Mariana Carvalho

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Mariana Carvalho
Mariana Carvalho em 2019
Deputada federal por Rondônia
Período 1º de fevereiro de 2015
até a atualidade
Vereadora de Porto Velho
Período 1º de janeiro de 2009
até 1º de janeiro de 2013
Dados pessoais
Nome completo Mariana Fonseca Ribeiro Carvalho de Moraes[1]
Nascimento 26 de novembro de 1986 (35 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade Brasileira
Progenitores Mãe: Maria Sílvia Carvalho
Pai: Aparício Carvalho
Partido PSDB (2001-presente)
Profissão Médica e Bacharel em Direito

Mariana Fonseca Ribeiro Carvalho de Moraes (São Paulo, 26 de novembro de 1986) é uma médica, bacharel em direito, e política brasileira[2], deputada federal por Rondônia. Entre 2017 e 2019, foi a 2ª Secretária da Câmara dos Deputados.[3][4]

É presidente estadual do PSDB em Rondônia.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Rondoniense de coração e criação, Mariana nasceu na cidade de São Paulo durante uma viagem de sua mãe à capital paulista, no dia 26 de novembro de 1986. Ela é filha do médico psiquiatra Aparício Carvalho e de Maria Sílvia Carvalho, uma jornalista, advogada, economista e bacharel em historia.[1]

Seu pai foi vereador de Porto Velho, deputado federal e vice-governador de Rondônia.[1]

Na infância , Mariana estudou no Instituto Laura Vicuña. Desde criança demonstrou interesse pela literatura e pelos esportes. Aos sete anos escreveu o livro Pedrinho. Com ele, realizou lançamento em livrarias de São Paulo, Brasília e Porto Velho. Atuando na natação desde cedo, participou de competições em várias partes do país.

Educação e Profissionalização[editar | editar código-fonte]

Mais tarde, Mariana decidiu seguir a vida acadêmica e formou-se em Direito pelo Instituto Luterano de Ensino Superior de Porto Velho (ULBRA). E posteriormente em Medicina pela FIMCA – Centro Universitário Aparício Carvalho - em Porto Velho. A princípio, a jovem acadêmica tentou conciliar os estudos com a carreira política e, a princípio, cursou parte das duas faculdades de maneira concomitante. Mas, após assumir seu primeiro cargo público (vereadora de Porto Velho), optou por finalizar a faculdade de Direito e, em seguida, retomou o curso de Medicina, se formando e fazendo residência médica em cardiologia[6] pelo Hospital IGESP, em São Paulo.

Mariana integrou um grupo, formado por parlamentares, que realizou o Curso Internacional de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância, Harvard University, Cambridge - Massachusetts

Mariana é mestre em Administração Pública pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, IDP Brasil. A tese de seu mestrado teve o tema “A IMPORTÂNCIA DA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONAL EFETIVA DE DOENÇAS RARAS”.

Atualmente, cursa o Doutorado em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2018.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Mariana milita no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) desde seus dezesseis anos de idade.[1] Já exerceu os cargos de presidente do PSDB Jovem de Rondônia, secretária nacional de políticas públicas para mulheres jovens do PSDB nacional e vice-presidente nacional do PSDB.[1]

Em 2008, foi eleita vereadora de Porto Velho com 1 829 votos.[3] Em 2012, concorreu à prefeitura de Porto Velho, alcançando 41 673 votos (17,88%), sendo superada por Lindomar Garçon (24,76%) e Mauro Nazif (18,99%).[7] Não declarou apoio a nenhum dos candidatos classificados para o segundo turno.[8] Mariana foi, naquela eleição, a candidata a prefeita de capital mais jovem do Brasil.[9]

Mariana foi eleita deputada federal nas eleições de 2014.[3] Obteve 60 324 votos (7,55%) e foi a terceira candidata mais votada do estado e a mais votada da coligação "Frente Muda Rondônia II".[10]

Em março de 2015, aceitou o convite do líder do PSDB na Câmara, Deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP), e se tornou vice-líder do partido. Com atuação parlamentar destacada e em ascensão nas hostes tucanas, a Deputada foi convidada pelo Presidente da legenda, Senador Aécio Neves (PSDB/MG), para assumir uma das vice-presidências do PSDB na Executiva Nacional.

