Joinville

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Nota:  Artigo sobre o município brasileiro; para outros significados, veja Joinville (desambiguação).
Município de Joinville
"Cidade das Flores"
"Cidade dos Príncipes"
"Cidade da Dança"
"Cidade das Bicicletas"
"Manchester Catarinense"
Panorâmica do Centro de Joinville

Panorâmica do Centro de Joinville
Bandeira de Joinville
Brasão de Joinville
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 9 de março de 1851 (166 anos)
Gentílico joinvilense[1][2][3]
Lema "Mea autem brasiliæ magnitudo"
Prefeito(a) Udo Döhler (PMDB)
(2017–2020)
Localização
Localização de Joinville
Localização de Joinville em Santa Catarina
Joinville está localizado em: Brasil
Joinville
Localização de Joinville no Brasil
26° 18' 14" S 48° 50' 45" O26° 18' 14" S 48° 50' 45" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Norte Catarinense IBGE/2008[4]
Microrregião Joinville IBGE/2008 [4]
Região metropolitana Região Metropolitana do Norte/Nordeste Catarinense
Municípios limítrofes Araquari, Campo Alegre, Garuva, Guaramirim, Jaraguá do Sul, São Francisco do Sul e Schroeder
Distância até a capital 180 km
Características geográficas
Área 1 126,106 km² (BR: 1277º)[5]
População 562 151 hab. (SC: 1°; BR: 36º) –  Estimativa IBGE/2015 [5]
Densidade 499,2 hab./km²
Altitude 4 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,809 (SC: 4°) – muito alto PNUD/2010 [6]
PIB R$ 18 299 283 mil (BR: 25°) – IBGE/2012[7]
PIB per capita R$ 34 767 17 IBGE/2012 [7]
Página oficial
Prefeitura www.joinville.sc.gov.br
Câmara www.cvj.sc.gov.br

Joinville é um município localizado na região norte do estado de Santa Catarina. Com 562 151 habitantes é a maior cidade do estado, à frente da capital Florianópolis, e é a terceira maior cidade da Região Sul do Brasil atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba (da qual é distante apenas 130 quilômetros, sendo assim, mais próxima da capital paranaense do que a do próprio estado).[5][8] Possui uma área de 1 126,106 quilômetros quadrados. Pertence à Microrregião de Joinville e à Mesorregião do Norte Catarinense e é sede da Região Metropolitana do Norte/Nordeste Catarinense, a qual contava, no último censo, aproximadamente 1,34 milhões de habitantes, assim sendo, a mais populosa região metropolitana do estado de Santa Catarina.[9]

A cidade possui um elevado índice de desenvolvimento humano (0,809) entre os municípios brasileiros, ocupando a 21ª posição nacional. Um estudo apontou Joinville como a segunda melhor cidade para se viver no Brasil.[10] Joinville ostenta os títulos de "Manchester Catarinense", "Cidade das Flores", "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Bicicletas" e "Cidade da Dança". É ainda conhecida por sediar o Festival de Dança de Joinville (considerado o maior festival de dança do mundo)[11], a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (a única no mundo fora da Rússia) e o Joinville Esporte Clube.

"Manchester Catarinense", "Cidade dos Príncipes", são os apelidos que Joinville ostenta.[12] O município ora em estudo tem um dos melhores IDHs de Santa Catarina. A cidade foi criada ao mesmo tempo que Blumenau (segunda metade do século XIX), com grupo étnico semelhante ao da sua cidade contemporânea.[12] O povo germânico, que veio de uma região com baixas temperaturas para um país com temperaturas elevadas, impôs sua determinação na construção da cidade conhecida pela sua população trabalhadora[12] e pelas indústrias metal-mecânica, de tecidos, de alimentos, softwares, eletrodomésticos, computadores, máquinas, etc.[12] Joinville tem o maior Produto Interno Bruto do estado de Santa Catarina.[13]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O primeiro nome da cidade de maior população de Santa Catarina foi Colônia Dona Francisca,[14] cuja história se iniciou quando a princesa Francisca de Bragança, irmã de Pedro II do Brasil, casou-se em 1843 com o príncipe francês Francisco Fernando de Orléans, recebendo este o título de príncipe de Joinville. O nome da cidade foi mudado para Joinville, em homenagem ao príncipe, que recebeu aquelas terras como dote.[14] Em 1848, o casal negociou as terras pelo menos em parte, com a Sociedade Colonizadora Hamburguesa, pois o pai de Franisco, o rei da França Luís Felipe havia sido destronado e a família encontrava-se em dificuldades financeiras.[15] O empreendedorismo dos imigrantes alemães, suíços e noruegueses construiu e deu continuidade ao seu crescimento, tornando Joinville uma das maiores potências regionais.[14]

