Tasso Jereissati

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Tasso Jereissati
Senadores da 56ª Legislatura (46293124934).jpg
Tasso Jereissati
Senador pelo Ceará
Período 1 de fevereiro de 2015
até a atualidade
1 de fevereiro de 2003
até 1 de fevereiro de 2011
Presidente Nacional do PSDB
Período 18 de maio de 2017
até 9 de novembro de 2017
1 de junho de 2005
até 2 de janeiro de 2007
3 de julho de 1991
até 13 de dezembro de 1994
Antecessor(a) Aécio Neves (2017)

José Serra (2005)
Franco Montoro (1991)

Sucessor(a) Alberto Goldman (interino) (2017)
Sérgio Guerra (2007)
Pimenta da Veiga (1994)
56.º Governador do Ceará
Período 1 de janeiro de 1995
até 5 de abril de 2002
Vice-governador Moroni Torgan (1995-1999)
Beni Veras (1999-2002)
Antecessor(a) Francisco de Paula Rocha Aguiar
Sucessor(a) Beni Veras
52.º Governador do Ceará
Período 15 de março de 1987
até 15 de março de 1991
Vice-governador Francisco Castelo de Castro
Antecessor(a) Gonzaga Mota
Sucessor(a) Ciro Gomes
Presidente do Instituto Teotônio Vilela
Período 27 de maio de 2011
até 15 de julho de 2015
Antecessor(a) Luiz Paulo Vellozo Lucas
Sucessor(a) José Anibal
Dados pessoais
Nascimento 15 de dezembro de 1948 (72 anos)
Fortaleza, Ceará
Cônjuge Renata Queiroz Jereissati
Partido PMDB (1986-1989)
PSDB (1990-presente)
Religião Catolicismo
Profissão Administrador de empresas
Assinatura Assinatura de Tasso Jereissati
Website https://www.senadortasso.com.br

Tasso Ribeiro Jereissati (Fortaleza, 15 de dezembro de 1948)[1] é um administrador, político e empresário brasileiro. É Senador da República pelo Ceará, ex-Governador do Ceará e ex-Presidente Nacional do PSDB.[2]

Filho do Senador Carlos Jereissati e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, é formado em Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, líder empresarial e governou o estado do Ceará em três gestões: 1987-1990, 1995-1998 e 1999-2002.

Eleito senador da república pelo PSDB em outubro de 2002, com 1.915.781 votos, Tasso Jereissati exerceu o mandato no período de 2003 a 2011. Como candidato nas eleições de 2010 ao Senado, não conseguiu ser reeleito, sendo a primeira vez que perdeu uma eleição.[3]

Na condição de uma das principais lideranças nacionais do PSDB, Tasso Jereissati foi presidente nacional do Partido em duas oportunidades: 1991 a 1993 e 2005 a 2007. No seu primeiro mandato, exerceu importante papel na consolidação da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República.

Em 27 de maio de 2011, assumiu a presidência nacional do Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política do PSDB, o qual coordenou até 15 de julho de 2015. Em 2014, voltou à política como candidato a senador do Ceará, numa aliança com Eunício Oliveira (PMDB). Foi eleito senador outra vez, com 2.314.796 votos, correspondendo a 58,06% dos votos válidos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em 15 de dezembro de 1948, em Fortaleza, Tasso Jereissati é filho do senador Carlos Jereissati, falecido em 1963, e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, falecida em 2006. Com a morte do pai, foi orientado pela mãe para as atividades na empresa da família, formando-se em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Tasso é neto de imigrantes libaneses.[4]

Em 1973, casou-se com Renata Queiroz, filha do empresário Edson Queiroz, e, no ano seguinte, como diretor do Grupo Jereissati no estado, inaugurou o primeiro shopping center de Fortaleza, o Shopping Center Um.

No fim dos anos 70, integrou um grupo de jovens empresários preocupados com a crise institucional que ameaçava alongar o período autoritário. Presidiu o Centro Industrial do Ceará – CIC, transformado na época em fórum de debates das questões econômicas, sociais e políticas da região e do país.

Em 1982, Tasso inaugurou o Iguatemi Fortaleza, que foi o primeiro grande shopping do Ceará.

