Ir para o conteúdo

Gronelândia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Groenlândia)

Groenlândia / Gronelândia
Kalaallit Nunaat (gronelandês)
Grønland (dinamarquês)
Hino: Nunarput utoqqarsuanngoravit
("Tu, Nossa Antiga Terra")
Localização de Gronelândia / Groenlândia / Groelândia
Capital
e maior cidade
Nuuk
64°10′N 51°44′W
71,7069 -42,6043
Língua oficialGroenlandês¹
Religião oficialLuteranismo
Gentílicogronelandês (pt) ou groenlandês (br)
GovernoRegião autônoma da Dinamarca; Democracia parlamentar no contexto de uma monarquia constitucional
• Monarca
Frederico X
Julie Præst Wilche
Jens-Frederik Nielsen
• Presidente do Parlamento
Mimi Karlsen
Autonomia 
• Desde
1 de maio de 1979
• Autogoverno
21 de junho de 2009
Área
 • Total2 166 086 km² (12.º)
FronteiraFronteira com o Canadá na ilha de Tartupaluk (Ilha Hans) e marítima com a Região de Qikiqtaaluk, Nunavut (Canadá) e com a Islândia no Oceano Atlântico Norte
População
 • Estimativa para 202556 831[1][2][3] hab. (210.º)
 • Densidade0,026 hab./km² (241.º)
PIB (PPC)Estimativa para 2023
 • TotalUS$ 4,48 bilhões[4] (n/a.º)
 • Per capitaUS$ 58 499[5] (n/a.º)
IDH (2013)0,803[6] (n/a.º) – muito alto
MoedaCoroa dinamarquesa (DKK)
Fuso horárioGMT -2 (UTC0 a -4)
Cód. ISONA
Cód. Internet.gl
Cód. telef.+299
Website governamentalnaalakkersuisut.gl
1. O groenlandês é a única língua oficial da Gronelândia desde 2009.[7][8]

A Groenlândia (português brasileiro) ou Gronelândia (português europeu) (em gronelandês: Kalaallit Nunaat, "nossa terra"; em dinamarquês: Grønland, "terra verde") é uma região autónoma do Reino da Dinamarca. O seu território ocupa a ilha com o mesmo nome, considerada a maior do mundo, além de diversas ilhas vizinhas, ao largo da costa nordeste da América do Norte.[9][10][11]

As suas costas são banhadas a norte pelo oceano Glacial Ártico, a leste pelo mar da Gronelândia, a leste e sul pelo oceano Atlântico e a oeste pelo mar do Labrador e pela baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Ártico Canadiano, da qual está separada pelo estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago canadiano, a oeste, a ilha de Devon e a ilha de Baffin; a sudeste a Islândia; a leste a ilha de Jan Mayen e a nordeste o arquipélago de Esvalbarda, ambos possessões da Noruega.[12][13][14] Apesar de integrar o continente da América do Norte, a Groenlândia tem estado política e culturalmente ligada aos reinos europeus da Noruega e da Dinamarca há mais de um milénio, desde 986.[15] O território foi habitado intermitentemente ao longo dos últimos 4.500 anos por povos circumpolares, cujos antepassados migraram do atual Canadá.[16][17] Os nórdicos da Noruega estabeleceram-se na parte sul da Groenlândia, na altura desabitada, a partir do século X (após terem povoado a Islândia), e os seus descendentes viveram na ilha durante cerca de 400 anos, desaparecendo no final do século XV. Os Inuítes chegaram no século XIII.

A partir do final do século XV, os portugueses tentaram encontrar a rota do norte para a Ásia, o que resultou na primeira representação cartográfica da linha de costa. No século XVII, exploradores dano-noruegueses voltaram a alcançar a Groenlândia, encontrando os antigos assentamentos extintos e restabelecendo uma presença escandinava permanente. Quando a Dinamarca e a Noruega se separaram em 1814, a Groenlândia passou da coroa norueguesa para a dinamarquesa. A Constituição da Dinamarca de 1953 pôs fim ao estatuto de colónia da Groenlândia, integrando-a plenamente no Estado dinamarquês. No referendo de 1979, a Dinamarca concedeu a autonomia regional (home rule) à ilha. No referendo de 2008, os groenlandeses votaram a favor da Lei de Autogoverno, que transferiu mais competências do Governo dinamarquês para o executivo local, o Naalakkersuisut.[18] Sob esta estrutura, a Groenlândia assumiu gradualmente a responsabilidade por diversas áreas de competência governamental. O Governo dinamarquês mantém o controlo da cidadania, política monetária, defesa e negócios estrangeiros. Com o degelo provocado pelo aquecimento global, a abundância de recursos minerais e a sua posição estratégica entre a Eurásia, a América do Norte e a zona ártica, a Groenlândia detém uma importância geopolítica crucial para o Reino da Dinamarca, a OTAN e a União Europeia.

A maioria dos residentes da Groenlândia é inuíte.[19] A população concentra-se sobretudo na costa sudoeste, devido a fatores climáticos e geográficos, permanecendo o resto da ilha quase despovoado. Com 56.583 habitantes (2022),[20] a Groenlândia é o país com menor densidade populacional do mundo.[21] O território é socialmente progressista, à semelhança da Dinamarca continental; a educação e a saúde são gratuitas e os direitos LGBTQ são dos mais abrangentes a nível mundial. Sessenta e sete por cento da produção elétrica provém de fontes renováveis, maioritariamente através de energia hídrica.[22] Desde 2025, os Estados Unidos têm estado envolvidos numa guerra híbrida contra a Groenlândia;[23][24] como consequência, o Serviço de Inteligência de Defesa dinamarquês incluiu os Estados Unidos como uma potencial ameaça híbrida à segurança nacional, a par da Rússia e da China, na sua avaliação de risco desse ano.[25][26]

Etimologia

[editar | editar código]
Uma ilha coberta de neve e gelo

O nome Gronelândia deriva do dinamarquês Grønland, que significa literalmente "Terra Verde". Esta designação remonta ao nórdico antigo Grœnland. Érico, o Vermelho terá batizado a terra desta forma à sua chegada ao sul da ilha, no final do século X. De acordo com o Íslendingabók de Ari Þorgilsson, a escolha do nome deveu-se ao facto de que tal "encorajaria as pessoas a irem para lá, uma vez que a terra tinha um bom nome".[27][28]

A narrativa de Ari foi retomada com o florescimento da tradição literária islandesa no século XIII, surgindo em obras como o Landnámabók e a Saga de Érico, o Vermelho. Em contrapartida, segundo o relato de Adão de Bremen — cujas descrições de terras longínquas assumiam frequentemente contornos fabulosos —, a região teria derivado a sua designação dos próprios habitantes; estes, de acordo com o cronista, apresentariam uma tonalidade esverdeada devido à salinidade e coloração das águas marinhas junto das quais residiam.[29]

A autodesignação oficial em língua groenlandesa é Kalaallit Nunaat, que se traduz como "Terra dos Kalaallit", sendo uma derivação do etnónimo dos Kalaallit (singular: Kalaaleq). É amplamente aceite que este termo seja um empréstimo do nórdico antigo Skrælingr, adaptado à fonotática groenlandesa. O termo era utilizado na era viquingue para designar os Inuítes que viviam na Groenlândia e no Canadá. No dialeto de Labrador da língua Inuktitut, encontra-se o termo karaaliq, atestado no século XVIII, para designar um groenlandês. Também no groenlandês do século XVIII estava documentada a forma com r, que, no entanto, nos empréstimos linguísticos, tornou-se habitualmente um l.[30]

