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Almino Afonso (político)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Almino Afonso
Almino em 2004
Deputado federal por São Paulo
Período1º de fevereiro de 1995
a 1º de fevereiro de 1999
Vice-governador de São Paulo
Período15 de março de 1987
a 18 de junho de 1990
Governador(a)Orestes Quércia
Antecessor(a)Orestes Quércia
Sucessor(a)Aloysio Nunes
Deputado federal pelo Amazonas
Período1º de julho de 1963
a 10 de abril de 1964
Período16 de março de 1959
a 3 de fevereiro de 1963
Ministro do Trabalho e Emprego
Período3 fevereiro de 1963
a 18 de junho de 1963
PresidenteJoão Goulart
Antecessor(a)Benjamin Eurico Cruz
Sucessor(a)Amaury de Oliveira e Silva
Dados pessoais
Nome completoAlmino Monteiro Álvares Afonso
Nascimento11 de abril de 1929 (96 anos)
Humaitá, Amazonas
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Dolores Monteiro Álvares Afonso
Pai: Boemundo Álvares Afonso
Alma materFaculdade de Direito da Universidade de São Paulo
CônjugeLygia de Brito Alvares Afonso
Filhos(as)Sérgio Britto
PartidoPSB (1953-1958)
PST (1958-1960)
PTB (1960-1965)
MDB (1966-1979)
PMDB (1980-1990)
PDT (1990-1991)
PSDB (1993-1997)
PSB (1997-presente)
ProfissãoAdvogado

Almino Monteiro Álvares Afonso (Humaitá, 11 de abril de 1929) é um político brasileiro filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).[1]

Biografia

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Bacharel em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, foi o primeiro ministro do Trabalho e Previdência Social no governo de João Goulart, de 24 de janeiro a 18 de junho de 1963, após a retomada do presidencialismo, quando sucedeu Benjamin Cruz. Contudo, antes disso, foi eleito deputado federal em 1958 com apoio do candidato eleito naquele ano, Gilberto Mestrinho. Na eleição de 1962, Gilberto Mestrinho, com seu apoio, o fez o mais votado do Amazonas, tendo sido reeleito deputado federal.

Cassado pelo Golpe de Estado de 1964, viveu no exílio por doze anos na Iugoslávia, Uruguai, Chile, Peru e Argentina. A passagem pela Iugoslávia durou alguns meses e teve a presença também do colega Rubens Paiva. No Chile, morou em Los Condes numa casa geminada com Paulo Freire, cujos filhos brincavam com os de Almino no quintal.[2] Enquanto estava lá, considerou voltar ao Brasil após troca de cartas com Rubens, mas recuou ao saber do desaparecimento dele.[2]

Em 1973, viu-se ameaçado mais uma vez quando o Chile foi também vítima de um golpe. Juntou a família para queimar papéis que pudessem comprometê-lo, livrou-se das cinzas e pôs os filhos para levar outros papéis em mochilas para serem atirados num rio próximo.[3]

Retornando ao Brasil em 1976, foi Secretário dos Negócios Metropolitanos de São Paulo no governo de André Franco Montoro, época em que eclodiu o escândalo Mogigate, quando cassou a permissionária dos transportes São Paulo - Mogi das Cruzes que operava desde 1940, empresa vitima de tentativa de extorsão.

Foi também vice-governador do Estado de São Paulo na gestão de Orestes Quércia, tendo exercido o cargo de governador nos impedimentos e viagens do titular.

Enquanto parlamentar, além de líder da bancada governista na Câmara dos Deputados, no governo do Presidente João Goulart, deputado federal e Conselheiro da República na gestão do Presidente Luis Inácio "Lula" da Silva.

No ano 2000 foi secretário municipal de Relações Políticas do rápido governo do prefeito paulistano Régis de Oliveira. Foi assessor do governador de São Paulo, no governo de José Serra, e, posteriormente, Secretário de Estado das Relações Institucionais de SP).

É casado com Lygia de Brito Alvares Afonso, pai de Rui, Gláucia, Fábio e do músico Sérgio Britto (da banda Titãs). Possui suas raízes genealógicas fincadas no Estado do Rio Grande do Norte, sendo neto do ex-Senador Almino Álvares Afonso, o Grande Tribuno da Abolição dos Escravos. Também é advogado. É autor de várias obras, dentre as quais Raízes do Golpe, Parlamentarismo, Governo do Povo e Almino Afonso - Tribuno da Abolição. É acadêmico titular da Academia Amazonense de Letras, na cadeira nº 15, eleito em 29 de setembro de 2010 e recebido em 29 de março de 2011.[4]

Almino em 1963.

Em 31 de março de 2014, lançou o livro 1964 na Visão do Ministro do Trabalho de João Goulart, onde reconstitui os principais eventos do período da ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1985.[5] A obra foi indicado para o Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria "Reportagem e documentário".[6]

Bibliografia

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  • Raízes do Golpe
  • Parlamentarismo, Governo do Povo
  • Almino Affonso - Tribuno da Abolição
  • 2014 - 1964 na Visão do Ministro do Trabalho de João Goulart
  • Marcelo, Carlos (2012). Renato Russo: o Filho da Revolução. Rio de Janeiro: Agir. ISBN 978-85-22013-77-7 

Referências

  1. Brasil, CPDOC-Centro de Pesquisa e Documentação História Contemporânea do. «ALMINO MONTEIRO ALVARES AFONSO». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 4 de janeiro de 2021 
  2. a b Marcelo 2012, p. 45.
  3. Marcelo 2012, pp. 63-64.
  4. «Almino Affonso». Academia Amazonense de Letras. Consultado em 23 de junho de 2023 
  5. «Ex-ministro de Jango, Almino Affonso lança livro sobre o golpe de 64». Folha de S.Paulo. 31 de março de 2014. Consultado em 31 de março de 2014 
  6. «Prêmio Jabuti anuncia lista de finalistas». O Globo. Grupo Globo. 22 de outubro de 2015. Consultado em 4 de novembro de 2015 

Precedido por
Benjamin Eurico Cruz
Ministro do Trabalho e Previdência Social do Brasil Brasil
03 de fevereiro de 1963
até 18 de junho de 1963
Sucedido por
Amaury de Oliveira e Silva
Precedido por
Orestes Quércia
20º Vice-governador de São Paulo
15 de março de 1987
até 18 de junho de 1990
Sucedido por
Aloysio Nunes Ferreira Filho