Partidos políticos no Brasil

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Os partidos políticos no Brasil existem desde a primeira metade do século XIX. Mais de 200 agrupamentos surgiram nesse período, porém, por razões históricas, nenhum deles durou muito. Assim, não existem partidos centenários no Brasil, como é comum noutros países. Frequentemente, as legendas brasileiras foram forçadas a ter de começar, praticamente do zero, uma nova trajetória: tais rompimentos ocorreram pela implantação da República, em 1889, que sepultou os partidos monarquistas; pela Revolução de 1930, que desativou os partidos republicanos "carcomidos"; pelo Estado Novo (1937–1945), o qual vedou a existência de partidos; e pelo Regime Militar de 1964, que confinou manu militari os partidos políticos a um artificial bipartidarismo. Assim em termos de criação de partidos, a média no período entre 1945 e 1979 foi 1,2 por ano, totalizando 42 siglas registradas.[1] Já no período atual, os 35 partidos políticos existentes, criados entre 1981 e 2016, corresponde à média de 1 partido registrado por ano.[1]

Por outro lado, algumas visões se contrapõem à ideia de falta de uma longa tradição partidária no país. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), por exemplo, reivindica ser o partido mais antigo do Brasil e comemora ter sido fundado em 1922, embora tenha sido alvo de variados processos de cassação de seu registro.[2] Similarmente, apesar das rupturas políticas ocorridas no país, o professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ) e pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa Christian Lynch argumenta haver uma tradição entre saquaremas do Partido Conservador, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola e o Partido dos Trabalhadores (PT), de um lado, e de outro, entre luzias do Partido Liberal, a União Democrática Nacional (UDN) e Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) — se revezando no poder perante a Coroa, os militares e o eleitorado e perdurando, assim, duas mentalidades dicotômicas na política brasileira desde quase a independência: o nacional-estatismo e o cosmopolitismo liberal, respectivamente.[3][4] Outras visões vão em consonância às análises de que partidos políticos brasileiros somente tiveram atuação permanente, institucionalização efetiva e caráter nacional após o fim da Era Vargas.[4] Nesse sentido, é comum que as três principais forças políticas dos dois períodos de democracia brasileiros (República Nova e Nova República) sejam associadas, a saber: PTB–PT, PSDPMDB e UDN–PSDB.[5][6][7][8]

Contrariamente, alguns autores, como José Honório Rodrigues, consideram que o Brasil sempre foi dominado por um só partido — o das classes proprietárias ou "o Partido do Patriarcado"; o único partido realmente governante da história nacional. Seus partidários, no poder desde os tempos coloniais, quando monopolizaram o acesso às terras, à mão-de-obra e aos principais cargos públicos, adaptam-se aos tempos, assumindo a forma e a feição necessária mais conveniente ao momento. Ora conservadoras, ora modernizadoras, ora reacionárias, ora progressistas, é sempre a mesma casta e seus descendentes, que prefere a conciliação ao conflito, que conduz as coisas maiores no Brasil.[9] Para Rodrigues, nem na Independência deu-se o rompimento com a oligarquia que governava o País, tendo mantido-se sempre uma continuidade histórica entre as diversas sucessões de regimes políticos. Reconhecendo a existência de duas correntes de opinião, "a tradicionalista e conservadora", defensora do statu quo, e a outra, a "mameluca", mais popular e radical, ele reconhece a vitória histórica da primeira.[9][10] Um caso que bem ilustra e corrobora essa tese é o de Afonso Arinos de Melo Franco, que participou da redação da Constituição Federal de 1967. Seu avô, o Conselheiro Cesário Alvim, foi um homem do Império e participou da redação da Constituição republicana de 1891. Afrânio de Melo Franco (cuja esposa era da família do ex-presidente Rodrigues Alves), seu pai, atuou na Constituição de 1934, e ele, por sua vez, participou da redação da Constituição de 1967. Gustavo Franco, seu sobrinho, foi presidente do Banco Central, entre 1997 e 1999.[carece de fontes?]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Império do Brasil[editar | editar código-fonte]

Caricatura de Bernardo Pereira de Vasconcelos sobre um episódio de disputa entre saquaremas e luzias.

