Francisco Inácio de Carvalho Moreira

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Francisco Inácio de Carvalho Moreira
Barão de Penedo
Deputado pela Província de Alagoas
Período 1849 a 1852
Dados pessoais
Nascimento 25 de dezembro de 1815
Vila de Penedo, Pernambuco
Flag of the United Kingdom of Portugal, Brazil, and Algarves.svg Brasil
Morte 1 de abril de 1906 (90 anos)
Rio de Janeiro
 Brasil
Progenitores Mãe: Maria Joaquina de Almeida e Silva
Pai: João Moreira de Carvalho
Títulos nobiliárquicos
Barão de Penedo 29 de julho de 1864

Francisco Inácio de Carvalho Moreira, primeiro e único Barão e Visconde de Penedo GCC (Penedo, 25 de dezembro de 1815Rio de Janeiro, 1º de abril de 1906) foi um político, diplomata e advogado brasileiro.Filho do capitão João Moreira de Carvalho e Maria Joaquina de Almeida e Silva, nasceu na então vila do Penedo, no Estado de Alagoas, às margens do Rio São Francisco, em 25 de dezembro de 1815. Foi casado com dona Carlota Emília de Aguiar e Andrada, sobrinha de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil, juntos tiveram uma filha Carlota de Andrada Pinto.[1] Formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1839 e depois obteve doutorado (PhD) pela Universidade de Oxford. Exerceu a advocacia no Rio de Janeiro.

Litografia de Francisco Inácio de Carvalho Moreira.

Foi deputado por Alagoas de 1849 a 1852. Em 1852, foi nomeado para representar o Brasil junto aos Estados Unidos, entrando para o serviço diplomático. Exerceu vários cargos na Europa, entre eles o de ministro plenipotenciário na Grã-Bretanha. Distinguiu-se também junto à Santa Sé (1873) na "Questão Religiosa", salientando-se também como presidente da Comissão Brasileira na Exposição Universal de Paris. Recebeu do Papa a Grã-Cruz de 1.ª Classe da Ordem de São Gregório Magno de Roma e de Portugal a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e Oficial da Imperial Ordem da Rosa.[2][3]

Na Grã-Bretanha, o barão de Penedo foi honrado com o doutoramento de Oxford, o primeiro até então concedido a um cidadão do novo mundo. Nesse país, agiu como intermediário entre o compositor Emil Daniel Friedrich Viktor August Wilhelm (18451908) e D. Pedro II. Em 3 de outubro de 1885, comunicou ao Imperador que aquele compositor desejaria oferecer-lhe uma série de composições de sua autoria. Tendo o Imperador aceito a dedicatória, encaminha-lhe a coleção, pela qual Pedro II agradeceria.[4]

Títulos e Honrarias[editar | editar código-fonte]

  • Barão por decreto de 29 de Julho de 1864.
  • Grã-Cruz da Imperial Ordem da Rosa.
  • Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo, Grã-Cruz da Real Ordem de Cristo, de Portugal, e da de N. S. de Villa Viçosa, Grã-Cruz da Ordem de S. Gregório o Magno, de Roma, da de Francisco I de Nápoles, da de Medjidié, da Turquia, do Duplo Dragão da China, da Ernestina de Saxe Coburgo Gota, e Grande Official da Legião de Honra, da França. [5]
Francisco Inácio de Carvalho Moreira em Londres.

Referência[editar | editar código-fonte]

  • BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario bibliographico brazileiro. Typographia Nacional, Rio de Janeiro, 1893.
  1. Um diplomata na corte de Inglaterra , Conselho Editorial do Senado Federal Vol. 74;
  2. Arquivo Nobiliárquico Brasileiro , Laussanene pg. 348.
  3. Almanak Laemmert de 1880, Rio de Janeiro, pg. 76.
  4. Janeiro, Rio (1977). Dom Pedro II e a Cultura, Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional. pp. Do. 197–1952 
  5. Rodolfo Smith de Vasconcelos, barão de Vasconcelos (1918). Archivo Nobiliarchico Brasileiro. Suíça: IMPRIMERIE LA CONCORDE. pp. 348–359 
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