Partido Social Democrático (2011)

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Disambig grey.svg Nota: Para o partido brasileiro da 4ª República, veja Partido Social Democrático (1945). Para outros significados, veja Partido Social Democrata.
Partido Social Democrático
pessedista
"O Brasil tem jeito."
Número eleitoral 55[1]
Presidente Gilberto Kassab[2]
Vice-presidentes Alfredo Cotait Neto
Belivaldo Chagas
Carlos Viana
Guilherme Campos
João Francisco Aprá
Omar Aziz
Otto Alencar
Raimundo Colombo
Ratinho Júnior
Robinson Faria[2]
Fundação 25 de fevereiro de 2011 (10 anos)[3]
Registro 27 de setembro de 2011 (10 anos)[1]
Sede Brasília, DF
Ideologia  • Partido pega-tudo
 • Liberalismo social[4]
 • Liberalismo econômico[5]
 • Social-democracia
Espectro político Centro[6][7]
Publicação Diálogos no Espaço Democrático
Think tank Espaço Democrático
Ala jovem PSD Jovem
Ala feminina PSD Mulher
Membros (2021) 405 859 filiados[8]
Governadores (2020)[9]
2 / 27
Prefeitos (2020)[10]
653 / 5 568
Senadores (2021)[11]
11 / 81
Deputados federais (2021)[12]
35 / 513
Deputados estaduais (2018)[9]
58 / 1 024
Vereadores (2020)[13]
5 694 / 56 810
Cores      Azul
     Verde
     Laranja
Página oficial
www.psd.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido Social Democrático (PSD) é um partido político brasileiro fundado e registrado oficialmente em 2011.[3][1] Em outubro de 2021 o PSD possuía 405.859 filiados, sendo São Paulo, Santa Catarina e Bahia os estados com mais membros.[14] Apesar de ser, em número de filiados, o décimo sexto maior partido brasileiro,[8] o PSD é o segundo com mais senadores,[11] o quarto com mais deputados federais,[12] o terceiro com mais prefeitos[10] e o terceiro com mais vereadores.[13] O partido conseguiu ter membros ocupando cargos em ministérios e importantes secretarias dos governos dos presidentes Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro. Até março de 2021, os congressistas do PSD tinham alinhamento, em média, de mais de 90% com o governo Bolsonaro (em votos na câmara/senado).[15]

Princípios[editar | editar código-fonte]

Logo de sua fundação, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab (SP), afirmou: “Não será de direita, não será de esquerda, nem de centro”. O propósito fundacional do PSD é a satisfação dos interesses da classe C que ascendera à posição de classe média durante os governos do Partido dos Trabalhadores.[16] O então vice-presidente da legenda, Guilherme Affif Domingos (SP) redigiu um documento com 12 engajamentos partidários, dentre eles:

  1. O desenvolvimento do país;
  2. A liberdade;
  3. A democracia e voto distrital;
  4. O direito de propriedade e respeito aos contratos;
  5. A igualdade de oportunidades;
  6. A sustentabilidade e a inovação tecnológica;
  7. A transparência e respeito ao cidadão contribuinte;
  8. A liberdade de imprensa;
  9. A livre associação;
  10. A descentralização e subsidiariedade;
  11. O livre comércio e defesa de valores; e
  12. A liberdade e responsabilidade individual.[17][18]

No entanto, segundo o cientista político Rui Maluf, a ausência de conteúdo programático específico, revela que o PSD possui a natureza organizacional tipicamente catch-all e que a sua fundação reflete a insatisfação dos seus quadros com os partidos anteriores - majoritariamente oriundos do partido Democratas.[16]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

O Partido Social Democrático é produto direto do fortalecimento político do ex-Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, dentro da sua antiga sigla, o Democratas (originalmente Partido da Frente Liberal). Eleito vice-prefeito na chapa de José Serra (PSDB-SP) às Eleições Municipais de 2004, Kassab se tornou um grande quadro do PFL ao controlar a Prefeitura de São Paulo seguindo a renúncia de Serra para concorrer às Eleições Estaduais de São Paulo em 2006.[19] Na Eleição Municipal de 2008, o Democratas lança Kassab como candidato à Prefeitura em uma aliança com o PMDB - que indicou a vice prefeita Alda Marco Antônio. O PSDB ficou divido em relação a Kassab, pois elementos próximos a José Serra favoreciam o demista, enquanto outros políticos importantes entendiam que os tucanos deveriam lançar um candidato próprio. Não obstante, Kassab conseguiu se eleger com o apoio do seu agrupamento e ultrapassou Geraldo Alckmin (PSDB-SP), disputando o segundo turno com Marta Suplicy (PT-SP).[19][20][21]

Gilberto Kassab (DEM-SP) e sua vice-prefeita Alda Marco Antônio (PMDB-SP) nas Eleições Municipais de 2008

