Cuba

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República de Cuba
Flag of Cuba.svg
Coat of Arms of Cuba.svg
Bandeira Brasão
Lema: ¡Patria o Muerte, Venceremos!
"Pátria ou Morte, Venceremos!"
Hino nacional: La Bayamesa
"A Bayamesa"
Gentílico: cubano

Localização de Cuba

Localização de Cuba no globo mundial
Capital Havana
Cidade mais populosa Havana
Língua oficial espanhol
Governo República socialista marxista-leninista unitária
 - Presidente Miguel Díaz-Canel
 - 1º vice-presidente Salvador Valdés Mesa
 - Primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz
 - Presidente da Assembleia Nacional Esteban Lazo Hernández
Independência de Espanha 
 - Declarada 10 de outubro de 1898 
 - República declarada 20 de maio de 1902 
 - Revolução Cubana 1 de janeiro de 1959 
Área  
 - Total 110.861 km² (105.º)
População  
 - Estimativa para 2017 11 221 060[1] hab. (82.º)
 - Densidade 102,1 hab./km² (106.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2015
 - Total US$ 254,865 bilhões*[2] (66.º)
 - Per capita US$ 22 237[2] (92.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2017
 - Total US$ 96,851 bilhões*[3] (63.º)
 - Per capita US$ 8 433[3] (88.º)
IDH (2019) 0,783 (70.º) – alto[4]
Gini (2000) 0,38[5] 
Moeda Peso (CUC)
Fuso horário EST (UTC-5)
 - Verão (DST) EST (UTC-4)
Cód. Internet .cu
Cód. telef. +53

Mapa de Cuba

Cuba (pronunciado em português[ˈkubɐ]; pronunciado em castelhano[ˈkuβa]), oficialmente República de Cuba, é um país insular localizado no mar do Caribe (ou mar das Caraíbas), na América Central e Caribe (sub-continente da América). é um país que compreende a ilha de Cuba, bem como a Ilha da Juventude e vários arquipélagos menores. Cuba está localizada no norte das Caraíbas, onde o Mar das Caraíbas, o Golfo do México e o Oceano Atlântico se encontram. Fica a leste da Península de Yucatán (México), a sul tanto do estado norte-americano da Florida como das Bahamas, a oeste da Hispaniola, e a norte tanto da Jamaica como das Ilhas Caimão. Havana é a maior cidade e capital; outras grandes cidades incluem Santiago de Cuba e Camagüey. A área oficial da República de Cuba é de 109 884 quilómetros quadrados (42 426 sq mi) (sem as águas territoriais). A ilha principal de Cuba é a maior ilha de Cuba e das Caraíbas, com uma área de 104 338 quilómetros quadrados (40 285 sq mi). Cuba é o segundo país mais populoso das Caraíbas, depois do Haiti, com mais de 11 milhões de habitantes.[6]

O território que hoje é Cuba foi habitado pelos povos Ciboneis Taínos desde o 4º milénio a.C. até à colonização espanhola no século XV.[7] A partir do século XV, foi uma colónia de Espanha até à Guerra Hispano-americana de 1898, quando Cuba foi ocupada pelos Estados Unidos e ganhou a independência nominal como protectorado de facto dos Estados Unidos em 1902. Sendo uma república frágil, em 1940 Cuba tentou fortalecer o seu sistema democrático, mas a radicalização política crescente e os conflitos sociais culminaram num golpe e subsequente ditadura apoiada pelos Estados Unidos de Fulgencio Batista em 1952.[8][9][10] A corrupção aberta e a opressão sob o governo de Batista[11] levaram à sua destituição a Janeiro de 1959 pelo Movimento 26 de Julho, que depois estabeleceu uma ditadura do proletariado sob a liderança do Partido Comunista de Cuba, sendo Fidel Castro um dos seus fundadores, eleito primeiro secretário do comité central desde 1965 até 2011.[12][13][14] A Assembleia Nacional do Poder Popular é o parlamento legislativo da República de Cuba e o órgão supremo do poder do Estado[15] e seu atual presidente é Esteban Lazo Hernández. O atual presidente da República de Cuba é Miguel Díaz-Canel, que também é o atual primeiro secretário do PCC. O país foi um ponto de discórdia durante a Guerra Fria entre a União Soviética e os Estados Unidos, e uma guerra nuclear quase eclodiu durante a Crise dos Mísseis de Cuba de 1962. Cuba é um dos atuais Estados socialistas marxistas-leninistas existentes.

Sob Castro, Cuba esteve envolvida numa vasta gama de actividades militares e humanitárias na Guiné-Bissau, Síria, Angola, Argélia, Iémen do Sul, Vietname do Norte, Laos, Zaire, Iraque, Líbia, Zanzibar, Gana, Guiné Equatorial, Eritreia, Somália, Etiópia, Congo-Brazzaville, Serra Leoa, Cabo Verde, Nigéria, Benim, Camarões, Zimbabué e Moçambique.[16] Cuba enviou mais de 400 000 dos seus cidadãos para combater em Angola (1975-91) e derrotou as forças armadas da África do Sul em guerra convencional envolvendo tanques, aviões, e artilharia.[17] A intervenção cubana em Angola contribuiu para a queda do regime do apartheid na África do Sul.[18]

Culturalmente, Cuba é considerada parte da América Latina.[19] É um país multiétnico cujo povo, cultura e costumes derivam de diversas origens, incluindo os povos Taínos Ciboneis, o longo período do colonialismo espanhol, a introdução dos escravos africanos e uma relação estreita com a União Soviética na Guerra Fria.

