Helder Barbalho

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Helder Barbalho
42° Governador do Pará
Período 1º de janeiro de 2019
até a atualidade
Vice-governador Lúcio Vale
Antecessor Simão Jatene
Ministro da Integração Nacional
Período 12 de maio de 2016
até 6 de abril de 2018
Presidente Michel Temer
Antecessor Josélio de Andrade Moura (interino)
Sucessor Pádua Andrade
Ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos
Período 2 de outubro de 2015
até 20 de abril de 2016
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor Edson Coelho Araújo
Sucessor Maurício Muniz Barreto de Carvalho
Ministro da Pesca e Aquicultura
Período 1º de janeiro de 2015
até 2 de outubro de 2015
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor Eduardo Lopes
Sucessor nenhum (cargo extinto)
Prefeito de Ananindeua
Período 1º de janeiro de 2005
até 1º de janeiro de 2013
Antecessor Manoel Carlos Antunes
Sucessor Manoel Carlos Antunes
Deputado estadual do Pará
Período 1º de fevereiro de 2003
até 31 de dezembro de 2004
Vereador de Ananindeua
Período 1º de janeiro de 2001
até 31 de janeiro de 2003
Dados pessoais
Nascimento 18 de maio de 1979 (40 anos)
Belém, Pará, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade da Amazônia
Partido MDB (1997-presente)
Profissão administrador

Helder Zahluth Barbalho (Belém, 18 de maio de 1979) é um administrador e político brasileiro. Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), é o atual governador do Pará. Foi ministro da Pesca e Aquicultura, ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos e ministro da Integração Nacional.

Barbalho é formado em administração pela Universidade da Amazônia e pós-graduado com MBA Executivo em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas.

Filho e herdeiro político do ex-governador do Pará Jader Barbalho e da deputada federal Elcione Barbalho, Helder iniciou sua vida política ainda jovem, elegendo-se vereador de Ananindeua aos 21 anos de idade. Em 2002, elegeu-se deputado estadual com 68,4 mil votos, tornando-se o candidato mais votado para o cargo no estado.

Em 2005, Helder foi eleito prefeito de Ananindeua, tornando-se o prefeito mais jovem da história do Pará e sendo reeleito em 2008. Em 2014, foi candidato ao governo do estado do Pará pela primeira vez, sendo derrotado por Simão Jatene (PSDB), candidato à reeleição. Já em 2018, elegeu-se governador ao derrotar Márcio Miranda (DEM) no segundo turno.

Primeiros anos, família e educação[editar | editar código-fonte]

Helder Barbalho nasceu em Belém do Pará, filho de Jader Barbalho, integrante do MDB, ex-governador do Pará, e da deputada federal Elcione Barbalho, também do MDB. Cursou sua educação básica no Colégio Pequeno Príncipe e na Escola Tenente Rego Barros, em Belém, e no Colégio Marista, em Brasília. De volta à sua cidade natal, Helder concluiu o ensino médio na Escola Tenente Rego Barros e no Colégio Moderno.[1]

Em 2002, Helder graduou-se em Administração pela Universidade da Amazônia e, em seguida, obteve o título de MBA Executivo em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas na cidade de São Paulo.[1]

Além disso, Helder é casado com Daniela Lima Barbalho, também mãe de seus três filhos: Helder Filho, Thor e Heva.[2][1][3]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Helder iniciou sua trajetória política aos dezoito anos de idade, quando filiou-se ao PMDB em 1997, presidindo a juventude do partido no Pará e atuando como secretário-geral da Juventude Nacional do partido.[1] Apenas três anos depois, no ano de 2000, candidatou-se ao cargo para vereador do município de Ananindeua, no Pará, e venceu o pleito elegendo-se como o candidato mais votado da cidade, com a soma de 4.296 votos.[1]

