Blumenau

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Município de Blumenau
"Blu"
"Bnu"
"Cidade Jardim"
"Pequena Alemanha"
"Capital da Cerveja[1]""
Centro da cidade visto da confluência do Ribeirão Garcia com o Rio Itajaí-Açu

Centro da cidade visto da confluência do Ribeirão Garcia com o Rio Itajaí-Açu
Bandeira de Blumenau
Brasão de Blumenau
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 2 de setembro de 1850 (166 anos)
Gentílico blumenauense
Lema Pro Sancta Catharina Et Brasilia
(Por Santa Catarina e Pelo Brasil)
Prefeito(a) Napoleão Bernardes Neto (PSDB)
Localização
Localização de Blumenau
Localização de Blumenau em Santa Catarina
Blumenau está localizado em: Brasil
Blumenau
Localização de Blumenau no Brasil
26° 54' 32" S 49° 04' 20" O26° 54' 32" S 49° 04' 20" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Vale do Itajaí IBGE/2008[2]
Microrregião Blumenau IBGE/2008[2]
Região metropolitana Vale do Itajaí
Municípios limítrofes Massaranduba, Jaraguá do Sul, Botuverá, Guabiruba, Indaial, Pomerode, Luiz Alves e Gaspar
Distância até a capital 130 km
Características geográficas
Área 519,837 km² (BR: 2380º)[3]
População 334 002 hab. (SC: 3°) –  IBGE/2014[4]
Densidade 642,51 hab./km²
Altitude 21 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,806 muito alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 10 927 079 mil (BR 60º) – IBGE/2012[6]
PIB per capita R$ 34 564 16 IBGE/2012[6]
Página oficial
Prefeitura www.blumenau.sc.gov.br

Blumenau é um município brasileiro do estado de Santa Catarina, Região Sul do país. Localiza-se na microrregião homônima e na Mesorregião do Vale do Itajaí. É a cidade-sede da região metropolitana do Vale do Itajaí. É a terceira cidade mais populosa do estado, a 11ª da Região Sul do Brasil, a 78ª do Brasil e a única cidade média-grande de Santa Catarina, constituindo um de seus principais polos industriais, tecnológicos e universitários.

Foi fundada pelo filósofo e farmacêutico alemão Hermann Bruno Otto Blumenau, que chegou em um barco via Rio Itajaí-Açu acompanhado de outros dezessete colonos compatriotas. Este desembarcou à foz do Ribeirão Garcia em 2 de setembro de 1850 e dividiu o território em lotes para que os colonos pudessem edificar suas moradias, majoritariamente casas feitas com a técnica construtiva enxaimel. O intervalo ocupado entre as fozes dos ribeirões Velha e Garcia definiu o atual centro da cidade.

Possui uma agenda cultural focada nas festas baseadas no cotidiano e hábitos dos imigrantes europeus, destacando-se a colonização alemã, com a Oktoberfest, a segunda maior festa de cerveja do mundo, que, todos os anos em outubro, acontece durante 17 dias,[7] e o stammtisch, tradicional reunião de associações na Rua 15 de Novembro. O núcleo italiano da população realiza a Festitália, além de ainda ocorrerem reuniões do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) e diversas outras manifestações das culturas europeia e brasileira. Apesar de ser minoritário, o turismo comercial acha seu nicho na Texfair, feira têxtil reconhecida mundialmente.[8]

Blumenau tem destaque nacional em diversos setores da economia, sobressaindo-se informática e particularmente indústria têxtil — com empresas de porte nacional e internacional, como a Companhia Hering, a 16º maior do estado,[9] e a maior produtora de etiquetas do mundo, Haco.[10] Nota-se também a relevância regional do setor de serviços e comércio; nomeadamente saúde e educação, com seus cinco hospitais e a universidade de Blumenau, além de abrigar três shopping centers,Blumenau conta com um dos maiores índices de desenvolvimento humano do Brasil e uma cobertura vegetal crescente, sediando o Parque das Nascentes, maior parque natural municipal do país, e o Parque Nacional da Serra do Itajaí.[carece de fontes?]

Etimologia

Como se verificará em demais vezes nesse artigo, a designação do município é uma homenagem ao seu fundador. Factualmente, em 1849, Hermann Blumenau, que nasceu em 26 de dezembro de 1819, em Hasselfelde, na Alemanha, procurador da Sociedade Protetora dos Imigrados, ali veio acompanhado de Ângelo Dias, um caboclo que conhecia a região e que guiou o fundador da cidade. Concordou em povoar o terreno, tendo obtido do presidente da Província de Santa Catarina uma doação de duas léguas cúbicas, desde Ribeirão Garcia, edificando um engenho e certos barracos. Depois, rumou para a Alemanha, retornando em 2 de setembro de 1850, com os demais 17 imigrantes trazidos por Hermann Blumenau, que chegaram com disposição para enraizar e construir a cidade, atual e imenso polo de desenvolvimento.[11]

História

Ver artigo principal: História de Blumenau

Origens e povoamento

Até o século XVI, a região atualmente ocupada pelo município era habitada pelos índios carijós e xokleng. Estes foram escravizados em massa pelos colonos portugueses de São Vicente.[12] A história de Blumenau, uma das cidades com melhor índice de desenvolvimento humano de Santa Catarina e do Brasil, é resultado da vinda de imigrantes alemães que se estabeleceram em terras de fertilidade da Mata Atlântica. Em quase cem anos, os alemães construíram Blumenau, um centro de desenvolvimento econômico e social dinâmico e conhecido em todo o Brasil.[13]

Hermann Bruno Otto Blumenau, fundador da cidade.