Cuba é um Estado soberano e membro fundador das Nações Unidas, do G77, do Movimento Não Alinhado, dos Países ACP, da ALBA e da Organização dos Estados Americanos. Tem actualmente uma das únicas economias planificadas do mundo, e a sua economia é dominada pela indústria do turismo e pelas exportações de mão-de-obra qualificada, açúcar, tabaco, e café. De acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano, Cuba tem um elevado desenvolvimento humano e está classificada em oitavo lugar na América do Norte, e em 72º lugar mundialmente em 2019.[20] Também ocupa um lugar de destaque em algumas métricas de desempenho nacional, incluindo cuidados de saúde e educação.[21][22] É o único país do mundo a satisfazer as condições de desenvolvimento sustentável estabelecidas pela WWF.[23]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Não existe consenso quanto à origem do nome cuba. Entre as diferentes versões, há duas que se destacam: a primeira diz que a palavra deriva dos termos taínos cubao, que significa onde a terra fértil abunda,[24] ou coabana ou cubanacán, que se traduziriam como lugar amplo,[25][26] e outra versão diz que deriva da contração de duas palavras aruaques: coa (lugar, terra, terreno) e bana (grande).[27] Circula ainda a teoria de que Cristóvão Colombo possa ter nascido em Cuba, uma vila portuguesa no Alentejo, e esta ser a origem do nome da ilha.[28]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História de Cuba

Primeiros povos e colonização espanhola[editar | editar código-fonte]

Cuba era habitada principalmente por povos ameríndios conhecidos como taínos, também chamados de aruaques pelos espanhóis, e guanajatabeis e ciboneys antes da chegada dos espanhóis. Os antepassados desses nativos migraram séculos antes da parte continental das Américas do Sul, Central e do Norte.[29] Os nativos taínos chamavam a ilha de Caobana.[30] Os povos taínos eram agricultores e caçadores, ao passo que os ciboneis eram pescadores e caçadores e os guanatabeyes eram coletores.[31]

A ilha de Cuba foi descoberta pelos europeus com a chegada de Cristóvão Colombo, em 1492, que batizou a ilha de Juana, uma homenagem a um dos filhos do rei da Espanha. No entanto, o nome não vingou e o local ficou conhecido pelo nome nativo. Colombo morreu acreditando que Cuba fosse uma península do continente americano. A condição insular de Cuba foi esclarecida somente com explorações de Sebastián de Ocampo, que deu a volta completa à ilha em 1509, verificando a existência de nativos pacíficos e áreas para cultivar e aportar. A ocupação da ilha foi um dos primeiros passos para a colonização do continente pela Espanha.[32][33]

Em 1510 Diego Velázquez desembarcou na ilha e fundou a vila de Baracoa. No mesmo ano a Espanha estabeleceu a Capitania-geral de Cuba, primeira administração da região, que englobava, além do território atual de Cuba, a Flórida e a Luisiana espanhola. Diego Velázquez foi governador da região até a sua morte, em 1524. Depois de Velázquez, aportaram em Cuba Pánfilo de Narváez e Juan de Grijalva, que não encontraram resistência dos indígenas. Ambos fundaram várias vilas, como San Cristóbal de Habana e, posteriormente, as de Puerto Príncipe (hoje Camaguey) e Santiago de Cuba, que foi a primeira capital cubana.[32]

Durante a colonização, a Espanha investiu em monoculturas de açúcar e tabaco, utilizando o sistema de plantagem, que no início contava com mão de obra escrava indígena. Cerca de trinta anos depois da chegada dos espanhóis, a população indígena já havia se reduzido de 120 mil para algumas centenas, devido a vários fatores, tais como doenças, maus tratos e extermínio. Com a redução, a mão de obra começou a ficar escassa. Por isso Diego Velázquez, que havia dado início à exploração de minas, começou a substituir os nativos por escravos africanos, semelhante ao que ocorreu em outras colônias espanholas e portuguesas na América.[32][33]

Independência e domínio Americano[editar | editar código-fonte]

Carlos Manuel de Céspedes é conhecido como "Pai da Pátria" em Cuba, tendo declarado a independência do país da Espanha em 1868

Os primeiros movimentos em favor da independência da ilha datam do século XVIII, quando a Espanha exigiu monopólio na comercialização do tabaco cubano, em razão da valorização deste no mercado internacional. Os produtores de tabaco, conhecidos como vergueiros, se revoltaram, num movimento conhecido como Insurreição dos Vergueiros.[33] No século seguinte houve outros movimentos pró-independência, influenciados por movimentos semelhantes em outras colônias. Todos foram contidos pela administração colonial cubana, que não conseguia conciliar os interesses da elite local com os da Coroa Espanhola.[33]

A luta armada começou de fato em 10 de outubro de 1868, num movimento denominado Grito de Yara. O advogado Carlos Manuel de Céspedes, em 1868, organizou um movimento denominado "República em Armas". Essa revolta contou com o apoio de várias nações americanas e dos Estados Unidos, mas a Espanha continuou o seu domínio sobre a ilha. Posteriormente foi organizado outro movimento, liderado por Antonio Maceo, Guillermón Moncada, Máximo Gomes e José Martí, sendo que esse último é até hoje considerado um dos herois da independência cubana. A tática dos guerrilheiros foi ocupar faixas do litoral e alguns pontos considerados estratégicos. A Espanha tomou a iniciativa e realizou o que foi denominado reconcentración, que consistia em deixar famílias camponesas isoladas em campos de concentração.[33]

As lutas se estenderam até a intervenção dos Estados Unidos durante a Guerra de Independência Cubana, em 1898, fato considerado o estopim da Guerra Hispano-Americana. Com a derrota na guerra, em 10 de dezembro de 1898 a Espanha teve de reconhecer a independência de Cuba, além de ceder Porto Rico aos Estados Unidos, através da assinatura do Tratado de Paris. Entretanto, os EUA passaram a ter grande influência sobre o novo país, que foi governado durante quatro anos por uma junta militar que defendia os interesses americanos.[32][33]

Hasteamento da bandeira de Cuba no palácio do Governador em 20 de maio de 1902.