Em 2002, Helder elegeu-se como deputado estadual do Pará com a soma de 68.474 votos, tornando-se também o deputado mais votado para o cargo.[4][1] Enquanto atuava na Assembleia Legislativa do Pará, presidiu e foi relator da Comissão da Lei de Diretrizes Orçamentárias, do Plano Plurianual e da Lei de Orçamento Anual.[1]

Em 2005, Helder assumiu a prefeitura do município Ananindeua, tornando-se aos 25 anos de idade o prefeito mais jovem da história do Pará. Quatro anos depois, foi reeleito em primeiro turno com 93.493 votos.[1][5] Durante o exercício do cargo, Helder recebeu do Governo Federal e da Organização Ação Fome Zero o Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar de Qualidade nos anos de 2007, 2010 e 2012.[1][6] Em 2008 e 2010, recebeu o Prêmio de Prefeito Empreendedor, do SEBRAE Pará, pelo incentivo dado à geração de emprego e renda para a população de Ananindeua.[7] Além disso, recebeu o Prêmio Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Brasil (ODM) com o Projeto Escola Ananindeua [8] e, em 2012, o Selo Unicef Município Aprovado com relação às ações implementadas entre os anos de 2009 a 2012.[1] Ainda no exercício da atividade executiva, em 2007, Helder destacou-se por assumir a presidência da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará (FAMEP), sendo novamente eleito por unanimidade em 2009 para continuar à frente da entidade, presidindo-a até abril de 2014.[1]

No ano de 2012, Helder assumiu a vice-presidência do PMDB no estado e, entre 2013 e 2014, atuou como apresentador na Rádio Clube do Pará com o Programa do Helder.[1] Nas eleição estadual de 2014, foi candidato ao governo do estado mas, mesmo vencendo o primeiro turno com a soma de 1.795.992 votos (49,8%), foi derrotado no segundo turno por Simão Jatene, candidato à reeleição pelo PSDB.[9]

No final de 2014, Helder assumiu o cargo de ministro da Pesca e Aquicultura para o segundo mandato do Governo Dilma Rousseff.[10] O político permaneceu como representante do ministério até a reforma ministerial ocorrida em 2 de outubro de 2015, quando a pasta foi extinta,[11] mesma data em que assumiu a Secretaria Nacional dos Portos.[12] Todavia, Helder pediu demissão do cargo em 20 de abril de 2016, após o PMDB deixar a base de apoio do governo Dilma.[13]

Já entre os anos de 2016 e 2018, durante o governo Michel Temer, esteve à frente do Ministério da Integração Nacional, atuando principalmente em projetos nacionais como a transposição do Rio São Francisco, e na área de Defesa civil e desenvolvimento regional.[1] Diante disso, Helder acompanhou as ações de políticas públicas da Fundação Getúlio Vargas[14] e empreendeu 3,2 bilhões de reais em financiamento para a instalação de placas fotovoltaicas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incentivando processos de energia renovável por meio da diminuição de juros no custo das placas.[15] Nas ações de desenvolvimento regional, o então ministro participou da inauguração de complexos habitacionais pertencentes ao programa Minha Casa, Minha Vida; defendeu a atuação da Força Nacional no Estado do Pará, que apontou índices de violência entre os mais altos do país; e aprovou um total de 37 milhões de reais como recurso para os municípios de Castanhal e Paragominas, visando um conjunto de obras de macrodrenagem no canal Salgado Grande (18,9 milhões); a pavimentação de alguns trechos da via Transcastanhal (3,3 milhões) e o abastecimento de água (14,7 milhões) para a população dos dois municípios através do programa Água para Todos.[16][17]

