Wellington Dias

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Wellington Dias
Wellington Dias em 11 de junho de 2019 (1; recorte).jpg
Wellington Dias em 2019
52° Governador do Piauí
Período 01 de Janeiro de 2015
até a atualidade
Vice-governadoras Margarete Coelho (2015-2019)
Regina Sousa (2019-atual)
Antecessor Moraes Souza Filho
Senador pelo Piauí
Período 1º de fevereiro de 2011
até 1 de janeiro de 2015
49° Governador do Piauí
Período 1º de janeiro de 2003
até 1º de abril de 2010
Antecessor Hugo Napoleão
Sucessor Wilson Martins
Deputado federal pelo Piauí
Período 1º de fevereiro de 1999
até 29 de novembro de 2002
Deputado estadual do Piauí
Período 1° de janeiro de 1995
até 1° de fevereiro de 1999
Vereador de Teresina
Período 1° de janeiro de 1993
até 1° de janeiro de 1995
Dados pessoais
Nascimento 5 de março de 1962 (58 anos)
Oeiras, PI
Esposa Rejane Dias
Partido PT (1985-presente)
Profissão Bancário
Assinatura Assinatura de Wellington Dias

José Wellington Barroso de Araújo Dias (Oeiras, 5 de março de 1962) é um bancário, escritor e político brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Cumpre seu quarto mandato como Governador do estado do Piauí, eleito em 2014 e reeleito em 2018, depois de ter exercido o cargo entre 2003 e 2010. No ano de 2010, foi o senador mais votado totalizando quase 1 milhão de votos.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Joaquim Antônio Neto, eleito prefeito de Paes Landim pela ARENA em 1972, e Teresinha de Araújo Dias, eleita vice-prefeita do mesmo município pelo PFL em 1988, Wellington Dias nasceu no município de Oeiras, no Piauí, mas foi criado em Paes Landim no mesmo estado.[2]

Durante a mocidade, ingressou no curso de graduação em Letras Português da Universidade Federal do Piauí (1982) e especializou-se em Políticas Públicas e Governo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Começou a trabalhar aos 19 anos de idade, atuando como radialista na Rádio Difusora de Teresina, Piauí. Como bancário, trabalhou como gerente do Banco do Nordeste,[3] como caixa e gerente substituto do Banco do Estado do Piauí, em São João do Piauí e, aos 22 anos, foi aprovado no concurso para a Caixa Econômica Federal (CEF) da qual é funcionário de carreira, ocupando o cargo de gerente em 1984.[2]

Wellington Dias iniciou na militância política ainda jovem, atuando no movimento estudantil da universidade, envolvendo-se com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e também no movimento sindical.[2] Em 1985, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e participou como integrante da Central Única dos Trabalhadores, tornando-se presidente da APCEF (Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal) entre os anos de 1986 e 1989 e presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Piauí entre 1989 e 1992.[2] Também entre os anos de 1987 e 1988, Dias presidiu o conselho deliberativo da Fenae Corretora de Seguros e, entre 1988 e 1989, foi secretário do conselho fiscal da mesma instituição.[2]

Como escritor, é autor de cinco obras literárias e chegou a receber menção honrosa pelo "Concurso de Contos João Pinheiro", da Secretaria de Cultura do Piauí.[3]

Além disso, Wellington Dias é casado com a deputada federal Rejane Dias com quem tem três filhos: Iasmin, Vinícius e Daniely.[3]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde os 23 anos de idade, Wellington Dias iniciou sua trajetória política em 1992 quando foi eleito vereador de Teresina.[2] Em 1994, optou por renunciar ao mandato municipal para concorrer a um cargo na Assembleia Legislativa do Piauí, conseguindo eleger-se deputado estadual e tornando-se o primeiro presidente da Comissão de Direitos Humanos no legislativo do estado.[2] Na mesma época, também foi presidente regional do PT entre 1995 e 1997,[3] e chegou a se candidatar ao cargo de vice-prefeito do município Teresina na chapa de Nazareno Fonteles, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.[2]

Nas eleições estaduais de 1998, foi eleito deputado federal pelo PT sendo o primeiro parlamentar do estado eleito pelo partido.[2] Durante o mandato, presidiu a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) e foi titular da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO).[2] Já nas eleições de outubro de 2000, foi candidato à prefeitura de Teresina mas foi derrotado no primeiro turno com a reeleição de Firmino da Silveira Soares Filho, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).[2]