A ruptura entre Kassab e as lideranças do DEM começa após as Eleições de 2010. Até então, o DEM vinha adotando uma postura de oposição sistemática ao Partido dos Trabalhadores e, assim, integrou o ''Bloco Democrático-Reformista" junto com o PSDB e o PPS - uma coligação encabeçada por José Serra (PSDB-SP) na qual o DEM indicou o candidato à vice-Presidência, Indio da Costa (RJ). Acontece que, após a vitória de Dilma Rousseff (PT-RS) e a subsequente manutenção do partido na oposição, Kassab começa a advogar pelo relaxamento das posturas ideológicas do DEM.[19][21]

O Prefeito de São Paulo, que já vinha se aproximando do PMDB e objetivava uma candidatura ao Governo de São Paulo em 2014, começa a articular um terceiro agrupamento político no seu estado alheio à histórica aliança entre PSDB e DEM. Assim, organiza-se um grupo de kassabistas que almejava mais controle sobre o partido e deflagra um conflito com a liderança nacional do DEM, à época presidido por Rodrigo Maia (RJ).

Aliando-se a políticos importantes do DEM como Jorge Bornhausen (SC) e Guilherme Affif Domingos (SP), Kassab passou a exigir a antecipação da convenção nacional que escolheria o novo presidente do DEM. A liderança tentou negociar com Kassab e eventualmente ainda cedeu elegendo José Agripino Maia (RN) - um nome mais conciliatório - como presidente da sigla. Sem embargo, a saída de Kassab foi oficializada em 18 de março de 2011 e a dissidência se concretizou dois dias depois com a fundação do Partido Social Democrático (PSD). A esta nova agremiação, Kassab conseguiu atrair 17 deputados federais do DEM, além da Senadora Kátia Abreu (TO) e do Governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Outros quadros importantes a deixar o DEM nesta época foram Indio da Costa, Guilherme Affif Domingos e Claudio Lembo (SP). O Democratas recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral contra a criação da nova sigla, solicitando a remissão dos mandatos - porém sem êxito.

Membros de outros partidos também aderiram ao PSD que se propunha mais que um novo partido do Centrão, e sim uma opção de centro alternativa ao PMDB. Isso porque todo o movimento de fundação do partido recebeu grande patrocínio do Governo Dilma Rousseff que buscou enfraquecer a oposição ao mesmo tempo que reduzia o poder do PMDB, seu principal aliado e segunda maior bancada na Câmara dos Deputados.[20][22] Assim, membros fundadores do PSD provieram principalmente do DEM, PMN, PP, PSDB e PMDB; como: Omar Aziz (PMN-AM), Otto Alencar (PP-BA), Robinson Faria (PMN-RN), Fábio Faria (PMN-RN), Sergio Petecão (PMN-AC), Rômulo Gouveia (PSDB-PB), Rogério Rosso(PMDB-DF), entre outros.[23]

Governo Dilma Rousseff[editar | editar código-fonte]

O governador Raimundo Colombo (PSD-SC) e presidente Dilma Rousseff (PT-RS) durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais vinculadas ao programa "Minha Casa Minha Vida" em Blumenau (SC).

Embora reunisse deputados advindos de diversos partidos, inclusive do DEM que compunha a oposição mais aguerrida ao Partido dos Trabalhadores, a bancada do PSD nasceu associada ao Governo Dilma Rousseff e seus parlamentares votavam de forma coesa em favor das diretrizes governistas.[24] A posição de Gilberto Kassab como presidente do partido era bastante favorável, pois sua interlocução junto ao PSDB era histórica: tinha sido conduzido à prefeitura de São Paulo na chapa de José Serra e mantinha importantes alianças aos tucanos no estado. Por outro lado, o contexto da criação do partido, bem como o alinhamento imediato da bancada junto ao governo estabelecem vínculos imediatos com o grupo petista. Como resultado, em seus primeiros anos o PSD foi intensamente cortejado tanto pelo Governo como pela oposição.[25][26]

O primeiro teste eleitoral do PSD foram as Municipais de 2012. Como o partido já nascera com 55 deputados federais, a terceira maior bancada do congresso nacional, dois senadores e dois governadores, polêmicas em torno das assinaturas para a fundação do partido e o ressentimento de muitas outras legendas com o Partido Social Democrático deflagraram intensos debates sobre o seu registro nacional no Tribunal Superior Eleitoral, tornando possível para que já em 2012 o partido recém-criado pudesse disputar as eleições municipais por todo o país.[27] A atribuição do fundo eleitoral também foi controversa, pois o partido fundado após o pleito de 2010 receberia apenas a quantia residual de 5% dos recursos do fundo, embora possuísse uma bancada muito mais numerosa. O PSD buscou emplacar a tese jurídica de que os votos nominais dos seus candidatos deveriam ser computados em seu favor na distribuição das quantias - tese essa acolhida pela Justiça Eleitoral.[24]

Presidente Dilma Rousseff (PT-RS) recebe o prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP), o senador Otto Alencar (PSD-BA) e a ministra Ideli Salvati (PT-SC).

