Lima

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Lima
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Localização
Lima está localizado em: Peru
Lima
Localização de Lima no Peru
12° 2' 6" S 77° 1' 7" O
Alcaide Luis Castañeda Lossio
Região Província de Lima
Dados
Fundação 18 de janeiro de 1535 (481 anos)
Área 2 664 67 km²
População 8,500,842 [1] hab. (INEI 2013)
Densidade 8 544 hab./km²
Altitude 154 metros
Gentílico Limenho
Código postal 051
Website www.munlima.gob.pe
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Lima (pronunciado em português[ˈlimɐ]; pronunciado em castelhano[ˈlima]) é a capital e maior cidade do Peru. Está localizada nos vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, banhada pelo Oceano Pacífico na parte central do país. Junto com a cidade portuária de Callao, forma a Região Metropolitana de Lima. Com uma população de quase nove milhões de habitantes, a área metropolitana de Lima é a quinta maior da América do Sul[2] assim como a 5a mais populosa da América Latina.

Fundada em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis, passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência do país, passou a ser a capital do Peru.

Segundo o censo de 2007, a Região Metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes — destes, mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima —, representando aproximadamente 30% da população peruana[3] A "Grande Lima" se estende por mais de cem quilômetros ao longo da costa, abrangendo também o porto de Callao, o principal do país, e compõe-se de 43 distritos.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

O atual vale do rio Rímac recebia o nome de Rimaq (pronunciado [ˈli.maq] segundo a pronúncia lambdacista do quéchua costenho e como [ˈɾi.maq] nas variantes da serra) como referência à huaca de Santa Ana. Como em outros topônimos, a oclusiva final terminou por eliminar-se ao passar ao castelhano, preferindo-se, com o tempo, a grafia Lima após coexistir em documentos com as formas Limac e Lyma.

Ao ser fundada, recebeu o nome de Ciudad de los Reyes devido ao fato de o território limenho ter sido invadido pelos espanhóis em 6 de janeiro, Dia de Reis. No entanto, persistiu o nome indígena da região, pelo qual o novo centro urbano tornou-se conhecido como a cidade de Lima. O rio, em vez disso, teve alterada sua grafia por indicação do "Terceiro Concílio Limense", da mesma forma que outros topônimos de origem quéchua.

História[editar | editar código-fonte]

Época pré-hispânica[editar | editar código-fonte]

A história da cidade de Lima inicia-se com sua fundação espanhola em 1535. O território formado pelos vales dos rios Rímac, Chillón e Lurín estava ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura Maranga e a cultura Lima foram as que se estabeleceram e forjaram uma identidade nestes territórios. Durante essas épocas, se construíram os santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac. Estas culturas foram conquistadas pela Império Wari durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi durante esta época que construiu-se o centro cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da importância Wari, as culturas locais voltaram a adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay. Posteriormente, no século XV, estes territórios foram incorporados no Império Inca.

Desta época, podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac.

Época do vice-reino[editar | editar código-fonte]

Pachacamac foi um importante centro religioso antes da chegada dos conquistadores espanhóis.
As muralhas de Lima foram construídas entre 1684 e 1687 pelo vice-rei Melchor de Navarra e Rocafull.

Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram, prisioneiro, o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca e, mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado à morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana. Logo após algumas batalhas, os espanhóis conquistaram seu império e, com isto, a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou.[4] Assim, decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac, logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535, a Lima espanhola foi fundada como a "Cidade dos Reis" sobre os territórios do cacique Taulichusco.[5] Em agosto de 1536, a cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II. No entanto, os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas.[6]

Em 1543, Lima foi designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência.[7] Lima prosperou com o comércio.[8] A cidade, no entanto, não esteve livre de perigosː violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687.[9] Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no oceano Pacífico, o que motivou a construção das muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687.[10] O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima, já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires.[11]

Em 1746, um forte sismo danificou severamente Lima e destruiu Callao, obrigando a um esforço de reconstrução em massa pelo vice-rei José Manso de Velasco.[12] Na segunda metade do século XVIII, Lima resultou afetada pelas Reformas Borbônicas, já que perdeu o monopólio sobre o comércio externo e seu controle sobre a importante região mineradora do Alto Peru.[13] [14] Este debilitamento econômico levou a elite da cidade a depender dos cargos outorgados pelo governo do vice-reino e pela Igreja Católica e, portanto, se mostrou reticente a apoiar a independência.[15] A dependência das elites em relação aos cargos do governo gerou corrupção em grande escala na cidade.[16]