Em maio de 2011, o Grupo Jereissati, por intermédio da holding Calila, lançou o Shopping Bosque dos Ipês, na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Tal empreendimento marcou o início do processo de expansão de shopping centers do Grupo Jereissati.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Governador do Ceará (1987-1991): "Governo das Mudanças"[editar | editar código-fonte]

Em 1986, Tasso Jereissati, então com 38 anos, começou a liderar o chamado "Governo das Mudanças" do Ceará, assumindo a narrativa de ruptura com o clientelismo e assistencialismo. Foi eleito governador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). No entanto, no início do mandato, participou da criação do PSDB no Ceará, partido para o qual migraria.

Implantou um projeto de moralização, austeridade e transparência na gestão pública, sendo o seu governo reconhecido pela UNICEF como modelo no combate à mortalidade infantil[5] e pela ONU, como o estado brasileiro que mais cresceu no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).[6] O Ceará, no seu governo, sofreu grandes mudanças políticas, e, por isso, tal período ficou marcado pela denominação de "Projeto das Mudanças".

Conforme lembra o jornalista Egídio Serpa, o jovem Tasso se deparou com uma realidade de terríveis índices de pobreza, concentração de renda e fome, além de uma verdadeira "falência do tesouro estadual (toda a receita não era suficiente para pagar a folha do pessoal, três meses atrasada: faltavam ainda 20% do seu valor)"[7].

Gilberto Dimenstein, em coluna na Folha de S. Paulo, lembra que o primeiro governo de Tasso representou um "projeto pioneiro de agentes de saúde", que foi reconhecido e premiado. "Em pouco tempo, os índices de mortalidade infantil despencaram 30%, com baixos investimentos. Anos depois o agente comunitário foi encampado nacionalmente e foi um dos responsáveis pela baixa dos índices de mortalidade infantil"[8]. Esse tipo de política pública foi continuada nos governos que sucederam essa primeira experiência, aprimorando e ampliando a cobertura de saúde e assistência social.

Com boa aprovação do mandato, Tasso colaborou na vitória de Ciro Gomes para governador do Ceará nas Eleições de 1990. Sem disputar eleições naquele ano, Tasso Jereissati voltou a atuar na iniciativa privada e passou a ser Presidente Nacional do PSDB.

Presidência Nacional do PSDB (1991-1994)[editar | editar código-fonte]

Em 1991, Tasso Jereissati foi escolhido para presidir nacionalmente o PSDB. Foi o primeiro nordestino a exercer a função. Antes dele, o PSDB havia sido presidido por uma Comissão Provisória composta por políticos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná (1989) e pelo ex-governador Franco Montoro (1989-1991)[9].

Durante a crise do Governo Collor, Fernando Henrique Cardoso foi convidado para ser ministro das Relações Exteriores e Tasso foi convidado para o Ministério de Minas e Energia. No entanto, o PSDB decidiu atuar na oposição[10].

Para as eleições de 1994, antes de vingar a pré-candidatura de Fernando Henrique Cardoso, Tasso foi considerado pelos "tucanos" (membros do PSDB) para ser o candidato a vice na chapa presidencial de Luís Inácio Lula da Silva[11][12].

Anos depois, após a crise do mensalão, Tasso voltou a ocupar a presidência nacional do partido entre 2005 e 2007 e organizou a campanha de Geraldo Alckmin para a presidência.

Governador do Ceará (1995-1998 e 1999-2002)[editar | editar código-fonte]

Em 1994, agora Presidente nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi novamente eleito governador do Ceará em primeiro turno. Deu prosseguimento aos programas sociais implantados na primeira gestão e avançou com a implantação do Plano de Desenvolvimento Sustentável, visando à proteção ambiental, reordenamento do espaço, capacitação da população, geração de emprego e renda e estímulo à cultura, ciência e tecnologia. 

Com bons resultados, conseguiu ser reeleito com para o terceiro mandato em 1998, com a maior votação durante a vigência da Constituição de 1988 (62,72% dos votos válidos - recorde batido por Camilo Santana do PT em 2018 que teve mais de 70%). Tornou-se o segundo político a governar o Estado por três vezes em quase 110 anos de história republicana (o primeiro foi Antonio Pinto Nogueira Acioli).