Às vésperas das eleições de 2002, Wellington Dias foi anunciado pelo PT como candidato ao Senado, mas uma articulação comandada pelo diretório nacional do partido o fez candidato ao Governo do Estado.[2] Iniciou a campanha com baixos índices nas pesquisas de intenção de voto, porém, com o decorrer da campanha, sua performance melhorava à medida que seu nome firmava-se como alternativa à sucessão estadual, principalmente graças ao apoio de lideranças do PMDB, a exemplo do ex-governador Mão Santa.[3] Eleito em primeiro turno para o cargo de governador do Piauí pela coligação A Vitória que o Povo Quer, derrotou o então governador Hugo Napoleão que disputava a reeleição.[2]

Em 2006, Wellington Dias foi candidato à reeleição ao Governo do Estado e conseguiu vencer o pleito ainda no primeiro turno contra seu principal adversário e ex-aliado, o então senador Mão Santa.[4] Foi durante o seu governo que aconteceu a grande tragédia da Barragem de Algodões em maio de 2009.[5] Dias renunciou ao cargo em 1º de abril de 2010, com a intenção de se candidatar ao Senado, sendo substituído pelo vice Wilson Martins.[2]

Nas eleições de 2010, Wellington Dias foi eleito senador do estado do Piauí ao lado de Ciro Nogueira do Progressistas (PP) com a soma de 997.513 votos.[3] Em 2014, foi eleito para o seu terceiro mandato como governador do Piauí, reelegendo-se em 2018 para o 4º mandato como governador do estado com 55,6% dos votos válidos (966 mil), vencendo seu principal adversário, o médico Dr. Pessoa (Solidariedade) que obteve 20,4% dos votos (355 mil).[6]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Cargo Disputado Partido Coligação Suplente/Chapa Votos Porcentagem Resultado
1992 Municipais de Teresina Vereador PT 1.520 Eleito [7]
1994 Estaduais do Piauí Deputado estadual 13.140 1,47% Eleito [8]
1996 Municipais de Teresina Vice-prefeito Nazareno Fonteles

(PT)

44.262 18,69% Não eleito [9]

3º lugar

1998 Estaduais do Piauí Deputado federal 77.067 8,22% Eleito [10]
2000 Municipais de Teresina Prefeito (PT/PSTU) Francisca Trindade

(PT)

99.874 32,43% Não eleito

2º lugar

2002 Estaduais do Piauí Governador A vitória que o povo quer

(PT,PCdoB,PL,PMN,PCB,PAN,PTN,PTdoB)

Osmar Júnior

(PCdoB)

688.278 50,96% Eleito

1º turno

2006 A Vitória da Força do Povo

(PT,PSB,PTB,PCdoB,PL,PRB)

Wilson Martins

(PSB)

954.857 61,68% Eleito |Eleito [11]

1º turno

2010 Senador Para o Piauí Seguir Mudando

(PSB,PMDB,PT,PRB,PTN,PR,PRP,PCdoB)

Regina Sousa

(PT)

997.513 32,52% Eleito [12]
2012 Municipais de Teresina Prefeito (PT) Cícero Magalhães

(PT)

59.470 14,18% Não eleito

3º lugar

2014 Estaduais do Piauí Governador A vitória com a força do povo

(PT,PP,PTB,PR,PRP,PROS,PHS,SD)

Margarete Coelho

(PP)

1.053.342 63,08% Eleito [13]

1º turno

2018 A Vitória com a Força do Povo

(PT,MDB,PP,PR,PTB,PCdoB,PRTB,PDT,PSD)

Regina Sousa

(PT)

966.469 55,65% Eleito [14]

1º turno

Obras literárias[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Wellington Dias

Referências

  1. Último Segundo 2015.
  2. a b c d e f g h i j k l m n FGV 2009.
  3. a b c d e f Senador Wellington Dias 2013.
  4. Folha Online 2006.
  5. Carvalho & Parajara 2009.
  6. G1 PI 2018.
  7. «Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». www.tre-pi.jus.br. Consultado em 21 de maio de 2020 
  8. «Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». www.tre-pi.jus.br. Consultado em 21 de maio de 2020 
  9. «Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». www.tre-pi.jus.br. Consultado em 21 de maio de 2020 
  10. «Tribunal Superior Eleitoral». www.tse.jus.br. Consultado em 21 de maio de 2020 
  11. «Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». www.tre-pi.jus.br. Consultado em 21 de maio de 2020 
  12. «Repositório de dados eleitorais». www.tse.jus.br. Consultado em 21 de maio de 2020 
  13. «Repositório de dados eleitorais». www.tse.jus.br. Consultado em 21 de maio de 2020 
  14. «WDias é o primeiro governador do Brasil a ser eleito 4 vezes no 1º turno». piauihoje.com. Consultado em 21 de maio de 2020 
  15. a b c d e Piauí - Governo do Estado 2018.
  16. Piauí - Governo do Estado 2016.
  17. Oliveira 2018.
  18. GP1 2018.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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