Em groenlandês, é comum referir-se à ilha não pelo seu nome oficial, mas como Nunarput ("A Nossa Terra"; compare-se com o termo Nunavut), o que se reflete em diversos nomes de instituições, como o Nunatta Katersugaasivia Allagaateqarfialu ("O Museu e Arquivo da Nossa Terra"), a Nunatta Atuagaateqarfia ("A Biblioteca da Nossa Terra") ou o Nunatta Isiginnaartitsisarfia ("O Teatro da Nossa Terra").[31] Esta designação já era registada por Otto Fabricius na segunda metade do século XVIII, que também mencionava Kalaallit Nunaat como designação alternativa.[32]

História

[editar | editar código]

Chegada dos povos árticos

[editar | editar código]

A Groenlândia é habitada há uns 5000 anos por povos árticos provenientes originalmente da Sibéria, que se estabeleceram sucessivamente nas terras geladas do Alasca, do Canadá e mais tarde na própria Groenlândia.[33][34] Vieram em sucessivas vagas de pequenos grupos, e deram origem a várias culturas – como é o caso da ”cultura paleoesquimó” (ca. 2500 a.C.-1500 a.C.), da ”cultura Dorset” (ca. 800 a.C.-1300 d.C.) e da ”cultura Thule” (ca 1200 d.C.-).[35][36][37][38] A atual população inuíte da Groenlândia é descendente da última vaga migratória – portadora da referida ”cultura Thule” – chegada à ilha por volta de 1200.[39][40][41]

Chegada dos noruegueses e islandeses

[editar | editar código]

Os noruegueses e islandeses chegaram à Groenlândia por volta de 982 d.C. e iniciaram uma colonização com dois assentamentos junto aos fiordes perto da ponta sudoeste da ilha.[42][43][44] Embora existissem assentamentos inuítes na ilha, não parece ter havido inicialmente contactos entre as duas etnias. mas quando finalmente esses contactos tiveram lugar em 1250, parece ter havido um relacionamento conflituoso entre eles.[45][46][47] A colonização nórdica decorreu durante cerca de 450 anos, tendo terminado por volta de 1450, quando as suas povoações colapsaram e desapareceram por motivos variados.[48][49][50][51][52]

Posse da Dinamarca

[editar | editar código]

Após uma ausência de população nórdica – entre os séculos XV e XVIII – a Dinamarca declarou a Groenlândia como colónia da coroa dinamarquesa, e encetou então uma nova ocupação e colonização da ilha.[53][54][55] [56] Em 1921, a Dinamarca proclamou a soberania sobre toda a Groenlândia.[57] Em 1953, a Groenlândia deixou de ser colónia e passou a fazer parte da Dinamarca.[58][59] Em 1979, passou a ser uma região autónoma do Reino da Dinamarca.[60][61] Em 2008, uma maioria dos groenlandeses votou a favor da independência, tendo então aumentado a sua autonomia regional e ficado reconhecido o direito dos Groenlandeses à independência, quando o quisessem.[62][63][64]

Os dados indicam que, entre 800 e 1300 d.C., as regiões em torno dos fiordes do sul da Gronelândia enfrentaram um clima relativamente ameno em comparação com o de hoje. Árvores e plantas herbáceas cresciam lá, com o clima inicialmente permitindo agricultura e criação de gado como na Noruega. Estas comunidades remotas prosperaram na agricultura, caça e comércio com a Noruega. Quando os reis noruegueses converteram seus domínios ao cristianismo, um bispo foi instalado na Gronelândia, subordinado à Arquidiocese de Nidaros (à época parte da Igreja Católica, hoje parte da Igreja Luterana da Noruega). Os assentamentos parecem ter coexistido relativamente pacificamente com os inuítes, que haviam migrado do sul do Ártico para as ilhas da América do Norte por volta de 1200. Em 1261, a Gronelândia tornou-se parte do Reino da Noruega.

Por volta dos séculos XIV e XV, os assentamentos escandinavos desapareceram, provavelmente devido à fome e conflitos crescentes com os inuítes. Outros motivos como a erosão excessiva do solo, devido à destruição da vegetação natural para a agricultura e a obtenção de relva e madeira e a uma diminuição da temperatura durante a chamada Pequena Era Glacial também favoreceram o desaparecimento dos assentamentos. A condição dos ossos humanos encontrados por arqueólogos a partir deste período indica que a população norueguesa era desnutrida. Sugeriu-se[quem?] que as práticas culturais, tais como a rejeição de peixes como fonte de alimento e a utilização exclusiva de gado mal-adaptado ao clima da Gronelândia, poderiam ter causado a fome, e a degradação ambiental levou finalmente ao abandono da colônia. Estudos deixaram claro,[carece de fontes?] porém, que o peixe era importante fonte de alimento para os noruegueses da Gronelândia desde o início do século XIV.

Em 1500, o rei D. Manuel I de Portugal enviou Gaspar Corte Real à descoberta de terras e de uma "Passagem do Noroeste para a Ásia". Corte Real chegou à Gronelândia pensando ser a Ásia, mas não desembarcou. Fez uma segunda viagem à Gronelândia em 1501, com o seu irmão Miguel Corte Real e três caravelas. Encontrando o mar gelado, mudaram a rota e rumaram para Sul, chegando à terra que se pensaram ter sido Labrador e Terra Nova.[65]

Dinamarca-Noruega reafirmou a sua reivindicação latente para a colônia em 1721. Após as Guerras Napoleônicas, separou-se a Noruega da Dinamarca por exigência do Congresso de Viena, através daquele que ficou conhecido como Tratado de Kiel (1814). A Noruega uniu-se então à Suécia, situação que perduraria até 1905. A Dinamarca manteve as colônias da Islândia, ilhas Feroé e Gronelândia. Governou também a Índia Dinamarquesa (Tranquebar) de 1620 a 1869, a Costa do Ouro Dinamarquesa (Gana) de 1658 a 1850 e as Índias Ocidentais Dinamarquesas (atuais ilhas Virgens Americanas) de 1671 a 1917.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a ligação entre Gronelândia e Dinamarca foi interrompida em 9 de abril de 1940, por ocasião da ocupação da Dinamarca pelas tropas da Alemanha Nazi. A Gronelândia foi capaz de comprar mercadorias provenientes dos Estados Unidos e do Canadá, através da venda de criolita da mina de Ivigtût. Durante a guerra o sistema de governo mudou. O governador Eske Brun governou a ilha através de uma lei de 1925 que permitia a governadores assumir o controle sob circunstâncias extremas. O outro governador, Aksel Svane, foi transferido para os Estados Unidos, para liderar uma comissão de abastecimento da Gronelândia. A Sirius Patrol, guardando a costa nordeste da Gronelândia usando trenós puxados por cachorros, detetou e destruiu várias estações meteorológicas alemãs, dando à Dinamarca uma posição melhor no tumulto pós-guerra.

A Gronelândia foi uma sociedade protegida e muito isolada até 1940. O governo dinamarquês, que governava a sua colônia, acreditava que a sociedade iria enfrentar exploração do mundo exterior ou até mesmo extinção se o país fosse aberto. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, a Gronelândia desenvolveu um senso de autoconfiança através do seu autogoverno e comunicação independente com o mundo exterior.