Foram marcas dos governos Tasso ações de impacto social e econômico como o Açude do Castanhão, Complexo Portuário do Pecém, expansão do Aeroporto Internacional Pinto Martins, Centro Cultural Dragão do Mar, reforma do Estádio Castelão, Canal da Integração, rodovias, eletrificação, início das obras do Metrofor, ligação à rede de esgoto de milhares de lares com os projetos Sanear I e II, Projeto São José de produção no campo e melhoria de renda, entre outras. O Ceará beneficiou-se da credibilidade e do prestígio no país e no exterior, passando a ser referência pelo modelo administrativo e político adotado a partir dos Governos das Mudanças.

Pré-candidatura presidencial em 2002[editar | editar código-fonte]

Em 2001, alguns dos principais nomes do PSDB começaram a se movimentar para a sucessão do então presidente Fernando Henrique Cardoso nas eleição presidencial de 2002. Diante dos problemas de saúde do então governador de São Paulo, Mário Covas, outros nomes começaram a ganhar força: o Ministro de Saúde José Serra, o Ministro da Educação Paulo Renato Souza e o governador do Ceará Tasso Jereissati. Ainda no final do ano 2000, Mário Covas passou a defender que o candidato a Presidente da República pelo PSDB deveria ser Tasso, dentre outros motivos porque poderia vir a neutralizar a candidatura de Ciro Gomes pelo PPS.[13]

Enquanto o pré-candidato Serra defendia maior aproximação entre PSDB e PMDB, Tasso passou a fazer críticas frequentes à equipe econômica do governo FHC, inclusive em sua participação no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos. Dessa forma, Tasso passou a buscar maior aproximação com o PFL e ACM e passou a defender a realização de prévias em seu partido para a escolha do candidato a presidente. Tais fatos foram acentuados na eleição para presidente do Senado Federal em que o candidato vitorioso Jader Barbalho (PMDB) foi apoiado por Serra e FHC enquanto Antônio Carlos Magalhães (PFL) foi apoiado por Tasso.[14] Tasso era visto como o governador que venceu o coronelismo do Ceará e seria opção de uma agenda mais liberal diante das ideias mais à esquerda do outro pré-candidato, José Serra.[15] Entretanto, Serra criticava a visão econômica de Tasso, afirmando que esta seria bastante atrasada e baseada em fortes subsídios federais para desenvolver de forma planejada a região nordeste e diminuir as desigualdades sociais.[14] Naquele ano, Serra acabou sendo o escolhido pelo PSDB para disputar a Presidência, mas foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva. Tasso disputou o Senado.

Senador (2003-2011)[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Tasso elegeu-se senador pelo estado do Ceará com mais de 1.915.000 votos (31,5%), na mesma coligação que também elegeu a senadora Patrícia Saboya Gomes (PPS) e elegeu Lúcio Alcântara governador pelo PSDB.[16] No Congresso, seu primeiro discurso foi sobre os rumos do governo Lula, anunciando que sua atuação parlamentar seria a de “oposição propositiva”. Assumiu o comando dos debates sobre a violência, criando a Subcomissão de Segurança Pública. Dela, resultaram várias medidas na área, inclusive a Lei que permitiu a tomada de audiências de presos por videoconferência, entre outras. Apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos senadores mais influentes, são de sua autoria inúmeras propostas relativas a temas como tributação, orçamento, saúde, educação, pesquisas com células-tronco, combate às desigualdades regionais, trabalho escravo, financiamentos agrícolas, entre outras.

Presidiu as Subcomissões de Desenvolvimento Regional e Reforma Tributária, sendo ainda titular das comissões de Constituição e Justiça e Assuntos Econômicos, além de suplente nas comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Regional e Relações Exteriores. Apresentou propostas à Reforma Tributária, Lei de Falências, Parcerias Público-Privadas e não hesitou em denunciar a corrupção de membros do governo e de sua base.

Denúncias de corrupção[editar | editar código-fonte]

Os maiores escândalos envolvendo o nome de Tasso Jereissati foram aqueles ligando-o às suspeitas de desvio de verbas no BEC (Banco do Estado do Ceará, federalizado em 1999) [17] e na Sudene [18]. No entanto, as investigações nunca conseguiram reunir indícios suficientes.