Em fevereiro de 2017, foi eleita 2ª Secretária da Câmara dos Deputados, com 416 votos.

Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[11] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[11] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[11] [12] Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.[11][13]

Vereadora em Porto Velho[editar | editar código-fonte]

Em 2008, Mariana foi eleita vereadora de Porto Velho com 1.829 votos. Na Câmara municipal, a jovem parlamentar ganhou destaque e notoriedade pelas propostas apresentadas - muitas delas aprovadas e convertidas em lei municipal - e pelos cargos ocupados.

Mariana Carvalho foi presidente da Comissão de Saúde e Higiene Pública; Segunda Secretária da Câmara Municipal no Biênio 2009/2010; Membro das comissões de Direitos e Deveres das Mulheres, e de Constituição Justiça e Redação.

Entre as muitas leis aprovadas, Mariana é autora de legislações que tratam da acessibilidade, como a Lei nº 2000; proteção dos animais (Lei 1.866); Educação Cívica nas escolas (1.847); Programa de Atendimento Integrado ao Adolescente (1.882); e Lei Antifumo (1.921).

Candidatura a Prefeitura[editar | editar código-fonte]

Em 2012, concorreu à prefeitura de Porto Velho, alcançando 41 673 votos (17,88%), ficando em terceiro lugar, sendo superada por Lindomar Garçon (24,76%) e Mauro Nazif (18,99%). Não declarou apoio a nenhum dos candidatos classificados para o segundo turno. Ganhou notoriedade nacional pela pouca idade: Mariana foi, naquela eleição, a candidata a prefeita de capital mais jovem do Brasil.    

Primeiro Mandato como Deputada Federal[editar | editar código-fonte]

Após dois anos sem ocupar cargo público e dedicando tempo aos estudos, Mariana saiu candidata a deputada federal em 2014, sendo eleita para o cargo nas eleições de outubro daquele ano. Obteve 60 324 votos (7,55%) e foi a terceira candidata mais votada do estado e a mais votada da coligação "Frente Muda Rondônia II".

Em março de 2015, aceitou o convite do líder do PSDB na Câmara, Deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP), e se tornou vice-líder do partido. Com atuação parlamentar destacada e em ascensão nas hostes tucanas, a Deputada foi convidada pelo Presidente da legenda, Senador Aécio Neves (PSDB/MG), para assumir uma das vice-presidências do PSDB na Executiva Nacional.

Em fevereiro de 2017, foi eleita 2ª Secretária da Câmara dos Deputados, com 416 votos.

Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff, foi favorável à cassação do mandato do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.

Em sua chegada à Câmara dos Deputados, Mariana Carvalho ganhou destaque já no primeiro ano de mandato ao presidir a CPI dos Crimes Cibernéticos. Participou de outras comissões de destaque como a que investigou a denúncia contra a então presidente Dilma Rousseff, comissão de proteção de dados e outros.

Desde o início do mandato, participou da Comissão de Seguridade Social e Família, que o colegiado responsável pelas pautas da saúde. Participou ainda das comissões da Mulher, do Idoso, e de Relações Exteriores.

Ganhou notoriedade nacional, ao ser eleita 2ª Secretária da Mesa Diretora para o biênio 2017-2018. No cargo, foi a responsável pelas premiações concedidas pela Câmara dos Deputados, pelos programas de estágio e visitas de jovens estudantes ao Parlamento. Foi Mariana Carvalho quem realizou a leitura da denúncia contra o então presidente Michel Temer. Do alto da Mesa Diretora, fez, em seguida, uma veemente defesa pelo afastamento do presidente, mostrando coerência em relação ao posicionamento adotado por ela contra a corrupção, desde o início da carreira política.

