Partido da Causa Operária

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Partido da Causa Operária
PCO29.jpg
Código Eleitoral 29
Presidente Rui Costa Pimenta
Fundação 7 de dezembro de 1995 (20 anos)
Registro 30 de setembro de 1997 (18 anos)[1]
Sede São Paulo
Ideologia Comunismo
Trotskismo
Marxismo-leninismo
Espectro político Extrema-esquerda
Cores       Vermelho

      Amarelo
Site
pco.org.br

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

O Partido da Causa Operária (PCO) é um partido político brasileiro de extrema-esquerda. Suas cores são o vermelho e o amarelo e seu número eleitoral é o 29. Foi fundado em 1995 por dissidentes do Partido dos Trabalhadores (PT). No movimento sindical constrói a Central Única dos Trabalhadores (CUT) com o PT. Atualmente o PCO participa da Frente Brasil Popular com PT, PCdoB e o PSB.[2] É um dos partidos brasileiros legalizados com menos filiados (cerca de 2.600, a maioria em São Paulo e Minas Gerais)[3] e não possui nenhum mandato.

História[editar | editar código-fonte]

Formado por militantes da corrente Causa Operária do Partido dos Trabalhadores, expulsos do PT em 1991 por discordarem de alianças formadas com partidos com politicos de direita e conservadores, tática que seria, segundo a corrente, estranha aos objetivos declarados do PT.

A corrente Causa Operária, da qual o PCO é, na realidade, uma continuidade organizativa e programática da corrente política criada em 1979 por um grupo de militantes rompidos com a organização, então clandestina, Organização Socialista Internacionalista, ligada ao dirigente trotskista francês Pierre Lambert, com o nome de Tendência Trotskista do Brasil. Neste mesmo ano, em junho começou a ser publicado o periódico, então mensal, Causa Operária, que continua ainda hoje sendo o jornal do PCO, mostrando a continuidade política entre estas organizações. Nos dias 5 e 6 de janeiro de 1980 foi realizado o primeiro congresso da nova organização que adotou o nome de Organização Quarta Internacional, nome escolhido para indicar a orientação internacionalista da nova organização. No congresso, realizado em S. Paulo, participaram cerca de 40 militantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, na sua quase totalidade estudantes e operários. A OQI criou, juntamente com o Partido Obrero Revolucionário da Bolívia e o Partido Obrero da Argentina, uma organização internacional chamada Tendência Quarto-internacionalista, TQI, neste mesmo ano. Esta organização publicou quatro edições da revista Internacionalismo, mas acabou se decompondo em função da defecção, nunca oficializada do partido boliviano, dirigido, naquele momento, pelo renomado Guillermo Lora. O PCO participou desde 1997 da organização do MRQI (Movimento pela Refundação da Quarta Internacional), fundado em Gênova, Itália, e que posteriormente transformou-se, em 2004, na CRQI (Coordenação pela Refundação da Quarta Internacional), num Congresso Fundacional realizado em Buenos Aires, impulsionado pelo Partido Obrero da Argentina. O PCO realizou um rompimento com a CRQI e o Partido Obrero entre 2004 e 2006.

Propaganda eleitoral do Partido da Causa Operária.

O Causa Operária permaneceu no PT durante 10 anos, de 1980 a 1990, defendendo a construção de um partido operário, a luta por um governo operário e pelo socialismo e a independência de classe diante da burguesia, o que lhe valeu acusações de radicalismo e sectarismo dos dirigentes do partido e que foram difundidas pelos militantes do PT de todas as facções, tornando-se uma acusação constante contra o partido.

Os militantes da corrente Causa Operária reorganizaram-se como partido político legal a partir de 1995 mudando seu nome para Partido da Causa Operária para marcar a continuidade organizativa, política e ideológica. O PCO Obteve seu registro definitivo em 30 de novembro de 1997. Seu código eleitoral é o 29.[4]

Atividade eleitoral[editar | editar código-fonte]

O PCO começou a participar das eleições em 1996, quando lançou alguns candidatos às eleições municipais. Nas eleições de 1998, o partido lançou candidatos a governos estaduais e senadores em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraíba e Rio Grande do Sul. Em 2004, no município amazonense de Benjamin Constant, o PCO elegeu seu primeiro e único vereador no país até hoje: João Vieira da Silva recebeu 635 votos e compôs uma coligação com PSC, PPS e PRP.[5]