O município é resultado, primeiramente, do imigrante que aí se radicou. Depois, do trabalho do doutor em filosofia e farmacêutico amador, Hermann Blumenau, de quem a cidade recebeu o nome.[13]

Tendo interesse pelos problemas enfrentados pelos imigrantes europeus, em 1845 se entendeu com a Sociedade de Proteção aos Imigrantes Alemães e rumou ao Brasil, objetivando instalar novas colônias e, ao mesmo tempo, fazer a verificação da situação das que já existiam. Deslocou-se pelo Rio Grande do Sul, e em seguida, em Santa Catarina, onde fez uma visitação à colônia alemã de São Pedro de Alcântara. Ciente de comentários a respeito do vale do Itajaí, explorou-o detalhadamente, associando ao seu compatriota Ferdinand Hackradt, já que a Sociedade acima mencionada se dissolveu.[13]

Percorreram o rio Itajaí serra acima a bordo de canoas, conduzidos pelo caboclo Ângelo Dias. Após três dias viajando, atingiram a desembocadura dos ribeirões Garcia e Velha. Foi a região cuja colonização foi decisiva para o povoamento inicial da cidade que leva o sobrenome de seu fundador.[13] Depois da tomada de certas precauções, rumou para a Alemanha, para buscar colonizadores. E em 2 de setembro de 1850, Hermann Blumenau chegou na zona que ele escolheu, com os dezessete imigrantes iniciais. A este momento, já se dissolveu a sociedade feita entre Hermann Blumenau e Ferdinand Hackradt. Assim, Blumenau começou a ser povoada. Porém, os obstáculos foram grandes e Hermann solicitou a ajuda do governo imperial. Pedro II do Brasil adquiriu por pagamento em contos de réis a colônia e indicou-o diretor da mesma, em 1860.[13] A despeito das enchentes, das brigas no sertão selvagem, com os animais e mesmo com os indígenas, por obra do Dr. Blumenau, e dos imigrantes dispostos a entrar continuamente em quantidades mais numerosas, a colônia prosperou, mas não sem conflitos com os habitantes originais da região. Blumenau era habitada pelos índios xoclengues, que tiveram suas terras invadidas pelos imigrantes, originando vários conflitos, dos quais os índios saíram perdedores.[13][14][15] Por uma série de anos somente existia um só meio de transporte: o rio Itajaí, por onde navegaram canoas e navios de menor tamanho.[13]

Blumenau também recebeu muitos imigrantes italianos, o que originou conflitos entre estes e os colonos alemães. Os italianos eram quase todos católicos, enquanto muitos dos alemães de Blumenau eram luteranos. Além do mais, os italianos foram assentados em lotes periféricos e montanhosos, enquanto os alemães ocupavam as melhores terras.[16]

Formação administrativa e história recente

Blumenau se elevou à categoria de distrito em 1873.[13] É importante neste contexto a menção, de que, no tempo da Guerra do Paraguai, houve um grande número de moradores em Blumenau que foram apresentados como voluntários e rumaram para a guerra, defendendo o país que adotaram como sua nova residência.[13]

No dia 4 de fevereiro de 1880, criou-se o município de Blumenau, composto de cerca de 13 000 moradores.[13] A instalação do município de Blumenau data de 10 de janeiro de 1880. Foi desmembrado de Itajaí.

Em 1881, apareceu o primeiro jornal, o Blumenauer Zeitung que, sem interrupção, ficou em circulação até os últimos dias de 1938.[13]

Dentre os imigrantes chegaram pessoas famosas, como o estudioso e biólogo, que colaborou com as ideias de Charles Darwin, o senhor Fritz Müller.[13] E é essa a Blumenau da atualidade: com os produtos manufaturados; com sua natureza, suas edificações, suas casas (muitas inteiramente inspiradas pela arquitetura alemã) de enormes jardins, o avanço da educação, dispondo, também de universidade, sua emissora de televisão e atrativos de qualquer tipo.[13]

Desmoronamento no Morro do Centenário em 2008

O município é pertencente à Mesorregião do Vale do Itajaí (o rio que cruza a cidade, servindo-a de enfeite) e sua área é de 519,8 km². Porém, de sua velha extensão territorial foram apartados mais de dez municípios. Blumenau é sede de uma série de acontecimentos históricos e muitas de suas características podem ser encontradas em mais de dez cidades do Vale do Itajaí. Sua população é de 334 002 habitantes. Além do distrito-sede, há outros dois: Vila Itoupava e Grande Garcia.[13]

A maioria dos imigrantes originais é proveniente de pequenas aldeias alemãs, como Pahnstangen, na Turíngia.[17]

Nos últimos anos, Blumenau passa por um processo de revitalização de suas principais ruas, seguindo padrões estéticos, com a utilização de paver com piso tátil para deficientes visuais e mobiliários padronizados. Iniciou-se com a Rua 15 de Novembro, logo a Beira-Rio e, em 2008, a Rua Amazonas e a Rua Curt Hering.[18]

Ainda em 2008, a rápida ascensão do nível do Rio Itajaí-Açu devido aos dias de chuva constante na região, em um aumento de 350 por cento em comparação com o ano anterior,[19] provocaram alagamentos e desmoronamentos em diversas partes da cidade.[20] As aulas foram suspensas e o ano letivo terminado antecipadamente,[21] enquanto o serviço de ônibus, temporariamente paralisado devido a interrupções no percurso,[22] voltou a funcionar poucos dias depois.[23] Após ter decretado estado de emergência dois dias antes,[24] o prefeito Kleinübing decretou estado de calamidade pública em 24 de novembro.[25][26] O nível do Itajaí-Açu se encontra em declínio, tendo chegado a 11,52 m na madrugada de 23 de novembro.[27][28] Vinte e quatro pessoas morreram em um total de 50 mil pessoas que foram atingidas pela enchente no município.[29] Após dois dias sem chuvas, novo temporal provocou novos deslizamentos de terra e inundou parcialmente o centro histórico da cidade em 3 de dezembro.[30] Com o final das chuvas, Blumenau começou a receber ajuda do governo do Estado para a reconstrução de ruas e pontes afetadas.[31]

Geografia

Parte do centro de Blumenau
Vista da Beira-Rio
Ver artigo principal: Geografia de Blumenau

