Bona Medeiros

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Bona Medeiros
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Bona Medeiros
Deputado estadual  Piauí
Período 1963-1983
1991-1999
Prefeito Teresina Teresina
Período 1969-1970
1979-1982
Antecessor(a) Jofre Castelo Branco
Wall Ferraz
Sucessor(a) Joel Ribeiro
Jesus Tajra
Vice-governador  Piauí
Período 1983-1986
Antecessor(a) Waldemar Macedo
Sucessor(a) Lucídio Portela
Governador  Piauí
Período 1986-1987
Antecessor(a) Hugo Napoleão
Sucessor(a) Alberto Silva
Dados pessoais
Nascimento 24 de dezembro de 1930
União, Piauí
Morte 6 de abril de 2017 (86 anos)
Teresina, Piauí
Primeira-dama Helena Medeiros
Partido UDN, ARENA, PDS, PFL, DEM
Profissão advogado

José Raimundo Bona Medeiros (União, 24 de dezembro de 1930 - Teresina, 6 de abril de 2017)[1] foi um advogado e político brasileiro filiado aos Democratas tendo sido deputado estadual por sete mandatos, prefeito de Teresina, vice-governador e governador do Piauí.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Antônio Medeiros Filho e Maria Bona Medeiros, é advogado formado em Direito pela Universidade Federal do Piauí.

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Eleito deputado estadual pela UDN em 1962[2] e pela ARENA após a implantação do Regime Militar de 1964 em 1966,[2] 1970,[2] 1974[2] e 1978,[2] foi o primeiro presidente da Assembleia Legislativa do Piauí escolhido dentre os deputados, prerrogativa até então reservada ao vice-governador do estado. Dirigiu a casa entre 1975/1977 durante o governo Dirceu Arcoverde e com o fim do bipartidarismo ingressou no PDS.

Devido ao Ato Institucional Número Três[3] o prefeito de Teresina passaria a ser nomeado pelo governador e assim foi escolhido para o cargo por Helvídio Nunes[4][5] retornando ao posto por vontade de Lucídio Portela.[6][5] e em 1982 foi eleito vice-governador do Piauí na chapa de Hugo Napoleão a quem seguiu na fundação do PFL. Assumiu o governo em razão da renúncia do titular para concorrer ao Senado Federal[7] e após o pleito transferiu o poder a Alberto Silva. Reeleito deputado estadual em 1990 e 1994 viu negado um pedido de abertura de processo contra o governador Mão Santa que o ofendeu com expressões de baixo calão divulgadas pela imprensa em 1995. Findo o seu maundato retornou a União e perdeu as eleições para prefeito no ano 2000.

Em 1997, Bona Medeiros foi a Quebec, no Canadá, acompanhado dos então deputados Xavier Neto e Humberto Silveira para a Conferência Parlamentar das Américas, na qual reunia parlamentares de destaque, ocasião na qual Humberto Silveira foi homenageado pelos seus 50 anos de mandato parlamentar.

Eleições estaduais no Piauí em 1986[editar | editar código-fonte]

Durante seu governo ocorreram as eleições para o Governo do Estado, Congresso Nacional e Assembléia Legislativa, em parte antecipadas pela campanha das Diretas Já em 1984, a eleição de Tancredo Neves em janeiro de 1985 e o pleito municipal em Teresina e Guadalupe em novembro desse ano. Tantos acontecimentos cindiram as forças governistas em duas frentes: o PFL de Hugo Napoleão e o PDS de Lucídio Portela, cabendo a este a liderança de um grupo político reduzido. Diante do rompimento, o comando pedessista firmou um acordo com o PMDB e foram estabelecidas as Oposições Coligadas (PMDB-PDS-PCB-PC do B) que teriam Alberto Silva e Lucídio Portela candidatos a governador e a vice com Chagas Rodrigues e Helvídio Nunes candidatos a senador.

Firmada a aliança, os pefelistas receberam a adesão da família Nogueira Lima e de dissidentes do PMDB que se filiaram ao PDT indicando Deoclécio Dantas como vice de Freitas Neto na coligação Liberal-Trabalhista que lançou Hugo Napoleão e Ciro Nogueira ao Senado Federal. O PT apresentou Nazareno Fonteles ao governo.

Abertas as urnas o que se viu foi um equilíbrio ímpar na mais disputada eleição da história do Piauí com Alberto Silva vencendo nos dezoito municípios administrados pela oposição e em quatorze dos redutos governistas com Freitas Neto triunfando em oitenta e quatro cidades. Ao final a vantagem oposicionista foi inferior a um e meio por cento ou cerca de 15 mil votos. Mesmo derrotado o PFL elegeu Hugo Napoleão ao Senado, cinco dos dez deputados federais e dezesseis dos trinta deputados estaduais enquanto que a oposição levou Chagas Rodrigues à Câmara Alta do país elegeu cinco deputados federais e quatorze estaduais.

Família[editar | editar código-fonte]

Seu cunhado, Gervásio Costa Filho, foi um dos herdeiros da GECOSA - Indústrias Integradas Gervásio Costa S/A, empresa do ramo de beneficiamento de babaçu, mas vendeu suas ações e foi eleito prefeito de União com o apoio de Bona Medeiros em 1992 e no ano 2000 contra o mesmo. Desde seu afastamento da vida pública, Bona Medeiros passou a dar suporte político ao seu filho, Gustavo Medeiros, deputado estadual em 1998 e 2002 e eleito prefeito de União em 2004 e 2012. O sociólogo Antonio José Medeiros ,um dos próceres do PT no Piauí, é seu primo legítimo. Seu pai foi prefeito de União de 1950 a 1954, tendo falecido em 1974. A mãe de Bona Medeiros era filha de José Nunes Bona, de Campo Maior, e de Rosa de Resende Rocha´, irmã de José Narciso da Rocha Filho, uma das maiores riquezas do norte do Piauí no auge da exportação de cera de carnaúba.

Referências

  1. «Ex-governador Bona Medeiros morre aos 86 anos de parada cardiorespiratória». G1 Piauí. 6 de abril de 2017 
  2. a b c d e «Banco de dados do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí». Consultado em 7 de maio de 2012 
  3. Outorgado pelo presidente Castelo Branco em 5 de fevereiro de 1966, estabelecia a nomeação no Art. 4º.
  4. Seu primeiro mandato transcorreu de 10 de outubro de 1969 a 14 de maio de 1970.
  5. a b SOARES, Nildomar da Silveira. Leis Básicas do Município de Teresina. 3. ed. Teresina: Jolenne, 2001.
  6. Sua segunda passagem durou de 25 de março de 1979 a 14 de maio de 1982.
  7. Permaneceu no cargo entre 14 de maio de 1986 e 15 de março de 1987