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Os registros dos primeiros habitantes da região de Joinville datam de 4800 a.C. Os indícios de sua presença encontram-se nos mais de 40 sambaquis e sítios arqueológicos do município. O homem-do-sambaqui praticava a agricultura, mas tinha na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.[carece de fontes?]Índios tupis-guaranis (especificamente, carijós)[16] ainda habitavam as cercanias quando chegaram os primeiros imigrantes europeus. No século XVIII, estabeleceram-se, na região, famílias de origem portuguesa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum, Morro do Amaral e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz e milho, entre outros produtos.[carece de fontes?]

Origens e povoamento[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Colônia Dona Francisca
A casa enxaimel é um exemplo da herança germânica de Joinville.

A história de Joinville tem ligação com a princesa do Brasil Francisca de Bragança, que se casou, em 1843, com o Francisco Fernando de Orléans, Príncipe de Joinville, terceiro filho do rei Luís Filipe I.[12] Ela ganhou como prêmio de casamento, 25 léguas cúbicas, em plena Mata Atlântica, que situavam-se na região do município que ganhou o nome de um dos descendentes do monarca francês.[12]

Porém, depois que o rei Luís Filipe I foi destronado em 1848 e o Príncipe de Joinville se refugiou na Inglaterra, foi que apareceu a ideia de colonizar esse terreno.[12] O Príncipe de Joinville e o senador Christian Mathias Schroeder (que ganhou sem custo algum oito léguas cúbicas) aceitaram organizar a colônia, que seria habitada por europeus.[12]

As pessoas que idealizaram foram, além dos já referidos, Léonce Aubé, Jerônimo Francisco Coelho, João Otto, Ottokar Doerffel, Frederico Brustlein e demais indivíduos. Porém, o imenso reconhecimento compete aos imigrantes (quase todos agricultores), que passaram a chegar desde 1851. A barca Colon transportou os imigrantes iniciais. Eram 191 no total, a maioria de alemães, além de suíços e noruegueses.[12] De acordo com o historiador Apolinário Ternes, o projeto iniciou‐se um ano antes da chegada da barca Colon, que partiu de Hamburgo em 1851. Em 1850, veio o vice-cônsul Léonce Aubé, acompanhado de duas famílias de trabalhadores braçais, mais o engenheiro responsável das primeiras benfeitorias e demarcações do que viria a ser a nova colônia, e também do cozinheiro franco-suíço Louis Duvoisin. Louis Duvoisin veio ao Brasil anos antes com a expedição do 1842, o Benoît Jules Mure, na instalação fracassada do Falanstério do Saí. A barca Colon partiu de Hamburgo levando os primeiros imigrantes. No dia 9 de março do mesmo ano, a barca chegou ao local e foi fundada a Colônia Dona Francisca. A população foi reforçada com a chegada da barca Emma & Louise, com 114 pessoas. Em 1852, foi decidido que, em homenagem ao príncipe François, a cidade passaria a se chamar Joinville.[17]

Uma residência foi construída para administrar os bens do Príncipe de Joinville, com um caminho de palmeiras em frente à casa. A casa que foi construída é atualmente o "Museu Nacional de Imigração e Colonização", e a via à sua frente tornou-se a Rua das Palmeiras, hoje atrativo turístico da cidade.[carece de fontes?]