O município de Blumenau está localizado no nordeste de Santa Catarina, no chamado Médio Vale do Itajaí, região pertencente ao Vale do Itajaí. Possui uma área de 519,8 quilômetros quadrados, sendo 206,8 km² (39,8%) de área urbana e 313,0 km² (60,2%) de área rural, e apresenta as coordenadas geográficas 26° 55' 08" Latitude Sul e 49° 03' 57" Longitude Oeste. Os municípios limítrofes de Blumenau são Jaraguá do Sul ao norte, Massaranduba a nordeste, Pomerode ao oeste, Indaial a sudoeste, Luiz Alves e Gaspar ao leste, e Botuverá e Guabiruba ao sul. Está a 130 km da capital Florianópolis,[32] por via asfáltica, e 90,4 km em linha reta.[33] A cidade é banhada pelo Rio Itajaí-Açu e propensa a enchentes,[34] constantes na história do município, inclusive tendo protagonizado algumas de repercussão nacional, como as enchentes de 1983-1984[35] e 2008.[36]

Blumenau possui um relevo muito acidentado, caracterizado por serras na região sul, vales na região norte e ribeirões, como o Ribeirão Garcia e o Ribeirão da Velha. Um dos pontos culminantes mais conhecidos da cidade é o Morro Spitzkopf, com aproximadamente 940 metros de altura, porém o ponto mais alto da cidade é o Morro Loewski com cerca de 980 metros, seguido do Morro Santo Antônio com 970 metros — todos os três situados na Zona Sul de Blumenau e Serra do Itajaí. A altitude média é de 21 metros acima do nível do mar.[32]

Clima

O município de Blumenau pertence à zona climática designada pela letra C, com o tipo climático Cfa, segundo a classificação do clima de Köppen. Tal tipo climático se caracteriza por ser um clima subtropical úmido. A temperatura média anual é de cerca de 20 °C e a pluviosidade média é de 1 540 mm/ano, sendo fevereiro o mês mais chuvoso e julho o mais seco. A média do mês mais quente é de 26 °C e a média do mês mais frio de 16 °C, estando a temperatura média anual em torno de 20 °C.[37]

Blumenau apresenta verões quentes, com temperaturas podendo alcançar os 40 °C, e invernos entre amenos a frios. Já houve vários casos de temperaturas negativas, com geada e neve, tal qual em 1984 num dos pontos mais altos do município, o Morro do Cachorro,[38] onde existem também registros não-oficiais de temperatura mínima de -6°C.[39] Bem como recentemente em 22 e 23 de julho de 2013 com média intensidade de neve em determinadas áreas da cidade. Eventuais enchentes e estiagens atingem a cidade, prejudicando sua economia e a população.[carece de fontes?]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Blumenau Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29,3 28,9 27,6 25,7 23 21,3 21,1 21,5 22,5 24,1 26,3 27,6 24,9
Temperatura média (°C) 24,7 24,4 23 20,9 18,1 16,4 16,1 16,9 18,3 20 22 23,1 20,3
Temperatura mínima média (°C) 20,2 20 18,5 16,2 13,2 11,5 11,1 12,3 14,2 16 17,7 18,6 15,8
Precipitação (mm) 187 190 145 109 99 103 76 106 128 142 116 139 1 540
Fonte: Climate-Data.org[37]

Política

Administração

A administração se dá pelo poder executivo, poder legislativo e poder judiciário. O primeiro representante do poder executivo e prefeito do município foi José Henrique Flores Filho em 1883.

O prefeito de Blumenau, eleito em 2012 no segundo turno para o período 2013-2016, é Napoleão Bernardes, do partido PSDB. Teve 129.392 votos, o equivalente a 70,7% dos votos válidos.[40][41] De 2005 a 2012, João Paulo Kleinübing, do partido Democratas, foi Prefeito de Blumenau, eleito por 75.783 dos 173.931 votos válidos nas eleições de 2004[42] e 112.509 dos 176.696 votos válidos (63,67%) nas eleições de 2008.[43]

Locais de votação[44]
Zonas Locais Seções
3 552 66

O poder legislativo está na Câmara Municipal de Blumenau. Há a representatividade de quinze vereadores. O atual presidente é Mário Hildebrandt (PSD). O restante da composição é distribuída da seguinte maneira: uma cadeira do Partido Democrático Trabalhista (PDT); uma cadeira do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); uma cadeiras do Partido Progressista (PP); três cadeiras do Partido dos Trabalhadores (PT); duas cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e uma cadeira do Democratas (DEM), duas cadeiras do Partido Social Democrático (PSD), uma cadeira do partido Solidariedade (SD), uma cadeira do Partido da República (PR) e uma cadeira do Partido Popular Socialista (PPS).[45]

Símbolos oficiais

Blumenau possui três símbolos oficiais: o brasão, a bandeira e o hino.

O brasão blumenauense constitui-se de seis elementos. Ao topo, vê-se a depicção da fachada de um castelo reproduzida várias vezes, com suas ameias em destaque, símbolo de municipalidade. Logo abaixo, estão representadas as províncias germânicas das quais vieram o maior número de contingente populacional para colonizar o município, além de na parte central constar símbolos nacionais e estaduais, simbolizando a mistura entre Brasil e Alemanha. Ao lado esquerdo do brasão, encontra-se uma representação do doutor Blumenau a partir de imagens de arquivo. Ao lado direito, encontra-se um machadeiro, simbolizando os primeiros colonos da cidade. Abaixo deles, uma roda dentada de engrenagem remete à grande indústria blumenauense, principal atividade do município. Por fim, a fita por cima da roda dentada apontando fidelidade ao estado e ao país.[46]

A bandeira de Blumenau trata-se do brasão da cidade inserido em um círculo amarelo que, por sua vez, encontra-se centralizado sobre quatro listras vermelhas e três listras brancas em um retângulo. As cores da bandeira representam as cores de fitas e laços com as quais as mulheres blumenauenses enfeitaram a bandeira imperial que os 56 voluntários de Blumenau levaram consigo para a Guerra do Paraguai, em 1865.[47]