Nas eleições municipais de 2012, o PCO participou apenas em 6 cidades em todo o país. Em Belo Horizonte, João Pessoa, Rio de Janeiro e São Paulo, o partido teve candidatos a prefeito e vice-prefeito.[6] [7] Em Teresina, junto somente com o PCB, formou a frente Esquerda Revolucionária, tendo uma candidatura para o cargo de vice-prefeito.[7] [8] Em Anápolis, o PCO participou da coligação majoritária A Força do Trabalho, composta por 14 partidos e que elegeu o prefeito Antônio Gomide do PT[9] e na coligação proporcional, esteve com o PT e o PMN, elegendo 6 vereadores do petistas.[10] Em todas as disputas para a prefeitura, as candidaturas próprias do partido ficaram na última posição e os votos de todas elas somaram 7401.[11] Também foi pequeníssimo o número de candidatos a vereadores pelo PCO: somente 7 em todo o país (3 em João Pessoa, 2 em São Paulo, 1 em Belo Horizonte e 1 em Teresina).[11] Os votos somados dessas candidaturas a vereador foram 3439.[11]

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Nas 4 eleições presidenciais que disputou, o PCO lançou o nome de seu presidente, Rui Costa Pimenta, como candidato a Presidente da República, ficando sempre na última posição. Na eleição de 2002, tendo Pedro Paulo de Abreu como candidato a vice na chapa, ele angariou o sexto lugar, com 38.619 votos.

Em 2006, Rui e Pedro Paulo juntaram-se novamente para compor a chapa que disputaria o pleito. Durante a campanha, a candidatura foi invalidada por irregularidades na prestação de contas da eleição anterior. Os votos que Rui Costa Pimenta obteve foram anulados. Na eleição seguinte, com Edson Dorta como vice, o presidente do PCO obteve 12.206 votos.

Para 2014, Ricardo Machado foi o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Rui. Suas propostas eram: Pelas lutas dos direitos democráticos dos trabalhadores, um sistema governamental de Assembleia Constituinte de verdade, uma das propostas mais conhecidas é a jornada de trabalho para 35 horas semanais, e que o salário mínimo fosse de acordo com a inflação. Outra proposta de seu plano de governo é lutar contra todas as privatizações, com seu plano de governo em mente, Rui Costa Pimenta e Ricardo Machado terminaram as eleições de 2014 em 11º com 12.324 votos(0,01% dos votos válidos).

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Rui Costa Pimenta Ricardo Machado sem coligação 12.324 0,01 11º
2010 Rui Costa Pimenta Edson Dorta Silva sem coligação 12.206 0,01
2006 Rui Costa Pimenta Pedro Paulo de Abreu sem coligação candidatura indeferida
2002 Rui Costa Pimenta Pedro Paulo de Abreu sem coligação 38.619 0,04

Referências

  1. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "TSE - Partidos políticos registrados no TSE" (em português). Consultado em 7 de novembro de 2015. 
  2. PCO - Lançada em Brasília a Frente Brasil Popular
  3. TSE - Estatísticas de eleitorado - Filiados
  4. "Partidos políticos registrados no TSE". TSE. Consultado em 25 de julho de 2007. 
  5. TSE 2004 - Resultado das eleições
  6. "Candidatos a prefeito pelo PCO em 2012" |url= incorrecta (Ajuda). TSE. Consultado em 30 de dezembro de 2013. 
  7. a b "Candidatos a vice-prefeito pelo PCO em 2012" |url= incorrecta (Ajuda). TSE. Consultado em 30 de dezembro de 2013. 
  8. "Coligação PCB-PCO em Teresina". UOL. Consultado em 30 de dezembro de 2013. 
  9. Eleições 2012 - Prefeitura de Anápolis - Antonio Gomide 13
  10. Eleições 2012 - Vereadores de Anápolis
  11. a b c "Placar das Eleições 2012 - Primeiro Turno". UOL. Consultado em 30 de dezembro de 2013.  Erro de citação: Invalid <ref> tag; name "placar" defined multiple times with different content

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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