Entretanto, uma comissão em 1946 (com o maior conselho Gronelandês, o Landsrådet, como participante) recomendou paciência e nenhuma reforma radical do sistema. Dois anos mais tarde o primeiro passo em direção à mudança de governo foi dado, quando uma grande comissão foi fundada. Em 1950 o relatório (G-50) foi apresentado. A Gronelândia deveria ser uma afluente sociedade moderna com a Dinamarca como patrono e exemplo. Em 1953, a Gronelândia foi feita parte do reino dinamarquês. A autonomia foi concedida em 1979. A Gronelândia possui grupos que almejam sua independência.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Gronelândia se separou de fato, tanto social como economicamente, da Dinamarca, aproximando-se mais dos Estados Unidos e Canadá. Depois da guerra, o controle da ilha voltou à Dinamarca, retirando-se seu status colonial, e, apesar da Gronelândia continuar sendo parte do Reino da Dinamarca, é autônoma desde 1979. A ilha foi o primeiro território que deixou a União Europeia, se bem que possua o status de estado associado.

Estados Unidos e a Guerra Fria

[editar | editar código]

Os Estados Unidos ofereceram-se para comprar a Groenlândia da Dinamarca por US$100 milhões em 1946 (equivalente a US$1,6 bilhão em 2023). A Dinamarca rejeitou firmemente a oferta, uma vez que a ilha era vista como parte integrante do reino dinamarquês, sendo importante para a sua história e identidade nacional.[66][67] Em 1951, a Dinamarca e os Estados Unidos assinaram o Acordo de Defesa da Groenlândia, que permitiu aos Estados Unidos manter as suas bases militares na ilha e estabelecer novas bases ou "áreas de defesa" se a Dinamarca concordasse,[68] e se considerado necessário pela OTAN. Os militares dos EUA podiam utilizar livremente e deslocar-se entre estas áreas de defesa, mas não deveriam infringir a soberania dinamarquesa na Groenlândia.[69]

Os Estados Unidos expandiram significativamente a Base Aérea de Thule entre 1951 e 1953 como parte de uma estratégia de defesa unificada da OTAN. A população local de três aldeias vizinhas foi deslocada para mais de 100 km (62 mi) de distância durante o inverno. Os Estados Unidos tentaram construir uma rede subterrânea de locais secretos de lançamento de mísseis nucleares na calota de gelo da Groenlândia, denominada Projeto Iceworm.[70] De acordo com documentos desclassificados em 1996,[71] este projeto foi gerido a partir de Camp Century de 1960 a 1966, antes de ser abandonado por ser considerado inviável.[72] Os mísseis nunca foram instalados e o consentimento necessário do governo dinamarquês para o fazer nunca foi solicitado. O governo dinamarquês não teve conhecimento da missão do programa até 1997, quando a descobriu ao procurar, nos documentos desclassificados, registos relacionados com a queda de um bombardeiro B-52 equipado com armas nucleares perto da base aérea de Thule em 1968.[73]

Geografia

[editar | editar código]
Costa sudeste da Gronelândia

A Gronelândia é uma região autónoma dinamarquesa que ocupa a ilha do mesmo nome e ilhas adjacentes, ao largo da costa nordeste da América do Norte.[74][75]

As costas gronelandesas dão, a norte, para o oceano Glacial Árctico, a leste para o mar da Gronelândia, a leste e sul para o oceano Atlântico e a oeste para o mar do Labrador e baía de Baffin. A terra mais próxima é a ilha Ellesmere, a mais setentrional das ilhas do Arquipélago Árctico Canadiano, da qual está separada pelo estreito de Nares. Outros territórios próximos são: no mesmo arquipélago do Canadá, a oeste, a ilha de Devon e a ilha de Baffin; a sueste, a Islândia; a leste, a ilha de Jan Mayen, e a nordeste o arquipélago de Spitzbergen, ambos possessões da Noruega.

A Gronelândia é a maior ilha do mundo e tem mais de 44 000 km de linha de costa. A população é escassa, confinada a pequenos povoados na costa. A ilha tem a segunda maior reserva de gelo do mundo, apenas ultrapassada pela Antártida.

A vegetação é em geral esparsa, com uma pequena zona de floresta no município de Nanortalik no extremo sul, perto do cabo Farvel. O vale Qinngua é notável por ser a única floresta natural da Gronelândia. Ele possui aproximadamente 15 km de norte a sul, terminando no lago Tasersuag.

O clima é ártico a subártico com verões frescos e invernos muito frios. O território é geralmente pouco montanhoso, existindo uma camada de gelo de declive gradual que cobre quase toda a ilha. A costa é maioritariamente rochosa e com falésias. O ponto de menor altitude é o nível do mar e o mais alto é o Gunnbjørn (3 700 m). O extremo norte da ilha é o cabo Morris Jesup, descoberto pelo almirante Robert Peary em 1909.

Uma nova expedição da Gronelândia descobriu uma porção de terra, com 30 m de largura, próxima a Oodaaq. A pequena ilha apareceu por conta de uma movimentação na camada de gelo do ártico. Ela tem um pequeno pico de 3 m de altura e é formada pelo acúmulo de lama e sedimentos que se desprenderam das geleiras.[76]

Demografia

[editar | editar código]
Mãe e filho inuítes (c. 1901)

A Gronelândia tem uma população de 56,699 (2024) dos quais 88% são inuítes e 7% dinamarqueses (2018). A maioria da população é luterana. Quase todos os groenlandeses vivem ao longo de fiordes, no sudoeste da ilha, que possue um clima relativamente ameno.[77][78] [79]

Religião

[editar | editar código]
religião porcentagem
Cristianismo
  
96,6%
Sem religião
  
2,2%
Religiões étnicas
  
0,7%
Outras religiões
  
0,5%

A principal religião é o cristianismo, praticado por 96,6% dos habitantes. O luteranismo é a maior denominação cristã praticada no território. 2,2% da população constituem-se por não religiosos, enquanto as religiões étnicas e outras religiões constituem 0,7% e 0,5% da população, respetivamente.

A parte bíblica do Novo Testamento foi traduzido para o gronelandês de 1766 a 1893. A primeira tradução da Bíblia inteira foi concluída em 1900. Uma nova tradução foi concluída em 2000.

Os habitantes da Gronelândia foram cristianizados pelos missionários noruegueses e dinamarqueses entre os séculos XVII e XIX. Ainda há missionários cristãos lá, principalmente dos movimentos carismáticos.

O groenlandês é a língua oficial da Gronelândia. O dinamarquês é ensinado na escola a partir do primeiro ano como segunda língua, para a maior parte dos alunos. Hoje em dia há um uso crescente do inglês.[80]

Tanto o gronelandês quanto o dinamarquês foram utilizados em assuntos públicos desde o estabelecimento do governo autônomo em 1979, e a maioria da população fala ambas as línguas. O gronelandês, falado por cerca de 50 000 pessoas, algumas das quais são monolíngues, tornou-se a única língua oficial em junho de 2009.[81] Uma minoria dinamarquesa de migrantes sem ancestrais inuit falam o dinamarquês como sua primeira ou única língua, e o dinamarquês, que previamente era uma das línguas oficiais, permanecerá como uma língua de educação mais alta. O inglês é vastamente falado como um terceiro idioma.[82] A Gronelândia tem 100% de taxa de alfabetismo.[83]

O gronelandês é a língua mais popular da família de línguas esquimo-aleútes e possui mais falantes que todas as outras línguas da família juntas. Dentro da Gronelândia, três principais dialetos são reconhecidos: o dialeto do norte Inuktun ou Avanersuarmiutut falado por cerca de 1 000 pessoas na região de Qaanaaq, o gronelandês ocidental ou Kalaallisut que serve de padrão à língua oficial, e o dialeto do leste Tunumiit oraasiat ou Tunumiutut falado na parte oriental da Gronelândia.

