Tasso Jereissati

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Tasso Jereissati
Tasso Jereissati
Senador pelo Ceará
Período 1 de fevereiro de 2015
até a atualidade
1 de fevereiro de 2003
até 1 de fevereiro de 2011
Presidente Nacional do PSDB
(interino)
Período 18 de maio de 2017
até a atualidade
1991 até 1994
2005 até 2007
Antecessor(a) Aécio Neves (2017)

Franco Montoro (1991) José Serra (2005)

56.º Governador do Ceará
Período 1 de janeiro de 1995
até 5 de abril de 2002
Vice-governador Moroni Torgan (1995-1999)
Beni Veras (1999-2002)
Antecessor(a) Francisco de Paula Rocha Aguiar
Sucessor(a) Beni Veras
52.º Governador do Ceará
Período 15 de março de 1987
até 15 de março de 1991
Vice-governador Francisco Castelo de Castro
Antecessor(a) Gonzaga Mota
Sucessor(a) Ciro Gomes
Presidente do Instituto Teotônio Vilela
Período 27 de maio de 2011
até 15 de julho de 2015
Antecessor(a) Luiz Paulo Vellozo Lucas
Sucessor(a) José Anibal
Dados pessoais
Nascimento 15 de dezembro de 1948 (68 anos)
Fortaleza, Ceará
Cônjuge Renata Queiroz Jereissati
Partido PSDB
Profissão Administrador de empresas

Tasso Ribeiro Jereissati (Fortaleza, 15 de dezembro de 1948) [1] é um político brasileiro. É Senador da República pelo Ceará e, interinamente, Presidente Nacional do PSDB.

Filho do Senador Carlos Jereissati e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, é formado em Administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas, líder empresarial e governou o estado do Ceará em três gestões: 1987-1990, 1995-1998 e 1999-2002.

Eleito senador da república pelo PSDB em outubro de 2002, com 1.915.781 votos, Tasso Jereissati exerceu o mandato no período de 2003 a 2011. Como candidato nas eleições de 2010 ao Senado, não conseguiu ser reeleito, sendo a primeira vez que perde uma eleição. [2]

Na condição de uma das principais lideranças nacionais do PSDB, Tasso Jereissati foi presidente nacional do Partido em duas oportunidades: 1991 a 1993 e 2005 a 2007. No seu primeiro mandato, exerceu importante papel na consolidação da candidatura de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República.

Em 27 de maio de 2011, assumiu a presidência nacional do Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política do PSDB, o qual coordenou até 15 de julho de 2015. Em 2014, voltou à política como candidato a senador do Ceará, numa aliança com Eunício Oliveira (PMDB). Foi eleito senador outra vez, com 2.314.796 votos com 58,06% por cento.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido a 15 de dezembro de 1948, em Fortaleza, Tasso Jereissati é filho do senador Carlos Jereissati, falecido em 1963, e de Maria de Lourdes Ribeiro Jereissati, falecida em 2006. Com a morte do pai, foi orientado pela mãe para as atividades na empresa da família, formando-se em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Tasso é neto de imigrantes libaneses. [3]

Em 1973, casou-se com Renata Queiroz, filha do empresário Edson Queiroz, e, no ano seguinte, como diretor do Grupo Jereissati no estado, inaugurou o primeiro shopping center de Fortaleza, o Shopping Center Um.

No fim dos anos 70, integrou um grupo de jovens empresários preocupados com a crise institucional que ameaçava alongar o período autoritário. Presidiu o Centro Industrial do Ceará – CIC, transformado na época em fórum de debates das questões econômicas, sociais e políticas da região e do país.

Em 1982, Tasso inaugurou o Iguatemi Fortaleza, que foi o primeiro grande shopping do Ceará.

Em maio de 2011, o Grupo Jereissati, por intermédio da holding Calila, lançou o Shopping Bosque dos Ipês, na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Tal empreendimento marcou o início do processo de expansão de shopping centers do Grupo Jereissati.

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Governador do Ceará[editar | editar código-fonte]

Em 1986, Tasso Jereissati, então com 38 anos, começou a liderar o chamado "Governo das Mudanças" do Ceará, partindo da auto-representação de ruptura com o clientelismo e assistencialismo, eleito governador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Implantou um projeto de moralização, austeridade e transparência na gestão pública, sendo o seu governo reconhecido pela UNICEF como modelo no combate à mortalidade infantil [4] e pela ONU, como o estado brasileiro que mais cresceu no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). [5] O Ceará, no seu governo, sofreu grandes mudanças políticas, e, por isso, tal período ficou marcado pela denominação de "Projeto das Mudanças".

Em 1994, já pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi eleito mais uma vez governador do Ceará. Deu prosseguimento aos programas sociais implantados na primeira gestão e avançou com a implantação do Plano de Desenvolvimento Sustentável, visando à proteção ambiental, reordenamento do espaço, capacitação da população, geração de emprego e renda e estímulo à cultura, ciência e tecnologia. 