O hino da cidade, simplesmente intitulado "Hino de Blumenau", foi instituído pela Lei Ordinária 5 514/00 em 22 de agosto de 2000 devido às comemorações dos 150 anos da cidade, e teve sua música composta por Edson Luis de Silva e letras por Márcio Volkmann.[48]

Divisão territorial

A divisão territorial urbana de Blumenau foi formalizada através da Lei nº 717 de 28 de abril de 1956, que gerou os primeiros 19 bairros oficiais da cidade, e desde então, sofreu diversas modificações,[49] com a última sendo em 2004. Atualmente, Blumenau possui 2 distritos, Vila Itoupava 26° 43' 26" S 49° 04' 08" O e Grande Garcia 26° 57' 46" S 49° 03' 58" O, e 35 bairros.[50]

Blumenau, em sua extensão máxima, chegou a possuir área de 10 610 km². Em 1930, Blumenau sofreu a perda de Rio do Sul. Cinco anos depois eram desmembrados Ibirama, Timbó, Gaspar e Indaial. Em 1936, foi a vez de Rodeio. Na época, os territórios eram bem maiores do que são hoje. Em 1948, Taió e Ituporanga se separaram de Blumenau. No início da década de 1960]], uma nova onda de desmembramentos criou 31 novos municípios.

Cidades-irmãs

Demografia

Histórico populacional
Censos Pop.  %±
1860 947 -
1880 15.000
1990 230.000
1991 212.025
1996 230.204
2000 261.808
2004 280.000
2006 298.603
2007 292.972
2008 296.151
2010 309.011
2013 329.082
2014 334.002
2015 338.876
(*) Estimativa Fonte - IBGE

A população total estimada em 2014, segundo dados do IBGE, era de 334.002 habitantes. [4] Blumenau é o terceiro município mais populoso do estado[58] A população urbana, em 2000, era de 241.943 pessoas (92,41%) e a população rural de 19.865 pessoas (7,59%). Em 2000, dos dois distritos que compõem o município, o de maior população era o distrito do Grande Garcia (39.283 habitantes). Dos 35 bairros de Blumenau, o mais populoso era a Itoupava Central, com 20.454 habitantes.[59] Em 2000 a população local representava 4,89% da população de Santa Catarina e 0,15% da do Brasil.[60]

Seguindo a colonização do município por imigrantes alemães, pouco mais da metade da população é constituída por descendentes de alemães.[61] Uma outra grande parcela da população possui ascendência italiana, uma vez que as cidades ao redor de Blumenau foram quase todas colonizadas por imigrantes italianos. Descendentes de portugueses também se fazem presentes, ainda que em um número mais modesto e muitos são de origem mista. No censo demográfico de 2010, a composição étnica do município era de 276 793 (89,57%) brancos, 25 945 (8,40%) pardos, 5 053 (1,64%) pretos, 897 (0,29%) amarelos e 323 (0,10%) indígenas.[62]

Quanto à qualidade de vida, o coeficiente de Gini, cálculo realizado para medir a desigualdade social, é de 0,51, sendo a mais imperfeita um e a mais perfeita zero. Segundo o PNUD, Blumenau apresenta um IDH geral de 0,855, considerado alto, e está na posição 5ª no ranking de desenvolvimento humano de Santa Catarina e 19ª no cenário brasileiro. A renda per capita está na 5ª posição, com um IDH de 0,797 - médio.[60]

Etnias

Cor/Raça Percentagem
Branca 89,57%
Parda 8,40%
Preta 1,64%
Amarelo 0,29%
Indígena 0,10%

Fonte: IBGE – Censo 2010 [63]


Religião

Religião Percentual Número
Católicos 67,97% 210 011
Evangélicos 25,7% 79 400
Sem Religião 2,71% 8 389
Espíritas 1,48% 4 568

Fonte: IBGE 2010.[64]

Idiomas

Segundo o recenseamento de 1927, do total de 98.663 habitantes de Blumenau, 53% declararam como língua materna a alemã, 28% a língua portuguesa, 16% a língua italiana, 2% as línguas polonesa e russa, e os restantes 1% as línguas francesa, holandesa, sueca e outras. A estatística demográfica de 1927 mostrou que 84% da população de Blumenau já era nascida no Brasil (83,6% em Santa Catarina), e apenas 16% era estrangeira.[65]

Por muitas décadas, o governo brasileiro ignorou os apelos dos moradores de Blumenau para a implantação de escolas públicas no município, o que forçou os próprios imigrantes a construírem escolas particulares, de modo que a educação escolar era feita em alemão, e não em português.[66]

Por volta de 1903, o município tinha 4.000 alunos matriculados em 112 escolas. Somente nas quatro escolas públicas as aulas eram ministradas exclusivamente em português. Em 81 escolas, as aulas eram exclusivamente em alemão. Cinco escolas ministravam aulas em alemão e português, quatro em alemão e polonês e uma em italiano e alemão. Em 1930, havia em Blumenau 55 escolas estaduais e 134 particulares, com cerca de 12.000 alunos. Naquela altura, o município tinha um notável desenvolvimento educacional, "não atingido por nenhum outro município do Estado e quiçá do país", nas palavras do prefeito Cândido de Figueiredo. O alemão era a língua corrente de Blumenau e mesmo quem não era de origem alemã tinha que aprender o idioma, visto que a língua alemã era essencial para as transações comerciais.[66]