Imigração, formação administrativa e história recente[editar | editar código-fonte]

A malária, doença desconhecida na Europa, foi causa de morte de muitos dos imigrantes.[12] Porém, a imigração andou para frente de qualquer maneira com a chegada de novas levas de alemães e Joinville progrediu muito devido a isso e em 1858 se elevou à categoria de freguesia. Criou-se o município por meio da Lei nº 566, de 15 de março de 1866, com o nome de São Francisco Xavier de Joinville que, em seguida, se reduziu para Joinville. O novo município foi instalado em 7 de janeiro de 1869.[12]

Se a agricultura era a fonte de renda que predominava nos primórdios de Joinville, na atualidade mais de cem indústrias do município são a sua principal atividade econômica.[12] Sua área é de 1.131 km². Joinville é um município pertencente à Microrregião homônima e a cidade mais populosa de Santa Catarina.[5]

Panorâmica da área leste de Joinville,com vista da Baia da Babitonga.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite de Joinville
Raio durante tempestade

O rio Cachoeira passa pelo centro da cidade e desemboca na baía da Babitonga. O município ainda conta com extensas áreas de manguezais (mangue).[carece de fontes?]

A cidade é em geral plana, situando-se ao lado da baía da Babitonga - um dos atrativos naturais do município, ocorrendo algumas pequenas elevações conforme vai-se afastando. A altitude da sede é de 4,5 metros, embora, na parte central da cidade, a altitude chegue a apenas 4 cm, o que, em dias de maré muito alta, causa alagamentos. Há morros elevados em torno da cidade.[carece de fontes?]

A área em torno do rio Cachoeira é quase toda urbanizada, mantendo alguns manguezais preservados.

O ponto culminante é o pico Serra Queimada, com 1 325 metros de altitude, na Serra Queimada. A vegetação em torno da cidade e nos morros em sua área urbana é constituída por remanescentes da mata Atlântica.

Clima[editar | editar código-fonte]

De acordo com a classificação climática Köppen-Geiger, a cidade de Joinville, como todo o estado de Santa Catarina, apresenta clima subtropical.[18] Entretanto, devido à sua baixa altitude média (verificada como sendo de quatro metros), praticamente a nível do mar, apresenta, em média, temperaturas mais elevadas do que o interior catarinense, principalmente nas regiões de maior altitude do estado.

O mês mais quente é janeiro, com temperatura média em torno de 25 °C, e o mês mais frio é julho, de 17 °C. As precipitações são abundantes durante todo o ano, ocorrendo como frequência no verão.[19]

Em Joinville ocorreram algumas enchentes com graves consequências. Entre elas, destacam-se as de 2008[20] e 2011.[21] Neve no município é algo raro, mas conforme a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), no dia 23 de julho de 2013 houve registro do fenômeno na cidade. [22]

Dados climatológicos para Joinville
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29,3 29,1 28,2 26 23,8 22,1 21,3 21,7 22,6 24,2 26,3 27,7 25,2
Temperatura média (°C) 25,1 25,1 24,1 21,8 19,5 18 17,1 17,6 18,8 20,6 22,4 23,6 21,1
Temperatura mínima média (°C) 21 21,1 20,1 17,6 15,3 14 12,9 13,6 15,1 17 18,5 19,5 17,1
Precipitação (mm) 212 246 204 134 110 91 77 93 121 149 126 143 1 706
Fonte: Climate-Data.org[19]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Panorama dos bairros América e Bom Retiro

Em 2015, a população do município foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 562 151 habitantes, sendo o município mais populoso do estado e o 37º do país, apresentando uma densidade populacional de 499,2 habitantes por quilômetro quadrado.[5]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

As tradições portuguesas, como o boi-de-mamão e o terno-de-reis, são manifestações autênticas em vários bairros, como Morro do Amaral, por exemplo, que antes da fundação da cidade já possuía moradores descendentes de portugueses, quando as áreas pertenciam ao município de São Francisco do Sul. A cidade possui também a maior população de afrodescendentes em Santa Catarina: 17,4 por cento da população é de etnia negra,[23] migrados principalmente a partir da década de 1960.