Após o primeiro turno das eleições municipais de 2012, o PSD obteve 494 prefeituras, colocando-se como o quarto partido que mais ganhou prefeituras. Também elegeu 4.602 vereadores distribuídos pelo país e 418 vice-prefeitos. No Mato Grosso, o PSD se consolidou como o principal partido e em Santa Catarina como segundo maior partido. Na Bahia, conquistou 70 prefeituras.[27] No estado de São Paulo, o PSD fez aliança com o PT em 24 municípios e com os tucanos em 15.[25] O partido também elegeu o seu primeiro prefeito de capital, César Souza Júnior em Florianópolis (SC), além da prefeita Dárcy Vera em Ribeirão Preto (SP), Alexandre Kireeff em Londrina (PR) e Marco Bertaioli em Mogi das Cruzes(SP). O partido também chegou ao segundo turno em Blumenau (SC) e Joinville (SC).[28]

Logo após deixar a prefeitura de São Paulo, Kassab declarou apoio à reeleição de Rousseff e reiterou a integração do PSD à base do governo em junho, quando a onda de manifestações de rua derrubou a popularidade da petista. Ainda que tenha saído mal avaliado da prefeitura, à essa altura Kassab fundara um partido extremamente poderoso na política nacional, capaz de rivalizar com os peemedebistas. A presidente Dilma Rousseff buscou capitalizar esse poderio kassabista para prevenir sua dependência da bancada do PMDB - à época liderada por Eduardo Cunha (RJ) - na coalizão parlamentar.[29]

Durante as Eleições Gerais de 2014, o PSD aderiu à coligação "Com a Força do Povo" em favor da recondução de Rousseff. O PSD elegeu 2 governadores - Raimundo Colombo (SC) (este em primeiro turno) e Robinson Faria (RN) - e dois senadores - Omar Aziz (AM) e Otto Alencar (BA) -, mas Kassab foi derrotado na eleição para o Senado em São Paulo. Quanto à bancada na Câmara dos Deputados, consagrou-se como a 5ª força política nacional, somando 36 parlamentares. Entretanto, as eleições de 2014 não foram apenas sucessos para o jovem partido: o plano original de Kassab era que a legenda tivesse existência efêmera e após cerca de 2 anos iniciasse o processo de fusão com o Partido Socialista Brasileiro. Contudo, a possibilidade da manobra ser considerada ilegal pela Justiça Eleitoral adiou as conversas[24] e a morte prematura do presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE), com quem tais conversas se efetuavam,[24] sepultou o projeto.

Deputado Rogério Rosso (PSD-DF), presidente da Comissão Especial do impeachment, ao lado do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) fazendo a leitura do relatório final do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT-RS).

Durante o novo mandato de Dilma Rousseff, o PSD recrudesceu seu apoio ao governo na Câmara dos Deputados, inclusive sendo Kassab a única liderança alternativa a Eduardo Cunha capaz de dialogar com os políticos do baixo clero. Diante disso, o pessedista foi nomeado Ministro das Cidades, uma pasta repleta de obras e verbas para atender às demandas de prefeitos e vereadores e que ajudaria no projeto de fortalecimento do PSD. Durante as eleições internas na Câmara, a bancada do PSD apoiou o candidato do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ainda que suas chances fossem baixas, o que reforçou o comprometimento do partido com o Governo Dilma Rousseff.[29]

Mesmo diante do fortalecimento das investigações da Operação Lava-Jato e da pressão popular pela abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o PSD se manteve sólido na sustentação parlamentar do Governo.[30]No entanto, após o desembarque do PMDB e PP da coalizão no início de 2016, e a colocação em pauta do impedimento da petista, a fragilidade do governo foi ficando cada vez mais evidente. É nesse contexto que uma maioria favorável ao impeachment se instala dentro da bancada pessedista. Para conter essa tendência, inicialmente o partido opta por liberar a bancada, e elegeu-se o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (PSD-DF), como relator da Comissão Especial do impeachment. Logo cresce um distanciamento entre a permanência de Kassab no Ministério das Cidades e a vontade dos deputados pessedistas e, em abril de 2016, a bancada oficializa sua posição favorável ao impeachment. Kassab se afasta do Ministério às vésperas da votação, alegando ser necessário para proteger a coesão partidária e a soberania da decisão do grupo parlamentar.[31][32][33]

Governo Michel Temer[editar | editar código-fonte]

Uma vez concretizado o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff, o PSD embarcou na coalizão do Governo Temer. Inicialmente, buscava-se manter Kassab no Ministério das Cidades, mas fora o ministro realocado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.[34] O partido votou a favor da suspensão das denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB-SP).[35]

Gilberto Kassab (PSD-SP) enquanto Ministro da Ciência e Tecnologia, junto ao presidente Michel Temer (MDB-SP) durante a inauguração do acelerador de partículas Sirius.