O uso da língua alemã não era bem visto por certos membros do governo brasileiro e, a partir da década de 1910, passou a ser combatido pelas autoridades governamentais. Na década de 1910, começaram tentativas de eliminar o idioma, por meio de subsídios a escolas particulares que lecionassem somente em português. No livro Nacionalização do Vale do Itajaí, o militar Rui Alencar Nogueira, participante da campanha de nacionalização, classificava Blumenau como "uma cidade esquisita", porque a língua alemã era usada "sem constrangimentos", inclusive nas repartições públicas e completava: "parecia incrível que pudéssemos penetrar numa cidade, dentro do nosso próprio território, onde nos sentíssemos contrafeitos".[67] O mesmo sentimento foi compartilhado pela escritora cearense Rachel de Queiroz na crônica Olhos Azuis, publicada em 1949 na revista O Cruzeiro. A autora escreveu: "(...) a sensação que tem é de estar em país estrangeiro, e país estrangeiro inamistoso. E essa sensação nos é transmitida não só pela cor do cabelo e dos olhos dos habitantes, não só pelos nomes que se ostentam nas placas das lojas e dos consultórios, não só pelo estilo arquitetônico, é, antes e acima de tudo, pela fala daquela gente (...) fala mal, com sintaxe germânica, com uma pavorosa pronúncia germânica (...) Alguém tem que dar um jeito nesse problema enquanto ele não se vira drama".[68] [69]

Com a campanha de nacionalização, imposta na década de 1930 por Getúlio Vargas, as escolas germânicas foram fechadas. Falar línguas estrangeiras em público tornou-se crime. Em um contexto nacionalista, a língua portuguesa, para o Estado Novo, era a única língua nacional, e o uso de idiomas de imigrantes era uma "anomalia" a ser aniquilada.[70]

Como consequência da nacionalização, o uso da língua alemã passou a ficar limitado apenas à oralidade em Blumenau, uma vez que o seu ensino escolar foi aniquilado. Atualmente, a maioria dos alunos de Blumenau estudam em escolas públicas que ensinam exclusivamente em português. Algumas escolas particulares que ensinam em alemão foram reabertas na década de 1970, mas são em número reduzido e decrescente.[66]

Por falta de estudos sobre o tema, não se sabe quais dialetos alemães são ainda falados em Blumenau, embora o alemão usado no município "parece se aproximar muito da variedade padrão". Nas últimas gerações, tem-se observado o abandono do uso do alemão, sobretudo entre os jovens, que falam o idioma com dificuldade ou não o falam mais. Porém, na zona rural de Blumenau, o alemão permanece como a língua materna, uma vez que as crianças ainda chegam à escola com conhecimento do idioma.[66]

Economia

Vista do castelinho da Moellmann.

Apesar de figurar no quarto lugar entre as maiores economias de Santa Catarina, atrás de Joinville, Itajaí e Florianópolis, possui uma forte influência no estado, pois junto com Joinville e Itajaí, são os maiores centros industriais de Santa Catarina.[carece de fontes?]

A principal atividade econômica de Blumenau é a indústria têxtil, responsável por fabricantes de grande porte como a Cia. Hering, a Dudalina, a Karsten, e a Teka. Além de médias e pequenas empresas de destaque nacional. Devido a esse caráter da região, possui ainda empresas como a Haco Etiquetas, fazendo da cidade a maior produtora mundial de etiquetas. Blumenau se destaca ainda em outros setores industriais, como a metalúrgica, mecânica e de material elétrico, e é o maior pólo produtor de transformadores do Brasil. Consolidando sua economia diversificada. Outro setor de destaque é o de informática, sendo a cidade-sede do chamado Vale do software e pioneira do setor no estado, tendo muitos softwares líderes em seu segmento, alguns dos quais nascidos na Blusoft, incubadora de empresas do setor.[carece de fontes?]

Um mercado novo, mas em rápida expansão é a produção de cervejas artesanais, como a Eisenbahn e a Bierland.[71]

Conta com uma economia vigorosa, reforçada por um forte comércio, prestação de serviços e turismo de eventos, contando com feiras de projeção internacional, que geralmente são realizadas na Vila Germânica.[carece de fontes?]

Em 2005, a cidade teve uma exportação de produtos equivalente a US$ 395.959.436,00, representando 6,1% das exportações do estado.[72]

Turismo

A Secretaria de Turismo de Blumenau mantêm 4 roteiros turísticos englobando os diversos aspectos da cidade.

Para os turistas que chegam, a cidade oferece CATs (Centrais de Atendimento ao Turista) que disponibilizam informações e dicas de atrativos da cidade.

E além destes, outro atrativo são as festas, festivais e eventos do município, grande destaque para a Oktoberfest, Festitália, Stammtisch, o Festival Nacional de Danças Folclóricas (FESTFOLK) e a TexFair.[carece de fontes?]

Oktoberfest

Ver artigo principal: Oktoberfest de Blumenau

A Oktoberfest, cujo significado é festa de outubro, foi criada em 1984 para aumentar o ânimo da população que havia acabado de passar pelas maiores enchentes da história de Blumenau(1983/1984).[73] Inspirada na homônima Oktoberfest de Munique,[74] a Oktoberfest de Blumenau é uma das festas folclóricas mais populares do Brasil e segunda maior festa da cerveja do mundo. Suas principais atrações são o Concurso de Chope em Metro e os desfiles na Rua XV de Novembro.

Desfile noturno na Oktoberfest

Turismo ecológico

O turismo ecológico em Blumenau tem o nome de Roteiro de Natureza Fritz Müller, em homenagem ao cientista e naturalista de mesmo nome que morou e estudou a fauna e a flora da cidade. O roteiro inclui nove atrações e treze trilhas, com destaque para museus como o Museu de Ecologia Fritz Müller, que funciona na antiga casa do cientista e possui um caráter educativo quanto às questões ambientais, e o Museu da Água, onde pode-se ver todo o processo de purificação da água recolhida do Rio Itajaí-Açu, e todos os métodos utilizados na cidade durante a história; e parques ecológicos como o Parque Natural Municipal São Francisco de Assis, o Parque das Nascentes, a Nova Rússia e o Parque Ecológico Spitzkopf, apresentando trilhas que passam por entre áreas remanescentes de Mata Atlântica - além do último possuir um dos pontos culminantes de Blumenau, o morro Spitzkopf.[75]

Turismo histórico

Infraestrutura

Educação

A FURB é a única universidade da cidade. Seguindo uma tendência nacional, a partir dos anos 2000, Blumenau passou a contar com outras instituições de ensino superior, como a Uniasselvi, o Faculdade IBES, a FAE, o Faculdade SENAI, o Faculdade SENAC e o Instituto Federal Catarinense.[carece de fontes?]