Política[editar | editar código-fonte]

Fórum de Joinville

De acordo com a Constituição de 1988, Joinville está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[24] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[25]

Até 2015, Joinville teve 45 mandatos no cargo de prefeito. O eleito nas eleições municipais no Brasil em 2012 para ocupar o cargo de 2013 a 2016 foi Udo Döhler, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nas eleições municipais de 2016, Döhler foi reeleito.[26]

O Poder legislativo da cidade de Joinville é constituído pela Câmara Municipal), composta por 19 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição.[27]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Imagem do centro de Joinville
Mercado Público Municipal

A abastada classe de industriais da região criou, logo no início do século XX, a Associação Comercial e Industrial de Joinville (atual Associação Empresarial de Joinville). Hoje, a região produz 18,9 por cento (valor adicionado fiscal) do produto interno bruto global do estado de Santa Catarina.[carece de fontes?]

Joinville é cortada por várias rodovias e linha férreas que também contribuíram para tornar a cidade o 3º maior polo industrial da Região Sul do Brasil. Apesar do progressivo aumento do sector terciário do centro, a atividade industrial continua com grande relevância, laborando, na sua cintura industrial, grandes conglomerados do setor metal-mecânico, químico, plásticos, têxtil e de desenvolvimento de software, tornando-a um grande polo dessa tecnologia.[carece de fontes?]

Sendo a cidade mais importante industrialmente em Santa Catarina, muitos das mais importantes grupos económicos do país de diversos setores – tais como a Cipla, Buschle & Lepper, Amanco (antiga Akros), Schulz S.A, Franklin Electric (Schneider), Neogrid, Docol, Döhler, Embraco, Ciser, Lepper, Tigre, Tupy, Totvs, Britânia, KaVo Dental, Krona, General Motors, Whirlpool, Wetzel, Laboratório Catarinense, Siemens, entre outras.[carece de fontes?]

Joinville é o primeiro maior polo metalúrgico do Brasil, sendo a metalúrgica Tupy a maior do Mundo. Outra marca importante da cidade é que ela é o maior polo industrial de ferramentaria do país.[carece de fontes?]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Joinville.
Rua das Palmeiras

O Aeroporto de Joinville - Lauro Carneiro de Loyola está localizado a 13 km do Centro da cidade, a 75 km do Aeroporto de Navegantes, a 110 km do Aeroporto de Curitiba e a 163 km do Aeroporto de Florianópolis. Em 2012, o Aeroporto de Joinville registrou um movimento de 484742 passageiros e cerca de 10 000 pousos e decolagens. Para 2014, a tendência é de crescimento de 40% em pousos e decolagens, através da implantação do sistema de aproximação ILS. No dia 8 de março de 2004, em meio às comemorações de 153 anos de Joinville, o Aeroporto de Joinville Lauro Carneiro de Loyola inaugurou um novo terminal de passageiros de quatro mil metros quadrados e capacidade para atender a até 500 000 passageiros por ano. Também foram construídos um prédio administrativo e uma torre de controle. O aeroporto se adequou ao conceito de "aeroshopping" que a Infraero implementa em seus aeroportos. O número de lojas passou de oito para 22 no novo terminal. A expectativa é que a implementação do aeroshopping aumente em 40 por cento o número de empregos gerados pelo aeroporto. De Joinville, existem diversos voos diários para São Paulo (Congonhas, Guarulhos e Campinas), e Porto Alegre, através das Companhias: Gol, TAM, e Azul Linhas Aéreas.[carece de fontes?]