Até 1837, não se pode falar, a rigor, em partidos políticos no Brasil. Nesse ano, formaram-se as duas agremiações que caracterizaram o Segundo Reinado, a dos Conservadores, chamado Partido Conservador (saquaremas) e a dos Liberais, chamado Partido Liberal (luzias).[carece de fontes?]

Esses partidos, bem como o Partido Republicano Paulista, foram os partidos de mais longa duração no Brasil.

Os conservadores defendiam um regime forte, com autoridade concentrada na Coroa e pouca liberdade concedida às Províncias. Os liberais inclinavam-se pelo fortalecimento do Parlamento e por uma maior autonomia provincial. Ambos eram pela manutenção do regime escravista, mas os liberais aceitavam a sua supressão, conduzida por um processo lento e gradual que conduziria, enfim, à abolição da escravatura.[carece de fontes?]

Naquela época, poucos votavam, pois o voto era hierárquico, baseado no sufrágio censitário, por meio do decreto n.º 3 029, de 9 de janeiro de 1881,[11] conhecido como Lei Saraiva. As eleições eram realizadas em dois turnos, a saber: as assembleias paroquiais escolhiam os eleitores das Províncias, e estes, por seu turno, escolhiam os representantes da Nação e das Províncias. Tanto conservadores como liberais pertenciam a mesma classe social, a dos proprietários de terras, de bens e de escravos. Dentre os liberais, havia mais comerciantes, jornalistas e populações urbanas em geral.[carece de fontes?]

República Velha[editar | editar código-fonte]

Ainda no Império do Brasil, o Manifesto Republicano foi assinado por Quintino Bocaiúva, no município paulista de Itu, em 3 de dezembro de 1870, e provocou a fundação de um partido republicano. Sua primeira convenção criou o Partido Republicano Paulista (PRP).[carece de fontes?]

A república implantada a partir da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, foi um golpe militar, obra de generais, e contou com escassa presença de republicanos autênticos. No âmbito regional, mesmo assim surgiram partidos como o Partido Republicano Paulista e o Partido Republicano Mineiro que foram importantes na aplicação da chamada "Política dos Governadores", iniciada em 1894. A maior parte dos partidos republicanos regionais dirigiu os governos estaduais no período 1889–1930. Vale mencionar ainda o Partido Libertador de Assis Brasil, no Rio Grande do Sul, ou o Partido Democrático, formado em 1926 por Antonio Prado, em São Paulo. A "Política dos Governadores" acabou por desestimular a formação de agremiações nacionais — os partidos republicanos federalistas, liberais e conservadores pretendiam agregar forças políticas no país inteiro, mas não foram adiante. Os partidos oposicionistas estaduais tiveram pouco sucesso no período.[carece de fontes?]

Assim, no âmbito federal foram apenas alguns agrupamentos que receberam o nome de "partido político" mas tiveram vida efêmera, para atenderem circunstâncias especiais. Alguns exemplos: Partido Republicano Federal (1893), de Francisco Glicério; Partido Republicano Conservador (1910), de Pinheiro Machado e Quintino Bocaiúva; Partido Republicano Liberal (1913), de Rui Barbosa e o Partido Democrático Nacional (1927) de Antônio Prado.[12]

Apesar de haver a lei n.º 1 269 de 1904 que admitia a "representação das minorias", apenas com a reforma constitucional de 1926 é que tornou-se obrigatória. Outra lei, a de n.º 3 139, de 1916 atribuía às autoridades judiciárias a qualificação para as eleições federais mas, apesar disso, as chamadas "mesas eleitorais" é que eram as responsáveis pelas triagens de votos e "primeira fonte de fraudes eleitorais do período".[12]

Esses partidos regionais favoreceram a adoção do coronelismo e de suas conhecidas práticas: democracia e eleições "de fachada", com seus resultados sempre manipulados pelo coronel local, pelo cabo eleitoral e pelo curral eleitoral, com a função básica de garantir resultados satisfatórios ao grupo governante.[carece de fontes?]

