João Augusto de Araújo Castro

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João Augusto de Araújo Castro
Nascimento 27 de agosto de 1919
Rio de Janeiro
Morte 9 de dezembro de 1975 (56 anos)
Washington

João Augusto de Araújo Castro (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1919Washington, 9 de dezembro de 1975) foi um diplomata brasileiro, ministro das Relações Exteriores durante o governo de João Goulart.[1]

Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense em 1941, ingressou na carreira diplomática em 1940, antes, portanto, de se formar.[1] Em 1942, participou da comissão brasileira junto à Missão Cooke, grupo de técnicos enviado pelo governo norte-americano ao Brasil. Em 1943 foi enviado para o consulado brasileiro em San Juan (Porto Rico) e, posteriormente, para Miami e Nova Iorque.[1] Em 1951, foi designado para a missão permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.[1] Transferido para Roma em 1953.[1] Em 1958 assumiu a chefia do Departamento Político e Cultural do Itamaraty, tendo participado da formulação da Operação Pan-Americana, idealizado por Augusto Frederico Schmidt e proposto pelo presidente Juscelino Kubitschek ao governo norte-americano.[1]

Em agosto de 1961, integrou a comitiva do vice-presidente João Goulart em missão especial a Moscou e ao Extremo Oriente.[1] A viagem foi interrompida em Pequim, na República Popular da China, pela renúncia do presidente Jânio Quadros (25 de agosto de 1961), o que levou Goulart a retornar ao Brasil para assumir o governo.[1]

Durante o governo João Goulart (1961-1964), Araújo Castro foi nomeado secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores em 1963.[1] Em julho deste ano foi nomeado ministro interino das Relações Exteriores, sendo efetivado em agosto.[1] Em novembro, chefiou a delegação do Brasil à XVIII Sessão da Assembléia Geral da ONU, em Nova Iorque, defendendo na oportunidade sua política dos "Três D" - Desenvolvimento, Desarmamento e Descolonização.[1]

Em 1968, após quatro anos de um certo ostracismo, foi nomeado embaixador do Brasil na ONU, deixando este cargo para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos em maio de 1971.[1] Em Washington, buscou contornar as restrições impostas às importações de produtos brasileiros, e manteve contatos com parlamentares visando a recuperar a imagem do governo brasileiro dos desgastes sofridos com as denúncias de violências contra presos políticos.

Era casado com Míriam Sain-Brisson de Araújo Castro, com quem teve três filhos.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m «JOÃO AUGUSTO DE ARAUJO CASTRO». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 2 de abril de 2021 


Precedido por
Evandro Lins e Silva
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1963 — 1964
Sucedido por
Vasco Leitão da Cunha