A Rodoviária de Joinville, Estação Rodoviária Harold Nielson está localizada na Rua Paraíba, 769, bairro Anita Garibaldi. É administrada pela Seinfra e possui dois andares e dezoito companhias, com ônibus que fazem viagens intermunicipais e interestaduais diariamente. O tráfego de passageiros ocorre vinte e quatro horas por dia, com venda de passagens variando de empresa pra empresa. A rodoviária também possui duas amplas salas de espera climatizadas, administradas por duas companhias de viagem, que juntas reservam em torno de 210 lugares aos clientes, banheiros, estacionamento para ônibus, táxis, carros e motos no piso térreo; praça de alimentação com lanchonetes, loja de presentes e artesanatos, revistaria, tabacaria e sanitários no segundo piso. Além disso, oferece circuito interno para televisões por satélite e internet sem fio para computadores e celulares. A Rodoviária Harold Nielson opera oficialmente desde 9 de março de 1974, e passou por uma grande reforma que culminou na reinauguração no ano de 2001. Entre os anos de 2007 a 2009 ficou abandonada, até a Conurb se oferecer para administrá-la em 2010. Desde então a rodoviária ganhou um grande estacionamento para os veículos, aumento na segurança e os sanitários voltaram a ser gratuitos. Joinville conta com dez terminais operando em sistema integrado: Terminal Central (Deputado Aderbal T. Lopes); Terminal Norte (João Colin); Terminal Sul (Vera Cruz); Terminal Tupy; Estação Da Cidadania Itaum (Gov. Pedro Ivo F. de Campos); Estação Da Cidadania Iririú (Osvaldo R. Colin); Estação Da Cidadania Guanabara (Deputado Nagib Zattar); Estação Da Cidadania Pirabeiraba (Max Luktër); Estação Da Cidadania Vila Nova (Prof. Beno Harger) e Estação Da Cidadania Nova Brasília (Abílio Bello).[carece de fontes?]

Educação[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Rolf Colin

Joinville orgulha-se de ter a melhor educação pública de Santa Catarina, reconhecida pelo ministério da educação[carece de fontes?]. As escolas, no geral, possuem boa infraestrutura[carece de fontes?], com exceção das escolas estaduais, com um problema crônico de estrutura, desvalorização do governo do estado com relação aos professores e sistema de seleção de diretores por indicação que dificulta o diálogo entre cidadãos e instituição.[carece de fontes?]

Orgulha-se de ter a melhor educação do estado. Por dois anos consecutivos (2010 e 2011) os primeiros colocados gerais no vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina foram da cidade dos príncipes e por quatro anos consecutivos teve o melhor desempenho escolar do Exame Nacional do Ensino Médio do estado (Posiville em 2007, 2008, segundo melhor em 2009 e melhor em 2010, com 61% de participação dos estudantes, segundo o jornal A Notícia, e Bom Jesus Ielusc em 2009 e 2010, com 78% dos alunos inscritos, segundo a mesma fonte). No ensino superior, predominam os cursos de engenharia, sobretudo na Universidade do Estado de Santa Catarina e na Universidade Federal de Santa Catarina, devido às empresas de bens de consumo existentes na cidade. Por outro lado, a cidade carece de cursos voltados a áreas essenciais como as de licenciatura, obrigando muitos de seus moradores a mudarem-se para a capital, Florianópolis ou mesmo outros estados.[carece de fontes?] Entre as principais instituições de ensino superior de Joinville estão o Instituto Federal de Santa Catarina, a Universidade do Estado de Santa Catarina, a Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Universitário - Católica de Santa Catarina, Universidade da Região de Joinville, entre outras.[carece de fontes?]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem em seu antigo endereço

Joinville possui clínicas especializadas principalmente em cirurgia (geral, cabeça, pescoço, pediátrica, plástica, torácica e vascular), pediatria, psiquiatria, obstetrícia, odontologia, neurologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, ginecologia, urologia, endocrinologia, ortopedia, nefrologia, entre outras. Há registra (até 5 de março de 2011) de sete hospitais, 635 consultórios médicos, 86 consultórios odontológicos, 54 postos de saúde, 146 farmácias, quatro prontos-socorros e 36 ambulâncias.[carece de fontes?]

Além dos sete hospitais, a cidade ainda possui: Maternidade Darci Vargas, situada no bairro Anita Garibaldi e próxima ao Hospital São José; Instituto Pró-Rim, referência no país, localizado na Rua Xavier Arp, no bairro Iririú; Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, localizado na rua Camboriú no bairro Glória.[carece de fontes?]

Abastecimento de água[editar | editar código-fonte]

A Águas de Joinville é uma companhia de saneamento de capital misto, majoritariamente pertencente à prefeitura de Joinville, responsável por administrar o tratamento de água e esgoto da cidade desde 2005 (ano em que a concessão mudou de estadual para municipal). A reserva de água tratada totaliza 53 milhões de litros. São 13 reservatórios e duas Estações de Tratamento de Água (ETAs): Cubatão e Piraí, com capacidade total de 1850 l/s, que abastecem 99 por cento do município. A Águas de Joinville também administra quatro Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs): Jarivatuba, Profipo, Morro do Amaral e Espinheiros.[carece de fontes?]