Essas práticas, que feriam o principio básico do sistema republicano, geraram a violência política que eclodiu em vários movimentos, tais quais: o Tenentista (1922–27); a Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul; e a Revolta de Princesa, na Paraíba (1928).[carece de fontes?]

Primeiros partidos ideológicos[editar | editar código-fonte]

O Brasil também acolheu as ideologias extremistas e anti-democráticas que surgiram depois da Primeira Guerra Mundial, a saber: o comunismo e o fascismo. Em 1922, foi fundado o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), vinculado à Terceira Internacional Comunista, com sede em Moscou e liderado por Luís Carlos Prestes. Dez anos depois, em 1932, foi a vez da fundação da Ação Integralista Brasileira (AIB), comandada pelo chefe Plínio Salgado e inspirada no movimento fascista italiano e no movimento Falange Espanhola.[carece de fontes?]

Ambos os partidos tentaram depor o regime de Getúlio Vargas, por meio de um golpe. O PCB foi o principal articulador da frente que se escudou na Aliança Nacional Libertadora (ANL) e foi responsável pela fracassada Intentona Comunista (por se considerar um movimento revolucionário, é correto substituir-se por "Levante Comunista"), de 27 de novembro de 1935, enquanto a AIB tentou assaltar o Palácio da Guanabara, em 12 de maio de 1938, para derrubar o governo do Estado Novo que os excluíra do poder.[carece de fontes?]

No período pós-Revolução de 1930, até o advento do Estado Novo, manteve-se o sistema de partidos estaduais, com alguma maior fragmentação e representatividade dos partidos oposicionistas, todos de caráter estadual. Apareceram a Liga Eleitoral Católica (LEC), em dezenas de estados, sem organicidade nacional, porém, e partidos ligados à nova ordem disputando espaço com as antigas legendas oligárquicas.[carece de fontes?] Em Minas Gerais, por exemplo, o Partido Progressista, ligado à Interventoria, suplantou o PR mineiro, que mesmo assim, manteve representatividade minoritária, mas elegendo um bom número de representantes.

Partidos da república redemocratizada: 1945–1965[editar | editar código-fonte]

Após terem sido totalmente proibidos durante o Estado Novo (1937–1945), os partidos políticos foram novamente legalizados em 1945. A vida política brasileira entre 1945 e 1964 foi polarizada entre o principal partido antigetulista, a União Democrática Nacional (UDN), e os pró-Vargas: o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).[carece de fontes?]

O PSD abrigava as correntes mais conservadoras do getulismo, formada por proprietários rurais e altos funcionários estatais, enquanto que o PTB, inspirado no Partido Trabalhista do Reino Unido, reunia as lideranças sindicais e os operários fabris em geral. O partido rival, a UDN, de cunhos liberal e antipopulista, congregava a alta burguesia e a classe média urbana, defensora do capital estrangeiro e da iniciativa privada. Coube, então, à UDN o papel de ser a principal promotora das impugnações das vitórias eleitorais da coligação PSD–PTB (1950–1955), bem como a maior instigadora das tentativas de golpes contra Getúlio, Juscelino e Jânio, que se sucederam, até a vitória do golpe militar de 1964. Carlos Lacerda, um jornalista e dono de jornal opositor do trabalhismo de longa data, foi o mais destacado porta-voz do antigetulismo.[carece de fontes?]

O PCB teve breve duração legal, entre 1945 e 1947, e continuou a existir, na ilegalidade, e outros partidos tiveram razoável representatividade, como o PSP ademarista, ou o PDC. Os integralistas se reorganizaram, e seus ex-integrantes reagruparam-se, sob o nome de Partido de Representação Popular (PRP), ainda liderado por Plinio Salgado, podendo citar-se ainda o PDC (Partido Democrata Cristão), o Partido Republicano (PR), como relevantes, permanecendo de pouca representatividade o Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Bipartidarismo no regime militar[editar | editar código-fonte]

Distribuição dos assentos na Câmara dos Deputados durante vigência do bipartidarismo, em 1966. ARENA em azul e MDB em vermelho.