Nas Eleições Municipais de 2016, o PSD aumentou em 9% o seu escore de 2012, atingindo a marca de 540 prefeitos e destronando o PT como terceira maior agremiação em número de prefeituras (atrás apenas do PMDB e PSDB). Foram eleitos também 4.617 vereadores. Pessedistas foram eleitos em duas capitais: Marquinhos Trad em Campo Grande (MS) e Luciano Cartaxo em João Pessoa (PB).[20]

Apesar de o PSD ter votado contra a cassação da presidência de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara, este fato se concretizou, e o líder da bancada do PSD, Rogério Rosso (DF), se lançou à disputa na eleição especial para o mandato tampão. No entanto, Rodrigo Maia (DEM-RJ) saiu vitorioso, derrotando o candidato pessedista. [20]

Além de Gilberto Kassab, o PSD também ocupou o Ministério da Fazenda com Henrique Meirelles (SP) que promoveu diversas reformas econômicas estruturais durante a sua estadia no Governo visando o controle das contas públicas, como a tentativa de reforma da previdência, que fracassou. O ministro da fazenda pessedista começa a articular a sua candidatura ao Planalto em 2018, como um candidato de centro. No entanto, tal plano vai de encontro à aliança com a chapa de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) que Kassab tentara construir, além de buscar aderir à coligação de João Dória (PSDB-SP) ao governo do estado, possivelmente indicando o seu vice. Por esse motivo, o ministro da fazenda se desfiliou da sigla e se juntou ao MDB, apresentando-se como o candidato do governo no pleito presidencial - o ex-pessedista regressaria ao partido em 2021.[36]

presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, presidente Michel Temer (MDB-SP) e o ministro da fazenda Henrique Meirelles (PSD-SP).

Para as Eleições Gerais de 2018, após consulta interna pormenorizada, o PSD decidiu integrar a coligação Para Unir o Brasil encabeçada pelo ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). À época, o tucano aparecia com baixa pontuação nas pesquisas, mas Kassab decidiu apoiá-lo mesmo assim, uma vez ser comum a volatilidade eleitoral quando o período de campanha se inicia efetivamente. Coligações com Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e Ciro Gomes (PDT-CE) foram descartadas pelo pessedista, por considerar que "propostas radicais não atendem o que precisa o Brasil" e que, para fazer frente ao avanço dessas candidaturas, seria necessária uma composição moderada.[37] Na negociação com Kassab, o PSDB abriu mão de lançar candidatos governo estaduais para apoiar nomes do PSD. Foi o caso do deputado Izalci Lucas, que abdicou da disputa no Distrito Federal em favor de Rogério Rosso. No Rio Grande do Norte, saiu da disputado o ex-governador tucano Geraldo Melo para apoiar a reeleição de Robinson Faria.[38]

Após a eleição, a bancada do PSD sofreu poucas alterações: perdeu um deputado, mas se manteve como 5ª maior força política na Câmara. Também elegeu 4 senadores: reconduziu Sérgio Petecão pelo Acre e promoveu Arolde de Oliveira (RJ), Angelo Coronel (BA) e Irajá Abreu (TO). Quanto aos governadores, elegeu Carlos Massa (vulgo Ratinho Júnior) no Paraná e Belivaldo Chagas no Sergipe.

Organização[editar | editar código-fonte]

Há cientistas políticos que consideram que a concretização da dissidência pessedista fora um reflexo da intensa centralização histórica que predominava no estatuto do Partido da Frente Liberal e depois no DEM. A adoção de uma estrutura descentralizada para o PSD lhe tem permitido coordenar e administrar conflitos entre diretórios regionais - como aquele que opôs o diretório do DEM de São Paulo ao DEM nacional e deu origem ao PSD - com maior sucesso que as demais legendas. Dessa forma, os pessedistas têm conseguido manter um grau de coesão interna acima da média brasileira. [39]

Ademais, sua história torna mais provável que o PSD como organização concilie os interesses de seus integrantes, não sendo apenas um veículo para os objetivos políticos de sua elite. Isso não significa que o PSD visa ser um partido de massas, mas apenas que as forças regionais existentes no partido têm suas demandas apreciadas e diligenciadas pela cúpula nacional do partido. Pode-se facilmente verificar essa dinâmica pela projeção de certas figuras como Omar Aziz (PSD-AM) e Raimundo Colombo (PSD-SC).[39]

Governadores atuais[editar | editar código-fonte]

Governadores atuais (2)
UF Governador Imagem
PR Ratinho Júnior Ratinho Júnior
SE Belivaldo Chagas Belivaldo Chagas

Parlamentares atuais[editar | editar código-fonte]

Senadores atuais (11)[11]
UF Senador
e Legislaturas
Imagem
AC Sérgio Petecão
54ª e 55ª
56ª e 57ª
Sérgio Petecão
AM Omar Aziz
55ª e 56ª
Omar Aziz
AP Lucas Barreto*
56ª e 57ª
Lucas Barreto
BA Angelo Coronel
56ª e 57ª
Angelo Coronel
BA Otto Alencar
55ª e 56ª
Otto Alencar
GO Vanderlan Cardoso*
56ª e 57ª
Vanderlan Cardoso
MG Antonio Anastasia*
55ª e 56ª
Antonio Anastasia
MG Carlos Viana*
56ª e 57ª
Carlos Viana
MG Rodrigo Pacheco*

