um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente para suspender duas investigações sobre um triplex em Guarujá (SP) e um sítio em Atibaia (SP) ligados a ele, no que recebeu elogios de Moro no seu relatório.[184]

Lula vai além e, numa conversa com o Ministro Chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, solicita que ele converse com Dilma a respeito “de negócio da Rosa Weber”. Ricardo Lewandowski também aparece nos diálogos: "Há diálogo que sugere tentativa de se obter alguma intervenção do Exmo. Ministro Ricardo Lewandowski contra imaginária prisão do ex-presidente, mas sequer o interlocutor logrou obter do referido Magistrado qualquer acesso nesse sentido", disse o juiz. E ainda se fala do Ministro da Justiça Eugênio Aragão, que Lula reputa como amigo, embora "ainda não tivesse prestado qualquer auxílio". O juiz Moro enfatizou que "Houve tentativa pelos interlocutores em obter auxílio ou influenciar membro do Ministério Público ou da Magistratura não significa que esses últimos tenham qualquer participação nos ilícitos". Para Moro, porém, isso "não torna menos reprovável a intenção ou as tentativas de solicitação".[185][186]

As interceptações telefônicas são numerosas e se referem a muitos outros nomes do processo de impedimento e do cenário político nacional. Moro explicou que "O levantamento [do sigilo] propiciará assim não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas também o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal”. E ainda: “A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras”, afirmou o juiz no seu despacho.[187]

Nomeação como ministro-chefe da Casa Civil

Dilma empossa Lula como Ministro Chefe da Casa Civil, em 17 de março de 2016.

Em 16 de março de 2016, Lula foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, substituindo Jaques Wagner. A cerimônia de posse foi realizada no dia seguinte no Palácio do Planalto.[188] A partir de gravações telefônicas que tiveram seu sigilo levantado pelo juiz Sérgio Moro, e do andamento de processos em que Lula era investigado alguns juristas criticaram a nomeação por verem o objetivo de movimentar o foro dos processos através do foro privilegiado.[14][15][16][189][190] Houve protestos em 18 estados e no Distrito Federal para se manifestar contra a nomeação.[191][192]

A nomeação foi alvo de disputas na Justiça Federal. Nas horas seguintes após sua oficialização, três juízes federais concederam liminares barrando a nomeação, mas foram revertidos por instâncias superiores.[193][194][195][196] Em decisão monocrática, o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu a nomeação. A decisão foi proferida em ação apresentada pelos partidos PSDB e PPS. Na decisão, o ministro afirmou ter visto intenção de Lula em fraudar as investigações sobre ele na Operação Lava Jato.[197]

Após o impeachment da presidente Dilma, Gilmar Mendes extinguiu o processo por perda de objeto, mas Lula recorreu solicitando que o STF julgue o processo e "corrija o possível erro histórico".[198][199][200]

Cronologia sumária

Ver também

Notas

  1. Nomeado em 16 de março de 2016,[1] teve sua posse suspensa em 18 de março por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal.[2]
  2. Luiz Inácio da Silva. Registrado como nascido no dia 27 de outubro de 1945, mas festeja a data do seu aniversário em 6 de outubro, quando teria realmente ocorrido o nascimento. À época de seu nascimento Caetés era distrito do município de Garanhuns.

