Edgard Santos

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Edgard Santos
Dados pessoais
Nascimento 8 de janeiro de 1894
Morte 3 de junho de 1962 (68 anos)

Edgard do Rêgo Santos (Salvador, 8 de janeiro de 1894Rio de Janeiro, 3 de junho de 1962) foi um médico e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do Dr. João Pedro dos Santos e de Amélia do Rêgo Santos, aos 17 anos preparava-se para ingressar na Faculdade de Direito da Bahia, mas mudou de planos após o bombardeio da cidade de Salvador, em 1912, e tornou-se um dos mais brilhantes alunos da Faculdade de Medicina, onde opta pela clínica médica.

Formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1917. Clinicou na cidade de São Paulo, entre 1918 e 1922, ano em que volta para a Bahia. Em seguida, segue para a Europa, em viagem de estudos e trabalho em hospitais da França e Alemanha.

De volta ao Brasil em 1924, ingressa por concurso no quadro de docentes da sua Faculdade de Medicina, como lente da recém-criada cátedra de Patologia Cirúrgica. Neste concurso apresenta duas teses: "Câncer de bexiga" e "Intervenção cirúrgica nos domínios do simpático". Assume a direção do Hospital do Pronto-Socorro de Salvador, função que exerceu até 1937, acumulando com a direção da Faculdade de Medicina da Bahia, a partir de 1936.

Após a extinção do Estado Novo, esteve à frente da unificação das faculdades baianas na Universidade da Bahia, fundada em 8 de abril de 1946, da qual foi o primeiro reitor. Reeleito sucessivamente para o cargo, até 1952, ganhou o epíteto de o Reitor Magnífico, dado pelo Senador Ruy Santos.

Como reitor, criou o Hospital das Clínicas da Universidade - que hoje tem o seu nome e é um dos mais importantes da capital baiana. Deu um grande impulso às artes no Universidade, com a criação das primeiras escolas superiores de Música, Teatro e Dança do Brasil, além da instalação do Museu de Arte Sacra da UFBA, no Convento de Santa Teresa.

Por um curto período, foi Ministro da Educação, durante o segundo governo de Getúlio Vargas. Nomeado em 6 de julho, deixa o cargo em 2 de setembro de 1954, logo após o suicídio de Vargas. Retorna à Universidade da Bahia.

Em 9 de março de 1959 torna-se membro da Academia de Letras da Bahia.

Em 1961 foi destituído do cargo que desempenhara como nenhum outro, durante 15 anos de trabalho profícuo, desde a criação da Universidade. Como compensação, é nomeado Presidente do Conselho Federal de Educação.

Faleceu no ano seguinte.

Edgard Santos era casado com Carmem Figueira Santos e pai do ex-governador da Bahia, Roberto Santos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • FGV - CPDOC. Dados biográficos
  • [ dez. 2005 DIAS, André L. M. "A universidade e a modernização conservadora na Bahia: Edgard Santos, o Instituto de Matemática e Física e a Petrobras". REVISTA DA SBHC, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 125-145, jul.]


Precedido por
Antônio Balbino
Ministro da Educação do Brasil
1954
Sucedido por
Cândido Mota Filho
Precedido por
-
Reitor da UFBA
1946 - 1961
Sucedido por
Dado faltando


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