Uma expedição combinada de patriotas argentinos e chilenos dirigidos pelo general José de San Martín desembarcou ao sul de Lima em 1820, mas não atacou a cidade. Enfrentando um bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra firme, o vice-rei José de la Serna e Hinojosa foi forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para salvar o exército realista.[17] Temendo um levantamento popular e carecendo de meios para impor a ordem, o conselho da cidade convidou San Martín a entrar em Lima e assinou uma declaração de independência a seu pedido.[18] No entanto, a guerra não tinha acabado e, nos dois anos seguintes, a cidade mudou de mãos muitas vezes.

Época Republicana[editar | editar código-fonte]

A Jirón de la Unión foi a via mais importante de Lima durante a primeira metade do século XX.

Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general José de San Martín, Lima converteu-se na capital da República do Peru. Assim, Lima foi a sede do governo do libertador e sede também do Congresso constituinte que teve o Peru.

Os primeiros anos da história republicana peruana se caracterizaram pelo constante confronto entre caudilhos militares, que tinham, como objetivo, governar o país e para o qual tentavam tomar a sede de governo. Assim, Lima sofreu vários assédios e confrontos armados em suas ruas. Durante o longo período de guerras civis, metade da cidade foi destruída.[19] Em 1862, deu-se início ao processo de mudança na nomenclatura urbana da cidade. Em 1868, foi eleito o presidente José Balta, pondo fim a mais de três décadas de guerra civil. Neste governo, ocorreu a demolição das muralhas que circundavam a cidade.[20] Em 1872, perto do fim de seu governo, foi derrubado pelos irmãos Gutiérrez e, alguns dias depois, foi assassinado. Durante o golpe, houve várias brigas dentro da cidade.[21] Com o início da Guerra do Pacífico, Lima é afetada pelo bloqueio do porto e a consequente ocupação chilena.[22] As tropas invasoras saquearam a cidade. Logo após a retirada do exército invasor, Lima iniciou um processo de reconstrução, que se viu limitada devido aos confrontos entre Andrés Avelino Cáceres e Nicolás de Piérola.

Em 1894-1895, ocorreu a terceira guerra civil peruana. A 16 de março de 1895, Nicolás de Piérola, chefe da revolta, ordenou o ataque à cidade. Seu exército foi dividido em três seções para atacar simultaneamente o Lima Norte, Central e do Sul. Após três dias de batalhas, insurgentes tomaram Lima e a saquearam durante dias. Os confrontos causaram mais de mil mortos. Corpos se amontoaram nas ruas e nos hospitais. A decomposição dos corpos desencadeou uma epidemia. A situação foi agravada porque Lima não tinha saneamento básico, esgoto, água corrente ou um sistema de hospitais. Com Piérola assumindo o poder, houve o início do que se denominou a república aristocrática.[23]

No início do século XX, após o saque e a nova guerra civil, Lima iniciou um processo de reconstrução. No entanto, a construção se tornou improvisada e desordenada. Nos anos 1930, Lima não possuía serviços básicosː o principal meio de transporte era a carroça e, para iluminar as ruas, ainda eram usando velas como na era colonial.[24] Em 1937, começa a remodelação do Palácio de Gobierno e da Casa Municipal, fortemente danificadas pelos terremotos. Entre 1941 e 1942, a Guerra peruano-equatoriana causou escassez em todo o Peru. Houve vários saques de lojas em Lima. O estado de sítio foi decretado na cidade por 30 dias, durante os quais 52 pessoas foram mortas em confrontos com a polícia.[25] Em 1951, o primeiro estádio de futebol do país abre, o Estádio Nacional.