Os partidos foram dissolvidos através do Ato Institucional n.º 2, e o bipartidarismo no Brasil foi logo após criado pelo Ato Complementar n.° 4,[13] baixado em 20 de novembro de 1965 pelo então presidente Castelo Branco.

A partir de 1965, somente era permitida a existência de duas associações políticas nacionais, e nenhuma delas podia usar a palavra "partido". Criou-se então a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), base de sustentação civil do regime militar, formada majoritariamente pela UDN e alguns egressos mais conservadores do PSD, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que tinha a função de fazer uma oposição "bem-comportada" — que fosse tolerável ao regime, porém abrigando os militantes do PCB, que estava na ilegalidade, assim colaborando para a encenação da existência de uma "democracia" no Brasil e se recusando a recorrer à luta armada, como fizeram as organizações de esquerda clandestinas.[carece de fontes?]

O regime militar permitia o sistema de cassações de mandatos, que usava amiúde para se descartar dos seus adversários (4 682 perderam seus direitos políticos). Juntaram-se na ARENA todas as lideranças direitistas, conservadoras, ex-udenistas, e até alguns fascistas; enquanto os politicamente mais ao centro, os escassos trabalhistas sobreviventes dos expurgos do regime, e todos aqueles que não foram convidados para entrar na ARENA se inscreveram, misturados, no MDB.[carece de fontes?] Esse congelamento da situação partidária no Brasil, manu militari, prolongou-se por quase vinte anos.[carece de fontes?]

Retorno ao pluripartidarismo[editar | editar código-fonte]

Charge de Carlos Latuff com representações dos partidos políticos que protagonizaram os segundos turnos das eleições presidenciais desde 1994: PSDB e PT.
Distribuição partidária dos assentos da Câmara dos Deputados em maio de 2013. Cada cor é um partido diferente.

Em 1980, voltou a existir o pluripartidarismo sendo inicialmente criados cinco partidos políticos, e o país tem dezenas de partido atuantes, sendo que atualmente há mais de trinta partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).[14]

Discurso de reinvenção na crise política[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade da década de 2010, alguns partidos políticos iniciaram uma estratégia de publicidade política a fim de combater a desconfiança da população brasileira com a classe política a partir de renomeações. A ideia principal foi a renovação e atração de eleitores e parlamentares, especialmente ao remover o termo "partido" dos nomes das legendas. As propostas de renomeação para sobrevivência política esteve presente na mesma época nos então Partido Trabalhista do Brasil (de PTdoB para Avante), Partido Social Liberal (de PSL para Livres), Partido Trabalhista Nacional (de PTN para Podemos — PODE), Democratas (de DEM para Movimento da Unidade Democrática — MUDE), Partido Ecológico Nacional (de PEN para Patriotas), Partido Social Democrata Cristão (de PSDC para Democracia Cristã) e Partido do Movimento Democrático Brasileiro (de PMDB para de volta a Movimento Democrático Brasileiro — MDB). Entretanto, não constitui um fenômeno inédito no país, uma vez que, durante as duas décadas anteriores, o Partido da Frente Liberal virou Democratas e o Partido Progressista por diversas vezes foi renomeado (incluindo aí as fusões), dentre outros exemplos.[15][16][17][18][19][20][21][22][23][24][25]

Partidos atuais[editar | editar código-fonte]

Desde o fim de 2015, os partidos políticos em atividade no Brasil totalizam trinta e cinco organizações políticas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aptas a lançarem candidatos nas eleições brasileiras.[26] Na tabela abaixo elaborada a partir dos dados do TSE, os partidos políticos estão listados primariamente por quantidade de filiados, mas também é ordenável sob os demais critérios presentes nas outras colunas.[26][27]