O caso do avião fretado com dinheiro do senado [19] teve ampla divulgação na mídia nacional, principalmente devido ao desentendimento no plenário com o senador Renan Calheiros, mas o senador apontou para a autorização dada pelo próprio Senado na época. [20]

Eleições de 2010[editar | editar código-fonte]

Nas eleições gerais de 2010, em que era candidato à reeleição para o Senado Federal, Tasso teve sua única derrota eleitoral.

O então Presidente Lula apoiou fortemente seus ex-ministros José Pimentel e Eunício Oliveira, em conjunto com a reeleição de Cid Gomes para o Governo. Após a apuração dos votos, em entrevista coletiva, visivelmente decepcionado com o resultado, anunciou que esta seria sua última disputa a um cargo político, [21] mas que, entretanto, empenhar-se-ia em formar e fortalecer novos políticos para seu estado, e que é totalmente contra a forma de governar de Cid Gomes. Com a derrota, o PSDB mostrou recuo no Ceará, elegendo 8 prefeitos no estado, frente a 54 nas eleições municipais ocorridas em 2008. [22]

Apesar de se afastar temporariamente da política, em 2011, foi eleito presidente do Instituto Teotônio Vilela e foi indicado para integrar o Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e o Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC). [23]

Retorno à política e Eleições de 2014[editar | editar código-fonte]

Em 2014, retornou a vida política, coordenando no Nordeste a campanha de Aécio Neves à Presidência da República. [24] Tasso, anteriormente, havia sido cotado ao cargo de vice-presidente de Aécio. [25] Aloysio Nunes Ferreira foi, no entanto, escolhido para a vaga, [26] e Tasso voltou a ser candidato ao Senado Federal pelo Ceará, numa dobradinha com Eunício Oliveira (PMDB), que se candidatou a Governador do Ceará tendo como vice Roberto Pessoa (PR), um dos principais aliados de Tasso no estado.

Tasso venceu o pleito, obtendo 2.314.796 de votos (58,06%) e derrotando o candidato Mauro Filho (que obteve 39,37% dos votos), que era apoiado pelo governador em exercício, Cid Gomes, e pela presidente Dilma Rousseff. [27]

No segundo turno, Tasso foi o principal cabo eleitoral de Aécio Neves, estando presente nos movimentos da militância tucana em Fortaleza e no Ceará inteiro. Ele tinha uma meta pessoal, de conseguir no estado, majoritariamente eleitor do PT, um milhão de votos. [28] Aécio conseguiu 1.067.096 votos (23,25%) no estado. [29]

Senador (2015-atualidade)[editar | editar código-fonte]

Em 2015, senador Tasso foi escolhido como membro titular das comissões de Assuntos Econômicos e Relações Exteriores e como membro suplente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, e da Comissão Especial do Impeachment 2016.

Em dezembro de 2016, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[30] Em julho de 2017 votou a favor da reforma trabalhista.[31]

Em 2017, foi eleito Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), e passou a integrar, como titular, o Grupo Parlamentar Brasil - Argentina, e como suplente, as Comissões de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC) e de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).[32]

Em maio de 2017, após os escândalos envolvendo o senador Aécio Neves, Tasso assumiu interinamente a presidência do PSDB e passou a defender um maior distanciamento do governo de Michel Temer.[33]

Em outubro de 2017, votou a favor da manutenção do mandato do senador Aécio Neves, derrubando decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no processo onde ele é acusado de corrupção e obstrução da justiça por solicitar R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista.[34][35]

No dia 09 de novembro de 2017, foi destituído da Presidência Nacional do PSDB pelo presidente afastado do partido, Aécio Neves. Em seu lugar, foi indicado o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, até a realização da eleição interna para a presidência do PSDB em 9 de dezembro.[36]

Em novembro de 2018, o senador votou a favor do aumento de salário dos integrantes do STF, que gerará o reajuste de milhares de salários nos níveis federal, estadual e municipal, com impacto negativo estimado em 6 bilhões de reais/ano no orçamento nacional.[37]

