Guiana Francesa

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Guyane
Guiana Francesa
Flag of French Guiana.svg
Coat of arms of French Guyana.svg
Bandeira[1] Brasão de armas
Hino nacional: A Marselhesa
Gentílico: franco-guianense

Localização da Guiana Francesa

Localização da Guiana Francesa na América do Sul
Capital Caiena
4°93'N 52°33'W
Cidade mais populosa Caiena
Língua oficial francês
Governo Região e departamento ultramarino da República Francesa
 - Presidente Rodolphe Alexandre (PSG)
 - Departamento ultramarino 19 de março de 1946 
Área  
 - Total 83 846 km² 
 - Água (%) 2
População  
 - Estimativa para 2018 281 612 hab. 
 - Censo 2005 190 842 hab. 
PIB (base PPC)
 - Total US$  4,4 bilhões (2016)[2] 
 - Per capita US$  16,200 (2016)[2] 
Moeda Euro (EUR)
Fuso horário -3
Clima Equatorial
Cód. Internet .gf
Cód. telef. +594 (telefones fixos)
+694 (telefones celulares)
Website governamental http://www.guyane.gouv.fr (Prefeitura)
http://www.ctguyane.fr (Coletividade Territorial da Guiana)

Mapa da Guiana Francesa

A Guiana Francesa (em francês: Guyane française , oficialmente apenas Guyane) é um departamento ultramarino e região da França, na costa do Atlântico Norte da América do Sul, nas Guianas. Faz fronteira com o Brasil a leste e sul e com o Suriname a oeste. Desde 1981, quando Belize se tornou independente do Reino Unido, a Guiana Francesa tem sido o único território continental nas Américas que ainda está sob a soberania de um país europeu.

Com uma área de 83.534 km², a Guiana Francesa é a segunda maior região da França e a maior região ultraperiférica dentro da União Europeia. Tem uma densidade populacional muito baixa, com apenas 3,4 habitantes por km². Metade de seus 281.612 habitantes em 2018 viviam na área metropolitana de Caiena, sua capital.

Desde dezembro de 2015, tanto a região como o departamento têm sido governados por uma assembléia única no âmbito de uma nova coletividade territorial, a Coletividade Territorial da Guiana Francesa (em francês: Collectivité Territoriale de Guyane). Essa assembléia, a Assembléia da Guiana Francesa (em francês: Assemblée de Guyane), substituiu o antigo conselho regional e o conselho departamental, ambos desmembrados. A Assembléia da Guiana Francesa é responsável pelo governo regional e departamental. Seu presidente é Rodolphe Alexandre.

Antes do contato europeu, o território era originalmente habitado por nativos americanos, a maioria falantes do idioma arauaque, da família linguística arawakana. O povo foi identificado como Lokono. O primeiro estabelecimento francês está registrado em 1503, mas a França não estabeleceu uma presença durável até que os colonos fundaram Caiena em 1643. A Guiana foi desenvolvida como uma sociedade escravista, onde plantadores importavam africanos como trabalhadores escravizados em grandes açucareiros e outras plantações em número tal que aumentar a população. A escravidão foi abolida nas colônias na época da Revolução Francesa. A Guiana foi designada como um departamento francês em 1797. Mas depois que a França abandonou seu território na América do Norte, desenvolveu a Guiana como uma colônia penal, estabelecendo uma rede de campos e penitenciárias ao longo do litoral onde prisioneiros da França foram condenados a trabalhos forçados.

Durante a Segunda Guerra Mundial e a queda da França para a Alemanha Nazista, o franco-guianense Félix Éboué foi um dos primeiros a apoiar o general Charles de Gaulle, da França Livre, em 18 de junho de 1940. A Guiana reuniu oficialmente a França Livre em 1943, e pouco depois, abandonou seu status de colônia e tornou-se novamente um departamento francês em 1946.