No dia 20 de maio de 1902, foi proclamada a república em Cuba, mas o governo norte-americano, em 1901, tinha convencido a Assembleia Constituinte cubana a incorporar um apêndice à Constituição da República, a Emenda Platt, pela qual se concedia, aos Estados Unidos, o direito de intervir nos assuntos internos da nova república, negando à ilha, bem como à vizinha ilha de Porto Rico, a condição jurídica de nação soberana, o que limitaria sua soberania e independência por 58 anos. Assim sendo, Cuba manteve, mesmo após a independência, estrutura econômica similar àquela dos tempos coloniais, baseada na exportação de açúcar.[34]

De 1934 a 1959, Fulgêncio Batista foi o dirigente de facto de Cuba, ocupando a presidência de 1940 a 1944 e de 1952 a 1959.[34] A presidência de Batista impôs enormes regulações à economia, o que trouxe grandes problemas para a população.[35] O desemprego se tornava um problema na medida em que os jovens que entravam no mercado de trabalho não conseguiam encontrar uma função para exercer.[35] A classe média, cada vez mais insatisfeita com a queda no nível de qualidade de vida, se opôs cada vez mais a Batista.[35] Ainda durante essa época, Cuba se transformou numa espécie de "ilha dos prazeres" dos turistas americanos.[34] Aproveitando o agradável clima tropical e a beleza das paisagens naturais, foi construída toda uma infraestrutura voltada para os visitantes estrangeiros.[34] Nesse cenário, misturavam-se corrupção governamental, jogatina de cassinos, uso indiscriminado de drogas e incentivo à prostituição.[34] À época, Cuba era o país da América Latina com o maior consumo per capita de carnes, vegetais, cereais, automóveis, telefones e rádios, apesar de todos estes bens estarem concentrados nas mãos de uma pequena elite e de investidores estrangeiros.[36]

Revolução[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Revolução Cubana
Che Guevara e Fidel Castro fotografados por Alberto Korda em 1961.

Reagindo a essa situação de desigualdade, um grupo de guerrilheiros comandado por Fidel Castro começou a lutar contra o governo cubano em 1956.[34] Após dois anos de combate, a guerrilha havia conquistado a simpatia popular.[34] Em 1° de janeiro de 1959, conseguiu derrubar o governo de Batista.[34] Após a tomada do poder, a revolução tomou rumos socialistas.[34] Cresceram, então, os conflitos entre o novo governo e os interesses norte-americanos.[34]

Em 1961, uma força militar treinada e financiada pelo governo de John F. Kennedy, composta por exilados cubanos, tenta invadir o país através da baía dos Porcos.[34] No ano seguinte, Cuba foi expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA) graças à influência dos Estados Unidos,[34] só sendo readmitida 47 anos depois.[37] No mesmo ano, o governo norte-americano impôs um embargo econômico que perdura até os dias de hoje.[34] Os graves conflitos de interesse entre Cuba e Estados Unidos acabaram forçando a aproximação do governo cubano com a União Soviética.[34]

Em 1962, Cuba permitiu a instalação, em seu território, de mísseis nucleares soviéticos.[34] Kennedy reagiu duramente à estratégia militar soviética, considerando-a uma perigosa ameaça à segurança nacional americana.[34] Ocorreu então o episódio que ficaria conhecido como crise dos mísseis cubanos. Numa verdadeira mobilização de guerra, os Estados Unidos impuseram um poderoso bloqueio naval à ilha de Cuba, forçando os soviéticos a desistirem dos planos de instalação dos mísseis no continente americano.[34] A crise dos mísseis é reconhecida como um dos momentos mais dramáticos da Guerra Fria.[34]

Após quase cinquenta e três anos de governo de Castro, Cuba exibe seus melhores êxitos no campo social, tendo conseguido eliminar o analfabetismo através da Campanha Nacional de Alfabetização em Cuba, implementar um sistema de saúde pública universal, diminuir significativamente as taxas de mortalidade infantil e reduzir o índice de desemprego.[34] No campo político, no entanto, Cuba segue com um sistema de partido único, o Partido Comunista Cubano, apontado como um sistema ditatorial,[34] apesar de que, no país, são realizadas dois tipos de eleições, as parciais, a cada dois anos e meio, para eleger delegados, e as gerais, a cada cinco, para eleger os deputados nacionais e integrantes das assembleias provinciais.[38] Até o final da década de 1960, todos os jornais de oposição haviam sido fechados, e toda informação foi posta sob rígido controle estatal, o que se segue até os dias de hoje.[36] Num único ano, cerca de 20 mil dissidentes políticos foram presos.[36] Estimativas indicam que cerca de 15 a 17 mil cubanos tenham sido executados durante o regime. Homossexuais, religiosos, e outros grupos foram mandados para campos de trabalhos forçados, onde foram submetidos a "re-educação" segundo o que o Estado considera correto.[39]

