Marcos Rocha (político)

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Marcos Rocha
11.º Governador de Rondônia
Período 1º de janeiro de 2019
até a atualidade
Vice-governador Zé Jodan
Antecessor Daniel Pereira
Dados pessoais
Nome completo Marcos José Rocha dos Santos
Nascimento 3 de agosto de 1968 (51 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Lucília da Rocha Santos
Pai: Antônio dos Santos
Cônjuge Luana Rocha
Partido PSL (2018-atualmente)
Profissão Policial Militar
Serviço militar
Lealdade Polícia Militar do Estado de Rondônia
Graduação Coronel.PNG Coronel

Marcos José Rocha dos Santos, também conhecido como Coronel Marcos Rocha (Rio de Janeiro, 3 de agosto de 1968),[1] é um administrador, policial militar e político brasileiro. Filiado ao Partido Social Liberal (PSL), é o atual governador do estado de Rondônia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Antônio dos Santos e Lucília da Rocha Santos, ambos já falecidos, Marcos Rocha é natural da cidade do Rio de Janeiro mas mudou-se para Rondônia aos 21 anos de idade.[2]

Aos 18 anos, Marcos Rocha ingressou no Exército Brasileiro como recruta e, por cursar Análise de sistemas e Processamento de dados no Centro de Estudos de Pessoal do exército,[3] prestou concurso para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), ingressando na Arma de Engenharia. No exército, serviu na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e no 1º Batalhão de Engenharia de Santa Cruz, atual Batalhão Escola de Engenharia do Rio de Janeiro.[2]

Em 1989 e com 21 anos de idade, prestou concurso para oficial da Polícia Militar de Rondônia (PMRO),[4] onde participou de vários cursos operacionais e administrativos.[2] Já na capital rondoniense, graduou-se em administração pela Faculdade São Lucas (FSL) em 2004, trabalhou como professor titular na mesma instituição entre os anos de 2005 e 2008,[3] e especializou-se em Metodologia do Ensino Superior no ano de 2006.[3]

Além disso, também atuou como diretor do Colégio Tiradentes da Polícia Militar de Rondônia,[2] como Secretário Municipal de Educação de Porto Velho (Semed) e, em dezembro de 2014, ocupou o cargo titular na Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) em Rondônia.[4][5]

Por fim, Marcos Rocha é casado com Luana Rocha e tem quatro filhos: Gabriel, Rafael, Rodrigo e Júlia.[2]

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Policial Militar reformado, Marcos Rocha estreou na política ao candidatar-se ao governo do estado de Rondônia pelo Partido Social Liberal (PSL) em 2018, tendo como vice o empresário Zé Jodan que foi candidato à prefeitura de Rolim de Moura em 2016 e chegou a ser o pré-candidato ao governo de estado.[6] Nas pesquisas, Marcos Rocha aparecia atrás de Expedito Júnior do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do senador Acir Gurgacz do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e de Maurão de Carvalho do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), estando apenas com 8% das intenções de voto na última pesquisa anterior à eleição.[7]

No dia 7 de outubro de 2018, primeiro turno das eleições gerais no Brasil, Marcos Rocha alcançou a soma de 183.691 votos (23,99% dos votos válidos), contra 241.885 votos (31,59% dos votos válidos) de Expedito Júnior e 173.690 votos (22,69% dos votos válidos) de Maurão de Carvalho, indo para o segundo turno pelo governo de Rondônia. Já no segundo turno, Marcos Rocha venceu o candidato do PSDB ao angariar 530.188 votos, o equivalente a 66,34% dos votos válidos, e elegeu-se governador do estado de Rondônia.[8]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Coligação Partido Candidato a Votos % Resultado
2018 Estadual em Rondônia Sem coligação PSL Governador 183.691 (2º - Primeiro turno) 530.188 (1º - Segundo turno) 23,99% (Primeiro turno) 66,34% (Segundo turno) Eleito

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em 01 de abril de 2019, o advogado Caetano Vendiamiatti Netto, do município de Vilhena, protocolou na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO) um pedido de impeachment contra o governador Marcos Rocha, do Partido Social Liberal (PSL). Na denúncia, o advogado afirmava que o governador violou artigo da Constituição Estadual ao promover 16 nomeações de presidentes e dirigentes de autarquias e fundações do Estado sem que os nomes tivessem sido aprovados pelo poder legislativo, como prevê a constituição do estado. Além de denunciar o governador por crime de responsabilidade, Caetano Neto solicitava o impedimento das nomeações, tornando-se nulos todos os atos, e que o chefe do Executivo fosse afastado imediatamente do cargo.[9]

O pedido de impeachment de Marcos Rocha foi lido na sessão do dia 24 de abril de 2019 da Assembleia Legislativa de Rondônia e seguiu para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJR) da casa.[10] Em 13 de agosto de 2019, porém, os membros da CCJ decidiram por unanimidade pela rejeição e arquivamento do pedido de impeachment, sob a alegação de que Marcos Rocha não teria agido de má fé, já que o governador teria exonerado os nomeados e, posteriormente, os nomes teriam sido aprovados em dois dias pelos deputados.[11]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


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