Nos anos 1960, deu-se início à emigração em massa de pessoas do interior do país, produzindo um crescimento exponencial da população na capital e a consequente expansão urbana descontrolada, produto principalmente do êxodo rural e migração urbana. As novas populações construíram as suas habitações em terrenos próximos ao centro, os quais se utilizavam até aí como zona agrícola. Os novos assentamentos não tinham infraestrutura, pavimento ou esgoto. Os distritos de Lince, La Victoria para o sul; Breña e Pueblo Libre para o oeste; El Agustino, Ate e San Juan de Lurigancho para o leste e San Martín de Porres e Comas ao norte. Lima, em 1963, incorpora iluminação elétrica e começa a pavimentar as grandes avenidas. Em 1976, se criou Villa el Salvador (atual distrito de Villa El Salvador), localizada a trinta quilômetros do centro da cidade e atualmente integrada na área metropolitana.

Nos anos 1970 e durante os vinte anos seguintes, o grupo terrorista Sendero Luminoso empreenderia ações violentas contra civis por meio de assassinatos, execuções sumárias e atentados civis e contra a infraestrutura do governo. Outro grupo terrorista, o Movimento Revolucionário Túpac Amaru, cometeu assassinatos, sequestros e sabotagem. Devido às ações de grupos terroristas, a taxa de homicídios subiu na cidade. Milhares de peruanos decidiram deixar Lima e fugir para o exterior. As poucas indústrias estabelecidas na década anterior saíram da cidade e do país, provocando frequentes desabastecimentos de produtos básicos durante as década de 1970 e 1980. A escassez foi acompanhada por greves gerais, saques a lojas e forte repressão da polícia. Os planos para a construção dos primeiros sistemas de água e esgoto seriam retardados pela estagnação econômica do país. Na década de 1980, a violência terrorista se agravou, juntamente ao desordenado crescimento da cidade. Com o acréscimo de pessoas que chegavam como migrantes internos, a cidade estava à beira do colapso. O centro histórico da cidade sofreu uma crescente deterioração e muitas zonas da cidade careciam constantemente dos serviços básicos.[26] Durante as décadas de 1980 e 1990, a cidade sofreu ataques terroristas por parte de grupos guerrilheiros. Em 1991, Lima sofreu mais de 900 ataques que deixaram 400 mortos.[27]

O novo ministro da Economia e Finanças, Abel Salinas, lançou o Plano Zero. Disparou o preço dos produtos farmacéuticos e houve aumento de 600% e 400% da gasolina. Desde setembro de 1988, a inflação tornou-se hiperinflação. No mês, os preços aumentaram 114%. A escassez de matérias-primas e alimentos piorou. O número de famílias pobres em todo o Peru chegou a 70,7% durante o período 1980-1989. A região mais afetada foi a área metropolitana e El Callao com picos de 80% de pobreza.[28]

Em 8 de agosto de 1990, o governo de Alberto Fujimori anunciou um choque econômico chamado "Fujishock": o desemprego subiu para 73%, a inflação chegou a 7 694,6%. (114,5% em 1987, 1 722% em 1988, 2 775% em 1989, e 7 694% em 1990). A presença das forças armadas não impediu os protestos maciços em Lima. Famílias pobres começaram a saquear e havia longas filas para comprar itens básicos como açúcar. O Fujishock continuou, o preço da gasolina aumentou 3 000 por cento. Fujimori decretado sobe em grampos da ordem de 160 por cento e 300 por cento. Depois do Fujishock, o nível de pobreza no país aumentou até 79%.[29] Durante o governo neoliberal de Fujimori, a economia estagnou, a pobreza aumentou e houve saques ocasionais a supermercados e pequenas lojas. Em 1992, Fujimori deu um golpe, fechou o Parlamento, suspendeu a constituição e o estado de direito, e Lima foi ocupada pelo exército.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Depois de uma década sob o regime de Alberto Fujimori, em 2001, Lima conseguiu sua autonomia. As eleições municipais foram ganhas por Luis Castañeda Lossio. Durante seu governo, ele tem sido criticado pela inclusão de seu nome e imagem em grande parte do trabalho realizado pela prefeitura, visando a fins políticos.[30][31] Lima, atualmente, tem cerca de 9,2 milhões de habitantes (cerca de um terço da população peruana).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Temperaturas médias no Aeroporto Internacional Jorge Chávez.

