Pau a pique

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Modelo de uma casa de taipa de mão em evento junino na cidade de Serra Talhada, em Pernambuco, no Brasil.

Pau a pique, também conhecida como taipa de mão, taipa de sopapo ou taipa de sebe, é uma técnica construtiva antiga que consiste no entrelaçamento de madeiras verticais fixadas no solo, com vigas horizontais, geralmente de bambu, amarradas entre si por cipós, dando origem a um grande painel perfurado que, após ter os vãos preenchidos com barro, transformava-se em parede. Podia receber acabamento alisado ou não, permanecendo rústica, ou ainda receber pintura de caiação.[1]

Foi utilizado no repertório das construções dos séculos XVIII e XIX, período colonial do Brasil, sobretudo nas paredes internas de tais edificações. Das técnicas em arquitetura de terra é a mais utilizada, principalmente por dispensar materiais importados. Note-se que seu uso ocorria em sua maioria, na zona rural.[1]

A construção de pau a pique, quando mal executada e mal acabada, pode se degradar em pouco tempo, apresentar rachaduras e fendas, inclusive se tornando alvo de roedores e insetos, que se instalam nestas aberturas. E por isso o pau a pique é associado ao barbeiro (Trypanosoma cruzi), inseto transmissor da Doença de Chagas, que costuma habitar estas frestas.[2] No entanto, quando construída de forma adequada, com base de pedra afastando-a do solo (50 a 60 cm) e devidamente rebocada e coberta, não há o perigo da instalação do barbeiro nas paredes e ou mesmo da degradação do pau a pique.

Houve alguma evolução nessa forma de construção. As madeiras deixaram de ser fixadas no solo, pelo fato de apodrecerem rapidamente, suas amarrações passaram a ser feitas com outros materiais, como fibra vegetal e arame galvanizado.[1] Mais recentemente, no Chile, têm surgido construções utilizando uma variação desta técnica, que é chamada de quincha metálica ou tecnobarro, onde a madeira da "gaiola" é substituída por malha de ferro, preenchida com barro através de equipamento apropriado.

Referências

  1. a b c «Taipa de mão ou Pau a Pique». Ecoeficientes. Consultado em 7 de junho de 2017 
  2. «Doença de Chagas: sintomas, transmissão e prevenção». Fiocruz. Consultado em 7 de junho de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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