Canrobert Pereira da Costa

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Canrobert Pereira da Costa
Dados pessoais
Nascimento 18 de outubro de 1895 Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Morte 31 de outubro de 1955 (60 anos) Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Vida militar
Força Exército
Hierarquia General do Exército.gif
General de exército
Comandos

Canrobert Pereira da Costa GCA (Rio de Janeiro, 18 de outubro de 1895 — Rio de Janeiro, 31 de outubro de 1955) foi um militar brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1932 integrou as forças que combateram a Revolução Constitucionalista, iniciada pelos paulistas e tida como de conotação separatista. Após a Revolução de 1930 comandada por Getúlio Vargas, Canrobert ocupou cargos em órgãos de formação acadêmica do Exército Brasileiro. Em 1938 sofreu um sequestro durante o levante integralista contra o Estado Novo, sequestro do qual se livrou sem ter sofrido nenhuma agressão física. Foi comandante do 9º Regimento de Artilharia Montada de Curitiba, chefe de Gabinete do Estado-Maior do Exército; comandante da 3ª Divisão de Cavalaria de Bagé e secretário-geral do Ministério da Guerra. Foi ministro da Guerra durante o governo de Eurico Gaspar Dutra. Em 1954 foi eleito presidente do Clube Militar.

Foi chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de 8 de setembro de 1954 até 31 de outubro de 1955, data de seu falecimento.

A 10 de Dezembro de 1954 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis de Portugal.[1]

Canrobert era um dos expoentes da direita antigetulista dentro das Forças Armadas. Nas eleições de 1955 se opôs à candidatura presidencial de Juscelino Kubitschek, cujo companheiro de chapa era o polêmico ministro do Trabalho do segundo Governo Vargas João Goulart.

Durante o seu sepultamento, o coronel Jurandir Bizarria Mamede proferiu um violento discurso tecendo elogios ao colega morto por sua atuação antivarguista dentro do ambiente militar, além de criticar de forma pública e incisiva a chapa JK-Jango, vitoriosa nas eleições presidenciais de 1955. Tal fato desagradou a ala legalista das Forças Armadas. A manifestação de Mamede foi considerada um incentivo ao golpe contra as instituições democráticas. A partir deste pronunciamento teve início a eclosão do movimento legalista de 11 de novembro de 1955 liderado pelo marechal Henrique Teixeira Lott, que depôs o presidente da República interino Carlos Luz e impediu o retorno de Café Filho ao cargo presidencial, cargo este que passou a ser ocupado interinamente por Nereu Ramos até a posse de Juscelino.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Pedro Aurélio de Góis Monteiro
Ministro da Guerra do Brasil
1946 — 1951
Sucedido por
Newton Estillac Leal
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  1. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Conrobert Pereira da Costa". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2 de abril de 2016