Lima tem elevados níveis de umidade e baixa precipitação. Está localizada a doze graus de latitude sul e quase ao nível do mar, exceto a parte oriental, localizada em colinas. Seu clima é caracterizado pela ausência de chuva, com um alto nível de umidade e cobertura de nuvens persistente.[32] Quando chove em Lima, há problemas, porque a cidade não está preparada para a chuva. Nas colinas, avalanches ocorrem, causando graves prejuízos.[33] Com baixa pluviosidade (menos de 8 milímetros por ano), a chuva é quase nula. A média anual é 7 milímetros relatados no aeroporto, o valor mais baixo em uma área metropolitana do mundo. A umidade relativa do ar é muito elevada, com persistente neblina em junho e em dezembro, quando as nuvens são mais baixas. É ensolarado, quente e úmido no verão (dezembro-abril), com neblina e leve turva no inverno (junho a setembro). Lima tem apenas 1 284 horas de sol por ano, 28,6 horas em julho e 179,1 horas, em janeiro, números excepcionalmente baixos.[34]

O clima é temperado subtropical. A temperatura média anual é 18,5 a 19°C, com um máximo anual de cerca de 29°C. No verão, de dezembro a abril, as temperaturas variam entre 21 e 28°C. No inverno, de junho a setembro, as temperaturas variam entre 12 e 19°C. A temperatura mais baixa registada historicamente é 5°C. A primavera e o outono tem temperaturas entre 17 e 23°C. A combinação das condições atmosféricas que produzem este clima são: o frio da corrente de Humboldt esfria o caloroso ambiente tropical que corresponde à sua latitude, produzindo uma nuvem espessa extremamente baixa (menos de 500 metros da terra), que impede a passagem da luz directa do sol perto de Cordilheira dos Andes, que atua como uma barreira impedindo que o ar arrefecido por correntes marítimas e as nuvens fujam, e também impede a formação de nuvens carregadas de chuva. Lima tem clima de deserto.

Economia[editar | editar código-fonte]

Lima é o centro econômico do país. A Grande Lima tem cerca de 7 000 lojas e é responsável por mais de 70% da indústria do Peru. As principais indústrias são a alimentar, a química e a têxtil (embora o último sector esteja em crise profunda desde 2008).[35][36] Por outro lado, a cidade sofre consideravelmente com a poluição provocada por milhares de veículos, principalmente a frota circulante mais antiga. A cidade foi incluída em 2012, pela World Cities Study Group and Network (GaWC) (rede de pesquisadores que mede a globalização das cidades) na categoria Beta Mais, juntamente com cidades como Lisboa, Copenhaga, Bangalore e Berlim.[37]

O produto interno bruto (PIB) de Lima representa cerca de 48% do PIB do Peru.[carece de fontes?] A cidade abriga empresas nacionais, estrangeiras, bancos e companhias de seguros. A Bolsa de Valores de Lima foi fundada em 1860.

A Região Metropolitana de Lima tem uma relação centro-periferia forte. Desde a entrada em vigor do acordo de livre comércio em 2010, a indústria têxtil e do vestuário está em criseː cerca de 14 000 empresas fecharam as portas porque não podiam pagar suas dívidas ou competir. Devido a isso, estima-se que, em 2013, 30 mil empregos serão perdidos em Lima.[38]

Comércio[editar | editar código-fonte]

Shopping em Chinatown.

O Mercado Central, um mercado de frutas e vegetais, se localiza no centro de Lima, entre o Huallaga e Ucayali, é um dos maiores mercados a céu aberto da cidade. Nos arredores deste mercado, é comum encontrar camelôs oferecendo quase de tudo. O Mercado Índio em Miraflores, o Centro San Miguel, o Centro Artesanal Carabaya e o Centro Artesanal Santo Domingo oferecem uma grande variedade de artesanato peruano.

Existem muitos shoppings na cidade, como o Jockey Plaza em Surco e o Megaplaza Norte shopping. Mesa Redonda é uma parte do Centro Histórico de Lima na área do Barrios Altos, uma das partes mais antigas da cidade, que sofre de uma grande deterioração urbana. Nos últimos anos, tem havido, nesta área, um comércio baseado na economia informal. É identificado como uma área de alto risco devido a suas favelas, a superpopulação e venda de mercadoria ilegal. Em 2001, houve um incêndio provocado por cerca de 900 toneladas de fogos de artifício ilegais.[39]

Problemas Urbanos[editar | editar código-fonte]

Pueblo joven em San Juan de Lurigancho, a nordeste de Lima

Os problemas incluem os altos níveis de poluição do ar pelas emissões de poluentes provenientes da indústria e dos automóveis. Na indústria, que está concentrada principalmente na região metropolitana de Lima, há disposição inadequada de resíduos e baixa capacidade de tratamento de esgoto, gases residuais e dos resíduos.