O Censo Escolar do Inep aponta para um número total de 99.919 alunos matriculados em Blumenau durante o ano letivo de 2006, sem levar em consideração os estudantes do Ensino Superior.[76] Os alunos encontram-se assim distribuídos:

Distribuição dos alunos de Blumenau na rede escolar durante o ano letivo de 2006
Creches
4,04%
Pré-Escola
7,81%
Ensino Fundamental
41,91%
Ensino Médio
13,71%
Educação Profissional
4,43%
Educação Especial
0,69%
Supletivo
27,41%

Havia, ainda, 15.000 alunos matriculados no Ensino Superior em Blumenau no ano de 2005, segundo o IBGE.[77] Estes números desatualizados, somados ao número de alunos do Censo Escolar de 2006, leva-nos a um total de 115.289 estudantes em Blumenau, ou seja, 37,90% da população de acordo com a população estimada para o ano de 2007.[carece de fontes?]

Desse total, pouco mais de 7% dos alunos dos ensinos infantil, fundamental e médio encontram-se em escolas privadas. Já no ensino superior, aproximadamente 1/5 dos alunos encontram-se em instituições de ensino privadas.[carece de fontes?]

A Rede Municipal de Ensino de Blumenau, em específico, possui cento e trinta e três escolas e 38.849 alunos.[carece de fontes?]

Conta com um número total de 2.747 docentes nos Ensinos Pré-Escolar, Fundamental, Médio e Superior, segundo informações do IBGE para os anos de 2005 e 2006. O analfabetismo na cidade é de 3,3% entre a população.[60]

Na classificação do PNUD para a educação, Blumenau está na 8ª posição dos municípios de Santa Catarina, apresentando um IDH educacional de 0,945, considerado elevado.[60]

Nível de instrução da população em 2001
Pessoas com 10 ou mais anos de idade com menos de um ano de estudo / sem instrução
2,93%
Pessoas com 10 ou mais anos de idade com 1 a três anos de estudo
10,87%
Pessoas com 10 ou mais anos de idade com 4 a sete anos de estudo
38,83%
Pessoas com 10 ou mais anos de idade com 8 a dez anos de estudo
21,91%
Pessoas com 10 ou mais anos de idade com 11 a quatorze anos de estudo
19,15%
Pessoas com 10 ou mais anos de idade com quinze anos ou mais de estudo
6,31%

Transporte

Rodoviária de Blumenau

Inaugurado em 4 de fevereiro de 1980, o Terminal Rodoviário de Passageiros Prefeito Hercílio Deeke constitui uma das principais portas de acesso a Blumenau. Em 2012, contabilizando os embarques e desembarques, a movimentação média semanal foi de 10.325 mil pessoas.

Ao todo, a rodoviária possui área de 11.654 m², que abriga mais de 20 estações para embarque e desembarque de passageiros, infraestrutura de agências para aquisição de passagens intermunicipais e estaduais, lanchonete 24 horas, serviços de táxi e ônibus coletivo urbano. No pavimento superior, está localizada a sede administrativa do Seterb, setores de Transporte, Escola Pública de Trânsito, Assessoria Jurídica e Presidência da autarquia.

As companhias que operam atualmente são: Auto Viação Catarinense Ltda., Auto Viação Venâncio Aires Ltda. – Viasul, Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha S.A., Empresa União Cascavel de Transporte e Turismo Ltda. – Eucatur, Reunidas S.A. Transportes Coletivos, Auto Viação Rainha Ltda., Santa Teresinha Transporte e Turismo S.A. – Brusquetur, Expresso Presidente Getúlio Ltda., Empresa União de Transportes Ltda., Unesul de Transportes Ltda., Gadotti Turismo Ltda..

Transporte Municipal

Terminal de ônibus da PROEB.

A frota blumenauense em janeiro de 2009 era de 175.875 veículos,[78] atingindo a média de um carro para cada dois habitantes.

Tem um elevado índice de acidentes de trânsito (mais de 15 acidentes por dia, podendo ser estes com ou sem vítimas, de acordo com os registros do Dep. de Trânsito do SETERB). A Guarda Municipal de Blumenau é responsável pelo atendimento das ocorrências pertinentes ao trânsito na cidade, fazendo desde travessias de pedestres e escolares em áreas de grande movimentação, até atendimentos de acidentes na área sob sua jurisdição.

Em 23 de janeiro de 2016 a Prefeitura de Blumenau rompeu o contrato com o Consórcio SIGA, terminando assim suas atividades. A partir de 1º de fevereiro, em caráter emergencial com contrato de 180 dias, a Viação Piracicabana assumiu o transporte coletivo da cidade. A nova licitação tem prazo até Agosto de 2016 para ocorrer.

A cidade dispõe de seis terminais urbanos integrados - Aterro, Fonte, Garcia, Velha, Fortaleza e PROEB - e com planos para construção de outros dois terminais - Água Verde e Itoupavas.

