Raimundo Ferreira de Araújo Lima

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Raimundo Ferreira de Araújo Lima (Lavras da Mangabeira, 23 de junho de 1818Rio de Janeiro, 21 de novembro de 1908) foi um magistrado e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural da então vila de São Vicente das Lavras da Mangabeira, município então recentemente instalado, formou-se em ciências sociais e jurídicas pela Faculdade de Direito de Olinda, em 1839, na mesma turma que Manuel Fernandes Vieira e Teófilo Rufino Bezerra de Meneses.

De volta ao Ceará, foi juiz municipal e de órfãos do termo do Crato, por decreto de 30 de dezembro de 1841; removido do juizado municipal dos termos do Crato e Jardim para o dos termos de Icó, Lavras e São Mateus por dec. de 20 de setembro de 1845; juiz de Direito da comarca de Imperatriz, removido a pedido da de Porto Calvo, em Alagoas, por dec. de 28 de setembro de 1854; removido para a comarca de Paranaguá, no Paraná, por dec. de 28 de janeiro de 1857.

Foi secretário do presidente José Maria da Silva Bittencourt, que, por nomeação de 12 de janeiro de 1843, aqui esteve desde 2 de abril desse ano até 8 de dezembro de 1844. Elegera-se a deputado provincial para aquela legislatura.

Filiado ao Partido Conservador, foi eleito deputado geral nas legislaturas de 1850, 1853, 1861, 1869, 1872 e 1877. Foi relator da Comissão Especial incumbida de dar parecer sobre a liberdade dos nascituros, filhos de escravos, e participou da campanha abolicionista. Fez parte do gabinete do Marquês de São Vicente, ocupando nele a pasta da guerra.

Atuou na questão religiosa ao lado dos bispos presos e processados. Era oficial da Imperial Ordem da Rosa por dec. de 2 de dezembro de 1845, e conselheiro de Estado[1].

Foi casado com Maria da Pureza dos Santos, com quem teve duas filhas[2].

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
João Frederico Caldwell
Ministro da Guerra do Brasil
1870 — 1871
Sucedido por
Domingos José Nogueira Jaguaribe