Em 1961, havia 139 pueblos jovenes (favelas), com uma população de 316 829 habitantes e uma taxa de crescimento anual de 9,84%. Em 1970, os pueblos jovenes aumentaram para 273, com uma população de 761 755 habitantes. Hoje, Lima tem uma população 2 000 pueblos jovenes, onde vivem 2 623 000 habitantes, cerca de 31% da população metropolitana.[40]

Na década de 1980, e durante as décadas de 1980 e 1990, a cidade sofreu ataques terroristas por parte de grupos armados e grupos guerrilheiros. Em 1991, Lima sofreu mais de 900 ataques que deixaram mais de 400 mortos.[41] Durante os anos 1980, o cultivo ilegal de coca foi estabelecido em áreas extensas do lado ocidental dos Andes, nos subúrbios da cidade. Movimentos insurgentes rurais, como o Sendero Luminoso e o Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA), cresceram durante este tempo.

Desde meados do século XX, Lima recebeu muitas pessoas do interior do país, o que ajudou a mudar a composição étnica da capital peruana, com novos assentamentos formados por indígenas.[42] [43] Outro grande problema é o lixo; o tratamento do lixo urbano tem sido classificado como pobre.[44]

A cidade tem o ar mais poluído da América Latina, de acordo com um relatório de 2014 da Organização Mundial de Saúde. [45]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Aeroporto Internacional Jorge Chávez

O transporte público é um grande problema na cidade, que, depois de anos de crescimento desordenado e descontrolado, não tem uma rede eficiente desse tipo de transporte.[46]

Transporte Aéreo[editar | editar código-fonte]

Lima se encontra servida pelo Aeroporto Internacional Jorge Chávez, localizado em El Callao. A Base Aérea Las Palmas, localizada no distrito de Santiago de Surco, é de uso exclusivamente militar. O Aeroclube de Collique, localizado no distrito de Comas, é utilizado pela aviação geral e para a instrução de pilotos de aviação comercial.

Transporte Marítimo[editar | editar código-fonte]

No porto de El Callao, concentra-se a maior parte do transporte marítimo nacional. Responde por 75% das importações e exportações do Peru. Os principais produtos exportados no porto são produtos derivados do petróleo, cobre, ferro, prata, zinco, chumbo, do algodão, açúcar e café.

Transporte Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Estação "Desamparados" do Ferrocarril Central.

A primeira linha ferroviária, chamada "Ferrocarril Central", foi criada em 17 de maio de 1851.

O ferrocarril Lima-Ancon-Chancay foi inaugurado em 1875, pertence à Empresa Agrícola Palpa. Com um percurso de 29 quilômetros, foi abandonado em 1940. No início do século XX, Lima estava ligada ao sul através da linha Lima-Chancaypuesta Ancon, com um percurso de 42 quilômetros. Esta linha foi abandonada em 1964 devido à instabilidade política e econômica e à baixa produção de cobre.[47]

O ferrocarril Playa Chica - Las Salinas serviu para extracção de sal ao sul de Huacho. Tinha 10 quilômetros de comprimento. Ele cessou operações entre 1920-1932, quando quebrou por falta de fundos.[48]

Durante a década de 1980 e início da de 1990, a empresa ferroviária entrou em declínio. Em 1990, decidiu-se cancelar o único serviço de passageiros, prevalecendo o de mercadorias.[49] [50]

Metro[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Metrô de Lima

Atende à Região Metropolitana de Lima. Possui atualmente 34,6 quilômetros de extensão e 26 estações, usando um viaduto elevado. Foi inaugurado comercialmente em 18 de janeiro de 2003.

Transporte Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Trânsito em Lima.

