João Clímaco d'Almeida

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
João Clímaco d'Almeida
Replace this image male.png
João Clímaco d'Almeida
Vereador Teresina Teresina
Período 1948-1951
Deputado estadual  Piauí
Período 1951-1963
Vice-governador  Piauí
Período 1963-1970
Antecessor Tibério Nunes
Sucessor Sebastião Leal
Governador  Piauí
Período 1970-1971
Antecessor João Turíbio
Sucessor Alberto Silva
Deputado federal  Piauí
Período 1975-1979
1981-1983
Dados pessoais
Nascimento 30 de março de 1910
Teresina Teresina, PI
Morte 9 de setembro de 1995 (85 anos)
Teresina Teresina, PI
Primeira-dama Hercília Almeida
Partido PSD, ARENA, PDS
Profissão contador

João Clímaco d'Almeida (Teresina,[nota 1] 30 de março de 1910Teresina, 9 de setembro de 1995) foi um político brasileiro conhecido pelo epíteto de Joqueira. Exerceu o mandato de governador do Piauí entre 1970 e 1971.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Antônio Francisco de Almeida e Emília Rocha. Exerceu a profissão de bancário no antigo Banco Comercial e Agrícola do Piauí, mais tarde Banco do Estado do Piauí e fez o curso de contabilidade[1] pela Academia do Comércio do Maranhão. Em 16 de janeiro de 1937, casou-se com Hercília Torres de Almeida, com quem teve dois filhos: Edwaldo Carvalho de Almeida e Vera Lúcia Torres Ferraz. Sua filha Vera casou-se com Luiz Ferraz, com quem teve três filhos: Luiz Ferraz Filho, Camilla Torres Ferraz e João Clímaco d'Almeida Netto Ferraz.

Vida pública[editar | editar código-fonte]

Restaurada a democracia brasileira no pós-guerra Joqueira foi nomeado em 1947 membro do Conselho Administrativo do Piauí e em 1948 se elegeu vereador de Teresina pelo PSD chegando a deputado estadual em 1950, 1954 e 1958. Graças a coligação entre UDN e PSD com vistas as eleições de 1962 foi candidato a vice-governador do Piauí na chapa de Petrônio Portela, sendo o último a ser eleito para o cargo pelo voto direto obtendo 110.472 votos contra 68.871 votos dados a Válter Alencar, candidato do PTB.[2]

Com a instauração do Regime Militar de 1964 ingressou na ARENA e renunciou ao cargo de vice-governador em 1966 para em seguida ser eleito para o mesmo posto por via indireta na chapa de Helvídio Nunes e com a renúncia do titular para se candidatar a senador em 1970 assumiu o governo em 15 de maio recebendo o governo das mãos do desembargador João Turíbio Monteiro de Santana, presidente do Tribunal de Justiça, permanecendo no cargo até março do ano seguinte. Eleito deputado federal em 1974[3] ficou na primeira suplência nas eleições de 1978[3] sendo nomeado Secretário de Justiça e Segurança Pública do governo Lucídio Portela. Filiado ao PDS foi efetivado em novembro de 1981 após a morte de Paulo Ferraz.[4] Em 1982 foi candidato a senador por uma sublegenda do PDS sendo reposicionado como segundo suplente na chapa de João Lobo.[3]

Realizações[editar | editar código-fonte]

Em seus dez meses como governador participou da inauguração da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança e da instalação da Universidade Federal do Piauí, esta última ocorrida nos últimos dias de sua gestão. Teve como Prefeito de Teresina Wagner Saraiva de Lima e Haroldo Borges. Em sua memória foi lançado o livro "O Velho Jequitibá" de autoria do jornalista Zózimo Tavares.


Referências

  1. À época a profissão de contador ou contabilista era denominada "guarda-livros".
  2. «Banco de dados de Jairo Nicolau (UERJ): eleições para vice-governador em 1962». Consultado em 6 de maio de 2012 [ligação inativa]
  3. a b c «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». Consultado em 6 de maio de 2012. Arquivado do original em 13 de abril de 2012 
  4. «Câmara dos Deputados, legislaturas 1975-1983: João Clímaco d'Almeida». Consultado em 6 de maio de 2012 

Notas

  1. Mesmo registrado como nativo da capital piauiense há referências de seu natalício ocorreu ou na antiga vila de Porto Alegre, atual cidade de Guadalupe, ou em Bertolínia.
Ícone de esboço Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.