Apesar do sucesso nas áreas de saúde, igualdade social, educação e pesquisa científica, houve fracasso no campo das liberdades individuais, além disso, o governo de Castro também foi um fracasso no campo econômico.[34] Não conseguiu diversificar a agricultura do país e tampouco estimular a industrialização.[34] A economia segue dependente da exportação de açúcar e de fumo.[34] Às deficiências do regime, soma-se o embargo imposto pelos Estados Unidos, que utilizam sua influência política para impedir que países e empresas mantenham negócios com Cuba.[34]

Com a dissolução da União Soviética, em 1991, a situação econômica de Cuba tornou-se extremamente delicada, uma vez que os principais laços comerciais do país eram mantidos com o regime soviético, que comprava 60% do açúcar e fornecia petróleo e manufaturas.[34] Nesse cenário de crise, o governo de Fidel Castro flexibilizou a economia, permitindo, dentro da estrutura socialista, a abertura para atividades capitalistas.[34] A principal delas é o turismo, que não só deu uma injeção de capital ao país como também gerou grandes problemas, como o aparecimento de casos de AIDS com a alta na atividade de prostituição.[34]

Em 24 de fevereiro de 2008, com a renúncia do irmão devido a problemas de saúde, Raúl Castro assumiu o comando da ilha,[40] prometendo algumas reformas econômicas, como o incentivo a mais investimentos estrangeiros e a mudanças estruturais para que o país possa produzir mais alimentos e reduzir a dependência das importações.[41] Entretanto, o regime segue fechado no campo político.

A americana HRW acusa o governo cubano de violações dos direitos humanos, como detenções arbitrárias de curta duração.[42]

Apesar de seus fracassos e de acordo com seus sucessos, a Revolução Cubana é considerada um capítulo importante da história da América Latina, por constituir o primeiro e único Estado socialista do continente americano.[34] Atualmente, Cuba é único país socialista do Ocidente, e um dos poucos do mundo, ao lado da China, da Coreia do Norte, do Vietnã e do Laos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia de Cuba
Imagem de satélite do território cubano em 2001.
Mapa topográfico de Cuba

Cuba é um arquipélago formado por mais de 1 500 ilhas.[43] As maiores são a Ilha de Cuba e a Ilha da Juventude (que tem uma superfície de 2 200 km²). A Ilha de Cuba é a maior ilha do Caribe, com uma superfície 104 945 km².

O conjunto do arquipélago cubano possui uma superfície de 110 860 km² e uma dimensão linear máxima de cerca de 1 200 km.

Banhada a norte pelo estreito da Flórida e pelo oceano Atlântico Norte, a noroeste pelo golfo do México, a oeste pelo canal da Península de Iucatã, a sul pelo mar das Caraíbas e a leste pela passagem de Barlavento. A baía de Guantanamo contém uma base naval tomada pelos Estados Unidos desde 1903. A ilha de Cuba é a 16.ª maior ilha do mundo.

A ilha de Cuba está formada principalmente por planícies onduladas, com colinas e montanhas mais escarpadas situadas maioritariamente na zona sul da ilha. O ponto mais elevado é o Pico Real del Turquino com 1 974 m de altitude. O clima é tropical, embora temperado pelos ventos alísios. Existe uma estação relativamente seca de novembro a abril e uma estação mais chuvosa de maio a outubro.

Havana é a capital e a cidade mais populosa. Santiago de Cuba e Camagüey são também cidades importantes.

Clima[editar | editar código-fonte]

Como a maior parte da ilha está ao sul do Trópico de Câncer, o clima local é tropical, moderado por ventos alísios vindos do nordeste que sopram durante todo o ano. A temperatura também é formada pela corrente caribenha, que traz água quente a partir do equador. Isso faz com que o clima de Cuba seja mais quente que o de Hong Kong, por exemplo, que está à mesma latitude de Cuba, mas tem um clima subtropical. Em geral (com variações locais), há uma estação seca de novembro a abril e uma estação mais chuvosa de maio a outubro. A temperatura média é de 21 °C em janeiro e 27 °C em julho. As temperaturas quentes do Mar do Caribe e o fato do país estar localizado na entrada do Golfo do México se combinam para tornar o país mais propenso a ciclones tropicais frequentes. Estes são os mais comuns entre os meses de setembro e outubro.[44]

Biodiversidade[editar | editar código-fonte]

Parte da Serra Maestra no Parque Nacional Turquino, na província de Santiago de Cuba.

Cuba assinou a Convenção sobre Diversidade Biológica, em 12 de junho de 1992 durante a ECO-92 no Rio de Janeiro, e tornou-se membro da convenção em 8 de março de 1994.[45] Posteriormente, o país produziu uma Estratégia e um Plano de Ação Nacional de Biodiversidade, com uma revisão que foi recebido pela convenção sobre 24 de janeiro de 2008.[46]

A revisão compreende um plano de ação com prazos para cada item e uma indicação do órgão governamental responsável pela realização da meta. No entanto, existe quase nenhuma informação nesse documento sobre a biodiversidade em si. O quarto relatório nacional cubano para a convenção, no entanto, contém uma análise detalhada dos números de espécies de cada reino biológico registrado no território cubano, sendo os principais grupos: animais (17 801 espécies), bactérias (270 espécies), Chromista (707 espécies), fungos (5 844 espécies), plantas (9 107 espécies) e protozoários (1 440 espécies).[47]

Como em outros lugares do mundo, animais vertebrados, plantas e flores estão bem documentados no país. Os números registrados a partir de Cuba para esses grupos são, portanto, suscetíveis de estar perto dos números reais. Para a maioria, se não todos os outros grupos, no entanto, o verdadeiro número de espécies que ocorrem em Cuba são susceptíveis de ultrapassar, muitas vezes consideravelmente, os números oficiais coletados pelo governo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia de Cuba
Havana, capital e maior cidade do país.