As rotas mais utilizadas na atualidade são as que levam às cidades de Santiago (Chile) e Buenos Aires. Existe, na cidade, uma só grande rodoviária, no shopping Plaza Norte.[carece de fontes?] Há, também, rodoviárias informais como Fiori, no distrito de San Martín de Porres, para as rotas para o norte do país; Yerbateros, no distrito de El Agustino, para as rotas do centro; e Atocongo; no distrito de Surco; para as rotas do sul. As vias troncais que nascem de Lima e se comunicam a todo o Peru são três:

Os micro-ônibus, um dos transportes urbanos mais comuns em Lima

Existem mais de 450 rotas de transporte urbano, as quais são servidas por ônibus, micro-ônibus e kombis. Este sistema se caracteriza pela falta de renovação das unidades e a informalidade de operação, mesmo quando as empresas têm rotas estabelecidas. As caminhonetas rurais conhecidas popularmente como "combis", junto com motocicletas chamadas "mototáxis" pelos peruanos, são os típicos veículos de transporte público para distâncias curtas, especialmente na periferia da cidade. O serviço, no entanto, é deficiente quanto aos padrões de segurança e comodidade.[51]

Sistema Metropolitano de Transporte

O Sistema Metropolitano de Transporte é um sistema integrado de transporte público baseado em ônibus articulados de grande capacidade (BRT). Percorre distritos da capital desde Chorrillos até a região norte de Lima.[52]

Educação[editar | editar código-fonte]

Na cidade, há 28 universidades, entre as quais se encontra a mais antiga do continente: a Universidad Nacional Mayor de San Marcos, chamada Decana de América e fundada em 12 de maio de 1551 por frei Tomás de San Martín.[53] Os professores foram treinados na própria universidade. O dia 12 de maio deu lugar à celebração do dia da Universidade Peruana.[54] Em 2002, mais de 29 800 alunos estavam matriculados na universidade em cursos de graduação e outros 3 549 alunos estavam matriculados em cursos de pós-graduação. Passaram, pela universidade, a maior parte dos mais influentes cientistas, políticos, escritores e filósofos do Peru contemporâneo.[54]

Outras universidades estatais têm um importante papel no ensino e investigação, tais comoː a Universidade Nacional de Engenharia, fundada em 1876; a Universidade Nacional do Callao; a Universidade Nacional Federico Villarreal; a Universidade Nacional Agraria La Molina; e a única universidade dedicada a formação de Docentes, a Universidade Nacional de Educação Enrique Guzmán y Valle, conhecida como "La Cantuta", situada em Chosica e fundada em 6 de julho de 1822 pelo libertador José de San Martín, dando, assim, lugar à celebração do dia do professor, por ser data da fundação da primeira escola de preceptores no Peru.

A Pontifícia Universidade Católica do Peru é a primeira universidade privada do país (fundada em 1917). Outras instituições sãoː a Universidade Inca Garcilaso de la Vega (fundada em 21 de dezembro de 1964 pela Asociación AIPP da Universidad Nacional Mayor de San Marcos); Universidade ESAN; a Universidade do Pacífico; a Universidade de Lima; a Universidade Peruana Cayetano Heredia; a Universidade Alas Peruanas; a Universidade Ricardo Palm; a Universidade San Martín de Porres; e a Universidade San Ignacio de Loyola.

Cultura e sociedade[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Procissão do Senhor dos Milagres - Plaza de Armas.

A religião católica está muito presente na sociedade de Lima, especialmente nas celebrações religiosas. A cidade tem muitas igrejas no seu centro histórico. Uma procissão muito concorrida é a do "Senhor dos milagres" (Señor de los milagros). A cidade ultimamente também conta com outros prédios de diferentes igrejas protestantes em diferentes partes da cidade.

Centro Histórico de Lima[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Centro Histórico de Lima
Centro histórico de Lima.

A originalidade de seu centro histórico lhe valeu ser declarado pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade no ano de 1988.

Cinema[editar | editar código-fonte]

O Festival de Cinema de Lima apresenta os melhores filmes do momento, especialmente de cinema de arte e de diretores europeus e latino-americanos.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A culinária peruana é muito variada. Lima tem seu festival gastronômico, chamado "Mistura".

Esportes[editar | editar código-fonte]

A cidade possui a ciclovia da avenida Arequipa. A praça de touros de Acho é a mais importante das 56 arenas oficiais no Peru. É uma das maiores praças de touros do mundo.

O Campeonato Peruano de Futebol é um evento esportivo nacional que atrai significativamente o interesse dos adeptos do esporte na cidade. Assim, dois dos quatro clubes profissionais na cidade fazem o clássico do futebol peruano, que é a partida das equipes do Club Universitario de Deportes e do Club Alianza Lima. As outras equipes da primeira divisão peruana em Lima são o Club Deportivo Universidad de San Martín de Porres e o Club Sporting Cristal. Os espaços esportivos mais importantes da cidade são o Estádio Nacional do Peru, o Estádio Monumental "U", o "Coliseo Eduardo Dibós" e a "Villa Deportiva Nacional" (Videna).

