Brígido Fernandes Tinoco

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Brígido Fernandes Tinoco (Niteroi, 28 de setembro de 1910 - Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1982) foi um político brasileiro.[1]

Nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 28 de setembro de 1910. Advogado, professor e escritor. Vereador (1936-1937) e em seguida Delegado-Geral de Polícia Municipal de Niterói (1937-1938). Secretário Municipal (1938-1940) e Prefeito de São Gonçalo, RJ (1940). Procurador da Justiça do Trabalho em São Paulo (1941). Secretário Municipal e Prefeito de Niterói (1945). Filiado ao Partido Social Democrático (PSD), elegeu-se Deputado Federal em 1945 e foi Constituinte em 1946. Na Constituinte, empenhou-se na defesa da legislação social implementada durante o Estado Novo e na discussão da questão do analfabetismo, apresentando em combate a este último duas emendas ao Projeto de Constituição, uma obrigando as empresas com mais de 50 trabalhadores a manterem ensino primário gratuito para seus empregados, e a outra obrigando a União a aplicar 15%, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, o mínimo de 25% da receita arrecadada na manutenção e no desenvolvimento do ensino primário. Reeleito Deputado, foi Presidente da Comissão de Cinema, Rádio e Teatro (1951-1955) no segundo Governo do Presidente Getúlio Vargas. Em seu terceiro mandato, foi Ministro da Educação e Cultura enquanto durou o Governo Jânio Quadros (jan.-ago./1961). Em 1966, assumiu como suplente o mandato de Deputado Federal, exercendo-o de abril a agosto. Procurador-Geral da Justiça do Trabalho (1969). Voltando a ser eleito para a Câmara dos Deputados, dessa vez nas fileiras do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), fez oposição ao Regime Militar por dois mandatos consecutivos (1971-1979). Morreu em 22 de outubro de 1982, quando tentava retornar à Câmara dos Deputados, na chapa do PTB fluminense. Pai da cantora e compositora Teresa Tinoco.

Referências


Precedido por
Pedro Paulo Penido
Ministro da Educação e Cultura do Brasil
1961
Sucedido por
Antônio Ferreira de Oliveira Brito


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