56ª e 57ª

Senador Rodrigo Pacheco.jpg
MS Nelsinho Trad*
56ª e 57ª
Nelsinho Trad
MT Carlos Fávaro
56ª e 57ª
Carlos Fávaro
TO Irajá Abreu
56ª e 57ª
Irajá
Observações: Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos (em 2014 ou em 2018) por outros partidos. Carlos Fávaro (MT) foi candidato pelo PSD em 2018 e não se elegeu, mas assumiu em abril de 2020 após a cassação de uma senadora. Arolde de Oliveira (RJ) foi eleito pelo PSD em 2018, mas morreu de Covid-19 em outubro de 2020. Carlos Portinho (RJ) assumiu em seu lugar, mas deixou o PSD em dezembro do mesmo ano. O atual senador Lasier Martins (RS) esteve filiado ao PSD entre janeiro de 2017 e fevereiro de 2019. O então senador José Medeiros (MT) esteve filiado ao PSD entre março de 2016 e agosto 2017.
Deputados federais atuais (35)[12]
UF Deputado(a) UF Deputado(a)
AL Marx Beltrão² PA Júnior Ferrari²
AM Sidney Leite PE André de Paula
BA Antonio Brito³ PI Júlio César
BA Charles Fernandes+ PR Reinhold Stephanes Jr.+
BA José Nunes³ PR Sargento Fahur
BA Otto Alencar Filho PR Vermelho
BA Paulo Magalhães⁶+ RJ Jones Moura +
BA Sérgio Brito RJ Hugo Leal
CE Domingos Neto³ RJ Pedro Augusto+
ES Neucimar Fraga³+ RO Expedito Netto²
GO Francisco Júnior RR Haroldo Cathedral
MA Edilázio Júnior RS Danrlei Hinterholz³
MG Diego Andrade³ SC Darci de Matos
MG Misael Varella² SC Ricardo Guidi
MG Stefano Aguiar³ SE Fábio Mitidieri²
MS Fábio Trad³ SP Cezinha de Madureira
PA Éder Mauro² SP Marco Bertaiolli
PA Joaquim Passarinho²
Observações: Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados. Os números (a partir de 2) indicam a quantidade de mandatos exercidos no cargo. Em 2018, o PSD elegeu 34 deputados federais.[9] Ney Leprevost (PR) e Sandro Alex (PR) tornaram-se secretários estaduais no início de 2019. Fábio Faria (RN) tornou-se Ministro das Comunicações em junho de 2020. Alexandre Serfiotis (RJ) tornou-se prefeito de Porto Real em janeiro de 2021. Wladimir Garotinho (RJ) filiou-se ao PSD em março de 2019, mas tornou-se prefeito de Campos dos Goytacazes em janeiro de 2021.

Outros membros relevantes[editar | editar código-fonte]

Ex-membros relevantes[editar | editar código-fonte]

Movimento sindical[editar | editar código-fonte]

O PSD, através da setorial PSD Movimentos, é o setor com mais influência na direção da central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT), fundada em 2007 e também construída por outros partidos de centro e de direita.[40][41] Em 2011 o partido filiou o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) Ricardo Patah, que também é o presidente da central desde a fundação.[42] Os vices-presidentes da UGT Roberto Santiago e Enilson Simões de Moura (Alemão),[42] também são filiados ao partido,[43] bem como Gil dos Santos, presidente há 10 anos do Sindicato dos Motoboys de São Paulo e Região (SindimotoSP).[44]

Número de filiados[editar | editar código-fonte]

Data Filiados[8] Crescimento anual
dez/2011 131.157 Aumento 131.157 +100%
dez/2012 180.344 Aumento 49.187 +37,5%
dez/2013 191.585 Aumento 11.241 +6%
dez/2014 195.433 Aumento 3.848 +2%
dez/2015 254.509 Aumento 59.076 +30%
dez/2016 317.264 Aumento 62.755 +25%
dez/2017 323.503 Aumento 6.239 +2%
dez/2018 327.038 Aumento 3.535 +1%
dez/2019 330.181 Aumento 3.143 +1%
dez/2020 412.884 Aumento 82.703 +25%

Desempenho eleitoral[editar | editar código-fonte]

Eleições estaduais[editar | editar código-fonte]

Participação e desempenho do PSD nas eleições estaduais de 2018[45]
  Candidatos majoritários eleitos (12 governadores e 24 senadores).

Em negrito estão os candidatos filiados ao PSD durante a eleição.
Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PSD compôs.
Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores.
Não estão listados os futuros suplentes empossados.