Política

[editar | editar código]

A Gronelândia é formalmente uma região autónoma e um dos 3 países constituintes do Reino da Dinamarca. [84] Por opção própria, deixou em 1985 a então Comunidade Europeia, embora a Dinamarca continue a integrar a atual União Europeia. [85]

Tem como chefe de Estado o rei Frederico X da Dinamarca. Um alto-comissário (rigsombudsmanden) representa a monarquia e o governo dinamarquês, nomeado por este último.[86]

A Gronelândia dispõe de um parlamento (Inatsisartut), eleito de trinta e um membros, e conta com um governo regional (Naalakkersuisut), chefiado por um chefe de governo regional (Naalakkersuisut siulittaasuat), que costuma ser o líder do partido com maioria no parlamento.[87][88][89][90]

Em 2008, uma maioria dos groenlandeses votou a favor da independência, tendo então aumentado a sua autonomia regional (selvstyre) e ficado reconhecido o direito dos Groenlandeses à independência, quando o quisessem.[91] [92]

Subdivisões

[editar | editar código]
As 3 grandes regiões do país:
  • Kitaa (Vestgrønland; Gronelândia Ocidental)
  • Tunu (Østgrønland; Gronelândia Oriental)
  • Avannaarsua (Nordgrønland; Gronelândia Setentrional)

As 5 comunas:

As 3 grandes regiões
As 5 comunas

A Gronelândia é composta atualmente por 3 grandes regiões: A Gronelândia Ocidental (Kitaa/Vestgrønland), a Gronelândia Oriental (Tunu/Østgrønland) e a Gronelândia Setentrional (Avannaarsua/Nordgrønland).

Está igualmente dividida desde 2018 em 5 municípios: Avannaata, Kujalleq, Qeqertalik, Qeqqata e Sermersooq. Uma área não incorporada a esses municípios inclui o Parque Nacional do Nordeste da Groenlândia e a Base Espacial de Pituffik (Pituffik Space Base, antiga Base aérea de Thule).[93][94]

Comuna Sede Superficie População Mapa Localidades principais
Avannaata Ilulissat 522 700 km² 11 000 hab Ilulissat · Qaanaaq · Upernavik · Uummannaq
Kujalleq Qaqortoq 32 000 km² 6 500 hab. Nanortalik · Narsaq · Qaqortoq
Qeqertalik Aasiaat 62 400 km² 6 500 hab. Aasiaat · Kangaatsiaq · Qasigiannguit · Qeqertarsuaq
Qeqqata Sisimiut 115 500 km² 10 000 hab. Maniitsoq · Sisimiut
Sermersooq Nuuk 531 900 km² 23 500 hab. Ittoqqortoormiit · Nuuk · Kangilinnguit · Paamiut · Tasiilaq

Fonte:[95][96]

Localidades principais

[editar | editar código]

Recursos minerais (zinco, chumbo, minério de ferro, carvão, molibdénio, ouro, platina e urânio) são abundantes. A descoberta de petróleo, zinco e ouro, em 1994, promete mudar a economia, ainda bastante dependente da Dinamarca, que também responde por sua defesa e relações externas.

Uma pequena atividade industrial é desenvolvida, principalmente o processamento de peixes e crustáceos (camarão e alabote da Gronelândia); indústria de mineração de anortosito e rubi; produção de artesanato, couros e peles; indústria de conserva e pequenos estaleiros navais, além de produção de energia elétrica.

A caça de foca e baleias marca a vida dos habitantes do norte. A Gronelândia hoje é criticamente dependentes da pesca e do processamento e exportações de pescado, sendo que a indústria da pesca de camarões é de longe a mais rentável.

A agricultura é praticada em assentamentos rurais no município de Kujalleq em estufas e supre 10% do consumo local, sendo produtos principais: batata, maçã, morango, brócolis, couve-flor, repolho e cenoura.

A pecuária consiste principalmente na criação de ovinos, que fornecem 340 t de carne para consumo local e lã destinada a exportação. A estatal Neqi A/S é responsável pelos abates em Nassaq, município de Kujalleq. O rebanho de ovinos somava 19,5 mil cabeças em 2012. Há também criação de cavalos, bovinos e renas.

Apesar de uma promissora retomada das atividades de exploração de hidrocarbonetos e minerais, ainda serão necessários vários anos antes que a produção de hidrocarbonetos seja iniciada. Foi criada a companhia petrolífera estatal NUNAOIL a fim de estimular a indústria de hidrocarbonetos. Foram lançadas ações da empresa estatal Nunamineral na bolsa de valores de Copenhague, a fim de reunir os capitais necessários ao aumento da produção de ouro, iniciada em 2007.

A exploração de depósitos de rubi começou na década de 1970, por causa que, em 1966, um rubi de qualidade gema foi descoberto em um afloramento que ficou conhecido como Ilha Ruby, por Martin Ghisler, do Serviço Geológico da Dinamarca e Groenlândia. Registra-se também a prospecção de outros minerais (urânio, alumínio, níquel, platina, tungstênio, titânio e cobre). Em 2008, o governo da Gronelândia decidiu revigorar as atividades de mineração em Maarmorilik, com o objetivo de fornecer uma linha de vida econômica às comunidades da região de Uummannaq, mantendo aberto o relativamente novo Aeroporto de Qaarsut. Os recursos provenientes da exploração de recursos minerais fornecerão à Gronelândia um contrapeso aos subsídios de montante fixo da Dinamarca. As operações são realizadas pela Angel Mining PLC, empresa registrada no Reino Unido. A partir de abril de 2010, foi o alargamento da entrada da mina para os 300 m necessários (980'). A mina conta com reservas de zinco e minério de ferro que devem durar 50 anos.

O turismo é o único setor com maior potencial de crescimento a curto prazo mas é limitado, devido à curta temporada e aos custos elevados.

O setor público, incluindo empresas públicas e municípios, desempenha um papel predominante na economia da Gronelândia. Cerca de metade das receitas governamentais vêm de subsídios do governo dinamarquês — um importante complemento ao produto interno bruto (PIB). O PIB per capita é equivalente ao das economias mais pobres da Europa, ainda que o IDH seja elevadíssimo.

Infraestrutura

[editar | editar código]

A assistência médica na Gronelândia está condicionada pelas grandes distâncias entre os centros populacionais. Conta com hospitais nas maiores localidades e postos de enfermagem na maior parte das restantes localidades. O maior hospital está na capital Nuuk. Tanto a assistência médica como dentária e os medicamentos são gratuitos para todos. Existem igualmente computadores públicos para a telemedicina nas pequenas localidades com mais de 50 habitantes.[98][99]

Hospitais

[editar | editar código]
  • Dronning Ingridip Napparsimmavissua (Nuuk)
  • Qaqortoq Sygehus (Qaqortoq)

Transportes e comunicações

[editar | editar código]
Cães da Gronelândia com trenó

Dado a maior parte da ilha estar coberta por gelo e glaciares que chegam ao mar, e as distâncias entre as localidades serem enormes, não existem grandes estradas nem vias férreas, porem as principais cidades são urbanizadas, contam com transporte urbano feito por ônibus e a maioria das vias asfaltadas, havendo ainda pequenos trechos de estradas rurais ligando assentamentos e pequenos povoados, principalmente em Kujalleq. Há também algumas estradas asfaltadas ligando portos, aeroportos e cidades, como por exemplo a estrada que liga o porto de Umiarsualiviup Aqq a Kangerlussuaq e arredores e outra de Kangilinnguit ao assentamento abandonado de Ivittuut. A maior parte dos transportes de cargas e passageiros são feitos por avião, helicópteros e por barco, assim como por motos de neve e trenós puxados por cães.