Durante a 55ª legislatura - de 2015 a 2018 - foi a deputada que mais destinou recursos de emendas para a capital do estado de Rondônia (Porto Velho). Devido a inadimplência da prefeitura que vinha sofrendo com problemas financeiros há algumas gestões, parte dos recursos acabou não sendo executada. Também nesse mandato, foi escolhida duas vezes como a melhor deputada de Rondônia pelo site Congresso em Foco. Se destacou como uma das parlamentares, entre os 513 deputados federais, com o maior número de propostas apresentadas na legislatura.

Segundo Mandato como Deputada Federal[editar | editar código-fonte]

Na campanha para deputada federal em 2018, Mariana Carvalho foi vítima de fake news, matérias pagas por adversários em sites de Rondônia e campanha ofensiva por parte de adversários. Em Porto Velho, até então o principal reduto político da jovem política, Mariana teve uma redução significativa de votos nessa campanha em relação a sua primeira disputa à Câmara dos Deputados em 2014. Por outro lado, em praticamente todos os outros municípios, Mariana tem uma grande ascensão, dobrando e até triplicando sua votação em alguns deles. No Cone Sul do estado, região composta por Vilhena e os municípios circunvizinhos, Mariana é a candidata eleita com a maioria dos votos. Em uma campanha pulverizada e com um grande número de candidatos, Mariana acaba sendo eleita com 38.776 (4,95% dos válidos) - novamente a terceira mais votada do estado.

Na Câmara, no primeiro ano de seu segundo mandato, Mariana assume uma vaga na comissão de Seguridade. Na Comissão de Educação, Mariana é eleita uma das vice presidentes do colegiado, atuando em defesa de pautas da área em um ano marcado por polêmicas envolvendo o MInistério da Educação.

Em 2019 é marcado pela crise no setor elétrico em Rondônia. Mariana Carvalho foi a primeira entre todos os deputados estaduais e federais a tratar do tema. A parlamentar se posicionou contra o reajuste na tarifa de energia, em 27%, de dezembro de 2018, apresentando proposta de revogação do reajuste. Durante todo o ano seguinte, Mariana militou na Câmara em órgãos federais contra o reajuste. Também seguindo a linha da defesa do consumidor, foi eleita presidente da Comissão Especial do super endividamento, criada para proferir parecer sobre proposta que visa prevenir o super endividamento do consumidor.

Nesse mesmo ano, teve seu primeiro projeto convertido em Lei, após aprovação pela Câmara e o Senado e sanção pela presidência da República. A medida obriga o ressarcimento, por parte do agressor, dos gastos do Estado com a vítima da violência doméstica. A aprovação da lei teve repercussão internacional, se tornando manchete em jornais e portais de notícias de países como Argentina, Chile, Estados Unidos e outros.

Referências

  1. a b c d e «Mariana Fonseca Ribeiro Carvalho de Moraes (1º mandato em Porto Velho)». Amicom. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  2. «Mariana Carvalho». Uol. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  3. a b c «Eleita deputada federal Mariana Carvalho agradece mais de 60 mil votos». Rondônia ao vivo. 7 de outubro de 2014. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  4. «Mesa Diretora define nove cargos; outros dois disputam segundo turno». www2.camara.leg.br. Consultado em 2 de fevereiro de 2017 
  5. «Mariana Carvalho é eleita presidente regional do PSDB». Diário da Amazônia. 11 de novembro de 2017. Consultado em 10 de dezembro de 2017 
  6. «Mariana Carvalho integra a bancada mais jovem do Congresso». Rondônia ao vivo. 2 de fevereiro de 2015. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  7. «Expedito diz que processo eleitoral 2016 passa necessariamente por Mariana Carvalho». Rondônia ao vivo. 13 de fevereiro de 2015. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  8. «Mariana declara que não está apoiando nenhum dos dois candidatos». Rondônia ao vivo. 16 de outubro de 2012. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  9. «Conheça Mariana Carvalho, candidata a prefeita de Porto Velho (RO)». Turma do Chapéu. 22 de agosto de 2012. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  10. «Mariana Carvalho 4545». Eleições 2014. Consultado em 23 de fevereiro de 2015 
  11. a b c d G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017 
  12. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017 
  13. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]