Artur da Távola

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Artur da Távola
Senador pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 19952003
Deputado federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 19911995
19871991
Deputado estadual do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período 19621964
19611962
Secretário Municipal da Cultura do Rio de Janeiro Município do Rio de Janeiro
Período 1º de março de 2001
a 30 de novembro de 2001
Presidente Nacional do PSDB
Período 1º de janeiro de 1995
a 1º de janeiro de 1997
Antecessor(a) Pimenta da Veiga
Sucessor(a) Teotônio Vilela Filho
Vida
Nascimento 3 de janeiro de 1936
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro1908.gif Distrito Federal
Morte 9 de maio de 2008 (72 anos)
Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro
Nacionalidade  brasileiro
Dados pessoais
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Cônjuge Miriam Ripper Nogueira Lobo
Partido PSDB
Religião Catolicismo
Profissão Advogado, político, jornalista, radialista apresentador, escritor e professor universitário
Residência Leblon, Rio de Janeiro
Assinatura Assinatura de Artur da Távola

Artur da Távola, o pseudônimo de Paulo Alberto Artur da Tavola Moretzsonh Monteiro de Barros, (Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1936 — Rio de Janeiro, 9 de maio de 2008) foi um advogado, jornalista, radialista, escritor, professor e político brasileiro.[1]

Foi um dos fundadores do PSDB.[2] Era apresentador de um programa de música erudita na TV Senado.

Iniciou sua vida política em 1960, no PTN, pelo estado da Guanabara. Dois anos depois, elegeu-se deputado constituinte pelo PTB. Cassado pela ditadura militar, viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968. Tornou-se um dos fundadores do PSDB e o líder da bancada tucana na assembleia constituinte de 1988, quando defendeu alterações nas concessões de emissoras de televisão para permitir que fossem criados canais vinculados à sociedade civil. No mesmo ano, concorreu, sem sucesso, à prefeitura do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi presidente do PSDB entre 1995 e 1997. Exerceu mandatos de deputado federal de 1987 a 1995 e senador de 1995 a 2003. Em 2001, foi por nove meses secretário da Cultura na cidade do Rio.

Como jornalista, atuou como redator e editor em diversas revistas, notavelmente na Bloch Editores e foi colunista de televisão nos jornais Última Hora,[3] O Globo e O Dia, sendo também diretor da Rádio Roquette-Pinto. Publicou diversos livros de contos e crônicas.

Artur da Távola teve livros com prefácios escritos por diversos famosos, tais como: Fernanda Montenegro, Pedro Bial, Carlos Vereza e Beth Faria.

Távola apresentava o programa Quem tem medo de música clássica?, na TV Senado onde demonstrava sua profunda paixão e conhecimento por música clássica e erudita. No encerramento de cada programa, ele marcou seus telespectadores com uma de suas mais célebres frases:

Seu compositor preferido era Vivaldi, a quem dedicou quatro programas especiais apresentando Le quattro stagioni em sua versão completa e executada pela Orquestra Filarmônica de Berlim. Também exibiu com exclusividade execuções da Orquestra Sinfônica Brasileira no Festival de Gramado nos anos de 2003 a 2007. Era apresentador de um programa sobre música na Rádio MEC.

Távola era de origem árabe.[4]

Trabalhos publicados[editar | editar código-fonte]

Fonte: Senado Federal [1]

  • Mevitevendo — 1977
  • Alguém Que Já Não Fui — 1978
  • Cada Um No Meu Lugar — 1980
  • Ser Jovem — 1981
  • Leilão do Mim — 1981
  • Do Amor, da Vida e da Morte — 1983
  • Do Amor, Ensaio de Enigma — 1983
  • A Liberdade do Ver (Televisão em Leitura Crítica) — 1984
  • O Ator — 1984
  • Amor A Sim Mesmo — 1984
  • Comunicação é Mito — 1985
  • Calentura — 1986
  • Maurice Ravel, Um Feiticeiro Sem Deus (livro) — 1988
  • Vozes do Rio (opúsculo) — 1991
  • Orestes Barbosa (opúsculo) — 1993
  • Arte de Ser — 1994
  • Notícia, Hiper-Realismo e Ética (opúsculo) — 1995
  • A Telenovela Brasileira — 1996
  • Diário Doido Tempo — 1996
  • Raul de Leôni (opúsculo) — 1996
  • Sem Organização Partidária não há Democracia (opúsculo) — 1996
  • Olimpíadas de 2004 (opúsculo) — 1996
  • Flamengo, 100 Anos de Paixão (opúsculo) — 1996
  • O Viço da Leitura (opúsculo) — 1997
  • Monteiro Lobato: O imaginário (opúsculo) — 1997
  • Rio: Um olhar de amor — 1997
  • Centenário da Morte de Brahms (opúsculo) — 1997
  • Cem Anos Sem Carlos Gomes (opúsculo) — 1997
  • 40 Anos de Bossa Nova — 1998
  • A Cruz e Sousa em seu Centenário (opúsculo) — 1998
  • Mulher (opúsculo) — 1998
  • O Drama da Sexualidade Precoce (opúsculo) — 1998
  • Liberdade de Ser — 1999
  • Rui Barbosa, A Vitória das Derrotas (opúsculo) — 1999
  • Ataulfo Alves 90 anos (opúsculo) — 1999
  • TITO MADI — "O Acento Árabe do Canto no Brasil" (opúsculo) — 1999
  • Trinta Anos sem Jacob (opúsculo) — 1999
  • Nara Leão, o Canto da Resistência (opúsculo) — 1999
  • CPIs "Para não acabar em pizza" (opúsculo) — 1999
  • Em Flagrante — 2000
  • Publicação não Disponível para o Comércio — (?)
  • Poema para Palavra — (?)

Prêmios e honrarias[editar | editar código-fonte]

Fonte: Senado Federal [5]

  • Ordem do Rio Branco Grau de Oficial Brasília, 20 de abril de 1994.
  • Ordem do Infante D. Henrique Grau de Gran Cruz Lisboa, 20 de julho de 1995.
  • Ordem de Bernardo O\'Higgins Grau de Gran Cruz Santiago do Chile, 9 de março de 1995.
  • Ordem do Mérito Naval Grau de Grande Oficial Brasília, 11 de junho de 1995.
  • Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Colar do Mérito Judiciário Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1995.
  • Ordem do Mérito Militar Grau de Comendador.

Referências

  1. a b «PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 758/2004». Alerj. 
  2. Artur da Távola morre aos 72 anos no Rio de Janeiro Folha de S.Paulo, 9 de maio de 2008
  3. "Escritor ajudou a fundar PSDB", O Estado de S. Paulo, 10/5/2008, pág. A12
  4. «Dinheiro, diploma e voto: a saga da imigração árabe». Veja. 4 de outubro de 2000. Consultado em 20 de abril de 2014. 
  5. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Senado

Ligações externas[editar | editar código-fonte]