Mídia[editar | editar código-fonte]

O Jornal A Notícia e o Jornal Notícias do Dia, são os jornais diários, editados na cidade. A Gazeta de Joinville é o jornal semanal alternativo. Também existem jornais menores com periodicidade indefinida: Jornal da Cidade e o Correio Joinvilense, além do jornal O Vizinho.[carece de fontes?]

A cidade possui duas emissoras comerciais de televisão, sendo RBS TV Joinville (afiliada Rede Globo) e RIC TV Joinville (afiliada Rede Record). A TV Brasil Esperança, é uma emissora educativa de caráter comunitário na cidade. A cidade também dispõe de duas emissoras de TV comercial em canal fechado (TV a cabo): TV Cidade e TV Babitonga.[carece de fontes?]

Joinville possui também 12 emissoras de rádio, 4 em AM, sendo Colon 1090, Cultura 1250, Difusora Arca da Aliança 1480 e Clube 1590 e 8 em FM que são, 89 FM 89,5 - Jovem Pan 91,1 - Udesc 91,9 - Itapema 95,3 - Nativa FM 103,1 - Atlântida 104,3 - Joinville Cultural 105,1 e 107 FM em 107,5, também conta com mais 4 emissoras comunitárias em FM, que são, Leste FM 87,9 - União Sul FM 87,9 - Nova Brasília FM 87,9 e Pirabeiraba FM 87,9.[carece de fontes?]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Apresentação do Festival de Dança de Joinville no Shopping Cidade das Flores.

Por seus atributos culturais, Joinville recebeu diversos títulos ao longo das décadas de 1940, 60 e 80, tornando-se conhecida como "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Flores", "Cidade das Bicicletas", "Manchester Catarinense", e "Cidade da Dança".[carece de fontes?]

A cidade destaca-se por importantes museus e pontos de interesse histórico, tais como o Museu de Arte de Joinville, Museu Nacional de Imigração e Colonização, Estação da Memória, Museu Casa Fritz Alt, Museu da Bicicleta de Joinville, Galeria de Artes Victor Kursancew, Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville e Casa da Memória.[carece de fontes?]

Inúmeros eventos culturais são marcantes na cidade. A Festa das Flores acontece há 75 anos. O Festival de Dança de Joinville - reconhecido como o maior do mundo em seu gênero (consta no Guinness Book) - chega a sua 32ª edição em 2014. A Coletiva de Artistas de Joinville acontece há 31 anos ininterruptos. Recentemente, a cidade passou a sediar também um festival de música instrumental, o Joinville Jazz Festival.[carece de fontes?]

Uma filial da Escola do Teatro Bolshoi, a única fora da Rússia, é destaque na formação de bailarinos e bailarinas, oferecendo formação de qualidade a estudantes carentes. A produção artística acontece em centros culturais, museus, casa da cultura, centro de eventos, mercado público, teatros, na Cidadela Cultural Antarctica (antiga fábrica de cervejas), e também em escolas, universidades, associações de moradores, igrejas e praças públicas. [carece de fontes?]

A Joinville contemporânea se caracteriza por ser rica na diversidade cultural de seu povo. O aspecto pluralista permite as mais diferentes expressões, das mais diversas culturas e etnias formadoras, da dança clássica ao hip hop, dos corais étnicos à música lírica, da música clássica ao chorinho, do pop rock à música sertaneja e gauchesca. O carnaval de rua, aberto a todos, foi resgatado em 2005. Hoje, a Rua Visconde de Taunay é uma via gastronômica, devido ao movimento noturno e à quantidade de bares e restaurantes no local. Filho de joinvilense, o músico carioca Mú Carvalho, tecladista do grupo instrumental A Cor do Som, emprestou o nome da cidade a uma de suas composições, gravada em seus CDs solo Óleo sobre Tela e Ao Vivo.[carece de fontes?]