Depois que De Gaulle foi eleito presidente da França, ele estabeleceu o Centro Espacial da Guiana em 1965. Ele agora é operado pelo CNES, pela Arianespace e pela Agência Espacial Europeia (ESA). No final dos anos 1970 e início dos anos 1980, vários milhares de refugiados da etnia Hmong, oriundos do Laos, imigraram para a Guiana Francesa, fugindo do deslocamento após o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.[3]

Totalmente integrada no Estado central francês, a Guiana faz parte da União Europeia, e sua moeda oficial é o euro. A região tem o maior PIB nominal per capita na América do Sul.[4] Uma grande parte da economia da Guiana deriva de empregos e negócios associados à presença do Centro Espacial da Guiana, hoje o principal local de lançamento da Agência Espacial Europeia, próxima à Linha do Equador. Como em outras partes da França, a língua oficial é o francês, mas cada comunidade étnica tem sua própria língua. O Crioulo da Guiana Francesa, uma língua crioula com base francesa, é o idioma mais falado. No entanto, a região ainda enfrenta problemas como infraestrutura precária, alto custo de vida, altos níveis de criminalidade e distúrbios sociais comuns.[5]

História

Ver artigo principal: História da Guiana Francesa

Colônia francesa até 1947, desde então a Guiana Francesa é um departamento ultramarino francês. Como parte integral da República Francesa, a Guiana Francesa é representada no senado e na assembleia nacional da França. Seus cidadãos participam das eleições para presidente da República Francesa. Como parcela do território francês, tanto quanto as partes da República Francesa localizadas no continente europeu, a Guiana Francesa é considerada parte da União Europeia, e a moeda local é o Euro.

Vicente Yáñez Pinzón foi o primeiro explorador da costa das Guianas, em 1500. Iludidos pela mítica cidade do ouro (Eldorado), numerosos aventureiros buscaram inutilmente fortuna na região. Comerciantes franceses abriram um centro comercial em Sinnamary, em 1624, e outro em Caiena, fundada em 1637.

Depois, Caiena foi tomada pelos holandeses que, expulsos em 1664, voltaram a assentar-se em 1676. O Tratado de Breda, de 1667, legitimou a posse do território pela França, e o Tratado de Utrecht fixou as fronteiras com o Brasil em 1713. Os jesuítas foram expulsos em 1762, o que provocou a dispersão dos índios que viviam nas missões. Na expedição colonizadora de Kourou (de 1763 a 1765), morreram cerca de 14 000 pessoas, a maioria europeus. A revolução francesa pouco repercutiu na colônia, onde a escravidão foi abolida em 1794 e restabelecida em 1802. Em 1809, a Guiana, a começar por Caiena foi ocupada pelas tropas luso-britânica, em retaliação à invasão napoleónica a Portugal. No entanto, seria devolvida em 1817 com o tratado de Viena.[6]

Mapa das Guianas dentro do Vice-Reino de Nova Granada

A abolição definitiva da escravatura, em 1848, arruinou as plantações, situação agravada com o descobrimento de jazidas de ouro em 1855, pois a escassa mão de obra abandonou a agricultura. Entre 1852 e 1939, mais de setenta mil franceses foram deportados da França e confinados nas penitenciárias. De 1852 a 1858, os presos deportados da França eram transportados para as ilhas da salvação (Saint Joseph, Royale e do Diabo) e para os campos de trabalho forçado em Kourou e outros espalhados pelo território. O presídio de Saint Laurent du Maroni estabeleceu-se em 1858. O problema dos limites com o Brasil foi resolvido definitivamente quando o Barão do Rio Branco provou que "o rio de Vicente Pinzón", delimitador da fronteira, era o Oiapoque.

Quanto à questão do Amapá, foi solucionada em 1900 por laudo arbitral do presidente do Conselho Federal da Suíça. Com isso, terminaram as investidas francesas na fronteira. Uma experiência colonizadora positiva foi empreendida entre 1827 e 1846, em Mana, pela madre Anne-Marie Javouhey, que criou uma comunidade para a educação cristã de escravos libertados. Os habitantes tornaram-se cidadãos franceses em 1848 e desde 1887 têm representação na assembleia. Em 1946, a Guiana tornou-se departamento da França.