Em 2018, Helder candidatou-se novamente ao governo do estado do Pará pela coligação O Pará daqui pra frente, composta por MDB, PR, PSC, PSD, PP, PTB, PROS, PTC, PSL, PHS, PRB, PMB, DC, Patriota, Podemos e Avante. O deputado federal Lúcio Vale foi seu candidato a vice-governador. Somando 2.068.319 votos (55,43%), Helder venceu Márcio Miranda (DEM) no segundo turno.[18]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Coligação Partido Candidato a Votos Votos em Ananindeua Resultado
2000 Municipal de Ananindeua PMDB PMDB Vereador 4.296 (1º) Eleito[4]
2002 Estadual no Pará PMDB PMDB Deputado Estadual 68.474 (1º) 19.101 (1º) Eleito[4]
2004 Municipal de Ananindeua PMDB, PDT, PTB, PCdoB, PSB, PPS, PV, PSC, PSL, PTN, PTC, PRONA, PAN, PSDC, PRTB, PMN, PRP e PCB PMDB Prefeito 108.726 (1º - turno único) Eleito[19]
2008 Municipal de Ananindeua PMDB, PT, PP, PSB, PR, PDT, PCdoB, PSC, PHS, PTdoB, PTN, PSL, PSDC, PRP e PMN PMDB Prefeito 93.493 (1º - turno único) Eleito[5]
2014 Estadual no Pará PMDB, DEM, PT, PR, PDT, PCdoB, PROS, PTN, PHS, PSL e PPL PMDB Governador 1.795.992 (1º - Primeiro turno) 1.721.479 (2º - Segundo turno) 82.087 (2º - Primeiro turno) 81.404 (2º - Segundo turno) Não Eleito[9]
2018 Estadual no Pará MDB, PR, PP, PSD, PRB, PTB, PODE, PROS, PSC, PSL, PATRI, AVANTE, PHS, DC, PMB e PTC MDB Governador 1.825.708 (1º - Primeiro turno) 2.068.319 (1º - Segundo turno) 127.704 (1º - Primeiro turno) 139.837 (1º - Segundo turno) Eleito[18]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Helder foi absolvido da acusação de improbidade administrativa referente ao tempo em que ocupou o cargo de prefeito do município de Ananindeua. O ex-prefeito foi acusado de estar supostamente envolvido no desvio de cerca de R$ 2,78 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando contratos irregulares com empresas "fantasmas" entre os anos de 2005 e 2012. A ação, julgada pelo Tribunal Regional Federal, foi dada como improcedente mediante às provas apresentadas.[20]

O político também respondeu a um processo no Tribunal Regional Eleitoral do Pará por abuso de poder econômico quando concorreu ao pleito para governador do estado em 2014. Apesar de terem perdido as eleições, o candidato e seu vice, Joaquim Lira Maia, do DEM, supostamente teriam sido ilegalmente beneficiados por farta propaganda eleitoral irregular, antecipada na forma de matérias promocionais veiculadas nas mídias do grupo RBA, propriedade da família Barbalho.[21][22] Entretanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará julgou as acusações como improcedentes, decisão que foi contestada pelo Ministério Público Federal.[23]

Em 2014, o apresentador Nonato Pereira recorreu da ação judicial iniciada por Helder contra o programa Mix Atualidades da Super Rádio Marajoara. A proposta da ação contra o programa girava em torno da proibição da divulgação de qualquer notícia sobre o ex-prefeito de Ananindeua, prevendo uma multa de R$ 300 mil por programa. Entretanto, a justiça concedeu o mandado de segurança que suspendia a ação de Helder, pautada nos critérios de liberdade de imprensa.[24]

Em 2017, o ministro Edson Fachin, relator dos inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito contra Helder, então ministro da Integração Nacional, com base nas delações de ex-executivos da construtora Odebrecht. À época, Helder era suspeito de receber R$ 1,5 milhão ilegais durante a campanha para o governo do estado do Pará em 2014, com vistas ao beneficiamento da empresa nas obras de saneamento no estado paraense.[25][26][27] Helder, por sua vez, negou as supostas ilegalidades e divulgou uma nota afirmando que as doações da campanha de 2014 foram registradas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará, não possuindo qualquer influência na área de saneamento no estado.[28]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Eduardo Lopes
Ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil
2015
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Cargo extinto
Precedido por
Edson Coelho Araújo
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2016 – 2018
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Pádua Andrade