Referências

  1. «Atos do Poder Executivo». Brasília, DF. Diário Oficial da União (Ano CLII 51-A). 1 páginas. 16 de março de 2016. Consultado em 8 de novembro de 2016 
  2. Mariana Oliveira (18 de março de 2016). «Gilmar Mendes suspende nomeação de Lula como ministro da Casa Civil». Brasília: G1. Consultado em 8 de novembro de 2016 
  3. Ricardo Feltrin (6 de abril de 2005). «"Lula é um católico a seu modo", diz d. Cláudio Hummes». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. Consultado em 15 de julho de 2014 
  4. «"Sou um homem de muita fé", diz Lula em resposta a d. Eusébio». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. 7 de abril de 2005. Consultado em 15 de julho de 2014 
  5. «Lula critica excomunhão e defende medicina em aborto de menina». G1. Globo, Reuters. 6 de março de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  6. Wade, Terry (27 de julho de 2011). «Análise-Humala ousa ir onde Lula jamais esteve». Reuters. Consultado em 15 de julho de 2014 
  7. Hennemann, Gustavo (20 de agosto de 2010). «Foro de São Paulo celebra iniciativas que aumentam controle da imprensa». Folha de S. Paulo. Folha da manhã, UOL. Consultado em 15 de julho de 2014 
  8. «Com 83%, aprovação ao governo Lula bate recorde histórico, mostra Datafolha». Folha de S.Paulo. Folha da manhã. 26 de outubro de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  9. «Crescimento da renda dos 20% mais pobres ajudou Brasil a sair do mapa da fome, diz ONU». ONU BR. 27 de maio de 2015. Consultado em 25 de março de 2016 
  10. «Aquecimento global foi destaque no discurso de Lula». Extra. Globo. 31 de março de 2007. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  11. «Lula reafirma sua preocupação com aquecimento global». Congresso em foco. Folha da manhã. 8 de fevereiro de 2007. Consultado em 27 de setembro de 2016 
  12. a b «Brasil recebe título de grau de investimento pela agência S&P». Uol. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  13. a b «Agência de risco dá categoria de grau de investimento ao Brasil». G1. Globo.com. 30 de abril de 2008. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  14. a b «Lula é o novo ministro-chefe da Casa civil de governo de Dilma». Isto É. Consultado em 16 de março de 2016 
  15. a b «Lula é o novo ministro da Casa Civil e deve desencadear outras mudanças no governo». InfoMoney. Consultado em 16 de março de 2016 
  16. a b «Lula assume ministério e volta ao Executivo após 5 anos». R7. Consultado em 16 de março de 2016 
  17. «Moro aceita mais uma denúncia contra Lula na Operação Lava Jato». Agência Brasil. EBC. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  18. André de Oliveira. «Lula réu pela quinta vez: os processos que vão decidir o futuro do ex-presidente». El Pais. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  19. «Moro aceita nova denúncia e Lula agora é réu em 5 ações penais». Agência Brasil. EBC. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  20. Iglesias, Simone; Marques, Alan (23 de julho de 2010). «Casa onde Lula nasceu em Caetés vira ponto turístico». São Paulo: Folha da manhã. Folha de S. Paulo. Consultado em 27 de outubro de 2014 
  21. a b c Zapatero, José Luis Rodríguez (10 de dezembro de 2009). «El hombre que asombra al mundo» (em espanhol). El País. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  22. Paraná 2008, p. 26.
  23. Paraná 2008, p. 226.
  24. a b c d e «Luiz Inácio Lula da Silva». Brasil Escola. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  25. «Em entrevista a jornal paulista, Lula lembra de trabalho na infância». R7. Record. 1 de outubro de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  26. «LULA É REELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA». G1. Globo. 29 de junho de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014 
  27. SENAI, SENAI (1992). O Giz e a Graxa: meio século de educação para o trabalho. São Paulo: SENAI. pp. 102, 108–109, 113 
  28. «Política nacional: Eleições 2002: Luiz Inácio "Lula" da Silva: Presidente do Brasil». Portal Brasil. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  29. Silva, Marcos Sérgio (8 de março de 2010). «Um dedo de discórdia». Trip. Consultado em 19 de setembro de 2014 
  30. «Aspectos históricos: parque Anchieta». Prefeitura de São Bernardo do Campo. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  31. «Biografia de Luiz Inácio Lula da Silva» (PDF). Presidência da República. Consultado em 26 de março de 2010 
  32. Studart, Hugo (7 de julho de 2012), «O Lula Secreto», Livre Imprensa .
