Podemos (Brasil)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre partido político brasileiro criado em 1995. Para o partido político criado em 1945 e extinto em 1965, veja Partido Trabalhista Nacional.
Podemos
Número eleitoral 19
Presidente Renata Abreu
Fundação 01 de maio de 1995
Registro 2 de outubro de 1997 (20 anos)[1]
Sede São Paulo e Brasília
Ideologia Democracia Direta
Espectro político Centro
Senadores[2]
5 / 81
Deputados federais (2014)[3]
20 / 513
Cores
Página oficial
www.podemos.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Podemos (PODE), anteriormente denominado Partido Trabalhista Nacional (PTN), é um partido político brasileiro.[4]

Tem sido comandado pela família Abreu (José Masci de Abreu, Dorival de Abreu e Renata Abreu) desde a fundação em 1995. Em 2016 mudou de nome para Podemos, mas ideologicamente se difere muito do Podemos espanhol. O partido inclusive afirma que a inspiração para seu nome não foi em nenhum partido de outro país, mas sim no slogan da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, "sim, nós podemos".[5]

Foi fundado com o mesmo nome de um outro da República Nova, assim, o partido existente não deve ser confundido com o Partido Trabalhista Nacional, criado em 1945 e extinto em 1965 pelo Ato Institucional Número Dois (AI-2).[6]

História[editar | editar código-fonte]

O PTN foi fundado em maio de 1995, ganhando o registro provisório no mesmo ano; no ano seguinte já obteve o registro definitivo da legenda, tendo sido dirigido pelo ex-deputado petebista Dorival de Abreu; e seu código eleitoral é o 19.[7]

Após o falecimento de Dorival, seu irmão, o também ex-deputado federal paulista José de Abreu, dirigiu a legenda. Nas eleições presidenciais de 1998 lançou como candidata a presidência a Secretária Geral da legenda, a paulista Thereza Ruiz, que obteve votação superior a 100 mil votos. Em São Paulo, apresentou o candidato a governador Fred Corrêa, nas eleições de 2006.

No pleito de 2014, elegeu 4 deputados federais, sendo eles Bacelar (BA), Christiane de Souza Yared (PR), Delegado Edson Moreira (MG), Renata Abreu (SP) filha de José de Abreu, que também agora é a nova presidente nacional do partido e 14 deputados estaduais. Com a janela partidária no início do ano de 2016, vários parlamentares trocaram de legenda e o destino de alguns deles foi o PTN que hoje tem 13 deputados federais.

Antigo logo do partido.

Em dezembro de 2016, o então "Partido Trabalhista Nacional" mudou de nome e passou a ser denominado "Podemos". Baseado em pesquisas e estudos de consultorias, a organização foi renomeada por inspiração no mote "sim, nós podemos" (yes, we can) da campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos em 2008 e sem qualquer relação com o partido-movimento espanhol Podemos. A essa época, a bancada do partido foi caracterizada como de centro-direita com parlamentares conservadores pelo presidente do diretório estadual na Bahia, João Carlos Bacelar Batista, enquanto que a nova organização não seria nem de direita, nem de esquerda, segundo seus dirigentes.[8][9][10][11]

Em virtude da delação da JBS, em 18 de maio de 2017, foi o primeiro partido a abandonar a base aliada do governo Michel Temer, saindo também do bloco partidário do qual integrava ao lado do PP e do PTdoB, então declarou-se independente em relação ao governo.[12]

Ainda em 2017 passou a ter representatividade no Senado Federal com a filiação de Alvaro Dias (ex-PV) e de Romário, que deixou o PSB no final de junho. Em agosto o partido recebeu a filiação de José Medeiros (ex-PSD), senador pelo Mato Grosso.

Participação e desempenho eleitorais[editar | editar código-fonte]

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Imagem Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos % Colocação
1998
Sin foto.svg
Thereza Ruiz Eduardo Gomes sem coligação 166 138 0,25 10.º
2010
Dilma Rousseff - foto oficial 2011-01-09 2 (cropped).jpg
Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN 55 752 529 56,05 1.º
2014
Aécio Neves em 16 de julho de 2014-3.jpg
Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB 51 036 040 48,36 2.º

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015. 
  2. «Senadores em Exercício». Senado Federal. Consultado em 26 de março de 2017. 
  3. «Siglas de Maia, Bolsonaro e Dias se beneficiam de troca-troca partidário». Folha de S.Paulo. Consultado em 4 de abril de 2018. 
  4. «Podemos». www.tse.jus.br. Consultado em 18 de maio de 2017. 
  5. Gerson Camarotti (21 de março de 2017). «Deputados articulam novo partido para a disputa de 2018» 
  6. FGV. «PARTIDO TRABALHISTA NACIONAL (PTN)» 
  7. Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acessado em 25 de julho de 2007
  8. 24/7, Brasil (27 de novembro de 2016). «Mudança de nome não deve estancar sangria no PTN». jornal 
  9. «PTN, que já teve Jânio e Pitta, muda para Podemos, inspirado em Obama - 22/11/2016 - Poder - Folha de S.Paulo». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 27 de novembro de 2016. 
  10. «PTN muda de nome a passa a se chamar Podemos». Metrópoles. Consultado em 27 de novembro de 2016. 
  11. «PTN muda de nome e vira Podemos». Consultado em 27 de novembro de 2016. 
  12. Gadelha, Igor (18 de maio de 2017). «Com 13 deputados, PTN anuncia rompimento com governo Temer». Correio. Consultado em 18 de maio de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]