Enxaimel

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Casa Knochenhauer-Amtshaus em Hildesheim, Alemanha (1527).
Construções em Hornburg, Alemanha.

O Enxaimel, ou Fachwerk (originário de "Fach" assim denominavam o espaço preenchido com material entrelaçado de uma parede feita de caibros), é uma técnica de construção que consiste em paredes montadas com hastes de madeira encaixadas entre si em posições horizontais, verticais ou inclinadas, cujos espaços são preenchidos geralmente por pedras ou tijolos. Os tirantes de madeira dão estilo e beleza às construções do gênero, produzindo um caráter estético privilegiado. Outras características são a robustez e a grande inclinação dos telhados. Na adaptação do enxaimel às características climáticas da região, foi necessária a implantação, por conta da elevada umidade local, de uma estrutura feita de pedra que sustenta as construções evitando que a madeira se molhe.

Variações[editar | editar código-fonte]

Half-timbering refere-se a uma estrutura com uma moldura de madeira de suporte de carga, criando espaços entre as madeiras chamadas painéis (em alemão Gefach ou Fächer), que são então preenchidos com algum tipo de material não estrutural conhecido como enchimento. O quadro é muitas vezes deixado exposto no exterior do edifício.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Ainda que normalmente se faça uma ligação natural entre o Enxaimel e a Alemanha, a verdade é que esra técnica construtiva não possui uma origem determinada. Embora seu desenvolvimento maior tenha ocorrido naquele país e regiões vizinhas, especialmente no período renascentista, sabe-se que o povo etrusco, habitante da Península Itálica, já praticava a técnica no século VI AEC.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Casa enxaimel em São Bonifácio, Santa Catarina.

Por influência de José Bonifácio, Dom Pedro I decidiu inaugurar com os alemães um programa de imigração para o sul no início do século XIX movido não apenas por questões de segurança nacional, diante das sucessivas disputas territoriais naquela então erma região fronteiriça, como também por um casamento de interesses políticos, literalmente – filha de Francisco I, da Áustria, a imperatriz Leopoldina tinha sangue germânico (vale ressaltar que a colonização alemã em Nova Friburgo foi anterior à de São Leopoldo). O êxodo foi impulsionado, também, pela escassez de terras que apenas garantia sua posse ao primogênito de cada família.[carece de fontes?]

As casas no chamado "estilo" (técnica construtiva) enxaimel são uma das principais atrações turísticas em qualquer região de colonização alemã. Quando os primeiros alemães chegaram ao Brasil, a arquitetura enxaimel já não era utilizada havia muito tempo, mas foi considerada a mais adequada para as condições encontradas em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.[carece de fontes?]

Além de fortes, as casas eram baratas e de construção simples. Enxaimel quer dizer enchimento. Primeiro, era construído o esqueleto da casa, todo de toras grossas de madeira. Entre as vigas verticais eram colocadas as horizontais e, nas extremidades das paredes, algumas em ângulo, para evitar inclinação. Pronta a "caixa", os espaços eram completados com materiais disponíveis de acordo com a região: no Rio Grande do Sul, há fechamentos com taipa, barro socado, tijolos maciços rebocados e até mesmo pedras grês cortadas. Em Santa Catarina, há maior ocorrência de tijolos maciços sem uso de reboco.[carece de fontes?]

A fachada do Deutscher Klub Pernambuco (Clube Alemão de Pernambuco), no Recife, único exemplar da arquitetura enxaimel no Nordeste do Brasil.

O Vale do Itajaí e o Norte do estado de Santa Catarina têm uma das maiores concentrações deste modo construtivo na América. Os municípios de Indaial, Blumenau, Joinville, São Bento do Sul, Timbó, Taió e Pomerode têm número significativo de enxaiméis.[carece de fontes?]

No Paraná essa técnica é encontrada na localidade de Marechal Cândido Rondon, a cidade mais alemã do Paraná e em áreas preservadas na região de Curitiba além de pequenas casas rurais em localidades isoladas no norte do Paraná,como em Rolândia, Cambé e Warta (distrito de Londrina).[carece de fontes?]

Em São Paulo encontra-se em algumas casas de bairros tipicamente alemães, como Santo Amaro e Bresser. Já em cidades turísticas como Campos do Jordão e Holambra é muito frequente o falso enxaimel, estrutura em concreto que busca lembrar a arquitetura enxaimel.[carece de fontes?]

No Rio Grande do Sul, se destacam os municípios emancipados da antiga colônia alemã de São Leopoldo (Ivoti, Dois Irmãos, Picada Café, Santa Maria do Herval, Morro Reuter, Linha Nova e Presidente Lucena), a região do alto Taquari (Estrela, Teutônia, Westfália, Imigrante, Colinas), e ainda algumas localidades rurais de Nova Petrópolis e Gramado (embora na zona urbana desta última predomine o falso enxaimel).[carece de fontes?]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Nikolas Davies, Erkki Jokiniemi: 2008. Dictionary of architecture and building construction. Architectural Press. ISBN 978-0-7506-8502-3. 726 pages: pp 181

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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