José Antônio Pimenta Bueno

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O Marquês de São Vicente
Presidente do Conselho de Ministros
Período 29 de setembro de 1870
a 7 de março de 1871
Monarca Pedro II
Antecessor(a) O Visconde de Itaboraí
Sucessor(a) O Visconde do Rio Branco
Ministro das Relações Exteriores
Período 29 de setembro de 1870
a 7 de março de 1871
Antecessor(a) José Maria da Silva Paranhos
Sucessor(a) Manuel Francisco Correia
Período 29 de janeiro de 1848
a 8 de março de 1848
Antecessor(a) Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Sucessor(a) Antônio Paulino Limpo de Abreu
Presidente da Província de
São Pedro do Rio Grande do Sul
Período 6 de março de 1850
a 4 de novembro de 1850
Antecessor(a) Francisco José de Sousa Soares
Sucessor(a) Pedro Ferreira de Oliveira
Ministro da Justiça
Período 29 de janeiro de 1848
a 31 de maio de 1848
Antecessor(a) Saturnino de Sousa e Oliveira Coutinho
Sucessor(a) Antônio Manuel de Campos Melo
Presidente da Província do Mato Grosso
Período 26 de agosto de 1836
a 21 de maio de 1838
Antecessor(a) Antônio José da Silva
Sucessor(a) José da Silva Guimarães
Vida
Nome completo José Antônio Pimenta Bueno
Nascimento 4 de dezembro de 1803
Santos, São Paulo, Brasil
Morte 19 de fevereiro de 1878 (74 anos)
Brasil
Dados pessoais
Alma mater Academia Jurídica de São Paulo
Esposa Mariana Benedita de Faria e Albuquerque
Partido Conservador
Profissão Magistrado
Títulos nobiliárquicos
Visconde de São Vicente 1867
Marquês de São Vicente 1872

José Antônio Pimenta Bueno, Marquês de São Vicente, (Santos, 4 de dezembro de 180319 de fevereiro de 1878) foi um magistrado, diplomata e político brasileiro.

Vida pública[editar | editar código-fonte]

Ingressou no serviço público da província de São Paulo aos vinte e um anos de idade. Após formar-se na Academia Jurídica de São Paulo, foi nomeado para a magistratura da província. Foi a desembargador da Relação do Maranhão em 1844 e da Corte em agosto de 1847, antes de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal de Justiça.

Em 1833 foi eleito conselheiro da província de São Paulo e, dois anos depois, nomeado presidente da de Mato Grosso. Em outubro de 1843 foi indicado Encarregado de Negócios do Brasil no Paraguai; chegou a Assunção em 18 de agosto de 1844 e entregou credenciais ao Presidente Carlos Antonio López em 19 de agosto do mesmo ano. Mais tarde viria a ser consultor da Secretaria dos Negócios Estrangeiros e plenipotenciário para a negociação de acordos com Argentina e Reino Unido.

Eleito deputado, tornou-se em 29 de janeiro de 1848 ministro dos Negócios Estrangeiros, acumulando interinamente também a pasta da Justiça, que chefiou até 30 de maio. Em 8 de março, deixou os Negócios Estrangeiros.

Na altura de 1849, Pimenta Bueno abandonou as fileiras do Partido Liberal e passou a alinhar-se com o Partido Conservador.

Em 1850, foi nomeado presidente da província do Rio Grande do Sul. Três anos mais tarde, foi escolhido senador do Império por D. Pedro II. Conselheiro de Estado em 1859, foi feito visconde de São Vicente em 1867 e marquês em 1872.

Em 29 de setembro de 1870, formou o gabinete ministerial que chefiou até 7 de março de 1871.

Vida privada[editar | editar código-fonte]

Segundo Spencer Vampré, "ao que parece, foi exposto à porta do cirurgião-mor José Antônio Pimenta Bueno" e sua mulher Mariana Benedita de Faria e Albuquerque, pois, "no termo de matrícula, a terceira em ordem cronológica, consta ser 'filho de pais incógnitos' ".

Foi casado com Balbina Henriqueta de Faria e Albuquerque. Bacharel em Direito pela primeira turma da tradicional Faculdade de Direito de São Paulo. Foi o nome mais destacado dessa turma acadêmica.

Cargos públicos[editar | editar código-fonte]

  • Primeiro juiz da comarca de Santos
  • Chefe de Polícia
  • Desembargador da Relação do Maranhão
  • Desembargador na Corte
  • Ministro dos Negócios Estrangeiros
  • Ministro dos Negócios da Justiça - Interino
  • Ministro dos Negócios da Justiça
  • Presidente do Conselho de Ministros
  • Conselheiro de Estado

Mandatos[editar | editar código-fonte]

Trabalhos publicados[editar | editar código-fonte]

  • Apontamentos sobre as formalidades do Processo Civil (1850)
  • Apontamentos sobre o processo Criminal Brasileiro (1857)
  • Direito Público Brasileiro e Análise da Constituição do Império (1857)
  • Direito internacional privado e aplicação de seus princípios com referência às Leis Particulares do Brasil (1863)
  • Considerações relativas ao beneplácito e recurso à Coroa em matéria de culto (1873)
  • Prefácio do Ministro M. Seabra Fagundes. Brasília. Senado Federal, 1878. 572 P. Coleção Bernardo Pereira de Vasconcelos. Série Estudos Jurídicos 5
  • Teses para a oposição à Cadeira de Substituto. São Paulo, Tip. de Costa Silveira, 1843

Homenagens recebidas[editar | editar código-fonte]

Gabinete de 29 de setembro de 1870[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministros e simultaneamente ministro dos Estrangeiros

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Revista do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, no. 41, 1878, parte segunda, pp. 500-506.
Precedido por
Antônio José da Silva
Presidente da província de Mato Grosso
1836 — 1838
Sucedido por
José da Silva Guimarães
Precedido por
Saturnino de Sousa e Oliveira
Ministro da Justiça do Brasil
1848
Sucedido por
Antônio Manuel de Campos Melo
Precedido por
Antônio Paulino Limpo de Abreu
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1848
Sucedido por
Pedro de Araújo Lima
Precedido por
Francisco José de Sousa Soares de Andréa
Presidente da província do Rio Grande do Sul
1850
Sucedido por
Pedro Ferreira de Oliveira
Precedido por
Joaquim José Rodrigues Torres
Presidente do Conselho de Ministros
29 de setembro de 1870 — 7 de março de 1871
Sucedido por
José Maria da Silva Paranhos
Precedido por
José Maria da Silva Paranhos
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1870 — 1871
Sucedido por
Manuel Francisco Correia


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