  33. Gaspari, Elio (2004), A Ditadura Encurralada - o sacerdote e o feiticeiro, 4, Companhia das Letras, p. 330 .
  34. Kotscho, Ricardo (17 de novembro de 2011). «Lula ficou com a cara de seu irmão Frei Chico». R7. Record. Consultado em 15 de julho de 2014 
  35. «Diretores e cargos». ABC de luta. Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  36. a b «História de Vida». Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  37. «Luiz Inácio Lula da Silva». UOL. Folha da manhã. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  38. Juliana Lopes, Fábio Farah e Jonas Furtado (1 de janeiro de 2011). «31 dias na prisão». Isto É. Três. Consultado em 15 de julho de 2014 
  39. a b c «Lula demorou 13 dias para ir de PE a SP e quatro eleições para chegar à Presidência». UOL obra=Folha de S. Paulo. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  40. «"Luis Ignacio" vai aos EUA, diz Casa Branca». Revista Época. Globo. 13 de março de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  41. Branford, Sue; Kucinski, Bernardo (1995). Brazil, carnival of the oppressed: Lula and the Brazilian Workers' Party. [S.l.]: Latin America Bureau. ISBN 978-0-906156-99-5 
  42. «Saiba mais sobre Luiz Inácio Lula da Silva». International Press. 31 de outubro de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014 
  43. «Lula». Estadão. O Estado de S. Paulo. 1 de janeiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  44. Kucinski 2002, p. 111.
  45. a b Kucinski 2002, p. 113.
  46. a b Kucinski 2002, p. 112.
  47. Fabio (30 de outubro de 2011). «A ética de Covas, por Lula». GGN. SP. Consultado em 15 de julho de 2014 
  48. «Marta vincula fala de Serra ao sequestro de Abílio Diniz». O Globo. Globo. 24 de maio de 2012. Consultado em 15 de julho de 2014 
  49. Plínio Fraga (1 de janeiro de 2011). «Com receio de efeitos eleitorais, PT condena sequestro». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. Consultado em 15 de julho de 2014 
  50. Luvizotto, Débora (27 de outubro de 2010). «Presidente Lula completa 65 anos de vida, conheça um pouco de sua história». UOL. Folha da manhã. Consultado em 15 de julho de 2014 
  51. «Milton José da Silva Filho - Pinga-Fogo» (HTML). Senado Federal do Brasil. 1 de janeiro de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014. "Há no congresso uma minoria que se preocupa e que trabalha pelo País e uma maioria de 300 picaretas que defendem apenas os seus próprios interesses", Lula em 1993. 
  52. THOMAS DAWSON (10 de abril de 2003). «Press Conference with IMF Managing Director Horst Köhler and First Deputy Managing Director Anne Krueger International Monetary Fund» (HTML) (em inglês). FMI. Consultado em 7 de junho de 2014 
  53. Wagner Gomes (4 de março de 2011). «Lula fica na 19ª posição entre presidentes do país» (HTML). Senado Federal do Brasil. Consultado em 15 de julho de 2014 
  54. «Lula e as manchetes». Brasil Econômico. 17 de novembro de 2011. Consultado em 19 de novembro de 2011. Uma foto como aquela tem o poder de provocar comoção suficiente para manter em alta a figura de um dos poucos presidentes da história (não apenas do Brasil, mas de todas as democracias) que saíram do governo mais popular do que eram ao ser eleito. 
  55. «Entenda o escândalo do mensalão» (HTML). R7. 8 de outubro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  56. «A última crise do governo» (HTML). Revista Época. 17 de maio de 2004. Consultado em 15 de julho de 2014 
  57. «Lula vai ser colunista mensal do 'New York Times'» (HTML). O Estado de S. Paulo. 23 de abril de 2013. Consultado em 15 de julho de 2014 
  58. a b «As últimas de Caetano Veloso, em entrevista exclusiva» (HTML). O Estado de S. Paulo. 5 de novembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  59. «Aprovação de Lula é pior que a de Fernando Henrique Cardoso» (HTML). Exame (Brasil). 20 de setembro de 2005. Consultado em 15 de julho de 2014 
  60. Ranier Bragon (31 de março de 2008). «Aprovação a Lula atinge 55% e bate recorde desde Collor» (HTML). Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  61. «Agora são mais cinco milhões de reais para Lulinha» [ligação inativa] 
  62. RODRIGO RANGEL (1 de fevereiro de 2008). «Ministra também abusou nas diárias de viagens» (HTML). Revista Época. Revista Época. Consultado em 15 de julho de 2014 