O Aeroporto de Blumenau atende somente aeronaves de pequeno porte. Possui uma pista de 1.450 metros de comprimento e opera diariamente até o pôr do sol em condições visuais. Em 2006, o governo municipal iniciou o processo de homologação para operação comercial com linhas periódicas junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).[79]

Em 2009, implantou-se o aluguel de bicicletas, sendo a primeira cidade da região Sul a implantar esse sistema. Mas, devido a baixa procura pelo serviço, o sistema foi desativado em janeiro de 2011. Em Blumenau, o desinteresse do público é atribuído à precariedade da estrutura cicloviária local e à complexidade do sistema de aluguel, que envolve aquisição de passe com cartão de crédito e uso do celular para liberação das bicicletas.[80] [81]

Saúde

Segundo o PNUD, a saúde blumenauense se encontra na 112ª posição, com um IDH de 0,824, considerado elevado. A expectativa de vida é de 74,4 anos. A taxa de fecundidade é de 1,8 filho por mulher, enquanto a mortalidade infantil apresenta um coeficiente de 14,8 mortes por mil recém-nascidos.[60]

Existiam 199 estabelecimentos voltados para a saúde em Blumenau em 2005, sendo 52 públicos, todos municipais, e 147 privados, sendo somente 7 destes sem fins lucrativos.[82]

Em 2007, houve 663 óbitos em Blumenau, 369 masculinos e 294 femininos. As causas de morte mais frequentes foram doenças do aparelho circulatório (163 casos), doenças do aparelho respiratório (144 casos) e neoplasias (126 óbitos).[83] Blumenau é vice-líder mundial em câncer de pele, somente atrás de Queensland, Austrália, fato este que se deve à pele clara e biótipo pouco adequado a regiões tropicais, tendência predominante da cidade.[84]

Habitação

Blumenau possuía 83.089 residências de acordo com dados do IBGE em 2000[59] e após levantamento de carências habitacionais no ano seguinte, foi constatado que a cidade tem 16 favelas, com aproximadamente 6.000 domicílios. Apesar de ser um número relativamente elevado, não há cortiços na cidade.

Possui 31 loteamentos clandestinos e 38 loteamentos irregulares.

Possui um convênio com o Ministério das Cidades para o tratamento de esgoto, com previsão de 25% de esgoto coletado e tratado no final de 2010. O restante será custeado pela iniciativa privada e cobrado gradativamente da população.[85]

Comunicações

Área de cobertura da RBS TV, filiada à Rede Globo, com sede em Blumenau.

Blumenau é o município pioneiro das comunicações em Santa Catarina, pois nele foi instalado a primeira emissora de rádio do estado, a Rádio Clube,[86] e a primeira rede de televisão, a TV Coligadas, em 1969.[87] Também foi nesta cidade que surgiu o primeiro jornal impresso em off-set, o Jornal de Santa Catarina, e o primeiro sistema de DDD do estado, o código de área 47.[carece de fontes?]

Atualmente, possui dois jornais que abrangem a cidade e seus municípios vizinhos, o Jornal de Santa Catarina e a Folha de Blumenau, e um de âmbito estadual em circulação, o Diário Catarinense. Possui serviço de telefonia fixa através das empresas Oi, GVT, NET e serviço telefônico móvel pela Oi, Vivo, Claro, TIM e Nextel.[carece de fontes?]

Blumenau possui três redes de televisão local, a TV Galega, criada em 1997,[88] a Furb TV, afiliada à SESC TV e ao Canal Futura e a TVL, canal de notícias a cabo de Blumenau. Além disso, possui a representação de filiadas das principais redes de televisão do país: RBS TV Blumenau (Rede Globo), Band SC (Rede Bandeirantes), SBT Santa Catarina (SBT) e RIC TV Blumenau (Rede Record).

Cinema

Blumenau possui 18 salas de cinema distribuídas em três shoppings centers. São 6 salas localizadas no Shopping Neumarkt, da rede GNC, sendo 1 sala 3D e 1 sala VIP. Mais 7 salas no Blumenau Norte Shopping, da rede Cinépolis, sendo 3 salas em 3D.[89]. As outras 5 salas ficam localizadas no Shopping Park Europeu, da rede Arcoplex, sendo 2 com tecnologia 3D.[90]

Cultura

Janelas de uma casa imitando enxaimel, na Rua XV de Novembro.

A cultura da cidade é fortemente influenciada pela cultura germânica, trazida e cultivada pelos imigrantes alemães que colonizaram a região. Demonstrações da cultura alemã podem ser vistas na arquitetura, nas diversas sociedades de canto, nas festas e nos grupos de danças.[carece de fontes?]

Os imigrantes alemães trouxeram consigo a tradição arquitetônica, mais expressiva através da técnica enxaimel. Tais construções podem ser observadas nas casas da zona rural do município. Na zona urbana, há diversos exemplares que fazem referência ao enxaimel na Rua XV de Novembro, notadamente o edifício da antiga Lojas Moellmann, atual Castelinho da Havan. Outros exemplares importantes são a Prefeitura, construída em 1982, e as lojas do Parque Vila Germânica.[carece de fontes?]

Teatro Carlos Gomes, situado na Rua XV de Novembro.
  • Teatros
    • Sociedade Dramático Cultural Carlos Gomes - Teatro Carlos Gomes (MAPA)
  • Museus
    • Museu Glaspark - cristais.
    • Museu da Água.
    • Museu da Família Colonial - funciona em uma casa construída em 1864. Encontram-se em exibição objetos que pertenceram aos primeiros colonos alemães da região.
    • Museu da Cerveja
    • Museu de Hábitos e Costumes.
    • Museu Hering.
    • Casa do Comércio (antiga maternidade).

Literatura

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Blumenau possui uma considerável produção literária. Economicamente esse ramo cultural é relativamente desenvolvido, sua cadeia produtiva conta com editoras, gráficas e, evidentemente, livrarias - com o suporte de profissionais como ilustradores e artistas gráficos.[carece de fontes?]

A manifestação literária na cidade remete ao inicio da colonização com a produção ainda em lingua alemã. Mas foi notadamente o poeta Lindolf Bell, nascido em Timbó-SC, um marco na história da literatura da cidade. Suas obras tem alcance e relevância nacional, destacou-se com as performances da "Catequese Poética" nos anos 1960.[carece de fontes?]

Nos anos 1970 e início dos 80 destacam-se os nomes de Vilson do Nascimento e Lauro Lara, o primeiro de influências surrealistas e este por introduzir o realismo fantástico. Ainda neste período merece menção a obra "a Superfície" de Ricardo Hoffmann.[carece de fontes?]