Em 2017, a população cubana era de 11,2 milhões de habitantes,[1] incluindo 5 580 810 homens e 5 610 798 mulheres. A composição étnica era de 7 271 926 brancos, 1 126 894 negros e 2 778 923 mulatos (ou mestiços).[48] A população de Cuba tem origens muito complexas e casamentos entre os diversos grupos raciais são comuns. Há discordância sobre as estatísticas raciais. O Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos da Universidade de Miami, diz que 62% da população é negra,[49] enquanto as estatísticas do censo do governo cubano afirma que 65,05% da população era branca em 2002. O Minority Rights Group International diz que "uma avaliação objetiva da situação dos afro-cubanos continua a ser problemática devido aos registros escassos e a uma falta de estudos sistemáticos tanto pré como pós-revolução. A estimativa do percentual de pessoas de ascendência africana na população cubana varia enormemente, variando de 33,9% para 62%".[50]

A taxa de natalidade cubana (9,88 nascimentos por mil habitantes em 2006)[51] é uma das mais baixas do hemisfério ocidental. Sua população em geral teve um aumento contínuo de cerca de 7 milhões em 1961 para mais de 11 milhões atualmente, mas o aumento foi interrompido nas últimas décadas e uma queda começou em 2006, com uma taxa de fecundidade de 1,43 filhos por mulher.[52] Esta queda da fecundidade é um das maiores do hemisfério ocidental.[53] Cuba tem acesso irrestrito ao aborto legal e uma taxa de aborto de 58,6 por mil gestações, em 1996, em comparação com uma média de 35 no Caribe, 27 na América Latina em geral e 48 na Europa. O uso de anticoncepcionais é estimado em 79% (um terço superior dos países do hemisfério ocidental).[54]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos europeus, a ilha de Cuba era habitada por dois povos indígenas: os ciboneyes, espalhados por toda a ilha, e os tainos, ocupando principalmente o centro e o leste. Pouco se sabe sobre os ciboneyes, porém é sabido que eram caçadores-coletores e não conheciam a cerâmica. Os tainos, por outro lado, eram sedentários, viviam em grandes aldeias e dominavam técnicas avançadas de agricultura.[55]

Com a chegada dos espanhóis, as populações indígenas foram drasticamente reduzidas em poucas gerações, como consequência da escravidão, de conflitos com os colonizadores, da fome e da infecção por doenças. Desde o século XVI, escravos africanos foram levados para Cuba, sendo que esse tráfico aumentou exponencialmente ao longo dos séculos. Os escravos foram trazidos principalmente para trabalharem nas minas de ouro, como forma de compensar a falta de trabalhadores em decorrência do extermínio dos índios.[55]

Alunas cubanas de uma escola de ensino secundário.

De maneira geral, os escravos africanos compunham uma pequena parte da população cubana, que continuou predominantemente de origem europeia, em razão da constante chegada de colonos espanhóis, sobretudo das Ilhas Canárias. A situação se modificou na segunda metade do século XVIII, quando cresceu rapidamente o número de africanos entrando em Cuba, fato que mudou dramaticamente a composição étnica da ilha. De acordo com estimativas, cerca de 700 mil africanos foram levados para a ilha durante todo o período do tráfico, embora outra fonte estime o número em mais de 1,3 milhão de pessoas. Os escravos vinham sobretudo do Oeste e do Sudeste da África.[55]

No século XIX, a imigração da Espanha, sobretudo das Canárias, se intensificou, na tentativa de "branquear" o país, haja vista o temor das classes dirigentes com a crescente presença africana na ilha. No Continente Americano, Cuba foi o segundo país que mais recebeu imigrantes espanhóis, ficando atrás apenas da Argentina (entre 1882 e 1930, mais de um milhão de espanhóis imigraram para Cuba). Naquela época, a economia cubana estava crescendo com base na produção de açúcar, fato que atraiu muitos imigrantes espanhóis, para trabalharem nas fábricas de açúcar do país, haja vista que, para exercer essa atividade, era necessário ter alguma qualificação.[56] [57] Além dos europeus, imigrantes asiáticos, sobretudo de Bengala e do sul da China, foram trazidos para substituírem os escravos, quando o tráfico negreiro tornou-se ilegal. Cerca de 125 mil chineses entraram em Cuba, onde trabalharam em condições de semi-escravidão, em meados do século XIX.[55] Em torno de 95% desses imigrantes chineses eram do sexo masculino, de modo que muitos desses chineses não tiveram filhos ou se casaram com mulheres não chinesas. Assim, após algumas gerações, essa presença chinesa desapareceu ou foi diluída pela mestiçagem. [58]

A atual população cubana é, portanto, diversificada e heterogênea. Um estudo genético mostra que houve uma intensa miscigenação de homens europeus com mulheres africanas e, menos frequente, com indígenas, na constituição da população cubana. Historicamente, na região oeste do país a ancestralidade africana é mais forte, nas áreas centrais a europeia mais forte e no leste há um equilíbrio entre ambas.[55] Um estudo genético dividiu os habitantes de Havana em três grupos: mulatos, descendentes de espanhóis e descendentes de africanos. Os mulatos apresentaram 57-59% de ancestralidade europeia e 41-43% de africana; os descendentes de espanhóis 85% de ancestralidade europeia e os descendentes de africanos 74-76% de contribuição africana. Nenhuma contribuição indígena foi detectada.[59]

Um estudo genético de 2014 revelou que a ancestralidade total em Cuba é a seguinte: 72% de contribuição europeia, 20% de contribuição africana e 8% de contribuição indígena.[60]

Imigração[editar | editar código-fonte]

A imigração e a emigração têm desempenhado um papel proeminente no perfil demográfico de Cuba durante o século XX. Durante os séculos XVIII, XIX e a primeira parte do século XX, grandes ondas populacionais das Canárias, Catalunha, Andaluzia, Galiza, Espanha e outros lugares imigraram para Cuba. Entre 1900 e 1930 quase um milhão de espanhóis chegaram da Espanha. Outros imigrantes estrangeiros foram os franceses,[61] portugueses, italianos, russos, holandeses, gregos, britânicos, irlandeses e outros grupos étnicos, incluindo um pequeno número de descendentes de cidadãos dos Estados Unidos que chegou a Cuba no final do século XIX e início do século XX.