  63. «Ministro dos Esportes devolve R$ 30,8 mil utilizados em cartão corporativo» (HTML). Central Brasileira de Notícias. Extra (jornal do Rio de Janeiro). 2 de fevereiro de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  64. «Entenda o caso envolvendo os cartões corporativos do governo» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. 28 de março de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  65. Gabriela Guerreiro (5 de maio de 2008). «Sob críticas da oposição, CPI aprova relatório que não pede indiciamento nem cita dossiê» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  66. «Para Lula, empresários decepcionaram na crise; leia íntegra da entrevista» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. 22 de setembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  67. Débora Santos (22 de fevereiro de 2011). «MP move ação contra Lula e ex-ministro por suposta improbidade». G1. G1. Consultado em 15 de julho de 2014 
  68. «Ministério Público Federal entra com ação contra Lula por improbidade administrativa» (HTML). R7. 22 de fevereiro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  69. Fernando Canzian (17 de dezembro de 2006). «Pesquisa aponta Lula como melhor presidente do país». Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  70. «Governo federal acelera gastos com publicidade oficial». UOL. 19 de julho de 2006. Consultado em 6 de outubro de 2010 
  71. LARRY ROHTER (5 de maio de 2008). «A íntegra da reportagem do correspondente americano Larry Rohter, do New York Times» (HTML). The New York Times. Revista Época. Consultado em 15 de julho de 2014 
  72. «Justiça Eleitoral multa o presidente Lula em R$ 900 mil por propaganda antecipada» (HTML). UOL. UOL. 17 de agosto de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014 
  73. Silvana de Freitas (20 de julho de 2006). «TSE barra a distribuição de cartilha que cita Fome Zero» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  74. «Não sei quando sou presidente ou candidato, diz Lula» (HTML). O Estado de S. Paulo. O Estado de S. Paulo. 29 de julho de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014 
  75. «Lula se diz longe da esquerda e quer manter política econômica» (HTML). Reuters. Terra Networks. 14 de julho de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014 
  76. a b JAMES CIMINO (29 de outubro de 2006). «Imprensa internacional destaca reeleição e "renascimento" de Lula» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  77. a b «IMPRENSA INTERNACIONAL NOTICIA VITÓRIA "ESMAGADORA" DE LULA» (HTML). G1. G1. 29 de outubro de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014 
  78. «TSE aplica multa de R$10 mil ao presidente Lula por propaganda eleitoral antecipada» (HTML). O Globo. O Globo. 25 de março de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  79. MARIÂNGELA GALLUCCI (19 de março de 2010). «TSE multa Lula em R$ 5 mil por fazer propaganda de Dilma no Rio» (HTML). O Estado de S. Paulo. O Estado de S. Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  80. CIRILO JUNIOR (12 de março de 2008). «Economia brasileira cresce 5,4% em 2007, maior taxa desde 2004, diz IBGE» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  81. «PIB cresce 5,1% em 2008, apesar de cair no 4º trimestre» (HTML). Agência Estado. O Estado de S. Paulo. 10 de março de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  82. «Taxa de aprovação a Lula bate novo recorde e alcança 70%, diz Datafolha» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. 5 de dezembro de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  83. «Diante da crise, aprovação do governo Lula cai pela primeira vez no segundo mandato, diz Datafolha» (HTML). O Globo. Extra (jornal do Rio de Janeiro). 20 de março de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  84. Gabriela Guerreiro (1 de junho de 2009). «Avaliação positiva do presidente Lula volta a subir em maio para 81,5% após recuo» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  85. «Aprovação a Lula volta a patamar recorde» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. 31 de maio de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  86. «Os 100 brasileiros mais influentes de 2009» (HTML). Revista Época. Revista Época. 5 de dezembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  87. «Lula tem melhor avaliação desde que assumiu governo, diz Datafolha» (HTML). G1. G1. 28 de março de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  88. «Balança Comercial brasileira de 2003 a 2009» (HTML). Palácio do Planalto. Palácio do Planalto. 4 de janeiro de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  89. Luis Fara Monteiro (26 de setembro de 2005). «Lula: exportações para a América do Sul praticamente dobraram em 30 meses de governo» (HTML). EBC Rádios. EBC Rádios. Consultado em 15 de julho de 2014 
