Eduardo Leite

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Eduardo Leite
Governador do Rio Grande do Sul
(eleito)
Período assumirá em 1º de janeiro de 2019
Vice-governador Ranolfo Vieira Júnior
Antecessor(a) José Ivo Sartori
36.º Prefeito de Pelotas
Período 1º de janeiro de 2013
até 1º de janeiro de 2017
Vice-prefeita Paula Mascarenhas
Antecessor(a) Fetter Júnior
Sucessor(a) Paula Mascarenhas
Presidente da Câmara de Vereadores de Pelotas
Período 1º de janeiro de 2011
até 1º de janeiro de 2013
Vereador de Pelotas
Período 1º de janeiro de 2009
até 1º de janeiro de 2013
Dados pessoais
Nascimento 10 de março de 1985 (33 anos)
Pelotas, Rio Grande do Sul
Progenitores Mãe: Eliane Figueiredo
Pai: José Luiz Marasco Cavalheiro Leite
Alma mater Universidade Federal de Pelotas
Partido PSDB

Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite (Pelotas, 10 de março de 1985) é um advogado e político brasileiro. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi eleito governador do Rio Grande do Sul nas eleições estaduais de 2018. Anteriormente, fora prefeito de Pelotas de 2013 a 2017.

Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador em 2004, sem obter êxito. Logo depois, integrou a administração municipal, chegando ao cargo de chefe de gabinete do prefeito. Em 2008, elegeu-se vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.

Eleito prefeito de Pelotas em 2012, Leite permaneceu no cargo durante quatro anos, sendo sucedido por sua vice-prefeita. Em 2018, elegeu-se governador do Rio Grande do Sul no segundo turno com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori e tornando-se um dos governantes mais jovens da história do estado.

Família e educação

Leite aos 5 anos de idade, em 1990.

Eduardo Leite nasceu em 10 de março de 1985 em Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, sendo o filho caçula de Eliane Cavalheiro, professora de Ciências Políticas, e José Luiz Cavalheiro Leite, advogado que concorreu à Prefeitura de Pelotas em 1988, pelo PSDB, quando ficou na última colocação.[1][2][3][4]

Leite interessou-se pela política ainda durante a infância, sendo escolhido representante de turma e presidente do Grêmio Estudantil do Colégio São José.[5][3][6] Após concluir o ensino médio, ingressou na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), de onde graduou-se em Direito.[7]

Carreira política

Início

Leite filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) aos 16 anos de idade.[5] Na eleição de 2004, concorreu a vereador, obtendo 2 937 votos e classificando-se na primeira suplência.[8][9] Convidado pelo prefeito Bernardo de Souza, presidiu o Conselho de Assistência Social e trabalhou como assessor e secretário interino da Secretaria Municipal de Cidadania.[10][11] Na década de 1980, seu pai foi secretário de Bernardo; Leite alegou que sua indicação não foi política, mas pelo "reconhecimento" de seu trabalho.[5] Quando Bernardo afastou-se do governo em 2006, o novo prefeito Fetter Júnior nomeou-o como seu chefe de gabinete.[12] De acordo com Leite, como chefe de gabinete "todos os problemas da cidade antes de chegar às mãos dele [o prefeito] passavam pelas minhas mãos. E a minha tarefa era fazer os problemas chegarem menores ou mesmo nem chegarem."[5]

Na eleição de 2008, Leite concorreu novamente ao cargo de vereador, sendo desta vez eleito com 4 095 votos.[13] No Legislativo, apresentou projetos de lei sobre transparência nos gastos públicos, o Código de Ética da Câmara, e o da publicação e redução das diárias do legislativo municipal.[14][15] Integrante da base aliada de Fetter Jr., Leite foi líder da bancada do PSDB e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.[12][5] Nas eleições estaduais de 2010, concorreu, sem sucesso, a deputado estadual, recebendo 21 372 votos, o que lhe rendeu a sexta suplência da coligação.[16][17]

Prefeito de Pelotas

Leite em junho de 2015.