Há presença francesa na região desde pelo menos 1644. No entanto, entre 1809 e 1817, esteve anexada a Portugal (integrada até 1815 na colónia brasileira e, após essa data, no Reino Unido de Portugal e Algarves). De 1852 a 1945, prisioneiros comuns e políticos eram deportados da França continental para a então colônia, e em especial para a ilha do Diabo. Muitos deles viriam a morrer de doenças tropicais. Entre os prisioneiros célebres que por aí passaram estão Alfred Dreyfus e Louise Michel. O livro Papillon, de Henri Charrière, mais tarde adaptado em filme, retratou o cotidiano de condenados e o tratamento brutal ao qual eram submetidos.

Geografia

A Guiana Francesa está situada ao norte da América do Sul, sua extensão territorial é de 89 150 km² (dos quais 12 500 km² são a Guiana propriamente dita, o restante forma o território interno de Inini). Esse departamento delimita ao norte com o oceano Atlântico, ao sul e ao leste com o Brasil e a oeste com o Suriname. O perímetro de suas fronteiras soma 1 183 km e sua faixa litorânea mede 378 km.

A Guiana Francesa é uma região plana com poucas colinas, a máxima altitude ocorre em Bellevue de Inini e é de 851 metros. O relevo eleva-se desde a faixa costeira até as terras altas do sul, passando por uma planície de transição (situada no centro do departamento), onde se combinam os granitos do escudo guianês (ou maciço das Guianas) e os depósitos fluviais. No extremo sul, estão localizadas as cadeias montanhosas Eureupogcigne e Oroye.

Os rios são de escassa longitude, bastante caudalosos, de vital importância para chegar ao interior do departamento e desembocam no oceano Atlântico. Os rios mais importantes são: Mana, Sinnamary, Approuague e Oiapoque.

Selva na Guiana Francesa

A flora é característica da floresta tropical, quer dizer, extremamente diversificada e densa (como acontece no Brasil). A maior parte do departamento (mais de 90% da superfície) está coberta por uma floresta tropical densa que fica ainda mais impenetrável na proximidade dos rios. Calcula-se que existam na floresta equatorial mais de 60.000 espécies de árvores (algumas delas centenárias, como o ébano), com alturas que podem ultrapassar os 80 m.

Os manguezais cobrem grande parte do litoral e, por tratar-se de um ecossistema extremamente frágil, o ecoturismo tem se desenvolvido lenta e planejadamente na região costeira. Existem quatro tipos diferentes de manguezais no departamento, dentre os quais o vermelho e o branco. Atrás do mangue, a planície litorânea alberga a palmeira tucum, seus frutos permitem a elaboração de caldo tradicionalmente consumido na época do Natal.

Na fauna da Guiana Francesa é possível encontrar enormes variedades de peixes, aves, répteis, insetos e mamíferos, dentre os quais podemos destacar a onça-pintada, araras e papagaios, serpentes, antas, tatus, jacarés e macacos.

Clima

O clima é tropical, portanto, bastante chuvoso, quente e úmido na grande maior parte do ano. Os furacões que são gerados no oceano atlântico dificilmente chegam à Guiana Francesa. A temperatura média do território é de 27 °C e as precipitações superam os 3 000 mm anuais. Um dia típico na floresta da Guiana Francesa é muito quente durante o dia e chuvoso no final da tarde.

Tem clima equatorial de montanha (clima que se caracteriza por sua maior facilidade de percepção das estações, diferenciando-se assim do clima equatorial comum). A temperatura tem uma variação pequena, chegando a 303.15K (30 °C) e 298.15K (25 °C) no verão e no inverno respectivamente. A chuva ocorre nesse território durante todo o ano (mais frequentemente no verão), mas diferentemente do clima equatorial comum, que tem em média 3 100 mm/ano, com esse clima equatorial de montanha, vê-se apenas 1 200 mm/ano (um volume bem menor).

Demografia

Evolução demográfica entre 1961 e 2003
Evolução demográfica
1790
estimativa
1839
estimativa
1857
estimativa
1891
estimativa
1946
censo
1954
censo
1961
censo
1967
censo
1974
censo
1982
censo
1990
censo
1999
censo
2006
estimado
14.520 20.940 25.561 33.500 25.499 27.863 33.505 44.392 55.125 73.022 114.678 157.213 202.000
Número de habitantes segundo os censos e estimativas.