  90. CHICO DE GOIS (26 de março de 2009). «Lula diz que crise é causada por 'gente branca de olhos azuis'» (HTML). O Globo. O Globo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  91. «Declaração de Lula causou "constrangimento", dizem jornais britânicos» (HTML). Folha de S.Paulo. Uol. 27 de março de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  92. «Lula 'é o cara', diz Obama durante reunião do G20, em Londres» (HTML). G1. Globo.com. 2 de abril de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  93. CLÓVIS ROSSI (5 de maio de 2008). «Para jornal alemão, "superstar" Lula vai "salvar o clima"» (HTML). Folha de S.Paulo. Folha de S.Paulo. Consultado em 15 de julho de 2014 
  94. «Polêmicas marcaram política externa no governo Lula; saiba mais» (HTML). BBC. Folha de S.Paulo. 23 de novembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  95. «Lula chega ao Haiti e sobrevoa Porto Príncipe de helicóptero» (HTML). G1. G1. 25 de fevereiro de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  96. «Lula visita Chile e anuncia ajuda após terremoto» (HTML). Agence France-Presse. G1. 1 de março de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  97. «Brasil assume presidência do Mercosul na terça (3)» (HTML). Portal Brasil. Portal Brasil. 5 de maio de 2013. Consultado em 15 de julho de 2014 
  98. PAULO NARCISO (5 de maio de 2008). «LOURDES, O AMOR MINEIRO DE LULA» (HTML). Jornal Hoje em Dia. MontesClaros.com. Consultado em 15 de julho de 2014 
  99. «Palmeiras contrata filho do presidente Lula» (HTML). Globo Esporte. Globo Esporte. 6 de janeiro de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  100. «Justiça manda suspender passaporte diplomático dado a filho de Lula» (HTML). G1. G1. 5 de julho de 2012. Consultado em 15 de julho de 2014 
  101. «Em menos de sete anos de mandato Lula já acumula 263 condecorações» (HTML). Correio Braziliense. 180 Graus. 21 de setembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  102. «Lula é a 18ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo revista» (HTML). G1. G1. 22 de dezembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  103. «The World's Most Powerful People» (HTML). Forbes (em inglês). Forbes. 11 de novembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  104. «'Le Monde' escolhe Lula como 'homem do ano 2009'» (HTML). G1. G1. 24 de dezembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  105. «Lula é uma das 50 pessoas que moldaram a década, diz 'Financial Times'» (HTML). BBC. G1. 29 de dezembro de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  106. «Jornal israelense vê Lula como 'profeta do diálogo'» (HTML). BBC. G1. 12 de março de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  107. Adar Primor (11 de março de 2010). «Brazil leader talks Mideast peace, how to be friends with both Israel and Iran» (HTML). Haaretz. Haaretz. Consultado em 15 de julho de 2014 
  108. Michael Moore (24 de abril de 2010). «Luiz Inácio Lula da Silva» (HTML). Time (revista). Time (revista). Consultado em 15 de julho de 2014 
  109. «Lula é eleito um dos líderes mais influentes do mundo pela revista americana Time» (HTML). R7. R7. 29 de abril de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  110. «Presidente Lula receberá Prêmio pela Paz da UNESCO em Paris» (HTML). ONU. ONU. 15 de maio de 2009. Consultado em 15 de julho de 2014 
  111. «Lula é o brasileiro mais confiável, segundo pesquisa do Datafolha» (HTML). Folha de S.Paulo. G1. 1 de janeiro de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  112. «Lula será primeiro presidente a receber prêmio de Estadista Global» (HTML). O Globo. O Globo. 20 de janeiro de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  113. Nathalia Passarinho (10 de maio de 2010). «Lula leva título de 'Campeão Mundial na Luta Contra Fome' pela ONU» (HTML). G1. G1. Consultado em 15 de julho de 2014 
  114. Natuza Nery (10 de maio de 2010). «Órgão da ONU condecora Lula "campeão" do combate à fome» (HTML). Reuters. Reuters. Consultado em 15 de julho de 2014 
  115. «Lula recebe prêmio e diz que injustiça contribui para a xenofobia» (HTML). BBC. Terra Networks. 29 de março de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  116. «Mercadante lança Lula a Prêmio Nobel da Paz» (HTML). Diário Online. Diário do Grande Abc. 2 de junho de 2010. Consultado em 15 de julho de 2014 