Na eleição municipal de 2012, Leite candidatou-se a prefeito de Pelotas pela coligação Pelotas de Cara Nova.[18] Com o apoio do prefeito Fetter Jr., conseguiu formar uma ampla aliança de partidos (PSDB, PR, PDT, PP, PPS, PRB, PSD e PTB), tendo como candidata a vice-prefeita Paula Mascarenhas, do PPS.[19][5][20] Durante a campanha, apresentou-se com um discurso de inovação, declarando que teria como prioridades em um eventual governo a saúde e a educação.[12] Inicialmente em terceiro nas pesquisas, passou para a primeira colocação em meados de setembro, com cerca de 33% das intenções de votos.[21] No primeiro turno, recebeu 77 026 votos (39,89%), classificando-se para o segundo turno com Fernando Marroni (PT), deputado federal e ex-prefeito.[22][23] Em 28 de outubro, elegeu-se prefeito com 110 823 votos (57,15%).[24]

Em 1º de janeiro de 2013, Leite assumiu o cargo em uma cerimônia realizada na Praça Coronel Pedro Osório, tornado-se o prefeito mais jovem da história de Pelotas.[24][25] Como prefeito, era responsável por administrar um orçamento superior a R$ 760 milhões.[20] Entre as ações de seu governo, conseguiu financiamentos de mais de R$ 110 milhões destinados a obras de infraestrutura e reestruturação do sistema de mobilidade urbana.[26] Em 2016, inaugurou a primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, construída integralmente com recursos do município.[27][28] Na educação, iniciou um programa que distribuía uniformes escolares e implementou novas tecnologias nas salas de aulas.[29][30][26] O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) municipal cresceu 23% entre as séries iniciais (de 3,9 para 4,7) e de 3,5 para 3,9 entre os alunos da oitava até a nona séries, embora com desempenho abaixo da meta estabelecida.[26][31]

Em maio de 2016, na mesma semana em que uma pesquisa indicou aprovação de 60% ao seu governo e, de igual modo, apontá-lo como principal nome para o pleito de 2016, Leite anunciou que não concorreria à reeleição, dando lugar à sua vice.[32][33] Como justificativa, afirmou: "Sempre fui contra a reeleição. Não é agora, que ela em tese me beneficia, que vou mudar de ideia. Na política, é preciso ter coerência entre o discurso e a prática."[34] A vice-prefeita Paula Mascarenhas, agora filiada ao PSDB, foi eleita no primeiro turno com 59,86% dos votos.[35]

Candidatura a governador

Leite em debate do CPERS, em agosto de 2018.

Em 2017, Leite morou cinco meses nos Estados Unidos para estudar Gestão Publica na Universidade de Colúmbia.[36] De volta ao Brasil, foi um dos onze jovens escolhidos para um encontro com o ex-presidente Barack Obama.[37][38] Em novembro de 2017, foi eleito presidente do PSDB gaúcho em uma convenção realizada pelo partido.[39] Neste mesmo evento, foi escolhido como o pré-candidato do partido ao Governo do Rio Grande do Sul para a eleição de 2018.[40] Anteriormente, havia anunciado que seria candidato a deputado federal, e o governador José Ivo Sartori considerava Leite a melhor opção para integrar sua chapa, como candidato a vice-governador, em 2018.[41][42]

No início de agosto de 2018, sua candidatura ao governo foi confirmada pelos tucanos, tendo ainda o apoio de PP, PTB, PRB, PPS, PHS e REDE, com o delegado Ranolfo Vieira Júnior (PTB) como candidato a vice.[43][44][45] Ao longo da campanha, Leite apresentou-se como um político jovem e dinâmico, prometendo dar um ritmo mais acelerado para a resolução dos problemas do Estado, principalmente a crise financeira.[46] Também foi criticado pelas denúncias de que exames preventivos de câncer de colo de útero teriam sido realizados por amostragem por uma empresa terceirizada em Pelotas.[47][48] Em resposta, disse que não tinha conhecimento do caso e que a suspeita não fora comprovada.[49]