A população da Guiana Francesa de 296.711 habitantes (segundo estimativas de 2019),[7] a maioria dos quais vivem próximas do litoral, é muito diversificada etnicamente. No censo de 2014, 57,3% dos habitantes da Guiana Francesa nasceram na região, 9,3% nasceram na França metropolitana, 3,0% nasceram nos departamentos e coletividades do Caribe francês (Guadalupe, Martinica, São Martinho, São Bartolomeu). e 30,2% nasceram em países estrangeiros (principalmente Brasil, Suriname e Haiti).[8] A expectativa de vida média não passa dos 58 anos.[carece de fontes?]

As estimativas das porcentagens da composição étnica da Guiana Francesa variam de acordo com a grande proporção de imigrantes. Os mulatos (pessoas de ascendência mista africana e francesa) são o maior grupo étnico, embora as estimativas variem quanto à porcentagem exata, dependendo se a grande comunidade haitiana também está incluída. Geralmente, a população crioula é estimada em cerca de 60 a 70% da população total, se os haitianos (compreendendo cerca de um terço dos crioulos) estiverem incluídos e 30 a 50% se eles não estiveram incluídos. Há também grupos menores de várias ilhas do Caribe, principalmente da Martinica.[carece de fontes?]

Cerca de 14% da população é de ascendência europeia. A grande maioria destes é de ascendência francesa, embora também haja pessoas de ascendência holandesa, britânica, espanhola e portuguesa. As principais comunidades asiáticas são os chineses (cerca de 3-4%, principalmente da província de Zhejiang e província de Guangdong na China continental) e Hmong do Laos (1-2%). Outros grupos asiáticos incluem os indianos do leste, libaneses e vietnamitas.[carece de fontes?]

Os principais grupos que vivem no interior são os quilombolas de descendência africana e os ameríndios. Os quilombolas, descendentes de escravos africanos fugidos, vivem principalmente ao longo do rio Maroni. Os principais grupos quilombolas são o Saramaca, Aucan (ambos os quais também vivem no Suriname) e Boni (Aluku). Os principais grupos ameríndios (formando cerca de 3% a 4% da população) são os Arawak, Carib, Emerillon (agora chamado de Teko), Galibi (agora chamado de Kaliña), Palikur, Wayampi e Wayana. A partir do final da década de 1990, havia evidências de um grupo de Wayampi isolados.[carece de fontes?]


Religião

A principal religião praticada na Guiana Francesa é o catolicismo romano; os quilombolas e o povos ameríndios ainda mantêm suas próprias religiões tradicionais. Os Hmong também são em grande parte católicos devido à influência de missionários que ajudaram a trazê-los para a Guiana Francesa.[9]

Línguas

Ver artigo principal: Línguas da Guiana Francesa

O francês é a língua oficial, e é o idioma predominante do departamento, mas outras línguas também são faladas. A principal língua falada pela sociedade franco-guianense é o Crioulo da Guiana Francesa, que é baseado no francês, inglês, português, espanhol e outros dialetos africanos e ameríndios. Seis línguas ameríndias, quatro dialetos quilombolas, bem como hmong. Outros idiomas falados incluem o português, hacá (um dialeto chinês), crioulo haitiano, espanhol, holandês e inglês.

Política

A Guiana Francesa, como um coletividade da França, faz parte da União Europeia - é considerada o maior território da UE fora da Europa desde que a Groenlândia deixou a Comunidade Europeia em 1985, com uma das mais longas fronteiras externas da UE. É um dos três únicos territórios da União Europeia fora da Europa que não estão localizados em uma ilha (os outros são as cidades autônomas espanholas na África, Ceuta e Melilla). Como parte integrante da França, seu chefe de Estado é o presidente da França e seu chefe de governo é o primeiro-ministro da França. O governo francês e suas agências são responsáveis por uma ampla gama de questões reservadas ao poder executivo nacional, como a defesa e as relações externas.