  117. «Ex-presidente Lula recebe Ordem Nacional do Benin» (HTML). Instituto Lula. Instituto Lula. 17 de março de 2013. Consultado em 15 de julho de 2014 
  118. «GRAUS DA ORDEM DO MÉRITO MILITAR» (HTML). Forças Armadas. Forças Armadas. 5 de maio de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  119. «PROPONENTES» (PDF). Aeronáutica. Aeronáutica. 5 de maio de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  120. «Ordem do Cruzeiro do Sul» 
  121. «Ordem do Rio Branco» 
  122. «Condições de Concessão» (HTML). Forças Armadas. Forças Armadas. 5 de maio de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  123. Stuckert, Ricardo/PR (10 de setembro de 2003). «Presidente Lula é condecorado com a Ordem do Mérito Judiciário Militar». Presidência da República - Secretaria de Imprensa. Consultado em 26 de agosto de 2009 
  124. «Lula será condecorado com Ordem da Águia Asteca no México» (HTML). UOL. UOL. 5 de maio de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  125. «Lula diz que vai assumir «compromisso histórico com África»» (HTML). Notícias do Cabo Verde. Notícias do Cabo Verde. 29 de julho de 2004. Consultado em 15 de julho de 2014 
  126. «Cavaco Silva vai condecorar Lula da Silva com Ordem da Torre e Espada» (HTML). RTP. 5 de março de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  127. Denize Bacoccina (5 de maio de 2008). «Lula evoca laços com África para fazer negócios no Gabão» (HTML). BBC. BBC. Consultado em 15 de julho de 2014 
  128. Marcella Fernandes. «Oposição cobra explicações de Dilma após delação de Delcídio». Correio Braziliense. Consultado em 3 de março de 2016 
  129. «Lula retorna ao Brasil após concluir visita ao Panamá» (HTML). UOL. UOL. 10 de agosto de 2007. Consultado em 15 de julho de 2014 
  130. «Lula e Bouteflika convocam empresários a buscar parcerias» (HTML). SERPRO. SERPRO. 5 de maio de 2006. Consultado em 15 de julho de 2014 
  131. «Lula diz que Congresso deve dar forma final às reformas» (HTML). Revista Época. 10 de julho de 2003. Consultado em 15 de julho de 2014 
  132. «Uribe oferece ao Brasil saída ao Pacífico por estrada amazônica» (HTML). UOL. UOL. 5 de maio de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  133. «Presidente do Paraguai pede a revisão do Tratado de Itaipu» (HTML). Rádios EBC. Rádios EBC. 21 de maio de 2007. Consultado em 15 de julho de 2014 
  134. «Lula recebe prêmio Dom Quixote de La Mancha por ter instituído o ensino obrigatório do espanhol» (HTML). Agência Brasil e O Globo. O Globo. 13 de outubro de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  135. a b Denise Motta (28 de janeiro de 2011). «Em MG, Lula recebe seu 1º título de doutor honoris causa» (HTML). IG. IG. Consultado em 15 de julho de 2014 
  136. Marcelo Valadares (30 de março de 2011). «Lula é titulado doutor honoris causa da Universidade de Coimbra» (HTML). Terra Networks. Terra Networks. Consultado em 15 de julho de 2014 
  137. Ana Célia de Sá (22 de julho de 2011). «Lula recebe título de Doutor Honoris Causa da UFPE, UFRPE e UPE» (HTML). UFPE. UFPE. Consultado em 15 de julho de 2014 
  138. Tiago Décimo (20 de setembro de 2011). «Estudantes da UFBA protestam em homenagem a Lula» (HTML). Yahoo! Notícias. Yahoo! Notícias. Consultado em 15 de julho de 2014 
  139. UFABC (5 de dezembro de 2013). «Lula é o primeiro doutor honoris causa da UFABC» (HTML). UFABC Notícias. Consultado em 5 de janeiro de 2016 
  140. «Lula recebe título de doutor "honoris causa" pela sétima vez nesta terça» (HTML). UOL. UOL. 27 de setembro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  141. «No exterior, palestra de Lula pode valer até R$ 332 mil; confira primeira palestra» (HTML). Folha de S.Paulo. Paraíba.com. 3 de março de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014. Se no Brasil o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá receber até R$ 200 mil por palestra, no exterior, segundo petistas, o valor seria outro: US$ 200 mil (R$ 332 mil). 
  142. a b «Lula agradece a Deus pela cura do câncer e diz que é um homem de muita fé – Confira…» (HTML). O Diário. O Diário. 30 de março de 2012. Consultado em 15 de julho de 2014 
  143. «Lula terá coluna mensal distribuída pelo New York Times» (HTML). O Globo. O Globo. 5 de maio de 2008. Consultado em 15 de julho de 2014 
  144. José Roberto Burnier e Monalisa Perrone (5 de agosto de 2008). «Lula inicia tratamento contra câncer na laringe com sessão quimioterápica» (HTML). G1. G1. Consultado em 15 de julho de 2014 
  145. Renata Honorato; Beatriz Ferrari (29 de outubro de 2011). «Tratamento deve durar 3 meses, diz oncologista de Lula» (HTML). Revista VEJA. Revista VEJA. Consultado em 15 de julho de 2014 
