Partido da Causa Operária

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Partido da Causa Operária
PCO29.jpg
Número no TSE 29
Presidente Rui Costa Pimenta
Fundação 7 de dezembro de 1995 (19 anos)
Sede São Paulo
Ideologia Comunismo Trotskista
Espectro político Extrema-esquerda
Cores       Vermelho

      Amarelo
Site
pco.org.br

Política do Brasil
Partidos políticos
Eleições

Partido da Causa Operária (PCO) é um partido político brasileiro de extrema-esquerda.

História[editar | editar código-fonte]

Formado por militantes da corrente Causa Operária do Partido dos Trabalhadores, expulsos do PT em 1991 por discordarem das alianças daqueles partidos com políticos burgueses, tática que seria, segundo a corrente, estranha aos objetivos declarados do PT.

A corrente Causa Operária, da qual o PCO é, na realidade, uma continuidade organizativa e programática da corrente política criada em 1979 por um grupo de militantes rompidos com a organização, então clandestina, Organização Socialista Internacionalista, ligada ao dirigente trotskista francês Pierre Lambert, com o nome de Tendência Trotskista do Brasil. Neste mesmo ano, em junho começou a ser publicado o periódico, então mensal, Causa Operária, que continua ainda hoje sendo o jornal do PCO, mostrando a continuidade política entre estas organizações. Nos dias 5 e 6 de janeiro de 1980 foi realizado o primeiro congresso da nova organização que adotou o nome de Organização Quarta Internacional, nome escolhido para indicar a orientação internacionalista da nova organização. No congresso, realizado em S. Paulo, participaram cerca de 40 militantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, na sua quase totalidade estudantes e operários. A OQI criou, juntamente com o Partido Obrero Revolucionário da Bolívia e o Partido Obrero da Argentina, uma organização internacional chamada Tendência Quarto-internacionalista, TQI, neste mesmo ano. Esta organização publicou quatro edições da revista Internacionalismo, mas acabou se decompondo em função da defecção, nunca oficializada do partido boliviano, dirigido, naquele momento, pelo renomado Guillermo Lora. O PCO participou desde 1997 da organização do MRQI (Movimento pela Refundação da Quarta Internacional), fundado em Gênova, Itália, e que posteriormente transformou-se, em 2004, na CRQI (Coordenação pela Refundação da Quarta Internacional), num Congresso Fundacional realizado em Buenos Aires, impulsionado pelo Partido Obrero da Argentina. O PCO realizou um rompimento com a CRQI e o Partido Obrero entre 2004 e 2006.

Propaganda eleitoral do Partido da Causa Operária.

Causa Operária permaneceu no PT durante 10 anos, de 1980 a 1990, defendendo a construção de um partido operário, a luta por um governo operário e pelo socialismo e a independência de classe diante da burguesia, o que lhe valeu acusações de radicalismo e sectarismo dos dirigentes do partido e que foram difundidas pelos militantes do PT de todas as facções, tornando-se uma acusação constante contra o partido.

Os militantes de Causa Operária reorganizaram-se como partido político legal a partir de 1995 mudando seu nome para Partido da Causa Operária para marcar a continuidade organizativa, política e ideológica. O PCO Obteve seu registro definitivo em 30 de novembro de 1997. Seu código eleitoral é o 29.[1]

Atividade Eleitoral[editar | editar código-fonte]

O PCO começou a participar das eleições em 1996, quando lançou alguns candidatos às eleições municipais. Nas eleições de 1998, o Partido lançou candidatos a governos estaduais e senadores em S. Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal,Paraíba, Rio Grande do Sul. Nas eleições municipais de 2012, o PCO participou apenas em 5 cidades em todo o país. Em Belo Horizonte, João Pessoa, Rio de Janeiro e São Paulo, o partido teve candidatos a prefeito e vice-prefeito.[2] [3] Em Teresina aconteceu a primeira coligação feita pelo PCO em toda a sua história: junto somente com o PCB, formou a frente "Esquerda Revolucionária", tendo uma candidatura para o cargo de vice-prefeito.[3] [4] Em todas as disputas para a prefeitura, as candidaturas do partido ficaram na última posição e os votos de todas elas somaram 7401.[5] Também foi pequeníssimo o número de candidatos a vereadores: somente 7 em todo o país (3 em João Pessoa, 2 em São Paulo, 1 em Belo Horizonte e 1 em Teresina).[5] Os votos somados dessas candidaturas foram 3439.[5]

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Rui Costa Pimenta Ricardo Machado sem coligação 12.324 0,01 11º
2010 Rui Costa Pimenta Edson Dorta Silva sem coligação 12.206 0,01
2006 Rui Costa Pimenta Pedro Paulo de Abreu sem coligação candidatura indeferida
2002 Rui Costa Pimenta Pedro Paulo de Abreu sem coligação 38.619 0,04

Referências

  1. Partidos políticos registrados no TSE TSE. Visitado em 25 de julho de 2007.
  2. Candidatos a prefeito pelo PCO em 2012 TSE. Visitado em 30 de dezembro de 2013.
  3. a b Candidatos a vice-prefeito pelo PCO em 2012 TSE. Visitado em 30 de dezembro de 2013.
  4. Coligação PCB-PCO em Teresina UOL. Visitado em 30 de dezembro de 2013.
  5. a b c Placar das Eleições 2012 - Primeiro Turno UOL. Visitado em 30 de dezembro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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