Em 2019, foi relator do Projeto que definiu o Cadastro Positivo, transformado em Lei no mês de julho com a sanção do Presidente da República. No mesmo ano, também exerceu a relatoria da Comissão Especial de acompanhamento da Reforma da Previdência, criada no Senado para acompanhar a discussão da matéria durante tramitação na Câmara dos Deputados e foi indicado relator da Reforma, no Senado. Com a aprovação do texto-base da nova Previdência e sua Promulgação da PEC pelo Congresso Nacional, no mês de novembro, Tasso Jereissati apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC Paralela), na qual incluiu estados e municípios, propôs a criação do Benefício Universal Infantil e a garantia de benefícios aos mais pobres. [23]

Em junho de 2019, votou contra o Decreto das Armas do governo, que flexibilizava porte e posse para o cidadão.[38]

Exerceu a relatoria do Projeto de Lei 4.162/2019, aprovado na sessão remota de 24 de junho de 2020, e que trata do maco legal de saneamento básico. A nova legislação estabelece a universalização dos serviços de saneamento básico no país, abrindo a possibilidade de investimentos privados no setor. A nova Lei define a Agência Nacional de Águas - ANA - como a autarquia responsável pelas normas nacionais, que fará a revisão regulatória, dando segurança jurídica ao setor. [39] [23]

Pré-candidatura presidencial para 2022[editar | editar código-fonte]

Para se contrapor às possíveis candidaturas do Presidente Jair Bolsonaro e do ex-Presidente Lula, diferentes partidos e políticos passaram a articular uma possível "terceira via".

Em abril de 2021, o Presidente Nacional do PSDB, Bruno Araújo, convidou publicamente Tasso para ser um dos pré-candidatos a Presidente da República. Inclusive, o comparou com Joe Biden, o novo Presidente dos Estados Unidos (Biden com 78 anos, Tasso com 72 anos), especialmente em razão da capacidade de Tasso para dialogar com partidos de Centro-direita e Centro-esquerda. A ideia ganhou força em algumas alas do PSDB e de outros partidos[40].

Tasso já admitiu que deverá disputar as prévias internas do PSDB (assim como João Doria Jr., Eduardo Leite e Artur Virgílio). Disse, no entanto, que só será candidato se seu nome permitir uma união de centro[41]. Em entrevistas mais recentes, defendeu também que o candidato de centro poderá ser de outros partidos e não necessariamente do PSDB[42].