Cuba tem um número considerável de povos asiáticos, que representam 1% da população. Eles são principalmente de origem chinesa, seguido por filipinos, coreanos e vietnamitas. Eles são descendentes de trabalhadores rurais trazidos para a ilha pelos empreiteiros espanhóis e americanos durante os séculos XIX e XX.[carece de fontes?] Os afro-cubanos são descendentes principalmente de povos do Congo,[carece de fontes?] bem como de vários milhares de norte-africanos refugiados, sobretudo os árabes saaráuis do Saara Ocidental sob a ocupação marroquina desde 1976.[62]

Urbanização[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Religião em Cuba[63]
Religião % aprox.
Catolicismo romano
  
51,7%
Sem religião
  
23,0%
Religiosidade popular
  
17,4%
Protestantismo
  
5,6%
Outras
  
2,3%

Cuba é oficialmente um Estado laico. Durante um longo período, o governo cubano tratou as igrejas como frentes para atividades políticas subversivas, porém, em 1992, o governo mudou de discurso e alterou a Constituição, para caracterizar o Estado como laico, ao invés de ateu.[64]

Existem várias religiões que representam a cultura do país. O catolicismo romano era a maior religião, que foi trazida para a ilha pelos espanhóis e continua a ser a dominante,[65] com onze dioceses, 56 ordens de freiras e 24 ordens de sacerdotes. Em janeiro de 1998, o Papa João Paulo II fez uma visita histórica à ilha, a convite do governo cubano e da Igreja Católica. O cenário religioso de Cuba também é fortemente marcado por sincretismos de vários tipos. O catolicismo é praticado frequentemente em conjunto com a santería, uma mistura de catolicismo e de outras religiões, principalmente africanas, que incluem uma série de cultos. La Virgen de la Caridad del Cobre (da Virgem do Cobre) é a padroeira dos católicos de Cuba e um símbolo da cultura cubana. Na santería, ela foi sincretizada com o orixá Oxum.

O Espiritismo tem se expandido em Cuba, desde 1980, existem inúmeros centros espíritas realizados em Cuba. Trezentos mil cubanos pertencem à 54 denominações protestantes. O pentecostalismo tem crescido rapidamente nos últimos anos e as Assembleias de Deus sozinhas reivindicam uma adesão de mais de 100 000 pessoas. Cuba tem pequenas comunidades de judeus, muçulmanos e membros da Fé Bahá'í.[66] Muitos cubanos judeus são descendentes de judeus ashkenazi poloneses e russos que fugiram dos pogroms no início do século XX. Há um número considerável de judeus sefarditas em Cuba que têm sua origem na Turquia. A maioria dos judeus sefarditas vivem nas províncias, embora mantenham uma sinagoga em Havana.

Governo e política[editar | editar código-fonte]

Cuba é uma república socialista, organizada segundo o modelo marxista-leninista, (partido único, sem eleições diretas para cargos executivos), da qual Fidel Castro foi o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros (presidente da República), e que governou desde 1959 como chefe de governo e a partir de 1976 também como chefe de estado e comandante em chefe das forças armadas. Fidel afastou-se do poder em 1 de agosto de 2006, pela primeira vez desde a vitória da insurgência, por problemas de saúde. Seu irmão, Raúl Castro, assumiu interinamente as funções de Fidel (secretário-geral do Partido Comunista Cubano, comandante supremo das Forças Armadas e presidente do Conselho de Estado), exercendo-as até 19 de fevereiro de 2008 nessa condição, quando Fidel Castro renunciou oficialmente. Raúl Castro foi eleito novo presidente de Cuba no dia 24 de fevereiro de 2008 em eleição de candidato único, mantendo-se no cargo até abril de 2018, quando foi sucedido por Miguel Díaz-Canel, o primeiro chefe do Executivo da ilha que não era da família Castro em quase 60 anos.[67]

A política dos Estados Unidos para Cuba está permeada por grandes conflitos de interesses que remontam ao governo de Thomas Jefferson, na primeira década do século XIX. As relações conflituosas aprofundaram-se com a Revolução Cubana de 1959, em que os revolucionários encabeçados por Fidel Castro Ruz promoveram reformas estatais de cunho socialista que desagradavam os Estados Unidos naquele contexto da Guerra Fria. Moniz Bandeira (1998, p. 14).[68]

A Revolução Cubana (1959), liderada por Fidel, teve apoio generalizado, até das pessoas que não eram ideologicamente esquerdistas, pois muitos pensaram que os princípios dos revolucionários eram a soberania popular, já que isso foi o que eles reivindicaram no Manifiesto de Montecristi. Em 1º de dezembro de 1961, no entanto, Fidel declarou-se marxista-leninista e estabeleceu acordos com a União Soviética.