Em 7 de outubro, classificou-se para o segundo turno contra Sartori; Leite recebeu 35,9% dos votos e o governador ficou com 31,1%, uma diferença de 286 mil votos a favor do tucano.[50] Inicialmente hesitante, após sofrer pressões de partidos de sua coligação declarou um apoio crítico ao presidenciável Jair Bolsonaro para o segundo turno, mas não recebeu o apoio do PSL, que optou por Sartori, cujo apoio a Bolsonaro havia sido mais explícito.[47][51][52] Em 28 de outubro, elegeu-se governador com 53,62% dos votos válidos.[53] Sua vitória converteu-o no governador mais jovem do país e em um dos mais jovens da história gaúcha.[54][55]

Referências

  1. «Governador do Estado: saiba quem é Eduardo Leite». Gaz. 28 de outubro de 2018. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  2. «'O prefeito precisa ter disposição para ouvir', diz eleito em Pelotas». G1. 29 de outubro de 2012. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  3. a b Rosane de Oliveira (28 de outubro de 2012). «Conheça Eduardo Leite, o prefeito eleito de Pelotas». Zero Hora. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  4. «Ata geral da apuração das eleições municipais de Pelotas» (PDF). Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. 15 de novembro de 1988. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  5. a b c d e f «Conheça a biografia precoce do novo prefeito de Pelotas, Eduardo Leite». GaúchaZH. 3 de novembro de 2012. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  6. «Aos 27 anos, candidato do PSDB vence a disputa em Pelotas». Agência Brasil. Exame. 28 de outubro de 2012. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  7. «Eduardo Leite (PSDB) vence eleição em Pelotas (RS) e mantém coligação no poder». Uol. 28 de outubro de 2012. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  8. «Aos 27 anos, Eduardo Leite é eleito prefeito de Pelotas (RS)». EBC. 29 de outubro de 2012. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  9. «Placar RS/ Pelotas». Uol. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  10. «PREFEITO EDUARDO LEITE VOLTA ÀS ORIGENS». Diário da Manhã. 17 de setembro de 2014. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  11. Fábio Schaffner (26 de outubro de 2018). «O desafio de Leite: abrir mão da reeleição em Pelotas para disputar voos mais altos». GaúchaZH. Consultado em 3 de novembro de 2018. 
  12. a b c Felipe Truda (28 de outubro de 2012). «Eduardo Leite, do PSDB, é eleito para a Prefeitura de Pelotas». G1. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  13. «Pelotas / RS». Uol. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  14. «FORMADA A COMISSÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA DA CÂMARA». Câmara Municipal de Pelotas. 31 de março de 2011. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  15. «Leite diz que reduzirá burocracia e que desenvolvimento interessa a todos». Diário de Canoas. 28 de outubro de 2018. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  16. «Resultados: Rio Grande do Sul: Deputado Estadual». Terra. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  17. «Eleições 2010: resultados: Rio Grande do Sul». Terra. 2010. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  18. «Candidatos: Eduardo Leite - 45». Uol. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  19. «Candidatos: Paula Mascarenhas - 45». Uol. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  20. a b Felipe Truda (28 de outubro de 2012). «'Quero ser um prefeito amigo', diz Eduardo Leite após vitória em Pelotas». G1. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
  21. «Eduardo Leite lidera em Pelotas com 33,3% das intenções de voto». Correio do Povo. 27 de setembro de 2012. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  22. «Resultados:Pelotas». G1. Consultado em 13 de setembro de 2013. 
  23. «'Me coloquei à disposição da cidade', diz Marroni após derrota em Pelotas». G1. 28 de outubro de 2012. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
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  30. «PREFEITURA LANÇA UNIFORMES DA REDE MUNICIPAL». Diário da Manhã. 2 de junho de 2015. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
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  52. Fábio Schaffner (18 de outubro de 2018). «PSL e DEM anunciam apoio a Sartori no segundo turno». GaúchaZH. Consultado em 2 de novembro de 2018. 
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  54. Felipe Bächtold (28 de outubro de 2018). «Aos 33 anos, Eduardo Leite vence no RS e será o mais jovem governador do país». Folha de S. Paulo. Consultado em 3 de novembro de 2018. 
  55. «Brasil: este é o mais jovem governador e só há uma mulher entre homens». TVI. 29 de outubro de 2018. Consultado em 3 de novembro de 2018. 

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