Nome Sigla Número eleitoral Número de filiados Data de criação Data de registro definitivo Presidente atual Espectro político
Partido do Movimento Democrático Brasileiro PMDB 15 2 400 703 04/12/1965[28] 30/06/1981 Romero Jucá centro [29]
Partido dos Trabalhadores PT 13 1 582 646 10/02/1980[30] 11/02/1982 Gleisi Hoffmann Centro-esquerda a esquerda [31][32][33]
[34][35][36]
[37]
Partido da Social Democracia Brasileira PSDB 45 1 450 586 25/06/1988[38] 24/08/1988 Geraldo Alckmin centro, centro-esquerda e centro-direita [35][39][40]
[34][31][41]
[34][42][43]
Partido Progressista PP 11 1 437 953 08/08/1995[44] 16/11/1995 Ciro Nogueira direita [34][35]
Partido Democrático Trabalhista PDT 12 1 253 890 17/06/1979[45] 10/11/1981 Carlos Lupi centro-esquerda a esquerda [33][34][35]
Partido Trabalhista Brasileiro PTB 14 1 193 404 15/05/1945[46] 03/11/1981 Roberto Jefferson centro
Democratas DEM 25 1 094 797 24/01/1985[47] 11/09/1986 José Agripino Maia centro a direita [34][48]
Partido da República PR 22 798 474 26/10/2006[49] 19/12/2006 Valdemar Costa Neto centro-direita [32]
Partido Socialista Brasileiro PSB 40 649 732 02/04/1947[50] 01/07/1988 Carlos Siqueira centro-esquerda a esquerda [33][35]
Partido Popular Socialista PPS 23 481 457 26/01/1992[51] 19/03/1992 Davi Zaia centro-esquerda [34][52]
Partido Social Cristão PSC 20 422 076 15/05/1985[53] 29/03/1990 Everaldo Dias Pereira centro-direita a direita [34][35]
Partido Comunista do Brasil PCdoB 65 393 388 25/03/1922[54] 23/07/1988 Luciana Santos esquerda a extrema-esquerda [35][55]
Partido Republicano Brasileiro PRB 10 392 990 16/12/2003[56] 25/08/2005 Marcos Pereira centro a direita [34][35]
Partido Verde PV 43 376 965 17/01/1986[57] 30/09/1993 José Luiz de França Penna centro [34][35][32]
Partido Social Democrático PSD 55 321 661 11/03/2011[58] 27/09/2011 Guilherme Campos Júnior centro a esquerda [32][59][35]
Partido Republicano Progressista PRP 44 249 723 24/05/1989[60] 29/10/1991 Ovasco Resende centro-direita
Partido Social Liberal PSL 17 228 171 30/10/1994[61] 02/06/1998 Luciano Bivar centro [62][63]
Partido da Mobilização Nacional PMN 33 222 457 21/04/1984[64] 25/10/1990 Antonio Carlos Bosco Massarollo centro-esquerda
Partido Humanista da Solidariedade PHS 31 210 380 06/06/1995[65] 20/03/1997 Eduardo Machado centro-direita [66][67]
Partido Trabalhista Cristão PTC 36 197 902 11/07/1985[68] 22/02/1990 Daniel Tourinho centro-direita
Solidariedade SD 77 187 604 25/10/2012[69] 24/09/2013 Paulo Pereira da Silva centro-esquerda [70]
Partido Social Democrata Cristão PSDC 27 186 036 30/03/1995[71] 05/08/1997 José Maria Eymael centro-direita a direita [32][35]
Avante AVANTE 70 185 128 15/05/1989[72] 11/10/1994 Luis Henrique Resende centro [34][32]
Podemos PODE 19 161 577 02/05/1945[73] 02/10/1997 Renata Abreu Centro-direita
Partido Socialismo e Liberdade PSOL 50 146 215 07/07/2004[74] 15/09/2005 Juliano Medeiros esquerda a extrema-esquerda [33][34][35]
[34][32][75]
[34][76]
Partido Renovador Trabalhista Brasileiro PRTB 28 136 124 27/11/1994[77] 28/03/1995 Levy Fidelix direita [35]
Partido Republicano da Ordem Social PROS 90 92 385 04/01/2010[78] 24/09/2013 Euripedes de
Macedo Junior
centro-direita
Partido Ecológico Nacional PEN 51 72 645 09/08/2011[79] 19/07/2012 Adilson Barroso Direita para extrema direita [80]
Partido Pátria Livre PPL 54 39 344 21/04/2009[81] 04/10/2011 Sérgio Rubens de Araújo Torres centro-esquerda [34][32]
Partido da Mulher Brasileira[82] PMB 35 38 417 13/09/2008 29/09/2015[83] Suêd Haidar centro-esquerda [84]
Rede Sustentabilidade[85] REDE 18 19 061 16/02/2013 22/09/2015[86] Zé Gustavo e Marina Silva (porta-vozes) centro-esquerda
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado PSTU 16 17 325 05/06/1994[87] 19/12/1995 José Maria de Almeida extrema-esquerda [32][75]
Partido Comunista Brasileiro PCB 21 14 793 25/03/1922[73] 09/03/1996 Edmilson Costa (secretário-geral) extrema-esquerda [34]
Partido Novo[88] NOVO 30 9 650 12/02/2011 15/09/2015[89] João Dionísio Amoêdo direita [48]
Partido da Causa Operária PCO 29 2 930 07/12/1995[73] 30/07/1997 Rui Costa Pimenta extrema-esquerda [32][75]

