Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

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Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Número eleitoral 16[1]
Presidente Zé Maria[1]
Fundação 30 de setembro de 1993 (27 anos)
Registro 19 de dezembro de 1995 (25 anos)[1]
Sede São Paulo, SP
Ideologia  • Socialismo
 • Internacionalismo
 • Comunismo
 • Trotskismo
 • Morenismo
 • Anticapitalismo
Espectro político extrema-esquerda[2]
Publicação Opinião Socialista
Ala jovem Coletivo Rebeldia
Antecessor Partido dos Trabalhadores (cisão)
Membros (2021) 15.797 filiados[3]
Afiliação internacional Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI)
Governadores (2021)
0 / 27
Prefeitos (2021)
0 / 5 568
Senadores (2021)
0 / 81
Deputados federais (2021)
0 / 513
Deputados estaduais (2018)
0 / 1 024
Vereadores (2021)
0 / 56 810
Cores      Vermelho
     Amarelo
Bandeira do partido
Bandeira do PSTU
Página oficial
www.pstu.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) é um partido político do Brasil fundado em 1993 e registrado oficialmente em 1994.[1] Em março de 2021 possuía 15.797 filiados.[3] O PSTU é uma organização socialista, que reivindica o marxismo revolucionário, baseando-se nas teorias e práticas de Leon Trótski e de Nahuel Moreno. O PSTU também é a seção no Brasil da Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI), sendo a maior seção dessa organização, que em outros países se articula como partido legalizado ou não, ou como corrente interna de partidos anticapitalistas amplos. Assim como o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido da Causa Operária (PCO) e a Unidade Popular (UP), o PSTU faz oposição de esquerda aos governos municipais, estaduais e federal.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Em abril de 1992, o deputado José Dirceu apresenta, na reunião da Executiva Nacional do PT, uma resolução que foi aprovada, dando prazo de 15 dias para que a Convergência Socialista se adaptasse à nova regulamentação de tendências. Esta proibia manifestações abertas contra a política da direção majoritária. Afirmava José Dirceu que, para evitar a publicidade de tais manifestações, se deveriam proibir sedes próprias, jornal próprio, finanças próprias, relações internacionais públicas e de partido, pois estas seriam a exteriorização de uma política contrária às resoluções do PT e do seu primeiro Congresso.[4]

Após sair do Partido dos Trabalhadores, em meados de 1992, a Convergência Socialista (CS) deu início à formação de um novo partido, juntamente com outros pequenos grupos de extrema-esquerda que, na época, formavam a chamada Frente Revolucionária (FR), que, além da CS, contava com outras organizações, tais como:

  1. O Partido da Frente Socialista (PFS), antes denominado como Partido da Libertação Proletária (PLP)[5];
  2. o Movimento Socialista Revolucionário;
  3. a Democracia Operária, formada principalmente por bancários de Porto Alegre, um dos seus líderes era Victor Hugo Ghiorzi;
  4. Liga, formada por militantes que romperam com o PT em no início de 1993, tais como: Júnia Gouveia, Celso Lavorato, Edmilson Araújo, Rômulo Rodrigues, Santiago, Henrique Martins e Lays Machado;
  5. Grupo Independente de Diadema; e
  6. Coletivo Luta de Classes, dentre os seus dirigentes, podem-se citar: Carlos Bauer e Magno de Carvalho.

Entre 3 e 5 de julho de 1994, a FR reuniu em um Congresso para fundar o PSTU[6].

Cisão de 2016[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2016, 739 militantes assinaram um manifesto de ruptura com o partido, chamado "Arrancar alegria ao futuro",[7][8] e, posteriormente, fundaram o Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (MAIS).[9][10][11] Em agosto de 2017, o MAIS oficializou sua entrada como corrente interna no PSOL. A decisão foi tomada no congresso da organização, que aconteceu dos dias 27 a 30 de julho, em São Paulo.[12] Posteriormente o MAIS e outros grupos fundiram-se dando origem a Resistência, corrente interna do PSOL.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Em 2018, PSTU posicionou-se da seguinte forma sobre a prisão de Lula: acreditamos que a condenação ou não de Lula de nada contribui para a superação da exploração da classe trabalhadora, considerando o líder do PT um agente da burguesia[13].

Desempenho eleitoral[editar | editar código-fonte]

Eleições estaduais[editar | editar código-fonte]

Nas eleições estaduais de 2010, em Minas Gerais, o PSTU apresentou a candidatura a governador da Frente de Esquerda, enquanto em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará, entre outros estados, o partido apresentou a candidatura ao Senado Federal.

