Partido Social Cristão

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Partido Social Cristão
Número eleitoral 20
Presidente Everaldo Pereira[1]
Fundação 15 de maio de 1985 (34 anos)
Registro 29 de março de 1990 (29 anos)[2]
Sede Rio de Janeiro e Brasília
Ideologia Facções:
Doutrina Social da Igreja
Monarquismo
Espectro político Direita
Religião Neopentecostalismo
Membros 416 249 filiados[5]
Governadores (2018)
2 / 27
Deputados federais (2018)[6]
8 / 513
Senadores (2018)
1 / 81
Deputados estaduais (2018)[7]
30 / 1 024
Vereadores (2016)[8]
1 525 / 56 810
Prefeitos (2016)
87 / 5 568
Cores      Verde

     Branco

Página oficial
Sítio oficial
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

Partido Social Cristão (PSC) é um partido político brasileiro. Seu número eleitoral é o 20 e obteve registro definitivo em 29 de março de 1990.[9] No mesmo ano, elegeu o governador de Alagoas, Geraldo Bulhões. Usa o Ichthys como simbologia.

História[editar | editar código-fonte]

A história do PSC começou em 1970, com a criação do Partido Democrático Republicano (PDR). Em 1985, depois da reabertura política, Vítor Nósseis deu continuidade ao trabalho da sigla, com a fundação do PSC. Em 1989, aliou-se ao PST, PTR e PRN na coligação denominada "Brasil Novo", que levou à vitória de Fernando Collor. Mas só obteve registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 1990.

A denominação "social-cristão" vem da crença dos partidários de que o cristianismo, mais do que uma religião, é um estado de espírito que não segrega e não exclui, além de servir de base para que as pessoas tomem decisões de forma racional - partindo deste pressuposto, declara-se contrário ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. O partido demonstra repúdio ao marxismo e ideologias similares e é historicamente anticomunista.

Seu atual presidente, Everaldo Pereira, foi candidato à Presidência da República em 2014.

Em 2018, o partido decidiu tirar a candidatura do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello, à Presidência da República, para indicá-lo como vice[10] na chapa encabeçada pelo senador Alvaro Dias, do Podemos.

Nomes de destaque do partido[editar | editar código-fonte]

Crescimento[editar | editar código-fonte]

  • Em 1994, a legenda lançou o militar Hernani Fortuna como candidato a presidente da República. Ele conseguiu 0,38% dos votos e, consequentemente, a última colocação.
  • Em 1998, o partido, que lançou Sérgio Bueno como presidenciável, conseguiu eleger dois deputados federais e 15 estaduais. Sérgio Bueno ficou em penúltimo lugar no pleito, com 124.659 votos.
  • Em 2002, a sigla ainda lançou a candidatura de Carlos Otávio Schneider ao governo do Rio Grande do Sul. No entanto, não logrou sucesso.
  • Em 2006, o partido tentou lançar Rogério Vargas como candidato à Presidência da República. Seu nome chegou a aparecer em algumas pesquisas, mas o candidato acabou desistindo na última hora.
  • Nas eleições municipais de 2008, o PSC elegeu 26 prefeitos e 739 cadeiras em câmaras municipais.
  • Dois anos depois, o partido conquistou uma vaga no Senado, 17 cadeiras de deputados federais e 26 de estaduais.
  • Em 2014, lançou a candidatura de Pastor Everaldo à Presidência da República. O pastor adotou um discurso liberal de cunho austríaco em economia e conservador em costumes e políticas públicas. Foi o primeiro partido a se declarar de direita em um pleito presidencial desde 1989 e atribui-se a isto a sua maior votação histórica em um pleito presidencial independente. Everaldo ficou em quinto lugar no primeiro turno, com 780.513 votos (0,75% dos votos válidos).
  • Em 2018, o partido elegeu os governadores do Amazonas e do Rio de Janeiro, Wilson Lima e Wilson Witzel, respectivamente.[11]

Bancada na Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Composição atual[editar | editar código-fonte]

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
8 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1

Bancada eleita para a legislatura[editar | editar código-fonte]

Legislatura Eleitos % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª (2011-2015)
17 3,31 1 0 1 0 2 0 0 1 0 0 1 0 0 1 0 1 0 4 2 0 0 0 0 0 1 2 0 +8
53ª (2007-2011)
9 1,75 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 3 0 0 0 0 0 1 1 0 +8
52ª (2003-2007)
1 0,19 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 -1
51ª (1999-2003)
2 0,39 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Imagem Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação de Partidos Votos % Colocação
1989
Fernando Collor 1992 B&W.jpg
Fernando Collor (PRN) Itamar Franco (PRN) PRN, PSC, PTR e PST 35.089.998 49,94
1994
Sin foto.svg
Hernani Fortuna Vítor Nósseis sem coligação 238.197 0,38
1998
Sin foto.svg
Sérgio Bueno Ronald Abrahão Azaro sem coligação 124.659 0,18 11º
2010 Dilma Rousseff fevereiro 2011 3-B.jpg Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PR, PSB, PDT, PCdoB, PSC, PRB, PTC e PTN 55 752 529 56,05 1.º
2014 Everaldo Pereira Leonardo Gadelha sem coligação 780.513 0,75 5.º
2018 Foto oficial de Álvaro Dias (cropped) (cropped).jpg Álvaro Dias (PODE) Paulo Rabello de Castro (PSC) PODE, PSC, PTC, PRP 859.574 0,80% 9.º


Referências

  1. «Comissão Executiva Naciona». Partido Social Liberal. Consultado em 10 de outubro de 2018 
  2. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  3. «Missão e Valores». Partido Social Liberal. Consultado em 10 de outubro de 2018 
  4. «"PSC 'larga' Feliciano e aposta em liberalismo econômico para 2018"». Gazeta do Povo. Consultado em 10 de outubro de 2018 
  5. «Estatísticas do eleitorado». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 29 de setembro de 2018 
  6. «Bancada da Eleição de 2014 para Deputado Federal (Titulares)». Câmara dos Deputados. Consultado em 3 de fevereiro de 2015 
  7. «Deputados Estaduais Eleitos no País em 2018». G1 
  8. «Vereadores Eleitos no País em 2016». G1 
  9. Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE Arquivado em 17 de julho de 2007, no Wayback Machine., acessado em 25 de julho de 2007
  10. Editorial, Reuters. «PSC retira candidatura e Paulo Rabello será vice na chapa de Alvaro...». BR 
  11. «TSE - Resultados das Eleições 2018». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 23 de março de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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