Camilo Santana

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Camilo Santana
Camilo Santana em 2018.
60.º Governador do Ceará
Período 1 de janeiro de 2015
até a atualidade
Vice-governador Izolda Cela
Antecessor(a) Cid Gomes
Deputado Estadual pelo Ceará
Período 1º de fevereiro de 2011
até 31 de dezembro de 2014
Secretário das Cidades do Ceará
Período 1º de janeiro de 2012
até 5 de junho de 2012
Governador Cid Gomes
Secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará
Período 1º de fevereiro de 2007
até 31 de dezembro de 2010
Governador Cid Gomes
Dados pessoais
Nome completo Camilo Sobreira de Santana
Nascimento 3 de junho de 1968 (53 anos)
Crato, Ceará
Alma mater Universidade Federal do Ceará
Partido PSB (1990-2002)
PT (2002-presente)
Religião Católico
Profissão Engenheiro agrônomo
Assinatura Assinatura de Camilo Santana

Camilo Sobreira de Santana (Crato, 3 de junho de 1968) é um engenheiro agrônomo, professor e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Atualmente, Camilo ocupa o cargo de governador do Ceará, eleito em 2014 e reeleito em 2018.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Camilo Santana, filho de Ermengarda Maria de Amorim Sobreira e de Eudoro Walter de Santana, formou-se em Agronomia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e como mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela mesma instituição. Durante a graduação, exerceu a função de diretor do Diretório Central dos Estudantes da UFC.[1]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Início da Carreira[editar | editar código-fonte]

Camilo Santana foi candidato à prefeito de Barbalha em 2000 e 2004,[2] mas não obteve sucesso em nenhuma das disputas, dando espaço ao mandato de Edmundo de Sá Filho no ano de 2001, e alcançando o segundo lugar nas eleições de 2004, recebendo cerca de 9.925 votos.[3]

Santana também foi professor e coordenador da FATEC Cariri e ocupou, como servidor público federal por concurso, a superintendência adjunta do IBAMA no Ceará em 2003 e 2004. Além disso, também foi Secretário do Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará no governo de Cid Gomes, de 1 de fevereiro de 2007 a 31 de dezembro de 2010.[1][2]

Camilo já recebeu o título de cidadão honorário dos municípios de Barbalha, Juazeiro do Norte, Quixeramobim, Crateús e Palmácia. Em 2010, chegou ao posto de deputado estadual pelo Ceará, sendo o político mais votado do pleito, com cerca de 131.171 votos no Estado.[2] O então deputado foi licenciado para assumir a Secretaria das Cidades durante o governo de Cid Gomes em 2012.[4]

Primeiro mandato como governador[editar | editar código-fonte]

A candidatura de Camilo foi oficializada no dia 29 de junho de 2014, em Fortaleza, durante convenção coletiva do PROS, PT e outros partidos aliados à coligação liderada pelo então governador Cid Gomes.[5] A convenção foi marcada, entretanto, pela indefinição a respeito das indicações aos cargos de senador e vice-governador da coligação. Santana já havia sido cogitado anteriormente para o cargo máximo do executivo do estado, mas não figurava a lista dos favoritos para o cargo, dominado por integrantes do PROS.[6]

No primeiro turno das eleições para governador do Ceará, Camilo teve 47,81% dos votos válidos contra 46,41% de Eunício Oliveira, o que levou a decisão para o segundo turno. No segundo embate, Camilo conseguiu alcançar 53,35% dos votos válidos contra 46,65% de Eunício, alcançando a vitória ao Governo do Estado. Contudo, seu candidato ao Senado, Mauro Filho (PROS), não conseguiu vencer a disputa com Tasso Jereissati (PSDB).[7]

Camilo Santana foi eleito governador do Ceará em 26 de outubro de 2014. Em 2015, no auge da luta pela instalação do HUB da LATAM (ponte de conexões de voos internacionais) no Ceará contra os interesses do Rio Grande do Norte e Pernambuco, o governador Camilo conseguiu reunir os ex-governadores do Ceará em evento suprapartidário em prol da cidade de Fortaleza, destacando-se a presença de Tasso Jereissati, Ciro Gomes, Gonzaga Mota, Francisco Aguiar (Presidente do TCM na época), Adauto Bezerra e Cid Gomes, embora o ex-governador Lúcio Alcântara não tenha comparecido.[8]

Camilo Santana em julho de 2015.