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Imagem Candidato(a) a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos Posição
1994 Luiz Inácio Lula da Silva.jpg Luiz Inácio Lula da Silva
(PT)
Aloizio Mercadante
(PT)
Frente Brasil Popular pela Cidadania
(PT, PSB, PCdoB, PPS, PV e PSTU)
17.122.127 (27,04%) [17]
1998 Zé Maria José Maria de Almeida
(PSTU)
José Galvão de Lima
(PSTU)
sem coligação 202.659 (0,30%) [18]
Segundo turno: apoio crítico ao candidato derrotado Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
2002 Zé Maria José Maria de Almeida
(PSTU)
Dayse Oliveira
(PSTU)
sem coligação 402.232 (0,47%) [19]
Segundo turno: apoio crítico ao candidato vitorioso Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
2006 Heloísa Helena Heloísa Helena
(PSOL)
César Benjamin
(PSOL)
Frente de Esquerda
(PSOL, PCB e PSTU)
6.575.393 (6,85%) [20]
Segundo turno: voto nulo
2010 Zé Maria José Maria de Almeida
(PSTU)
Cláudia Durans
(PSTU)
sem coligação 84.609 (0,08%) [21]
Segundo turno: voto nulo
2014 Zé Maria José Maria de Almeida
(PSTU)
Cláudia Durans
(PSTU)
sem coligação 91.209 (0,09%) [22]
Segundo turno: voto nulo
2018 Vera Lúcia Salgado Vera Lúcia Salgado
(PSTU)
Hertz Dias
(PSTU)
sem coligação 55.762 (0,05%) 11ª[23]
Segundo turno: apoio crítico ao candidato derrotado Fernando Haddad (PT)

Referências

  1. a b c d TSE. «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 9 de abril de 2021 
  2. «Partido da extrema esquerda, PSTU lança operária sapateira como pré-candidata à Presidência da República». 2 de março de 2018 
  3. a b TSE. «Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados». Consultado em 9 de abril de 2021 
  4. Silva, 2001; Cerdeira, 2009.
  5. E antes como Coletivo Gregório Bezerra (CGB), uma organização formada por militantes que acompanharam Luiz Carlos Prestes, na época de sua ruptuta com PCB.
  6. As origens e ideologia do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), acesso em 16 de janeiro de 2019.
  7. Dirigentes históricos e centenas de militantes rompem com o PSTU, acesso em 20 de julho de 2016
  8. MANIFESTO PELA CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA ORGANIZAÇÃO SOCIALISTA E REVOLUCIONÁRIA NO BRASIL Arquivado em 10 de julho de 2016, no Wayback Machine., acesso em 20 de julho de 2016.
  9. Nasce o MAIS, uma nova organização de esquerda no Brasil, acesso em 06 de outubro de 2016.
  10. MAIS – MOVIMENTO POR UMA ALTERNATIVA INDEPENDENTE E SOCIALISTA acesso em 06 de outubro de 2016.
  11. Militantes que romperam com PSTU realizaram ato de lançamento do MAIS acesso em 6 de outubro de 2016.
  12. «MAIS anuncia entrada no PSOL». Esquerda Online. 4 de agosto de 2017. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  13. Redação (9 de abril de 2018). «Tem que prender todos os corruptos e corruptores» 
  14. a b c d e f g TSE, 2014. «Estatísticas de candidaturas - Cargo/partido/coligação/sexo». Consultado em 6 de junho de 2015. Arquivado do original em 26 de junho de 2015 
  15. «PSTU, 2014: A disputa das eleições numa perspectiva revolucionária». Consultado em 31 de maio de 2015. Arquivado do original em 31 de maio de 2015 
  16. CRS-PSOL, 2013. «Tese Nada Mais Será como Antes» (PDF). Consultado em 2 de março de 2015. Arquivado do original (PDF) em 8 de novembro de 2013 
  17. https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/5/13/brasil/27.html
  18. «Votação no município - eleições 1998». www.tse.jus.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  19. «PDF.js viewer». www.justicaeleitoral.jus.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  20. «G1 > Eleições 2006 - APURAÇÃO». g1.globo.com. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  21. «Apuração de votos e candidatos eleitos (1º turno) - UOL Eleições 2010». placar.eleicoes.uol.com.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  22. «Brasil - Presidente - 1º Turno - Apuração - Eleições - 2014 - Especial - Poder - Folha de S.Paulo». eleicoes.folha.uol.com.br. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 
  23. «Eleições 2018 | Apuração 1º Turno para Presidente». Estadão. Consultado em 17 de fevereiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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