Funcionamento e instituições associadas[editar | editar código-fonte]

Postscript-viewer-blue.svgVer também a categoria: Juventudes partidárias do Brasil

Processo de criação e registro[editar | editar código-fonte]

O processo de criação de partidos políticos no país exige uma série de passos. Estes existem a fim de garantir a representatividade do programa político em resposta às demandas sociais do povo brasileiro.[90] Assim, a lei federal 9 096 de 1995, conhecida como Lei dos Partidos Políticos, regulamentou os artigos constitucionais 14, §3.º, V, e 17.[90] Esta lei, ao lado da resolução do TSE de número 23 282 de 2010, exigem desconcentração espacial dos fundadores e dos apoiadores (oriundos de diferentes estados e em gozo dos direitos políticos), estruturação como organização (com órgãos estaduais e municipais estabelecidos, personalidade jurídica, diretorias constituídas, sede em Brasília) e publicidade dos atos fundacionais (programa e estatuto em cartório e diário oficial). Ao fim, o registro é conseguido com a análise positiva sobre a regularidade das assinaturas coletadas pela organização conforme as exigências.[91][90][92][93]

Sob a vigência da Lei dos Partidos Políticos, na década de 2000, somente três partidos conseguiram o registro: o Partido da República (PR), o Partido Republicano Brasileiro (PRB) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).[93] Na década posterior, já foram cinco registros concedidos pelo Tribunal na 54.ª legislatura federal[94] e mais três no ano de 2015.[95] Anteriormente a 1995, após o retorno do pluripartidarismo, as regras para registro exigiam apenas cem pessoas filiadas ao partido em nove estados do país.

Na etapa da análise da coleta de assinaturas a fim de adquirir o registro, o TSE lista os seguintes partidos em processo de formação:[96]