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

O patrimônio cultural, ainda preservado, permite a convivência harmoniosa entre o passado e o presente. No patrimônio arquitetônico, destacam-se as construções que mesclam as influências dos imigrantes com as adaptações necessárias ao local. Casas autênticas em enxaimel, centenárias, ainda podem ser vistas no centro, nos bairros e na área rural. Casarões do século chamam a atenção pela angulação dos telhados, em "V". Antigas fábricas ainda preservam suas grandes chaminés, como marcos do desenvolvimento da cidade com vocação industrial.[carece de fontes?]

A Fundação Cultural de Joinville mantém cinco museus, sendo o mais famoso o Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville, que conta um pouco da história dos primeiros imigrantes da cidade. Outro importante museu é o Museu de Arte de Joinville, em uma das mais antigas construções da cidade, com acervo importante de arte local, estadual e nacional. Na antiga casa de Fritz Alt, há o Museu Casa Fritz Alt, com peças do artista. O Museu da Bicicleta de Joinville, o MuBi, com acervo de mais de 16 mil peças, é único do gênero em toda América Latina.[carece de fontes?]

O patrimônio arqueológico é outro destaque, já que existem mais de 40 sambaquis no município, sendo dez deles em área urbana. O Museu Arqueológico de Sambaqui é referência internacional no assunto, já que conserva em seu acervo mais de 20 mil peças. Um sambaqui preservado pode ser visitado no Parque Municipal da Caieira, uma área de preservação permanente junto à Baía da Babitonga, que integra manguezais, mata atlântica, sítios arqueológicos e ruínas da antiga fábrica de cal, que utilizava os "casqueiros" dos sambaquis como matéria-prima.[carece de fontes?]

Como patrimônio imaterial (ligado aos saberes e fazeres), o destaque é a culinária. A cachaça, o melado, os produtos coloniais e a culinária colonial típica, principalmente suíça e alemã, ainda resistem aos processos de industrialização. As confeitarias da cidade - uma atração cultural à parte - são reconhecidas por suas tortas, cucas e pelo apfelstrudel (strudel de maçã). Existe em Joinville a Praça dos Suíços, em homenagem a expressiva imigração Suíça na cidade. Há várias fábricas de chocolate caseiro. O artesanato local é simples e com forte predominância dos artigos confeccionados com tecidos e roupas feitos à mão, pintados ou bordados. Recentemente, tem-se destacado o artesanato com fibra de bananeira, uma cultura agrícola ainda abundante no meio rural.[carece de fontes?]

Além da língua nacional, o português, outros idiomas originados na Europa são falados por alguns moradores e integrantes da população joinvilense com um pouco mais de idade: dentre eles, o alemão e o italiano.[carece de fontes?]

Esportes[editar | editar código-fonte]

O tiro ao alvo e a ginástica foram os primeiros esportes praticados pelos imigrantes, mas atualmente o futebol é o esporte de maior popularidade entre os joinvilenses, especialmente a partir do início século XX.[32] Joinville conta com um grande clube desportivo em atividade, o Joinville Esporte Clube. Outro clube de grande porte na cidade foi o extinto Caxias Futebol Clube. Existem ainda numerosos clubes de menor dimensão dedicados ao futebol amador, mas com função social de grande relevo em seus bairros. Ao longo do tempo, clubes dedicados ao remo, modalidade anteriormente praticada junto ao rio Cachoeira, foram gradualmente desaparecendo.[33][34] Clubes recreativos tradicionais, como o América Futebol Clube, também possuem boa estrutura esportiva, oferecendo possibilidade de prática em esportes variados como futebol, futsal, futebol americano (Joinville Gladiators e Red Lions Football), ginástica artística, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, tênis e voleibol.[carece de fontes?]