O Presidente da França nomeia um prefeito como seu representante para chefiar o governo local da Guiana Francesa. Há um órgão executivo local eleito, a Assembleia da Guiana Francesa (Assemblée de Guyane).[10]

A Guiana Francesa elege dois deputados para a Assembleia Nacional da França, um representando as comunas de Caiena e Macouria, e o outro representando o restante da Guiana Francesa. Este último eleitorado é o maior da República Francesa por área terrestre. A Guiana Francesa também elege dois senadores para o Senado francês. O Partido Socialista Guianês dominou a política na Guiana Francesa até 2010.[carece de fontes?]

Uma questão crônica que afeta a Guiana Francesa é o afluxo de imigrantes ilegais e garimpeiros clandestinos de ouro oriundos do Brasil e do Suriname. O rio Maroni, que é a fronteira natural com o Suriname, flui através da floresta tropical e é difícil para a Gendarmaria e a Legião Estrangeira Francesa patrulhar. Houve várias fases lançadas pelo governo francês para combater a mineração ilegal de ouro na Guiana Francesa, começando com a Operação Anaconda a partir de 2003, seguida pela Operação Harpie em 2008, 2009 e a Operação Harpie Reinforce em 2010. O coronel François Müller, comandante da Gendarmaria na Guiana Francesa, acredita que essas operações foram bem-sucedidas. No entanto, após o término de cada operação, retornaram os garimpeiros brasileiros.[11] Logo após o início da Operação Harpie Reinforce, ocorreu uma confronto entre autoridades francesas e mineradores brasileiros. Em 12 de março de 2010, uma equipe de soldados franceses e policiais de fronteira foram atacados enquanto retornavam de uma operação bem-sucedida, durante a qual "os soldados prenderam 15 mineiros, confiscaram três barcos e apreenderam 617 gramas de ouro... atualmente valendo cerca de US$ 22.317". Os garimpeiros retornaram para recuperar seus saques e colegas perdidos. Os soldados dispararam tiros de advertência e balas de borracha, mas os mineiros conseguiram retomar um de seus barcos e cerca de 500 gramas de ouro. "A reação violenta dos garimpeiros pode ser explicada pela tomada excepcional de 617 gramas de ouro, cerca de 20% da quantidade apreendida em 2009 durante a batalha contra a mineração ilegal", disse Phillipe Duporge, diretor da polícia de fronteira da Guiana Francesa. uma conferência de imprensa no dia seguinte.[12]

Divisões administrativas

Guyane administrative.PNG

A Guiana Francesa é ao mesmo tempo uma região e um departamento francês de ultramar cuja prefeitura tem sede em Caiena. É dividida em dois arrondissements (de Caiena e Saint-Laurent-du-Maroni), dezesseis cantões e 22 comunas.

Economia

A economia da Guiana Francesa é baseada principalmente na pesca e na extração mineral, principalmente aurífera. O departamento registra notável imigração ilegal, principalmente de brasileiros, haitianos e surinameses, atraídos pela possibilidade de obter renda em Euros.

Na segunda metade do século XX, a Guiana Francesa desenvolveu uma economia florescente, estimulada pela atividade no centro espacial de Kourou, conhecida por hospedar a base de lançamento de foguetes e satélites da Agência Espacial Europeia (ESA). O aluguel da base de lançamento rende dividendos à administração local.

O Centro Espacial de Kourou, construído a partir de 1968 pela Agência Espacial Europeia, contribuiu decisivamente para o desenvolvimento econômico da Guiana Francesa, não só por gerar empregos, mas também por introduzir tecnologia de ponta e informática à região. O sistema de transportes concentra-se no litoral. Há um aeroporto internacional em Rochambeau, perto de Caiena.

O programa denominado Plan Vert (Plano Verde) objetiva desenvolver a agricultura, a pecuária e a exploração florestal, e se baseia na imigração de colonos franceses. A pesca, principalmente de camarões, cresceu a partir de meados do século XX. As exportações incluem açúcar, mandioca, coco, banana, rum e madeira. A Guiana Francesa explora seus recursos minerais, sobretudo ouro e bauxita.

Bandeira

Em 29 de janeiro de 2010 foi aprovada a atual bandeira da Guiana Francesa.[1]

Ver também

Referências

Ligações externas

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