  • Ação Libertadora Nacional (ALN)
  • Aliança Nacional (AN)
  • Força Brasil (FB)
  • Frente Favela Brasil (FFB)
  • Iguais (IGUAIS)
  • Libertários (LIBER)
  • Liga Democrática Liberal (LIGA)
  • Movimento Cidadão Comum (MCC)
  • Nova Aliança Renovadora Nacional (NOVA ARENA)
  • Nova Ordem Social (NOS)
  • Partido Alternativo dos Trabalhadores (PAT)
  • Partido Brasileiro (PB)
  • Partido Carismático Social (PCS)
  • Partido Católico Brasileiro Unificado (PCBU)
  • Partido Consciência Democrática (PCD)
  • Partido Conservador (PACO)[97]
  • Partido Cristão (PC)
  • Partido da Cidadania (PCI)
  • Partido da Construção Imperial (PCI)[98]
  • Partido da Defesa Social (PDS)
  • Partido da Evolução Democrática (PED)
  • Partido da Família Brasileira (PFB)
  • Partido da Igualdade (ID)[99]
  • Partido da Inelegibilidade Automática (PINA)
  • Partido da Integração Social e Cidadania (PISC)
  • Partido da Liberdade Solidarista (PLS)
  • Partido da Mobilização Popular (PMP)
  • Partido da Ordem, da Democracia e da Ética (PODE)
  • Partido da Organização da Vanguarda Operacional (POVO)
  • Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PRONA)
  • Partido da Reforma Urbana e Agrária do Brasil (PRUAB)
  • Partido da Segurança Pública e Cidadania (PSCP)
  • Partido da Solidariedade Nacional (PSN)
  • Partido de Organização Democrática dos Estudantes (PODE)
  • Partido de Reestruturação da Ordem Nacional (PRONA)
  • Partido Democracia Liberal (PDL)
  • Partido Democrata Cristão (PDC)
  • Partido Democrático Brasileiro (PDB)
  • Partido Democrático dos Servidores Públicos (PDSP)[100]
  • Partido do Esporte (PE)
  • Partido do Pequeno e Micro Empresário Brasileiro (INOVABRASIL)
  • Partido do Servidor Público e Privado (PSPP)
  • Partido dos Defensores da Ecologia (PDECO)
  • Partido dos Servidores Públicos do Brasil (PSPB)
  • Partido Ecológico Cristão
  • Partido Federalista (FE)
  • Partido Geral dos Trabalhadores do Brasil (PGTdoB)
  • Partido Humanista (PH)
  • Partido Humanista Democrático (PHD)
  • Partido Humanitário Nacional (PHN)
  • Partido Liberal Brasileiro (PLB)[101]
  • Partido Liberal Cristão (PLC)
  • Partido Militar Brasileiro (PMBr)
  • Partido Muda Brasil (MB)[99]
  • Partido Nacional Corinthiano (PNC)[98]
  • Partido Nacional da Saúde (PNS)
  • Partido Nacional Indígena (PNI)
  • Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Brasileiros (PNSTB)
  • Partido Ordem e Progresso (POP)
  • Partido pela Acessibilidade e Inclusão Social (PAIS)
  • Partido Pirata (PIRATAS)
  • Partido Político Animais (ANIMAIS)
  • Partido Popular de Liberdade de Expressão Afro-Brasileira (PPLE)
  • Partido Progressista Cristão (PPC)
  • Partido Republicano Cristão (PRC)[98]
  • Partido Republicano Cristão Brasileiro (PRCB)
  • Partido Social da Família (PSF)
  • Partido Universal do Meio Ambiente (PUMA)
  • Patriotas (PATRI)
  • Raiz Movimento Cidadanista (RAiZ)
  • Real Democracia Parlamentar (RDP)
  • Tribuna Popular (TRIBUNA)
  • União da Democracia Cristã do Brasil (UDCdoB)
  • União Democrática Nacional (UDN)
  • União para a Defesa Nacional (UDN)
  • Unidade Popular pelo Socialismo (UP)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Medeiros, Étore (6 de dezembro de 2016). «Truco no Congresso: Quantos partidos existem, estão no Congresso ou podem ser criados?». Pública. Consultado em 14 de março de 2017 
  2. Amazonas, João (23 de março de 1997). «O partido mais antigo do Brasil». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de março de 2017 
  3. Lynch, Christian Edward Cyril (13 de outubro de 2014). «Saquaremas petistas e luzias tucanos». O Globo. Consultado em 14 de março de 2017 
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]