Em esportes individuais, alguns atletas joinvilenses conseguiram grande destaque internacional. Na natação, Eduardo Fischer conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 2002, na modalidade 50 metros peito. Maurício Gugelmin, piloto de Fórmula 1, foi o terceiro colocado no Grande Prêmio do Brasil de 1989. Daniel Orzechowski, na natação, e Márcia Narloch, no atletismo, tiveram êxito em competições continentais, conquistando medalhas nos Jogos Sul-Americanos e nos Jogos Pan-Americanos, respectivamente. O nadador Talisson Glock conquistou duas medalhas nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2016. O lutador de artes marciais mistas Vitor Miranda e o jogador de basquete Tiago Splitter também alcançaram grande fama internacional participando, respectivamente, das competições Ultimate Fighting Championship (UFC) e National Basketball Association (NBA).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dicionário Aurélio
  2. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
  3. [1]
  4. a b «Divisão Territorial do Brasil» (Zip). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 5 de janeiro de 2011 
  5. a b c d e «Santa Catarina » Joinville». IBGE Cidades. IBGE. 1 de julho de 2015. Consultado em 8 de setembro de 2015 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2013. Consultado em 29 de julho de 2013 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos municípios - 2012» 
  8. «Google». www.google.com.br. Consultado em 16 de junho de 2016 
  9. Censo, BR: IBGE, 2010 .
  10. «Joinville é a 2ª melhor cidade do Brasil para se viver, aponta pesquisa». A Notícia. Consultado em 16 de junho de 2016 
  11. «Maior festival de dança do mundo ocorre na cidade de Joinville». Globo Repórter. 26 de julho de 2013. Consultado em 16 de junho de 2016 
  12. a b c d e f g h i j k l El-Khatib 1970, p. 52-53.
  13. «Joinville é cidade mais rica de Santa Catarina, aponta pesquisa do IBGE». Santa Catarina. 18 de dezembro de 2015 
  14. a b c Carneiro 2006, p. 101-102.
  15. PRADO, Emanuel Marcos Cruz (2013). Clube de Autores, ed. Contos Catarinenses. [S.l.: s.n.] 64 páginas 
  16. BUENO, E (2003), Brasil: uma história 2ª rev ed. , São Paulo: Ática, pp. 18-19 .
  17. MÜLLER, Kelly (9 de março de 2007), «Um presente real, terra de sonhos», A Notícia: 12-14 .
  18. Cidade de Joinville
  19. a b «CLIMA: JOINVILLE». Climate-Data.org. Consultado em 6 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 15 de julho de 2015 
  20. Municípios com decretos - 08 Dez 08
  21. Sobe para seis o número de mortos pela chuva em Santa Catarina
  22. «Primeira ocorrência de neve em Joinville é registrada pela Epagri» 
  23. «Joinville tem maior população negra de SC». JusBrasil. 26 de Outubro de 2009. Consultado em 18 de julho de 2010 
  24. Organization of American States (OAS). «The Brazilian Legal System» (em inglês). Consultado em 16 de maio de 2011 
  25. Flávio Henrique M. Lima (8 de fevereiro de 2006). «O Poder Público Municipal à frente da obrigação constitucional de criação do sistema de controle interno». JusVi. Consultado em 16 de maio de 2011 
  26. «Udo Döhler (PMDB) é reeleito prefeito de Joinville». G1. 30 de outubro de 2016. Consultado em 30 de outubro de 2016 
  27. DJI. «Constituição Federal - CF - 1988 / Art. 29». Consultado em 16 de maio de 2011 
  28. a b c d Cidade Brasil (9 de novembro de 2012). «O Município de Joinville». cidade-brasil.com.br. Consultado em 10 de junho de 2015 
  29. Prefeitura de Joinville (15 de abril de 2015). «Joinville estreita relações com cidade-irmã na Alemanha e projeta melhor intercâmbio». joinville.sc.gov.br. Consultado em 10 de junho de 2015 
  30. Turismo (24 de julho de 2014). «Turismo de Joinville poderá ter intercâmbio com cidade suíça». joinville.sc.gov.br. Consultado em 9 de junho de 2015 
  31. Gabinete (27 de outubro de 2011). «Parte da história de Joinville na visita a Schaffhausen». joinville.sc.gov.br. Consultado em 9 de junho de 2015 
  32. «Paixão por futebol gera obras de esporte e lazer», BR, AN, 1997 .
  33. «Ex-timoneiro quer volta do remo na cidade», AN, 15 de março de 1998 .
  34. «Lembranças da época de ouro do remo», AN, 6 de dezembro de 2004 .

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikisource Textos originais no Wikisource
Commons Imagens e media no Commons