Nos anos 1980, a cidade viu surgir a voz de Eulália Radtke, Urda Alice Krueger, Roberto Diniz Saut e a dos Poetas Independentes (destaque para Carlos Vinci, Tânia Rodrigues, Douglas Zunino, Raquel Furtado e Rosane Magaly Martins) e os eventos da Blumenália Poética.[carece de fontes?]

Lazer

Entre os principais locais de lazer está a Rua XV de Novembro, principal rua da cidade, onde acontecem dentre outros os desfiles da Oktoberfest e o Stammtisch. Passou por uma reurbanização recentemente, tornando-se também um cartão-postal da cidade. Os blumenauenses também contam com vários shopping centers, sendo os principais o Shopping Neumarkt, o maior de Santa Catarina,[91] localizado na Rua 7 de Setembro;[92] e o Shopping H, o Shopping Beira-Rio; localizados na Rua XV de Novembro, o Blumenau Norte Shopping e o Shopping Park Europeu. Outro lazer para os blumenauenses é o Parque Ramiro Rudeguer, com espaços para caminhadas,atividades fisicas.[carece de fontes?]

Blumenau conta com diversos clubes, dentre os quais se destacam: Grêmio Esportivo Olímpico (GEO), Guarani Esporte Clube (GEC),[93] Clube Náutico América (CNA) e Tabajara Tênis Clube.[94] Também possui representatividade do Lions Club e do Rotary Club, ambos clubes de apoio à comunidade.[95]

Esportes

Em Blumenau há espaço para a prática de voleibol, futsal, basquete e handebol nos dois ginásios da cidade, o Ginásio Sebastião Cruz (Galegão), localizado no Parque Vila Germânica,[96] e o ginásio do Complexo Esportivo do SESI.

O Badminton também é praticado na cidade, apesar de não ser popular. Há vários lugares onde se pratica entre eles o Guarani Esporte Clube e o Clube Badminton Itoupava. O remo é praticado no Rio Itajaí-Açu, e também há o Aeroclube de Blumenau, perto do aeroporto da cidade.[97]

É sede de diversos clubes clássicos do futebol catarinense como o Palmeiras, o Olímpico, o Guarani e o Blumenau. Atualmente, é representada pelo Metropolitano nos campeonatos estaduais[98] e nacionais. Também se destacam o time de futsal AD Hering e APAMA/SC, que disputam o Campeonato Estadual,[99] e a ADEBLU, em diversas modalidades esportivas, além do Handebol Blumenau, time de feminino que disputa a Liga Nacional.

Em 2009 tornou-se referência no tênis ao receber o Aberto de Tênis de Santa Catarina[100] e o Circuito Centauro de Duplas de Tênis.[101]


Informática

Blumenau há muitos anos se destaca no cenário nacional com seu polo de software, que teve origem em meados de 1969 com a fundação do Centro Eletrônico da Indústria Têxtil (CETIL). As principais empresas têxteis da época (Hering, Karsten, Sulfabril, Artex, Teka e Altenburg) precisavam processar suas notas fiscais, livros contábeis e folhas de pagamento de uma forma ágil, porém, não existia um serviço como este na região e então resolveram se unir e montar um próprio.[102]

Como nesta época tecnologia era algo realmente caro e de conhecimento de poucos, este grupo resolveu fundar um centro de treinamentos, o que acabou capacitando muitos cidadãos blumenauenses no que seria hoje chamado de Tecnologia da Informação. Mais tarde, em meados de 1975, a Universidade Regional de Blumenau fundou o curso de técnico em processamento de dados e por volta de 1988 finalmente o curso de Bacharel em Ciências da Computação. Alguns dos professores de hoje em dia são remanescentes da extinta Cetil Treinamentos e sem sombra de duvidas formaram muitos acadêmicos no setor de informática principalmente no desenvolvimento de software.[carece de fontes?]

Dentro deste universo, muitos acadêmicos com espírito empreendedor acabaram criando suas próprias empresas e hoje possuem seu nome no cenário nacional, alguns inclusive sendo inseridos no mercado mundial.[103]

Blumenauenses ilustres

Vera Fischer, atriz blumenauense.

Diversos blumenauenses se destacaram em várias áreas no cenário nacional. No campo das artes, a atriz Vera Fischer é o nome mais conhecido. Também se destacam os escritores Lindolf Bell, Urda Alice Klueger e Dennis Radünz; nas artes plásticas Lygia Helena Neves, Guido Heuer e Pita Camargo; e as modelos Analice Nicolau e Mariana Weickert. Em concursos de beleza, além de Vera Fischer em 1969, outras duas Miss Brasil saíram de Blumenau: Ingrid Budag em 1975, e Isabel Cristina Beduschi em 1988, esta última representando a cidade de Gaspar.

Nos esportes, a ex-jogadora de vôlei Ana Moser e o jogador de basquete Tiago Splitter são os mais conhecidos. No surfe, destacam-se Teco Padaratz, Neco Padaratz e David Husadel; e no futebol, os jogadores Christian Maicon Hening, Evandro Goebel, Jean Carlo Witte e Rafael Schmitz. Blumenau foi representado nos Jogos Panamericanos de 2007 pelas atletas Eduarda Amorim, Fabiana Gripa e Josiane Soares.

Em outras áreas, vale mencionar o engenheiro Emílio Henrique Baumgart e o botânico João Geraldo Kuhlmann. Não-blumenauenses que se tornaram conhecidos por seus trabalhos na cidade incluem o engenheiro, topógrafo e cartógrafo Emil Odebrecht e o biólogo Fritz Müller, ambos alemães que emigraram para a cidade.

Ver também

Referências

Gerais
Específicas
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  90. Descrição no artigo a seguir: http://www.novablumenau.com.br/2012/06/veja-os-valores-dos-ingressos-para-os.html
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