Ronaldo Nogueira

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Ronaldo Nogueira
Ministro do Trabalho
Período 12 de maio de 2016
até 27 de dezembro de 2017
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Miguel Rossetto
Sucessor(a) Helton Yomura (interino)
Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul
Período 1 de fevereiro de 2015
até 12 de maio de 2016
Dados pessoais
Nome completo Ronaldo Nogueira de Oliveira
Nascimento 25 de abril de 1966 (52 anos)
Carazinho, Rio Grande do Sul
Nacionalidade Brasileiro
Alma mater Universidade Luterana do Brasil
Partido PTB
Religião Igreja Assembleia de Deus
Profissão Administrador, político e pastor evangélico
Website http://www.ronaldonogueira.com.br/

Ronaldo Nogueira de Oliveira (Carazinho, 25 de abril de 1966) é um administrador de empresas, pastor da Igreja Assembleia de Deus e político brasileiro, filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Foi Ministro do Trabalho do presidente Michel Temer e, atualmente, é deputado federal, no qual ocupa o cargo de presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados[1].

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Nogueira foi vereador na cidade de Carazinho por 5 mandatos, tendo sido presidente da Câmara Municipal e Secretário de Obras Públicas do município. No Governo do estado do Rio Grande do Sul, foi presidente de uma das maiores fundações públicas estaduais, a FGTAS – Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social[2].

Nas eleições de 2014 foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Sul para a 55ª legislatura (2015 — 2019).[3] Em 1 de fevereiro de 2015 assumiu o cargo,[4] do qual se licenciou em maio de 2016, após ser escolhido pelo então Presidente interino, Michel Temer, para ocupar a chefia do Ministério do Trabalho[5]. Ficou como ministro até 27 de dezembro de 2017, quando pediu demissão para poder se candidatar nas eleições de 2018[6].

Em setembro de 2016, Ronaldo Nogueira declarou, durante encontro da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros, que o governo federal pretendia enviar ao Congresso Nacional um projeto de reforma da legislação trabalhista, e, entre algumas outras medidas, serviria para regulamentar a jornada de trabalho 12 x 36, muito utilizada pelos trabalhadores em segurança e na área de saúde. [7][8][9]

A declaração gerou forte reação contrária das centrais sindicais,[10] levando o Presidente Michel Temer a criticar a postura do Ministro,[11] que foi orientado a assegurar publicamente "que o Governo não vai elevar a jornada de oito horas nem tirar direitos dos trabalhadores", inclusive emitindo uma nota oficial.[12] Diante do episódio, Nogueira assegurou publicamente emitindo uma nota oficial[13] "que o Governo não vai elevar a jornada de oito horas, nem tirar os direitos dos trabalhadores”.[14][15]

No dia 22 de dezembro de 2016, o então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, levou à solenidade de assinatura do PL 6787[16]. O fato ocorreu no Palácio do Planalto, com representantes das 3 maiores confederações de empregadores do país e de 5 das 6 maiores centrais sindicais. Na solenidade, todos fizeram uso da palavra assegurando a tramitação célere da proposta nas duas Casas do Congresso. [17]

Como deputado federal, votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[18] Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.[18] [19] Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[18][20]

Referências

  1. «Ronaldo Nogueira é eleito por unanimidade para presidir a Comissão de Trabalho». www2.camara.leg.br (em inglês). Consultado em 9 de julho de 2018. 
  2. «Schüler empossa nova diretoria da FGTAS». Portal do Estado do Rio Grande do Sul. 12 de março de 2008 
  3. Eleições 2014 - Ronaldo Nogueira 1423
  4. Deputados federais eleitos tomam posse na Câmara. Bancada gaúcha tem 22 parlamentares reeleitos e oito eleitos como titular pela primeira vez
  5. «Novo ministro do Trabalho é o deputado Ronaldo Nogueira». Agência Brasil 
  6. «Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira pede demissão para se candidatar em 2018 - Notícias - Política». Política 
  7. «Governo quer formalizar jornada diária de até 12h com limite de 48h semanais». Economia. 8 de setembro de 2016 
  8. Citação vazia (ajuda) 
  9. «http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2122076». www.camara.gov.br. Consultado em 8 de agosto de 2018.  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  10. País, Ediciones El (12 de setembro de 2016). «Nova proposta de reforma trabalhista provoca polêmica e irrita o Planalto». EL PAÍS 
  11. «Temer orienta ministro do Trabalho a se retratar sobre jornada de 12 horas diárias - Economia - Estadão». Estadão 
  12. Zimmerman, Daniel (9 de setembro de 2016). «Nota oficial do Ministério do Trabalho». Ministério do Trabalho e Emprego. Ministério do Trabalho e Emprego. Consultado em 25 de outubro de 2016. 
  13. «Ministério do Trabalho e Emprego». trabalho.gov.br. Consultado em 23 de julho de 2018. 
  14. «Governo quer formalizar jornada diária de até 12h com limite de 48h semanais» 
  15. Mendonça, Heloísa (12 de setembro de 2016). «Nova proposta de reforma trabalhista provoca polêmica e irrita o Planalto». EL PAÍS 
  16. «A Reforma que nasceu do diálogo - Revista Voto». Revista Voto. 4 de março de 2018 
  17. «Governo apresenta reforma trabalhista como projeto de lei». O Globo. 22 de dezembro de 2016 
  18. a b c G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017. 
  19. Redação (27 de abril de 2017). «Reforma trabalhista: como votaram os deputados». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  20. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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