Reeleito para o terceiro mandato em 1998, tornou-se o segundo político a governar o Estado por três vezes em quase 110 anos de história republicana.

Foram marcas dos governos Tasso ações de impacto social e econômico como o Castanhão, Complexo Portuário do Pecém, Aeroporto Internacional Pinto Martins, Centro Cultural Dragão do Mar, reforma do Estádio Castelão, Canal da Integração, rodovias, eletrificação, início das obras do Metrofor, ligação à rede de esgoto de milhares de lares com os projetos Sanear I e II, Projeto São José de produção no campo e melhoria de renda, entre outras. O Ceará beneficiou-se da credibilidade e do prestígio no país e no exterior, passando a ser referência pelo modelo administrativo e político adotado a partir dos Governos das Mudanças.

Pré-candidatura presidencial em 2002[editar | editar código-fonte]

Em 2001, alguns dos principais nomes do PSDB começaram a se movimentar para a sucessão do então presidente Fernando Henrique Cardoso nas eleição presidencial de 2002. Diante dos problemas de saúde do então governador de São Paulo, Mário Covas, outros nomes começaram a ganhar força: o Ministro de Saúde José Serra, o Ministro da Educação Paulo Renato Souza e o governador do Ceará Tasso Jereissati. Ainda no final do ano 2000, Mário Covas passou a defender que o candidato a Presidente da República pelo PSDB deveria ser Tasso, dentre outros motivos porque poderia vir a neutralizar a candidatura de Ciro Gomes pelo PPS[6].

Enquanto o pré-candidato Serra defendia maior aproximação entre PSDB e PMDB, Tasso passou a fazer críticas frequentes à equipe econômica do governo FHC, inclusive em sua participação no Fórum Econômico Mundial realizado em Davos. Dessa forma, Tasso passou a buscar maior aproximação com o PFL e ACM e passou a defender a realização de prévias em seu partido para a escolha do candidato a presidente. Tais fatos foram acentuados na eleição para presidente do Senado Federal em que o candidato vitorioso Jader Barbalho (PMDB) foi apoiado por Serra e FHC enquanto Antônio Carlos Magalhães (PFL) foi apoiado por Tasso[7]. Tasso era visto como o governador que venceu o coronelismo do Ceará e seria opção de uma agenda mais liberal diante das ideias mais à esquerda do outro pré-candidato, José Serra[8]. Entretanto, Serra criticava a visão econômica de Tasso, afirmando que esta seria bastante atrasada e baseada em fortes subsídios federais para desenvolver de forma planejada a região nordeste e diminuir as desigualdades sociais[9].

Senador[editar | editar código-fonte]

Em 2002, Tasso elegeu-se senador pelo estado do Ceará com mais de 1.915.000 votos (31,5%), na mesma coligação que também elegeu a senadora Patrícia Saboya Gomes (PPS) e elegeu Lúcio Alcântara governador pelo PSDB[10]. No Congresso, seu primeiro discurso foi sobre os rumos do governo Lula, anunciando que sua atuação parlamentar seria a de “oposição propositiva”. Assumiu o comando dos debates sobre a violência, criando a Subcomissão de Segurança Pública. Dela, resultaram várias medidas na área, inclusive a Lei que permitiu a tomada de audiências de presos por videoconferência, entre outras. Apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos senadores mais influentes, são de sua autoria inúmeras propostas relativas a temas como tributação, orçamento, saúde, educação, pesquisas com células-tronco, combate às desigualdades regionais, trabalho escravo, financiamentos agrícolas, entre outras.

Presidiu as Subcomissões de Desenvolvimento Regional e Reforma Tributária, sendo ainda titular das comissões de Constituição e Justiça e Assuntos Econômicos, além de suplente nas comissões de Infraestrutura, Desenvolvimento Regional e Relações Exteriores. Apresentou propostas à Reforma Tributária, Lei de Falências, Parcerias Público-Privadas e não hesitou em denunciar a corrupção de membros do governo e de sua base.