Sede do Comitê Central do Partido Comunista, em Havana
El Capitolio, em Havana, foi a sede do governo até a Revolução Cubana, em 1959

Para se defender, Fidel buscou apoio do líder soviético na época, Nikita Khrushchov, com quem iniciou conversações em 6 de fevereiro de 1960, estabelecendo relações diplomáticas formais com a União Soviética em 8 de maio desse ano. A União Soviética se comprometeu a adquirir cinco milhões de toneladas de açúcar produzidas em Cuba, a facilitar a aquisição de petróleo e cereais, prover crédito e passou a dar cobertura militar à defesa da ilha.[70] Por outro lado, em 17 de março de 1960, o presidente Dwight Eisenhower aprovou oficialmente, e divulgou publicamente, um "plano anti-Castro", criando embargos comerciais ao livre comércio do açúcar cubano, e à sua importação de petróleo e armamentos, e lançou uma propaganda antiCastro. O plano de Eisenhower incluía incentivos para os exilados cubanos de Miami tentarem derrubar Castro através de ações terroristas.[69] Na sua campanha presidencial Kennedy acusou as políticas de Nixon e Eisenhower de "negligência e indiferença", e de terem colaborado para que Cuba entrasse na cortina de ferro.[69][70]

Raúl prometeu "eliminar proibições" na ilha, mas reconheceu o legado de seu irmão, que ficou mais de 49 anos a frente do poder: Nas próximas semanas, começaremos a eliminar as (proibições) mais simples, já que muitas delas tiveram como objetivo evitar o surgimento de novas desigualdades em um momento de escassez generalizada, declarou durante seu discurso de posse. Em março de 2008 Raúl Castro liberou a venda de computadores pessoais (PC's) e DVDs em Cuba,[71] a venda de telefones celulares e televisores a cidadãos comuns também foi liberada. No final de abril, Raul Castro convocou uma assembleia do Congresso do Partido Comunista Cubano (PCC) para o segundo semestre de 2009, para redefinir os eixos políticos e econômicos do país. O VI Congresso do PCC, quando ocorrer, terão decorrido onze anos sem que se tenha reunido o órgão supremo de decisão política de Cuba.[72][73]

Eleições gerais[editar | editar código-fonte]

Placa promovendo as eleições parlamentares cubanas de 2008

Em 21 de outubro de 2007 realizaram-se em Cuba eleições gerais, com o comparecimento de mais de 8 milhões de eleitores, para eleger os delegados das "Assembleias Municipais do Poder Popular" na ilha.[74] Segundo a ministra da Justiça, María Esther Reus, têm direito a exercer o voto cerca de 8,3 milhões de pessoas, nos 37 749 colégios eleitorais habilitados em 169 municípios.[75] Por ocasião da realização das eleições gerais, Fidel Castro conclamou, mais uma vez, o presidente George W. Bush a por fim ao embargo comercial a Cuba[76] e acusou Bush de estar "obcecado" com Cuba.[77] O governo dos Estados Unidos, a União Europeia e opositores cubanos ao regime de Castro se referem às eleições cubanas como sendo um "exercício cosmético de democracia" que exclui a oposição do país e é completamente supervisionado pelo partido comunista cubano.[78] E ativistas cubanos qualificaram as eleições como ilegítimas e inconstitucionais.[79]

Fidel Castro renunciou à presidência em 19 de fevereiro de 2008[80] e seu irmão Raúl “encabeçou a uma lista única de candidatos apresentada à Assembleia, que ratificou a cédula e o elegeu” em 24 de fevereiro para sucedê-lo na Presidência de Cuba. O general já governava Cuba interinamente desde julho de 2006, devido aos problemas de saúde de Fidel, que culminaram em sua renúncia ao cargo.[81]

Direitos humanos[editar | editar código-fonte]

O governo cubano tem sido acusado de inúmeras violações dos direitos humanos, incluindo tortura, detenções arbitrárias, julgamentos injustos e execuções extrajudiciais (também conhecido como "El paredón").[82][83] A Human Rights Watch acusa o governo de "reprimir quase todas as formas de dissidência política" e que "aos cubanos são sistematicamente negados direitos fundamentais de livre expressão, associação, reunião, privacidade, movimento e devido processo legal".[84] Os cidadãos não podem sair ou voltar para Cuba sem obter primeiramente uma permissão oficial.[84][85]

Manifestação das Damas de Branco em Havana em abril de 2012

Os números mostram uma tendência de evolução desfavorável, nos últimos vinte anos. Em 1978 havia entre quinze e vinte mil presos políticos em Cuba, número que subiu para cerca de 112 mil em 1986. Em 2006, apesar de uma redução substancial, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 80 mil e 80,5 mil prisioneiros políticos na ilha.[86][85] Esse número continuou a cair significativamente nos anos seguintes. Em 2007, era de 234 e, em 2008, era de 205. "O resultado óbvio é que segue a tendência, observada nos últimos vinte anos, da diminuição gradual de pessoas condenadas por motivações políticas", segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos, um grupo ilegal embora tolerado. Mas a comissão também chama a atenção para as mais de mil e quinhentas detenções rápidas, feitas de forma arbitrária.[85]

Cuba teve o segundo maior número de jornalistas presos em 2008 (a República Popular da China foi a primeira), de acordo com várias fontes, incluindo o Committee to Protect Journalists (CPJ), uma ONG internacional, e a Human Rights Watch.[87][88]

Os dissidentes cubanos enfrentam detenção e prisão. Na década de 1990, a Human Rights Watch informou que o sistema prisional de Cuba, um dos maiores da América Latina, é composto por cerca de 40 prisões de segurança máxima, trinta prisões de segurança mínima e mais de duzentos campos de trabalho.[89] Segundo a Human Rights Watch, os presos políticos, juntamente com o resto da população prisional de Cuba, estão confinados a celas com condições precárias e insalubres.[89]