Na Groenlândia, existem 13 aeroportos com capacidade para operações STOL de asa fixa durante todo o ano, sendo que três deles também podem receber aeronaves maiores. Além disso, a Groenlândia possui uma extensa rede de 43 heliportos, com 8 considerados primários e os restantes heliportos.

A empresa estatal Greenland Airports opera a maioria desses aeroportos e heliportos, com supervisão da Autoridade Dinamarquesa de Transportes em relação às normas de segurança. A empresa emprega mais de 400 pessoas, principalmente nos principais aeroportos.

Os aeroportos com capacidade para aeronaves maiores são: Aeroporto de Nuuk (GOH), Aeroporto de Kangerlussuaq (SFJ), Aeroporto de Narsarsuaq (UAK).

A maioria dos heliportos é operada pela Air Greenland.

Em 2024, os aeroportos de Kalaallit e Mittarfeqarfiit foram fundidos, resultando na empresa Aeroportos da Groenlândia.

O porto parcialmente livre de gelo mais ao norte do país fica em Sisimiut.
Nos 150 km entre Sisimiut e Kangerlussuaq existe uma trilha de pedestres muito apreciada pelos turistas.[100]

Aeroportos

[editar | editar código]

Heliportos

[editar | editar código]

Telefonia e internet

[editar | editar código]
  • Telefonia Fixa: 18 900 linhas em uso (2012)
  • Telefonia Móvel: 59 455 números de celular em uso (2012)
  • Usuário da Internet: 36 mil usuários (62% da população em 2012)

Rádio e TV

[editar | editar código]

A Greenland Broadcasting Company fornece serviços públicos de rádio e TV em toda a ilha, com uma estação de transmissão e uma série de repetidores; existem algumas estações de rádio e TV locais privadas; e Estão disponíveis retransmissões de rádio públicas dinamarquesas (2015).

A Usina Hidrelétrica Buksefjord é a primeira e maior hidrelétrica na Gronelândia. Foi construída por Nuuk-Kraft e é operada por Nukissiorfiit — empresa da Gronelândia energética nacional. A construção da usina foi aprovada pelo parlamento da Gronelândia em 1990. Foi encomendada em 1993 e hoje abastece Nuuk.

A Gronelândia vem passando pro um processo de migração para energia renovável. Em 2010, uma nova usina hidrelétrica de 15 MW foi inaugurada para abastecer Sisimiut, segunda maior cidade da ilha, com energia elétrica limpa. Antes disso, em 2007, ocorreu o comissionamento do sistema de comunicação e de controle para a usina hidrelétrica de 9 MW em Qorlortorsuaq Dam, no município de Kujalleq.

O mais recente desses projetos de energias renováveis é uma usina hidrelétrica de 22,5 MW para a cidade de Ilulissat, na costa oeste — a terceira maior comunidade na Gronelândia. A usina não é tripulada e está localizada em um fiorde isolado a 45 km de Ilulissat e substitui uma usina de energia existente acionada a diesel e irá fornecer eletricidade para a cidade e a rede de aquecimento local.

Como resultado destes e de outros projetos hidrelétricos, quase 70% da eletricidade da Gronelândia agora é gerada por energia hidrelétrica livre de emissões.

O Museu Nacional da Gronelândia (em gronelandês: Nunatta katersugaasivia allagaateqarfialu) é um museu localizado em Nuuk, capital da Gronelândia, que exibe a arte e história do país. Foi um dos primeiros museus estabelecidos no país, inaugurado no meio da década de 1960. O museu está estreitamente ligado com o Museu Nacional da Dinamarca, do qual expandiu as suas coleções. O museu tem muitos artefatos relacionados com arqueologia, história, arte, artesanato e também tem informações sobre ruínas, cemitérios, edifícios, etc. O museu possui um amplo e bem apresentado acervo com sessões que contam a história do país, mas que consequentemente refletem a história mundial, como por exemplo, a exibição que mostra as mudanças sociais que ocorreram na década de 1950, ou a rocha mais antiga do mundo (3 800 milhões de anos) que foi encontrada na região de Nuuk. O museu apresenta peças que remetem os tempos primários da humanidade, como por exemplo, réplicas de caiaques e barcos a remo que eram utilizados, principalmente, por mulheres. O destaque do museu são as múmias Qilakitsoq que datam do século XV. Foram encontradas por dois irmãos em 1972, porém, foram deixadas lá até 1977 quando o museu ouviu falar da história e as recuperou. As múmias são um trio de mulheres e uma criança de seis meses. Elas são expostas utilizando suas roupas de pele e botas tradicionais. Ainda não se sabe a razão de suas mortes.

O Museu de Arte de Nuuk (em dinamarquês: Nuuk Kunstmuseum) é um museu de arte em Nuuk. O museu é possui aproximadamente 650 m2, é localizado no bairro de Kissarneqqortuunnguaq, em Nuuk. O museu possui uma coleção vasta de itens coletados pelo empresário e empreiteiro Svend Junge e sua mulher, Helene. Ao todo, a coleção no museu conta com mais de 700 peças, contendo figuras em pedra sabão, marfim e madeira, gráficos, desenhos, aquarelas e pinturas. Além disso, em particular, o espaço contém uma coleção de mais de 150 pinturas, feitas com tinta a óleo e quadros de ouro de Emanuel A. Pedersen, penduradas pelas paredes.

Com relação à culinária da Gronelândia, destaque para seus ingredientes raros e exóticos. A comida tradicional é feita com os ingredientes locais preparados de maneira simples. Legumes e frutas são pouco comuns no cardápio diário, uma vez que, por serem importados, são muito caros. Especiarias não são muito utilizadas e os acompanhamentos são apenas arroz, batata e cebolas. Carne de baleia, carne de rena, carne de foca e aves são muito populares no país. Um prato clássico, uma sopa chamada suaasat, é feita, normalmente, com carne de foca (pode também ser feita com peixe, ave, carne de baleia ou renas). A sopa é rica e nutritiva e leva também arroz, cebolas e batatas. Sal e pimenta fazem o acabamento final. Outra guloseima muito apreciada é o mattak, que é pele de baleia com uma fina camada de gordura, que é normalmente comida crua cortada em pequenos cubos, sempre acompanhada com muitas xícaras de gaffi (café forte). A carne de rena é considerada uma fina iguaria.

A cultura popular dos nativos possui características bem peculiares. Groenlandeses acreditam que seus filhos nascem com uma personalidade completa e que são dotados com a sabedoria, instinto de sobrevivência, magia e inteligência de seus antepassados. Portanto, de acordo com esta perspectiva tradicional, punir as crianças por mau comportamento é um insulto aos seus antepassados.