  146. «Lula 'está ótimo', diz médico após tumor ser detectado em ex-presidente» (HTML). G1. G1. 29 de outubro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  147. «Tratamento de Lula contra câncer na laringe deve durar três meses» (HTML). G1. G1. 29 de outubro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  148. José de Castro; Juliana Schincariol (29 de outubro de 2011). «Lula tem tumor maligno na laringe e fará quimioterapia» (HTML). Reuters. Reuters. Consultado em 15 de julho de 2014 
  149. «Dilma divulga nota de apoio à 'rápida recuperação' de Lula» (HTML). G1. G1. 29 de outubro de 2011. Consultado em 15 de julho de 2014 
  150. Paulo Whitaker (5 de novembro de 2011). «Lula obedece a recomendação médica e não recebe visitas» (HTML). Revista VEJA. Revista VEJA. Consultado em 15 de julho de 2014 
  151. Tratamento do ex-presidente, que tem câncer na laringe, acaba em fevereiro 01/11/2011 publicado pela revista Veja
  152. Lula raspa cabeça e barba para enfrentar quimioterapia contra câncer de laringe publicado 17/11/2011 pelo Jornal de Novo Hamburgo
  153. «Exames mostram que tumor de Lula desapareceu, diz hospital» (HTML). G1. G1. 28 de março de 2012. Consultado em 15 de julho de 2014 
  154. «Programa do Ratinho com Lula vira palanque para Haddad» (HTML). Folha de S.Paulo. Uol. 31 de maio de 2012. Consultado em 15 de julho de 2014 
  155. Léo Gerchmann (27 de outubro de 2000). «PPB exibe vídeo com declarações de Lula em Pelotas». Folha de S.Paulo. Uol. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  156. Denize Bacoccina (7 de novembro de 2003). «Namíbia é limpa e não parece África, diz Lula». BBC. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  157. a b c Do mensalão a Maluf, relembre as polêmicas de Lula. [S.l.: s.n.] 2012 
  158. U.S. Department of State – Comprehensive List of Terrorists and Groups Identified Under Executive Order 13224
  159. «Retirar Farc de lista terrorista depende de desarmamento total, dizem EUA». Agence France-Presse. G1 Mundo. 3 de fevereiro de 2006. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  160. «Lula sugere às Farc criar partido para chegar ao poder». Estadão. 28 de abril de 2009. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  161. Confira polêmicas que marcaram política externa no governo Lula. [S.l.: s.n.] 
  162. «Ahmadinejad: Israel vai "desaparecer do mapa"». Portal Terra. 2 de junho de 2008. Consultado em 27 de dezembro de 2016 
  163. Ferreira, Flávio; Bergamo, Mônica (9 de março de 2016). «Promotores denunciam Lula por ocultação de patrimônio em tríplex». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. Consultado em 11 de março de 2016 
  164. «Lula réu pela quinta vez: os processos que vão decidir o futuro do ex-presidente». Consultado em 14 de Maio de 2017 
  165. «Promotor vê indícios para denunciar Lula». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. 23 de janeiro de 2016. Consultado em 31 de janeiro de 2016 
  166. «Depoimentos ligam Lula a reforma de imóvel da OAS». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. 27 de dezembro de 2015. Consultado em 31 de janeiro de 2016 
  167. «Ministério Público vai intimar Lula a depor sobre tríplex como investigado». Folha de S.Paulo. Uol. 29 de janeiro de 2016. Consultado em 31 de janeiro de 2016 
  168. «Lula nega ser dono de sítio em Atibaia para onde teria ido 111 vezes». Jornal Hoje G1. Globo. Consultado em 11 de fevereiro de 2016 
  169. «Sérgio Moro autoriza investigação exclusiva para sítio de Atibaia (SP)». G1 Paraná. Globo. Consultado em 11 de fevereiro de 2016 
  170. «Moro autoriza inquérito específico sobre sítio utilizado por Lula». Revista IstoÉ. Três. Consultado em 11 de fevereiro de 2016 
  171. Macedo, Fausto. «Moro autoriza inquérito sobre relação de sítio de Atibaia com OAS 'e outras empresas e pessoas investigadas'». Estadão. O Estado de São Paulo SA. Consultado em 11 de fevereiro de 2016 
  172. Macedo, Fausto. «Testemunha afirma que empreiteira pagou em dinheiro móveis de sítio». Estadão. O Estado de São Paulo SA. Consultado em 11 de fevereiro de 2016 
  173. «Dados oficiais confirmam comunicados do Instituto Lula sobre Guarujá e Atibaia». www.institutolula.org. Consultado em 11 de fevereiro de 2016 
  174. Ricardo Brito (21 de julho de 2016). «MPF de Brasília denuncia Lula, Delcídio, André Esteves por obstrução à Justiça». Estadão. O Estado de São Paulo. Consultado em 21 de julho de 2016 