UF Candidatos(as) a Governador(a) e a Vice Candidatos(as) a Senadores(as) Coligação majoritária
(governo e senado)
Deputados(as) federais eleitos(as) — 146 Deputados(as) estaduais eleitos(as) — 234
AC Gladson Cameli (PP) Márcio Bittar (MDB) PSD / PP / MDB / PSDB / DEM / SD / PR / PTB / PMN / PTC / PPS 2 MDB, 1 PSDB, 1 DEM, 1 SD 3 MDB
Major Rocha (PSDB) Sérgio Petecão (PSD)
AL Renan Filho (MDB) Renan Calheiros (MDB) PSD / MDB / PR / PT / PCdoB / PTB / PDT / PHS / PV / DC / PODE / PRP / PMB / PPS / PRTB / PMN / Avante Marx Beltrão (PSD)
1 PR, 1 PTB, 1 MDB, 1 PT
Gilvan Barros Filho (PSD),
Yvan Beltrão (PSD)
+ 6 MDB, 1 SD, 1 PTB
Luciano Barbosa (MDB) Maurício Quintella Lessa (PR)
AM Omar Aziz (PSD) Plínio Valério (PSDB) PSD / PSDB / PRB / DEM / PTC / Patriota Sidney Leite (PSD)
+ 2 PRB
Josué Neto (PSD)
Ricardo Nicolau (PSD)
+ 1 DEM, 1 PRB
Arthur Bisneto (PSDB)
AP Davi Alcolumbre (DEM) Randolfe Rodrigues (REDE) PSD / DEM / PP / REDE / PSDB / PSC / PODE / PPL / SD / Avante / Patriota 1 PSDB, 1 PP Edna Auzier (PSD)
+ 1 SD
Silvana Vedovelli (PP) Sebastião Bala Rocha (PSDB)
BA Rui Costa (PT) Jacques Wagner (PT) PSD / PT / PP / PDT / PODE / PSB / PCdoB / PR / PRP / PMB / PMN / PROS / PTC / Avante Antonio Brito (PSD),
José Nunes (PSD),
Otto Alencar Filho (PSD),
Sérgio Brito (PSD)
+ 8 PT, 4 PP, 2 PSB, 2 PCdoB, 2 PR, 1 PODE
Adolfo Menezes (PSD),
Alan Castro (PSD),
Alex da Piatã (PSD),
Diego Coronel (PSD),
Eduardo Alencar (PSD),
Ivana Bastos (PSD),
Jusmari Oliveira (PSD),
Mirela Macedo (PSD),
Rogério Andrade Filho (PSD)
+ 10 PT, 7 PP, 4 PSB, 3 PDT, 1 PR, 1 PRP, 1 PODE, 1 Avante
João Leão (PP) Angelo Coronel (PSD)
CE apoio informal a Camilo Santana (PT)[46] Eunício Oliveira (MDB) PT / PDT / PP / PSB / PR / PTB / DEM / PCdoB / PPS / PRP / PV / PMN / PPL / PRTB / PMB / Patriota Domingos Neto (PSD)
1 MDB, 1 SD
Érika Amorim (PSD),
Patrícia Aguiar (PSD)
+ 4 MDB, 2 SD, 1 PRB
apoio informal a Izolda Cela (PDT)[46] Alberto Bardawil (PODE)
DF Rogério Rosso (PSD) Cristovam Buarque (PPS) PSD / PRB / PSC / SD / PODE / PPS 1 PRB, 1 PPS Robério Negreiros (PSD)
+ 1 PODE
Egmar Tavares (PRB) Fernando Marques (SD)
ES Renato Casagrande (PSB) Marcos do Val (PPS) PSD / PSB / PSDB / DEM / PPS / PCdoB / PV / DC / SD / PP / PTC / PDT / PPL / PRP / PSC / PHS / PROS / Avante 1 PDT, 1 DEM Enivaldo dos Anjos (PSD)
+ 1 PDT, 1 DEM
Jacqueline Moraes (PSB) Ricardo Ferraço (PSDB)
GO José Eliton (PSDB) Vanderlan Cardoso (PP) PSD / PSDB / PPS / PSB / PTB / SD / PV / NOVO / REDE / Avante / Patriota Francisco Júnior (PSD)
+ 1 PR, 1 SD, 1 PSB, 1 PSDB
Lucas Calil (PSD),
Wilde Cambão (PSD)
+ 1 PTB
Raquel Teixeira (PSDB) Marconi Perillo (PSDB)
MA Roseana Sarney (MDB) Edison Lobão (MDB) PSD / MDB / PV / PSC / PRP / PMB Edilázio Júnior (PSD)
+ 2 MDB
3 PV, 2 MDB
Ribinha Cunha (PSC) Sarney Filho (PV)
MG Antonio Anastasia (PSDB) Rodrigo Pacheco (DEM) PSD / PSDB / PTB / DEM / SD / PPS / PMN / PSC / PP / PTC / PMB / Patriota Diego Andrade (PSD),
Misael Varella (PSD),
Stefano Aguiar (PSD)
+ 5 PSDB, 2 PP, 1 SD, 1 DEM
Cássio Soares (PSD),
Duarte Bechir (PSD),
Leandro Genaro (PSD),
Wilson Batista (PSD)
+ 7 PSDB, 1 PPS, 1 DEM, 1 PP
Marcos Montes (PSD) Dinis Pinheiro (SD)
MS Reinaldo Azambuja (PSDB) Nelsinho Trad (PTB) PSD / PSDB / DEM / PPS / PP / PMB / PSB / PTB / PSL / PROS / PMN / SD / Avante / Patriota Fábio Trad (PSD)
+ 2 PSDB, 1 DEM
Londres Machado (PSD)
+ 1 Patriota
Murilo Zauith (DEM) Marcelo Miglioli (PSDB)
MT Mauro Mendes (DEM) Jayme Campos (DEM) PSD / DEM / PDT / PSC / MDB / PMB / PHS / PRP / PTC 2 MDB Nininho (PSD)
+ 3 MDB, 2 DEM, 2 PSC, 1 PDT