Denúncias de corrupção[editar | editar código-fonte]

Os maiores escândalos envolvendo o nome de Tasso Jereissati foram aqueles ligando-o às suspeitas de desvio de verbas no BEC (Banco do estado do Ceará) [11] e na Sudene. [12] O caso do avião fretado com dinheiro do senado [13] teve ampla divulgação na mídia nacional, principalmente devido ao desentendimento no plenário com o senador Renan Calheiros. [14]

Eleições de 2010[editar | editar código-fonte]

Nas eleições gerais de 2010, em que era candidato à reeleição para o Senado Federal, perdeu para os candidatos que eram apoiados pelo Presidente Lula, José Pimentel e Eunício Oliveira. Após a apuração dos votos, em entrevista coletiva, visivelmente decepcionado com o resultado, anunciou que esta seria sua última disputa a um cargo político, [15] mas que, entretanto, empenharia-se em formar e fortalecer novos políticos para seu estado, e que é totalmente contra a forma de governar dos Ferreira Gomes (Cid Gomes e Ciro Gomes). Após seu afastamento, PSDB mostrou certo recuo no Ceará, elegendo 8 prefeitos no estado, frente a 54 nas eleições municipais ocorridas em 2008. [16]

Retorno à política e Eleições de 2014[editar | editar código-fonte]

Em 2014, retornou a vida política, coordenando no Nordeste a campanha de Aécio Neves a presidiencia do Brasil. [17] Tasso, anteriormente, havia sido cotado ao cargo de vice-presidente de Aécio. [18] Aloysio Nunes Ferreira foi, no entanto, escolhido para a vaga, [19] e Tasso voltou a ser candidato ao Senado Federal pelo Ceará, numa dobradinha com Eunício Oliveira (PMDB), que se candidatou a Governador do Ceará tendo como vice Roberto Pessoa (PR), um dos principais aliados de Tasso no estado.

Tasso venceu o pleito, obtendo 2.314.796 de votos (58,06%) e derrotando o candidato Mauro Filho (que obteve 39,37% dos votos), que era apoiado pelo governador em exercício, Cid Gomes, e pela presidente Dilma Rousseff. [20]

No segundo turno, Tasso foi o principal cabo eleitoral de Aécio Neves, estando presente nos movimentos da militância tucana em Fortaleza e no Ceará inteiro. Ele tinha uma meta pessoal, de conseguir no estado, majoritariamente eleitor do PT, um milhão de votos. [21] Aécio conseguiu 1.067.096 votos (23,25%) no estado. [22]

Referências

  1. «Biografia». Senado Federal do Brasil. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  2. «Pela primeira vez, Tasso é derrotado; Enuncio e Pimentel vencem no Senado no Ceará». Folha de S. Paulo. 3 de outubro de 2010 
  3. «Dinheiro, diploma e voto: a saga da imigração árabe». Veja. 4 de outubro de 2000. Consultado em 20 de abril de 2014 
  4. «Senador Tasso Jereissati - Perfil Político» (PDF). Senado Federal do Brasil. 2009. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  5. «Promovendo mudanças no CE». Revista FIEC. 29 de maio de 2009. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  6. «Folha de S.Paulo - Rumo a 2002: Tasso se reúne com Covas e prepara reação anti - Serra». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 10 de junho de 2017 
  7. «Folha de S.Paulo - Candidato de Covas, Tasso reage ao PMDB - 10/12/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 10 de junho de 2017 
  8. «Folha Online - Brasil - Análise: Tasso Jereissati tenta ganhar tempo - 21/11/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 10 de junho de 2017 
  9. «Folha de S.Paulo - Candidato de Covas, Tasso reage ao PMDB - 10/12/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 10 de junho de 2017 
  10. «Fernando Rodrigues». www1.uol.com.br. Consultado em 10 de junho de 2017 
  11. «Empresário liga Tasso Jereissati a desvio no BEC». Folha de S. Paulo. 27 de março de 2002. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  12. «Sudene na mira». Época. 13 de dezembro de 2010. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  13. «Tasso pega avião fretado com o dinheiro do senado». Folha de S. Paulo. 2 de abril de 2009. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  14. «Tasso e Renan batem boca após pedido de representação contra Virgilio». UOL. 06 de agosto de 2009  Verifique data em: |data= (ajuda)
  15. «Após derrota, Tasso anuncia que não disputará mais eleições». G1. 4 de outubro de 2010. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  16. «PSDB perde força». Folha de S. Paulo. 27 de outubro de 2012. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  17. «Tasso Jereissati coordenará campanha de Aécio Neves no Nordeste». O Povo. 8 de outubro de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  18. «Tasso continua no páreo para vice de Aécio Neves». O Povo. 21 de junho de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  19. «PSDB anuncia Aloysio Nunes como candidato a vice na chapa de Aécio». G1. 30 de junho de 2014 
  20. «Tasso Jereissati é eleito senador pelo Ceará». Diário do Nordeste. 5 de outubro de 2014 
  21. «Tasso projeta um milhão de votos para Aécio no Ceará». O Povo. 23 de outubro de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 
  22. «Mapa eleições: onde Dilma e Aécio venceram.». IstoÉ Dinheiro. 27 de outubro de 2014. Consultado em 23 de novembro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Gonzaga Mota
Governador do Ceará
19871991
Sucedido por
Ciro Gomes
Precedido por
Francisco de Paula Rocha Aguiar
Governador do Ceará
19952002
Sucedido por
Beni Veras