Lima foi sede dos Jogos Bolivarianos de 1947. A cidade será sede dos Jogos Pan-Americanos de 2019.

Museus[editar | editar código-fonte]

  1. Casa Museu "José Carlos Mariátegui" (história natural e ciências)
  2. Casa Museu "Julia Codesido" (história natural e ciências)
  3. Casa Museu "Miguel Grau" (história)
  4. Casa Museu "Ricardo Palma" (história)
  5. Museu "Sala Museo de Oro (arqueologia e história)
  6. Museu Aeronáutico
  7. Museu Amano (Arqueologia e história)
  8. Museu "Andrés Avelino Cáceres" (história)
  9. Museu "Antonio Raimondi" (história natural e ciências)
  10. Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera
  11. Museu Arqueológico del Colegio Juan XXIII
  12. Museu Arqueológico "Josefina Ramos de Cox"
  13. Museu Comunitário Inti Raymi (arte)
  14. Museu de Arte (arte)
  15. Museu de Arte Colonial Pedro de Osma (arte)[2]
  16. Museu de Arte Italiano (arte)
  17. Museu de Arte Popular
  18. Museu de Arte Religioso de la Catedral
  19. Museu de Arte da "Universidad de San Marcos (UNMSM)"
  20. Museu de Criminalística de la Policía Nacional del Peru
  21. Museu del Banco Central de Reserva del Peru (arqueologia e história)
  22. Museu del Centro de Investigação Arqueológica de Ancón
  23. Museo de los Combatientes del Morro de Arica
  24. Museo de los Descalzos (arte e história)
  25. Museo del Convento de San Francisco (arqueologia e história)
  26. Museu Histórico Militar del Real Felipe
  27. Museo de la Nación (arqueologia e história)
  28. Museo Geológico de la Universidad Nacional de Ingeniería (história natural e ciências)
  29. Museu Nacional de Antropologia, Arqueologia e História
  30. Museu Nacional de Informática
  31. Museu Nacional de la Cultura Peruana
  32. Museu de História Natural "Javier Prado" (Universidad de San Marcos)
  33. Museu de História Natural da Universidad Particular Ricardo Palma
  34. Museu de Ingeniería de Minas "George Petersen" de la Universidad Católica (PUCP)
  35. Museu de Investigaciones de Zonas Áridas da Universidad Nacional Agraria (UNA)
  36. Museu da Biblia
  37. Museu da Eletricidade
  38. Museo de la Inmigración Japonesa (história)
  39. Museo de Oro del Peru y Armas del Mundo
  40. Museu do Sitio Huaca Huallamarca (arqueologia e história)
  41. Museu do Sitio Huaca Pucllana (arqueologia e história)
  42. Museu do Sitio Huaca Puruchuco
  43. Museu do Sitio del Mirador del Cerro San Cristóbal (arqueologia e história)
  44. Museu do Sitio de Pachacámac (arqueología e história)
  45. Museu do Sitio del Parque Reducto N° 2 (arqueologia e história)
  46. Museu do Hospital Santo Toribio de Mogrovejo
  47. Museu do Petróleo
  48. Museu do Teatro
  49. Museu "Marina Núñez del Prado" - Biblioteca Falcón
  50. Museu Memória "Coronel Leoncio Prado" (história)
  51. Museu Multidisciplinario del Colegio La Salle (história natural y ciências)
  52. Museu Naval
  53. Museu Numismático del Banco Wiese
  54. Museu Postal y Filatélico (Direção Geral de Correios)
  55. Museu Taurino de la Plaza de Acho (história)
  56. Museu del Tribunal de la Santa Inquisición (arqueologia e história)
  57. Museu Universitario de la Universidad Nacional Federico Villarreal (arqueologia e história)
  58. Museu Arqueológico Comunal de Carquín
  59. Museu do Sítio de Puruchuco
  60. Museu Municipal de Chancay
  61. Museo y Balcón Histórico de Huaura

Cidadãos ilustres[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Lista das cidades-irmãs de Lima:

Referências

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