A sociedade inuit, até hoje, dá normalmente mais valor aos meninos do que às meninas. As famílias, normalmente, são pequenas (em média dois filhos por casal) e o núcleo familiar é muito importante nas comunidades gronelandesas. Os grupos familiares consideram os recursos como propriedades comunitárias. Por exemplo, os alimentos obtidos através da caça e pesca, geralmente, são divididos igualmente entre os parentes do grupo familiar.[101]

Desportos

[editar | editar código]

Entre os desportos tradicionais da Gronelândia estão aqueles ligados à sua localização geográfica no Ártico e às suas tradições culturais – como é o caso das corridas de trenós puxados por cães, das corridas de esquis e das competições de caiaques.[102] O andebol e o futebol são desportos muito populares, sendo este último praticado por uns 10% da população.[103][102] Outras modalidades com muitos adeptos são o badminton, o ténis de mesa, o taekwondo e o voleibol.[102][104]

Filiação ao handebol internacional

[editar | editar código]

Entre todas as federações internacionais desportivas, apenas a Federação Internacional de Handebol reconhece a Gronelândia como uma federação independente, fazendo parte da Confederação Norte-Americana de Handebol, uma das três subdivisões da Federação Pan-Americana de Handebol. [105][106]

A equipe nacional masculina conseguiu se classificar para o Campeonato Mundial de Handebol nas edições de 2001,[107] 2003,[108] e 2007.[109]

Em 16 de junho de 2018, iniciou o Pan-Americano de Handebol Masculino em Nuuk. Foi a primeira vez que a Gronelândia sediou um campeonato continental de handebol dessa magnitude. Ao todo, 12 seleções entraram em quadra em busca do título e das três vagas, destinadas ao continente, ao Mundial da Alemanha-Dinamarca, em janeiro de 2019.

Foram sete dias de competição no frio do começo de verão groenlandês. A temperatura máxima no dia da estreia do Pan chegou a marca dos 8 °C. Além do frio, o idioma dificultou a vida dos atletas e torcedores/turistas. A língua oficial é o groenlandês e o dinamarquês, porém havia muitos voluntários que dominavam a língua inglesa para auxiliar os estrangeiros.

As 33 partidas da primeira fase mais as 10 da fase final e por posições no quadro geral foram disputadas na Godthåbhallen, principal centro esportivo de handebol e outros esportes de quadra da capital, que tem espaço para abrigar até mil torcedores.

Filiação às ilhas e ao Ártico

[editar | editar código]

A ilha também é membro da Associação Internacional dos Jogos das Ilhas, o que lhe dá direitos de participação nos bianuais Jogos das Ilhas; e também nos Jogos de Inverno do Ártico. Em 2002, Nuuk sediou junto com Iqaluit, na província canadense de Nunavut a edição daquele ano.[110][111]

A Groenlândia ganhou, então, o troféu de "fair play" que também ganhara em 1994.[112]

Os maiores grupos de turistas são provenientes dos países nórdicos, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França. O acesso à Groenlândia é feito pelos aeroportos de Ilulissat, Kangerlussuaq, Nuuk, Narsarsuaq, Kulusuk e Nerlerit Inaat em Ittoqqortoormiit.[113]

Património turístico

[editar | editar código]

Algumas atrações turísticas mais procuradas atualmente são: [114][115][116]

Ver também

[editar | editar código]
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre Gronelândia:
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons
Wikivoyage Guia turístico no Wikivoyage
Wikidata Base de dados no Wikidata