Referências

  1. «Biografia». Senado Federal do Brasil. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  2. Brasil, CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «Tasso Ribeiro Jereissati | CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 18 de setembro de 2018 
  3. Foreque, Flávia (3 de outubro de 2010). «Pela 1ª vez, Tasso é derrotado; Eunício e Pimentel vencem no Senado no Ceará». Folha de S.Paulo 
  4. Varella, Flávia (4 de outubro de 2000). «Dinheiro, diploma e voto: a saga da imigração árabe». Veja on-line. Cópia arquivada em 29 de julho de 2012 
  5. «Senador Tasso Jereissati - Perfil Político» (PDF). Senado Federal do Brasil. 2009. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  6. «Promovendo mudanças no CE». Revista FIEC. 29 de maio de 2009. Consultado em 23 de novembro de 2014. Cópia arquivada em 28 de novembro de 2014 
  7. «Lei de Responsabilidade Social lembra primeiro governo de Tasso - Egídio Serpa». Diário do Nordeste. 10 de dezembro de 2020. Consultado em 23 de junho de 2021 
  8. «O prêmio do Unicef não é de Ciro Gomes - Gilberto Dimenstein». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 23 de junho de 2021 
  9. «Memória PSDB 25 anos: galeria de ex-presidentes». PSDB. 2013 
  10. «Folha de S.Paulo - Ah, o infinito... - 23/6/1997». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 22 de junho de 2021 
  11. «Tasso Jereissati (1994)». Folha de S. Paulo. 11 de abril de 1994 
  12. «Tucanos confirmam que negociavam chapa com Lula em 94». Extra Online. Consultado em 22 de junho de 2021 
  13. Alencar, Kennedy (18 de fevereiro de 2001). «Rumo a 2002: Tasso se reúne com Covas e prepara reação anti - Serra». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de junho de 2017 
  14. a b Singer, André (10 de dezembro de 2000). Barros e Silva, Fernando de, ed. «Candidato de Covas, Tasso reage ao PMDB». www1.folha.uol.com.br. Folha de S.Paulo. Consultado em 10 de junho de 2017 
  15. Costa, Raymundo (21 de novembro de 2001). «Análise: Tasso Jereissati tenta ganhar tempo». www1.folha.uol.com.br. Folha de S. Paulo. Consultado em 10 de junho de 2017 
  16. «Fernando Rodrigues». www1.uol.com.br. Consultado em 10 de junho de 2017 
  17. «Empresário liga Tasso Jereissati a desvio no BEC». Folha de S. Paulo. 27 de março de 2002. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  18. «Sudene na mira». Época. 13 de dezembro de 2010. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  19. «Tasso pega avião fretado com o dinheiro do senado». Folha de S. Paulo. 2 de abril de 2009. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  20. «Tasso e Renan batem boca após pedido de representação contra Virgilio». UOL. 6 de agosto de 2009 
  21. «Após derrota, Tasso anuncia que não disputará mais eleições». G1. 4 de outubro de 2010. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  22. «PSDB perde força». Folha de S. Paulo. 27 de outubro de 2012. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  23. a b c «Tasso Jereissati – Conheça seu perfil e trabalho pelo povo cearense». senadortasso.com.br. Consultado em 3 de agosto de 2020 
  24. «Tasso Jereissati coordenará campanha de Aécio Neves no Nordeste». O Povo. 8 de outubro de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  25. «Tasso continua no páreo para vice de Aécio Neves». O Povo. 21 de junho de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  26. «PSDB anuncia Aloysio Nunes como candidato a vice na chapa de Aécio». G1. 30 de junho de 2014 
  27. «Tasso Jereissati é eleito senador pelo Ceará». Diário do Nordeste. 5 de outubro de 2014 
  28. «Tasso projeta um milhão de votos para Aécio no Ceará». O Povo. 23 de outubro de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  29. «Mapa eleições: onde Dilma e Aécio venceram.». IstoÉ Dinheiro. 27 de outubro de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  30. Bol (13 de dezembro de 2016). «Confira como votaram os senadores sobre a PEC do Teto de Gastos 155 Do UOL, em São Paulo». Consultado em 16 de outubro de 2017 
  31. Redação - Carta Capital (11 de julho de 2017). «Reforma trabalhista: saiba como votaram os senadores no plenário» 
  32. «Perfil ampliado - Tasso Jereissati». Tasso Jereissati 
  33. Online, O POVO. «Após vitória de Temer, Tasso fica na presidência do PSDB». www.opovo.com.br. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  34. «Veja como votou cada senador na sessão que derrubou afastamento de Aécio». Consultado em 17 de Outubro de 2017 
  35. «Janot denuncia Aécio Neves ao STF por corrupção e obstrução da Justiça». Consultado em 17 de Outubro de 2017 
  36. Fernandes, Talita (9 de novembro de 2017). «Aécio destitui Tasso da presidência do PSDB». Folha de S. Paulo. Consultado em 9 de novembro de 2017 
  37. «Como votou cada senador no aumento dos salários dos ministros do STF». VEJA.com 
  38. TEMPO, O. (18 de junho de 2019). «Veja como votou cada senador sobre decretos de porte e posse de armas». Politica. Consultado em 6 de janeiro de 2021 
  39. https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/06/24/senado-aprova-novo-marco-legal-do-saneamento-basico
  40. «Ala tucana vê Tasso como Biden brasileiro para 2022, e aliados de Doria minimizam». Folha de S.Paulo. 21 de abril de 2021. Consultado em 23 de junho de 2021 
  41. Povo, O. (25 de abril de 2021). «Tasso Jereissati admite disputar prévias no PSDB para 2022». Politica. Consultado em 23 de junho de 2021 
  42. «Para Tasso, aliança de centro não precisa ser liderada por candidato do PSDB». ISTOÉ Independente. 20 de junho de 2021. Consultado em 23 de junho de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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