Na eleição de 2016, Camilo Santana contrariou seu partido, o PT, para apoiar o candidato à reeleição Roberto Cláudio (PDT) em detrimento da candidatura da petista Luizianne Lins à prefeitura de Fortaleza.[9]

Segundo mandato como governador[editar | editar código-fonte]

Em 05 de agosto de 2018, Camilo Santana é homologado candidato a reeleição para o governo do estado do Ceará. Em 07 de outubro de 2018, o candidato foi reeleito com 79,96% (3.457.556 votos) Governador do Estado do Ceará, contra o seu principal adversário General Theophilo (PSDB), que obteve 488.438 votos, correspondente a 11,30% dos votos válidos.[10]

Em 2020 enfrentou um motim da polícia militar cearense, no qual os policiais, sob a liderança política de um ex-deputado federal, Cabo Sabino, decidiram se amotinar pleiteando aumento salarial, proposta discutida pelo governo e pelos líderes dos representantes dos policiais. Os policiais alegaram que com o reajuste os seus salários ficariam inferior ao ano anterior devido à inflação. O motim ganhou apoio indireto do governo federal nas redes sociais, pela necessidade da categoria, sendo repreendido por toda a mídia e por vários lideres de esquerda. [11][12]

O motim durou 13 dias, iniciando no dia 13 de dezembro de 2019 e repercutiu nacionalmente, pelo aumento na violência no Estado e a ineficácia do governo estadual em resolver o problema. Em um dos episódios, o senador Cid Gomes, usou uma retroescavadeira para tentar retirar os amotinados de um batalhão da polícia em Sobral, sendo alvejado a tiros pelos revoltosos [13]Tendo em vista o agravamento da situação e dificuldade de se obter uma saída em curto prazo, o governador Camilo pediu ao presidente Jair Bolsonaro para enviar a Força Nacional para à Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Ceará. Após dias de paralisação, o motim foi encerrado sem nenhum ganho para os policiais, pois as cláusulas do acordo firmado são expressões já existentes na legislação atual. [14][15]

Durante

No âmbito estadual, no entanto, o governador Camilo Santana apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição Estadual (PEC) que proíbe a anistia de policiais amotinados no estado, afirmando ainda que "essa medida se faz imperiosa diante da gravidade e dos prejuízos que tais movimentos, ilegítimos por natureza, acarretam para toda a sociedade cearense, em evidente desrespeito à ordem jurídica e constitucional". [16]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Candidato a Partido Coligação Suplentes/Vice Votos Resultado
2000 Municipal de Barbalha Prefeito PSB (PSB/PT/PCdoB/PV) ? 2.427 4° colocado[17]
2004 Municipal de Barbalha PT (PDT/ PT/PPS/PHS/PV) ? 9.925 2° colocado[18]
2010 Estadual do Ceará Deputado estadual (PRB/PT/PMDB/PSB) 131.171 Eleito[19]
2014 Estadual do Ceará Governador Para o Ceará Seguir Mudando

(PROS/PT/PRB/PP/PDT/PTB/PSL/PRTB/PHS/

PMN/PTC/PV/PEN/PPL/PSD/PCdoB/PTdoB/SD)

Izolda Cela

(PROS)

2.417.668 Eleito[20]

2º turno

2018 Estadual do Ceará Por Um Ceará Cada Vez Mais Forte

(PT/PDT/PP/PSB/PR/PTB/DEM/PCdoB/PPS/

PRP/PV/PMN/PPL/PATRI/PRTB/PMB)

Izolda Cela

(PDT)

3.457.556 Eleito[21]

1º turno

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Cid Gomes
Governador do Ceará
2015 – presente
Sucedido por
-
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