colapsar

  1. «Population increased by 96 in second quarter of 2025». stat.gl. Statistics Greenland. Consultado em 5 de outubro de 2025 
  2. «Greenland in Figures 2025» (PDF). stat.gl. Statistics Greenland. Consultado em 5 de outubro de 2025 
  3. «Population of Greenland». Greenlandic Population as of 2022. Consultado em 12 de agosto de 2022. Cópia arquivada em 4 de agosto de 2023 
  4. Greenland in Figures 2013 (PDF). [S.l.]: Statistics Greenland. ISBN 978-87-986787-7-9. ISSN 1602-5709. Consultado em 2 de setembro de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 21 de setembro de 2013 
  5. «GDP per capita (Current US$) - Greenland | Data». Consultado em 9 de janeiro de 2025. Cópia arquivada em 27 de março de 2023 
  6. «Greenland (Denmark)». Appears to be simply Denmark's HDI published on the 1997 report. United Nations Environment Programme. 2 de março de 1998. Consultado em 26 de março de 2009 
  7. (em dinamarquês) TV 2 Nyhederne – "Grønland går over til selvstyre" TV 2 Nyhederne (TV 2 News) – Ved overgangen til selvstyre, er grønlandsk nu det officielle sprog. Acessado em 22 de janeiro de 2012.
  8. (em dinamarquês) Law of Greenlandic Selfrule Arquivado em 2012-02-08 no Wayback Machine (see chapter 7)
  9. «Gronelândia». Infopédia. Consultado em 17 de janeiro de 2025 
  10. «Grønland» (em dinamarquês). Den Store Danske Encyklopædi – Grande Enciclopédia Dinamarquesa. Consultado em 12 de maio de 2018 
  11. «Grønland» (em norueguês). Store norske leksikon - Grande Enciclopédia Norueguesa. Consultado em 12 de maio de 2018 
  12. «Gronelândia». Infopédia. Consultado em 17 de janeiro de 2025 
  13. «Oceano Glacial Ártico - Geografia». InfoEscola. Consultado em 25 de junho de 2021 
  14. «Groenlândia - História e Geografia». InfoEscola. Consultado em 25 de junho de 2021 
  15. The Fate of Greenland's Vikings Arquivado em 2011-01-11 no Wayback Machine, por Dale Mackenzie Brown, Archaeological Institute of America, 28 de fevereiro de 2000
  16. «Saqqaq-kulturen kronologi». Museu Nacional da Dinamarca. Consultado em 2 de agosto de 2013. Cópia arquivada em 7 de dezembro de 2013 
  17. Saillard J, Forster P, Lynnerup N, Bandelt HJ, Nørby S (2000). «mtDNA variation among Greenland Eskimos: the edge of the Beringian expansion». American Journal of Human Genetics. 67 (3): 718–26. ISSN 0002-9297. PMC 1287530Acessível livremente. PMID 10924403. doi:10.1086/303038 
  18. Greenland in Figures 2012 (PDF). [S.l.]: stat.gl. ISBN 978-87-986787-6-2. ISSN 1602-5709. Consultado em 10 de fevereiro de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 13 de novembro de 2012 
  19. Mcghee, Robert (3 de abril de 2015). «Thule Culture». Canadian Encyclopedia. Historica Canada. Consultado em 1 de junho de 2015. Cópia arquivada em 20 de novembro de 2015 
  20. «Population of Greenland». Consultado em 12 de agosto de 2022. Cópia arquivada em 4 de agosto de 2023 
  21. «Population density (people per sq. km of land area)». Banco Mundial. Consultado em 3 de novembro de 2012. Cópia arquivada em 5 de junho de 2013 
  22. «Vedvarende energi». Nukissiorfiit. Consultado em 28 de março de 2023. Cópia arquivada em 10 de junho de 2024 
  23. «Danmarks utenriksminister med klar beskjed til USA: – Forsøk på innblanding er uakseptabelt». Aftenposten. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  24. «Centrale kilder: Mænd med forbindelser til Trump forsøger at infiltrere Grønland». DR. Consultado em 27 de agosto de 2025 
  25. «Danish intelligence classifies Trump's America as a security risk». Politico. Consultado em 6 de janeiro de 2026 
  26. «Amid Greenland dust-up, Denmark says US is a national security risk». USA Today. Consultado em 13 de janeiro de 2026 
  27. Rasmus Ole Rasmussen. «Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  28. Carsten Ryytty. «Leif Eriksson» (em sueco). SO-rummet. Consultado em 20 de janeiro de 2025 
  29. [Jonathan Grove «Jonathan Grove»] Verifique valor |url= (ajuda) (em inglês)  |Titel=The Place of Greenland in Medieval Icelandic Saga Narrative |Sammelwerk=Journal of the North Atlantic |Band=2 |Nummer=sp2 |Datum=2009-10 |ISSN=1935-1933 |Seiten=30–51 |DOI=10.3721/037.002.s206}}
  30. Michael Fortescue, Steven Jacobson, Lawrence Kaplan. [S.l.: s.n.] ISBN 978-1-55500-109-4  Parâmetro desconhecido |Seiten= ignorado (|pages=) sugerido (ajuda); Parâmetro desconhecido |Titel= ignorado (|titulo=) sugerido (ajuda); Parâmetro desconhecido |Verlag= ignorado (|editora=) sugerido (ajuda); Parâmetro desconhecido |Datum= ignorado (ajuda); Parâmetro desconhecido |Ort= ignorado (|local=) sugerido (ajuda); Parâmetro desconhecido |Autor= ignorado (|autor=) sugerido (ajuda); Parâmetro desconhecido |Auflage= ignorado (|ediçãao=) sugerido (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  31. [Carina Ren «Carina Ren»] Verifique valor |url= (ajuda) (em inglês) , Kirsten Thisted |Titel=Branding Nordic indigeneities |Sammelwerk=Journal of Place Management and Development |Band=14 |Nummer=3 |Datum=2021 |ISSN=1753-8335 |Seiten=310 |Sprache=en |DOI=10.1108/JPMD-01-2020-0007}}
  32. [Inge Kleivan «Inge Kleivan»] Verifique valor |url= (ajuda) (em alemão)  |Hrsg=Ole Høiris, Ole Marquardt |Titel=Et sprogligt perspektiv på grønlandsk identitet: Hvad kaldes grønlændere na dansk |Sammelwerk=Fra vild til verdensborger. Gronlandsk identitet fra kolonitiden til nutidens globalitet |Verlag=Aarhus Universitetsforlag |Ort=Aarhus |Datum=2011 |ISBN=978-87-7124-492-2 |Seiten=552 |Online=http://books.google.com.br/books?id=AtcKEAAAQBAJ&pg=PA52&f=false}}
  33. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Förhistoria. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  34. Hans Christian Gulløv, Asta Mønsted. «Grønlands forhistorie» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  35. Hans Christian Gulløv, Asta Mønsted. «Dorset-kulturen» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 11 de janeiro de 2025 
  36. Asta Mønsted. «Thule-kulturen» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 11 de janeiro de 2025 
  37. «Dorsetkulturen» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  38. «Thulekulturen» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  39. Asta Mønsted. «Thule-kulturen» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 11 de janeiro de 2025 
  40. «Det norrøne Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  41. «History» (em inglês). Visit Greenland. ANCIENT HISTORY, HISTORY AND MODERN TIMES. Consultado em 11 de janeiro de 2025. Greenland’s population today is descended from the last immigration, the Thule culture, which arrived here in around the 9th century AD. 
  42. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Historia. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  43. «Det norrøne Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  44. «History» (em inglês). Visit Greenland. THE NORSE SETTLERS AND THE VIKING PERIOD IN GREENLAND. Consultado em 11 de janeiro de 2025. Greenland’s population today is descended from the last immigration, the Thule culture, which arrived here in around the 9th century AD. [...] This final Inuit immigration took place at around the same time as the arrival in Greenland of the Norse settlers and Erik the Red, which was in 982 AD. 
  45. «Thulekulturen» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  46. «Det norrøne Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  47. Gad, Finn (1967). «Den Norrönne Bosaettelse». Grønlands historie. 1, Indtil 1700 [História da Groenlândia. 1, Até 1700] (em dinamarquês). Copenhaga: Arnold Busck. p. 110-111. 461 páginas 
  48. «Invandrarland - koloni - hjemmestyre"». Grönland mer än isberg (em sueco). Estocolmo: Arena/Norden Föreningen. 2004. p. 29. 227 páginas. ISBN 9789185276776 
  49. Carlos Augusto Trojaner de Sá (2019). «O Império Colonial Dinamarquês: Uma Análise Preliminar». Revista Historiador (12). 114 páginas. DEPENDÊNCIAS NORUEGUESAS: ILHAS FAROÉ, GROELÂNDIA E ISLÂNDIA. ISSN 2176-1116. Consultado em 11 de janeiro de 2025 
  50. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Historia. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  51. Nils Petter Thuesen, Roger Pihl, Helge Giverholt. «Grønland» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Historie. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  52. «Det norrøne Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Dinamarquesa). Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  53. Carlos Augusto Trojaner de Sá (2019). «O Império Colonial Dinamarquês: Uma Análise Preliminar». Revista Historiador (12). 114 páginas. DEPENDÊNCIAS NORUEGUESAS: ILHAS FAROÉ, GROELÂNDIA E ISLÂNDIA. ISSN 2176-1116. Consultado em 11 de janeiro de 2025 