Otaviano Pivetta (PDT) Carlos Fávaro (PSD)
PA Helder Barbalho (MDB) Jader Barbalho (MDB) PSD / MDB / PR / PP / PRB / PSC / PTB / PROS / PODE / PSL / PHS / DC / PMB / PTC / Avante / Patriota Éder Mauro (PSD),
Joaquim Passarinho (PSD),
Júnior Ferrari (PSD)
+ 2 MDB, 2 PTB, 1 PR, 1 PRB
Gustavo Sefer (PSD),
Michele Begot (PSD),
Paula Gomes (PSD)
+ 6 MDB, 1 DC
Lúcio Vale (PR) Zequinha Marinho (PSC)
PB Lucélio Cartaxo (PV) Daniella Ribeiro (PP) PSD / PSDB / PP / PSC / PV / SD / DC / PRTB / PHS / PTC / PSL / PPL 3 PSDB Manoel Ludgério (PSD)
+ 3 PSDB, 2 PP, 1 PSC
Michele Rodrigues (PSDB) Cássio Cunha Lima (PSDB)
PE Armando Monteiro (PTB) Mendonça Filho (DEM) PSD / PTB / PODE / PSDB / DEM / PSC / PR / PPS / PRB / PSL / PHS / DC / PMB André de Paula (PSD)
+ 5 PSB, 1 MDB, 1 PCdoB
Joaquim Lira (PSD),
Rodrigo Novaes (PSD),
Romário Dias (PSD)
+ 11 PSB, 1 MDB
Fred Ferreira (PSC) Bruno Araújo (PSDB)
PI Wellington Dias (PT) Ciro Nogueira (PP) PSD / PT / MDB / PP / PR / PCdoB / PRTB / PTB / PDT Júlio César (PSD)
+ 2 PT, 2 PP, 1 PR, 1 PDT, 1 MDB
Georgiano Neto (PSD)
+ 6 MDB, 5 PT, 5 PP, 3 PR, 2 PTB, 1 PDT, 1 PRTB
Regina Sousa (PT) Marcelo Castro (MDB)
PR Ratinho Júnior (PSD) Oriovisto Guimarães (PODE) PSD / PODE / PSC / PR / PPS / PRB / PHS / PV / Avante Ney Leprevost (PSD),
Sandro Alex (PSD),
Sargento Fahur (PSD),
Vermelho (PSD)
+ 3 PR, 1 PSC, 1 PODE, 1 PPS
Cobra Repórter (PSD),
Delegado Recalcatri (PSD),
Francisco Bührer (PSD),
Guto Silva (PSD),
Marcio Nunes (PSD),
Mauro Moraes (PSD)
+ 4 PSC
Darci Piana (PSD)
RJ Indio da Costa (PSD) Arolde de Oliveira (PSD) nenhuma Alexandre Serfiotis (PSD),
Flordelis (PSD),
Hugo Leal (PSD)
Delegado Carlos Augusto (PSD),
Jorge Felippe Neto (PSD),
Rosane Felix (PSD)
Zaqueu Teixeira (PSD)
RN Robinson Faria (PSD) Geraldo Melo (PSDB) PSD / PSDB/ PTB / PR / PPS / PRB / PMB / PTC / PSB / PRP / PROS / Avante Fábio Faria (PSD)
1 PTC, 1 PR, 1 PSB
Galeno Torquato (PSD),
Vivaldo Costa (PSD)
+ 5 PSDB, 1 PR, 1 PROS
Tião Couto (PRB)
RO Expedito Júnior (PSDB) Marcos Rogério (DEM) PSD / PSDB / DEM / PRB / PR / Patriota Expedito Netto (PSD)
+ 1 PSDB
Adailton Fúria (PSD)
+ 1 PSDB, 1 DEM
Maurício de Moraes (PSDB) Edésio Fernandes (PRB)
RR Anchieta Júnior (PSDB) Chico Rodrigues (DEM) PSD / PSDB / DEM / MDB / SD / PPS / DC Haroldo Cathedral (PSD)
+ 1 SD
ninguém
Abel Galinha (DEM) Romero Jucá (MDB)
RS José Ivo Sartori (MDB) Beto Albuquerque (PSB) PSD / MDB / PSC / PR / PSB / PMN / PRP / PTC / Patriota Danrlei Hinterholz (PSD) Gaúcho da Geral (PSD)
+ 2 PR
José Paulo Cairoli (PSD) José Fogaça (MDB)
SC Gelson Merisio (PSD) Esperidião Amin (PP) PSD / DEM / PP / PCdoB / PDT / PRB / PSC / PSB / PV / SD / PODE / PROS / PHS / PRP / PPL Darci de Matos (PSD),
Ricardo Guidi (PSD)
+ 1 PP
Ismael dos Santos (PSD),
Júlio Garcia (PSD),
Kennedy Nunes (PSD),
Marlene Fengler (PSD),
Milton Hobus (PSD)
+ 3 PP, 1 PSC
João Paulo Kleinübing (DEM) Raimundo Colombo (PSD)
SE Belivaldo Chagas (PSD) Rogério Carvalho (PT) PSD / PT / PCdoB / MDB / PP / DC / PHS Fábio Mitidieri (PSD)
+ 1 PP, 1 MDB, 1 PT
Adailton Martins (PSD),
Goretti Reis (PSD),
Jeferson Andrade (PSD),
Maisa Mitidieri (PSD)
+ 3 MDB, 2 PT
Eliane Aquino (PT) Jackson Barreto (MDB)
SP João Dória (PSDB) Mara Gabrilli (PSDB) PSD / PSDB / DEM / PRB / PP / PTC Cezinha de Madureira (PSD),
Marco Bertaiolli (PSD)
+ 6 PSDB, 5 DEM, 4 PP
Alex de Madureira (PSD),
Marta Costa (PSD)
+ 8 PSDB, 7 DEM, 6 PRB, 4 PP
Rodrigo Garcia (DEM) Ricardo Tripoli (PSDB)
TO Márlon Reis (REDE) Irajá Abreu (PSD) PSD / REDE / PV / PTB / PCdoB / PT / PDT / PRTB 1 PT 2 PV
José Geraldo (PTB) Paulo Mourão (PT)

Eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Imagem Candidato(a) a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos Posição
2014
Dilma Rousseff 2011.jpg
Dilma Rousseff

(PT)

Michel Temer

(PMDB)

Com a Força do Povo
(PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB)
54.501.118 (51,64%)
2018
Geraldo Alckmin em agosto de 2017.jpg
Geraldo Alckmin

(PSDB)

Ana Amélia

(PP)

Para Unir o Brasil
(PSDB, PP, PR, PRB, PSD, Solidariedade, DEM, PTB e PPS)
5.096.350 (4,76%)

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Pandemia de COVID-19[editar | editar código-fonte]

O partido reúne quadros que desde o início da Pandemia de COVID-19 no Brasil defendem ou promovem o uso de medicamentos sem comprovação de eficácia para a Covid-19. Em abril de 2020, o deputado paranaense Reinhold Stephanes Junior defendia tal medida na Câmara Federal.[47] No mesmo mês no Paraná, o governador Ratinho Júnior passou a distribuir a cloroquina, seguindo a recomendação do Ministério da Saúde ocorrida depois da exoneração de Nelson Teich.[48] Em outubro o então senador pelo partido Arolde de Oliveira (RJ), defensor do uso de cloroquina e crítico ao isolamento social, morreu de Covid-19.[49] Em fevereiro de 2021, a prefeitura de Chapecó (SC), dirigida pelo PSD, intensificou a distribuição desses medicamentos, em meio ao colápso do sistema de saúde.[50] Em março a vereadora de Porto Alegre (RS) Cláudia Araújo defendeu o uso de tais drogas, mesmo admitindo não saber se elas são eficazes.[51]

Também há controvérsias na atuação e gestão da pandemia. O deputado federal Éder Mauro (PA) costuma participar sem máscara de aglomerações em Belém, contra a quarentena e a favor do presidente.[52][53][54] Em abril de 2020, o então vereador e futuro candidato a prefeito de Porto Alegre (RS) Valter Nagelstein publicou um vídeo ironizando um funeral de mortos pela doença.[55] Em julho, o prefeito de Belo Horizonte (MG) Alexandre Kalil, disse não haver solução para ônibus lotados durante a pandemia.[56] Em setembro, no município de Custódia (PE), o prefeito Manuca (PSD) promoveu um desfile com aglomeração.[57] Em Nhamundá (AM) o PSD realizou uma convenção que lotou uma quadra de esportes.[57] Em março de 2020, mesmo no pior momento da pandemia no Paraná, o governador Ratinho Júnior manteve o decreto com restrições mais brandas.[58] Em Porto Alegre, também no pior momento da pandemia, a câmara aprovou a lei de autoria da vereadora Cláudia Araújo que tornou essenciais as atividades de escolas privadas de educação infantil da cidade.[59] Em abril, o STF negou o pedido do PSD de derrubar o decreto estadual de SP que proibiu cultos presenciais em templos e igrejas.[60] O presidente do PSD também disse à imprensa que não concorda com a realização de uma CPI para investigar a conduta do governo Bolsonaro durante a pandemia, apesar de considerar que o mesmo errou em menosprezar a crise sanitária.[61] Também nesse mês, o prefeito de Hortolândia/SP e membro do PSD Angelo Perugini foi outra vítima da doença.[62]

Referências

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  62. «Prefeito de Hortolândia (SP) morre por Covid-19 após dois meses na UTI». Folha de S. Paulo. 1 de abril de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]