  175. Bomfim, Camila; Oliveira, Mariana (29 de julho de 2016). «Lula, Delcídio e outros 5 viram réus acusados de tentar obstruir a Justiça». G1. Globo. Consultado em 30 de julho de 2016 
  176. «De investigado, Lula passa a ser réu». Época. Globo. 29 de julho de 2016. Consultado em 30 de julho de 2016 
  177. Falcão, Márcio (29 de julho de 2016). «Lula, Delcídio e mais 5 viram réus sob acusação de obstruir Lava Jato». Folha de S. Paulo. Folha da manhã. Consultado em 30 de julho de 2016 
  178. André Richter. «MPF denuncia ex-presidente Lula e um de seus filhos na Operação Zelotes». Agência Brasil. EBC. Consultado em 20 de dezembro de 2016 
  179. «Delcídio cita Lula e Dilma em delação, afirma revista IstoÉ». Jornal O Tempo. 3 de março de 2016. Consultado em 3 de março de 2016 
  180. Valor (3 de março de 2016). «Delcídio citou Dilma e Lula em delação premiada, diz revista». Valor Econômico. Consultado em 3 de março de 2016 
  181. «Delcídio cita Dilma e Lula em depoimento, diz colunista». Terra. 3 de março de 2016. Consultado em 3 de março de 2016 
  182. «Ouça a íntegra das conversas de Lula reveladas na Lava Jato». Folha de S.Paulo. Uol. 16 de março de 2016. Consultado em 18 de março de 2016 
  183. «'Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada', diz Lula a Dilma; ouça». Fausto Macedo. Consultado em 18 de março de 2016 
  184. «Autoridades do Legislativo e Judiciário reagem a conversas de Lula». Jornal Nacional. Consultado em 18 de março de 2016 
  185. «Ofensa de Lula ao STF é torpe e típica de mentes autocráticas, diz ministro - 17/03/2016 - Poder - Folha de S.Paulo». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de março de 2016 
  186. «Ministro do STF reage e diz que Lula "insultou o Judiciário"». Zero Hora. clicrbs. Consultado em 18 de março de 2016 
  187. «Moro derruba sigilo e divulga grampo de ligação entre Lula e Dilma; ouça». G1. Globo. Consultado em 18 de março de 2016 
  188. «Dilma dá posse a Lula como ministro da Casa Civil». Agência Brasil. 17 de março de 2016. Consultado em 21 de março de 2016 
  189. «Envio de termo a Lula é "abuso de poder" de Dilma, avaliam juristas». El País. 17 de março de 2016. Consultado em 17 de março de 2016 
  190. «Jurista diz que nomeação de Lula como ministro seria "tiro no pé" do governo Dilma». R7. 16 de março de 2016. Consultado em 17 de março de 2016 
  191. «Ato no DF tem buzinaço, via fechada, gás de pimenta e gritos contra Lula». Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  192. «Manifestantes vão às ruas contra nomeação de Lula e pela renúncia de Dilma». Consultado em 9 de fevereiro de 2017 
  193. «Juiz suspende nomeação de Lula». Folha de S. Paulo. 16 de março de 2016. Consultado em 16 de março de 2016 
  194. Estadão conteúdo (17 de março de 2016). «Presidente do TRF-1 derrubou liminar de Itagiba Catta Preta Neto; decisão de juíza do Rio de Janeiro continua valendo». Consultado em 18 de março de 2016 
  195. «Justiça derruba liminar, e Lula volta a ser ministro de Dilma». Folha de S. Paulo. 18 de março de 2016. Consultado em 18 de março de 2016 
  196. Mario Cesar Carvalho (18 de março de 2016). «Terceira liminar volta a suspender posse de Lula como ministro». Folha de S.Paulo. Consultado em 18 de março de 2016 
  197. Mariana Oliveira. «Gilmar Mendes suspende nomeação de Lula como ministro da Casa Civil». G1. Consultado em 18 de março de 2016 
  198. «Lula pede correção de 'possível erro histórico' que o impediu de ser ministro». O Globo. 7 de fevereiro de 2017 
  199. «Lula pede que STF corrija 'erro histórico' e o reconheça como ministro». G1 
  200. «Lula pede ao STF correção de 'erro histórico' da suspensão de nomeação para Casa Civil - Política - Estadão». Estadão 

Bibliografia

  • Paraná, Denise (1996), Lula, o filho do Brasil, ISBN 85-8583317-3, Fundação Perseu Abramo 
  • Kucinski, Bernardo (1998), A Síndrome da Antena Parabólica: Ética no Jornalismo Brasileiro, S. Paulo: Fundação Perseu Abramo .
    • Kucinski, Bernardo (2002), A Síndrome da Antena Parabólica: Ética no Jornalismo Brasileiro, ISBN 85-86469-12-2, S. Paulo: Fundação Perseu Abramo .

Artigos

Filmografia

Ligações externas

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons


Precedido por
Fernando Henrique Cardoso
Brasil.
35º. Presidente do Brasil

20032011
Sucedido por
Dilma Rousseff
Precedido por
Martti Ahtisaari
Prêmio Félix Houphouët-Boigny da Paz
2008
Sucedido por
Avós da Praça de Maio
Precedido por
Jaques Wagner
Ministro-chefe da Casa Civil do Brasil
2016
Sucedido por
Eva Chiavon (interina)