  54. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Historia. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  55. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Kolonitiden. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  56. Nils Petter Thuesen, Roger Pihl, Helge Giverholt. «Grønland» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Historie. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  57. Nils Petter Thuesen, Roger Pihl, Helge Giverholt. «Grønland» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Historie. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  58. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Hjemmestyre. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  59. Nils Petter Thuesen, Roger Pihl, Helge Giverholt. «Grønland» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Historie. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  60. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Hjemmestyre. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  61. Nils Petter Thuesen, Roger Pihl, Helge Giverholt. «Grønland» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Historie. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  62. García Rodríguez, Nuria (2020). «Os Povos do Ártico: caraterização e estatuto». A problemática do Ártico na atualidade - uma visão estratégica (Dissertação de Mestrado). Universidade Católica Portuguesa. p. 82 
  63. Anders Hansson; et al. «Grönland» (em sueco). Nationalencyklopedin (Enciclopédia Nacional Sueca). Hjemmestyre. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  64. Nils Petter Thuesen, Roger Pihl, Helge Giverholt. «Grønland» (em norueguês). Store norske leksikon (Grande Enciclopédia Norueguesa). Historie. Consultado em 10 de janeiro de 2025 
  65. «Portuguese Explorers». www.elizabethan-era.org.uk. Consultado em 27 de abril de 2012 
  66. «Deepfreeze Defense». Time. 27 de janeiro de 1947. Consultado em 14 de maio de 2008. Cópia arquivada em 21 de fevereiro de 2009 
  67. Miller, John J. (7 de maio de 2001). «Let's Buy Greenland! — A complete missile-defense plan». National Review. Cópia arquivada em 7 de janeiro de 2010 
  68. Ver artigo 2 do Acordo de Defesa da Groenlândia de 1951: https://avalon.law.yale.edu/20th_century/den001.asp
  69. Beukel, Erik (2010). «The Greenland Issue». In: Rytter, Jens Elo. Phasing Out the Colonial Status of Greenland, 1945–54: A Historical Study. Col: Meddelelser om Grønland. 37. [S.l.]: Museum Tusculanum Press. pp. 56–57. ISBN 978-87-635-2587-9. ISSN 0106-1062 
  70. Weiss, Erik D. "Cold War Under the Ice: The Army's Bid for a Long-Range Nuclear Role, 1959–1963." Journal of Cold War Studies, vol. 3, no. 3, 2001, pp. 31–58. [[suspicious link removed] JSTOR website] Consultado em 12 de abril de 2025.
  71. Petersen, Nikolaj (17 de dezembro de 2007). «The Iceman That Never Came». Scandinavian Journal of History Volume 33, 2008 – Issue 1. Scandinavian Journal of History. 33: 75–98. doi:10.1080/03468750701449554. Consultado em 15 de agosto de 2020. Cópia arquivada em 24 de março de 2022 
  72. «A Radioactive Cold War Military Base Will Soon Emerge From Greenland's Melting Ice». Smithsonian. 5 de agosto de 2016. Consultado em 20 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2019 
  73. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadas h-bomb
  74. «Gronelândia». Infopédia. Consultado em 20 de janeiro de 2021 
  75. «Gronelândia». Lello Universal: dicionário enciclopédico em 2 volumes. 1. Porto: Lello Editores. 1981. p. 1165 
  76. «Expedição da Groenlândia descobre a 'ilha mais ao norte do mundo'». G1. Consultado em 10 de fevereiro de 2022 
  77. Naduk Kleemann, Grønlands Statistik. «Grønland i tal 2024» (PDF) (em dinamarquês). Grønlands Statistik. Grønland – Verdens største Ø; Klima; Nøgletal. Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  78. Rasmus Ole Rasmussen. «Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  79. «greenland». www.stalvik.com. Consultado em 27 de abril de 2012 
  80. «Språket». Grönland mer än isberg (em sueco). Estocolmo: Arena/Norden Föreningen. 2004. p. 70. 227 páginas. ISBN 9789185276776 
  81. «Danish doubts over Greenland vote» (em inglês). BBC NEWS - Europe. Consultado em 27 de abril de 2012 
  82. «Travelling in Greenland». eu.nanoq.gl. Consultado em 27 de abril de 2012. Arquivado do original em 16 de maio de 2014 
  83. «Greenland» (em inglês). CIA World Factbook. 19 de junho de 2008. Consultado em 11 de julho de 2008 
  84. Rasmus Ole Rasmussen. «Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 26 de janeiro de 2025 
  85. «Dinamarca». União Europeia. Consultado em 22 de janeiro de 2025. O Reino da Dinamarca também inclui dois países constituintes autónomos no Atlântico, que não fazem parte da UE: as ilhas Faroé e a Gronelândia. 
  86. Rune Riberholt. «Rigsombudsmand (grønlandske forhold)» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 26 de janeiro de 2025 
  87. Jacob Hald Pedersen. «Inatsisartut» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 26 de janeiro de 2025 
  88. Ulrik Gadd. «Naalakkersuisut» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 26 de janeiro de 2025 
  89. Ulrik Gadd. «Naalakkersuisut» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 26 de janeiro de 2025 
  90. Ulrik Gadd. «Naalakkersuisoq» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 26 de janeiro de 2025 
  91. García Rodríguez, Nuria (2020). «Os Povos do Ártico: caraterização e estatuto». A problemática do Ártico na atualidade - uma visão estratégica (Dissertação de Mestrado). Universidade Católica Portuguesa. p. 82 
  92. Rasmus Leander Nielsen, Ulrik Pram Gad, Mitdlarak Lennert, Annemette. «Selvstyret i Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 26 de janeiro de 2025 
  93. Naduk Kleemann, Grønlands Statistik. «Grønland i tal 2021» (PDF) (em dinamarquês). Grønlands Statistik. Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  94. Peter A. Friis e Rasmus Ole Rasmussen. «Grønland – geografi» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  95. Kåre Hendriksen, Bo Naamansen. «De fem storkommuner (Grønland)» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 28 de janeiro de 2025 
  96. «2024 Population» (em inglês). Statistics Greenland. Consultado em 27 de janeiro de 2025 
  97. Naduk Kleemann, Grønlands Statistik. «Grønland i tal 2024» (PDF) (em dinamarquês). Grønlands Statistik. Grønland – Verdens største Ø; Klima; Nøgletal. Consultado em 31 de janeiro de 2025 
  98. «Sjukvården». Grönland mer än isberg (em sueco). Estocolmo: Arena/Norden Föreningen. 2004. p. 71-73. 227 páginas. ISBN 9789185276776 
  99. «Sundhed i Grønland». europas-lande.dk. Consultado em 25 de junho de 2021 
  100. «Grönland idag». Grönland mer än isberg (em sueco). Estocolmo: Arena/Norden Föreningen. 2004. p. 69-83. 227 páginas. ISBN 9789185276776 
  101. «Groenlândia». edukbr.com.br. Consultado em 1 de novembro de 2013 [ligação inativa]
  102. a b c Bodil Karlshøj Poulsen. «Sportsforeninger i Grønland» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 28 de março de 2025 
  103. Evandro Delgado. «Como é o futebol na Gronelândia, a gigante ilha pretendida por Donald Trump? Entre icebergs e baleias, joga-se a Liga mais curta do Mundo». SAPO Desporto. Consultado em 28 de março de 2025  Texto "citacao" ignorado (ajuda)
  104. Per Jørgensen e Steen Ankerdal. «Grønlands Idræts-Forbund» (em dinamarquês). Lex – Danmarks Nationalleksikon (Lex – Enciclopédia Nacional da Dinamarca). Consultado em 28 de março de 2025 
  105. «ihf.info». International Handball Federation. Consultado em 1 de maio de 2012 
  106. «ghf.gl». Grønlands Håndbold Forbund. Consultado em 1 de maio de 2012 
  107. «ihf.info» (PDF). International Handball Federation. Consultado em 1 de maio de 2012 
  108. «ihf.info» (PDF). International Handball Federation. Consultado em 1 de maio de 2012 
  109. «ihf.info». International Handball Federation. Consultado em 1 de maio de 2012 
  110. «IIGA - Members Profile». International Island Games Association. Consultado em 1 de maio de 2012 
  111. «Arctic Winter Games». Gif.gl. Consultado em 1 de maio de 2012. Arquivado do original em 25 de março de 2007 
  112. «Hodgson Trophy Winners». Arcticwintergames.org. Consultado em 1 de maio de 2012 
  113. Naduk Kleemann, Grønlands Statistik. «Grønland i tal 2024» (PDF) (em dinamarquês). Grønlands Statistik. 26. Turisme. Consultado em 19 de janeiro de 2025 
  114. Mark Stratton. «Toda a gente fala da Gronelândia. Como é visitá-la?». CNN Portugal. Consultado em 23 de janeiro de 2025 
  115. «Visit Greenland» (em inglês). Grønlands Selvstyre (Região Autónoma da Gronelândia). Consultado em 23 de janeiro de 2025 
  116. Nielsen, Svend Erik (2023). Turen går til Grønland (em dinamarquês). Copenhaga: Politikens Forlag. p. PÁGINA. 192 páginas. ISBN 9788740079869 

Bibliografia

[editar | editar código]
  • Gulløv, Hans Christian (2004), Grønlands Forhistorie, ISBN 978-87-02-01724-3, Copenhaga: Gyldendal 
  • Nielsen, Svend Erik (2023), Turen går til Grønland, ISBN 9788740079869, Copenhaga: Politikens Forlag 

Ligações externas

[editar | editar código]