Os homossexuais foram uns dos mais afetados pelas violações, tendo o próprio Fidel, em 2010, admitido que os perseguiu nas décadas de 1960 e 1970, exonerando-os de cargos públicos, prendendo-os ou lhes enviando a campos de trabalho forçado, afirmando que foram "momentos de muita injustiça".[90] Nos anos 1960, cristãos (juntamente com homossexuais e opositores da revolução) foram encarcerados em campos de trabalhos forçados denominados Unidades Militares de Ajuda à Produção.[91] [92]

Segundo Elías Carranza, diretor do Instituto Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, Cuba teria erradicado a exclusão social graças “a grandes conquistas na redução da criminalidade”.[93] Trataria-se, em 2012, do “país mais seguro da região, enquanto que a situação em relação aos crimes e à falta de segurança no continente se deteriorou nas últimas três décadas com o aumento do número de mortes nas prisões e no exterior”.[94]

O governo se defende salientando o respeito, em Cuba, aos direitos à saúde e à educação, à liberdade religiosa e de associação. Além disso, acusa os Estados Unidos de limitar, com seu embargo econômico, os direitos humanos na ilha. "Cuba é um país onde nos últimos 50 anos não foi registrado um único desaparecido, torturado ou uma execução extrajudicial", disse, em 2009, o chanceler cubano Felipe Pérez Roque.[95]

Em 2020, o MSI (Movimiento San Isidro), grupo dissidente cubano, declarou que a polícia invadiu a sua sede na capital, Havana, detendo membros em greve de fome por causa da prisão de um rapper. O grupo exige a libertação do rapper Denis Solís, que foi condenado após uma discussão com um agente da polícia.[96] As autoridades cubanas disseram que a rusga foi realizada por violação sanitária, relacionada com o coronavírus.[96] O site jornalístico cubadebate afirma que o rapper está associado a grupos terroristas nos Estados Unidos, tendo admitido em vídeo,[97] e que está actualmente a ser punido pelo crime de desacato por ter confrontado a polícia cubana nos últimos dias.[98] O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, tuitou “exigindo” que o “regime cubano interrompesse o assédio ao Movimento San Isidro”.[99] O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que o país não admite “ingerências.”. “Aqueles que desenharam a farsa de San Isidro se equivocaram de país, se equivocaram de história e se equivocaram de forças armadas. Não admitimos ingerências, provocações nem manipulações. Nosso povo tem todo o valor e a moral para sustentar uma luta pelo coração de Cuba”, escreveu, no Twitter.[99] No domingo, uma manifestação a favor do governo tomou conta da praça Trillo, na capital cubana.[99]

Acesso à internet[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Internet em Cuba

Cuba em 2005 tinha um dos índices de posse de computador que eram entre as mais baixas do mundo.[100][carece de fonte melhor] De acordo com o Repórteres sem Fronteiras, o direito de utilizar a internet é monitorado e só é concedido a quem contrata os serviços do governo cubano.[100][101] Ademais, para ter acesso à internet, é necessário pagar uma taxa específica em pontos fixos de acesso (lan-houses). Para ter acesso à toda internet, se paga algo em torno de R$ 10,00 (4,50 CUC) por hora, para navegar por sites nacionais e e-mails internacionais a quantia cobrada é em torno de R$ 3,40 (1,50 CUC), e para ter acesso a conteúdos nacionais se paga cerca de R$ 1,35 (0,60 CUC). Hoje, os usuários podem contratar o serviço de internet pagando pacotes que duram 30 dias ou que são permanentes, fazendo um cadastro com um nome de usuário, senha e e-mail internacional.[102][carece de fonte melhor] Em 2011 Cuba chegou a combater as redes sem fio. Na época, o país caribenho acusou os EUA de financiar redes clandestinas, afirmando que várias pessoas haviam sido detidas por instalar, sem autorização, pontos de acesso sem fio. Segundo a publicação do Gramma, as pessoas detidas usavam equipamentos roubados ou levados de forma ilegal para Cuba. Segundo o site ‘Misceláneas de Cuba’, ainda hoje existem essas conexões clandestinas, que são instaladas pelos próprios cubanos ou por estudantes estrangeiros, que possuem acesso legal à internet. As conexões ilegais chegam a custar de R$ 11,40 (5,00 CUC) até R$ 114,00 (50 CUC). A punição para quem for pego utilizando ou vendendo redes clandestinas pode ser uma multa de R$ 68 457,00 (30 000,00 CUC) ou prisão.[103][carece de fonte melhor]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Relações internacionais de Cuba
Raúl Castro em um encontro com Dilma Rousseff, a ex-presidente do Brasil, em junho de 2012.

A política internacional de Cuba deixou de ser ambiciosa e passou a ter baixo porte como resultado das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país após o colapso do bloco soviético. Sem os maciços subsídios do seu então principal parceiro comercial, a União Soviética, Cuba foi relativamente isolada na década de 1990, mas desde então entrou em um processo de cooperação bilateral com vários países sul-americanos, principalmente Venezuela e Bolívia. Os Estados Unidos continuaram até 2015 com o embargo, declarando que continuará "enquanto o país continuar se recusando a se mover em direção à democratização e ao maior respeito pelos direitos humanos",[104] enquanto a União Europeia, em 2004, acusava Cuba de "contínua violação flagrante dos direitos humanos e das liberdades fundamentais".[105] Cuba tem desenvolvido uma relação crescente com a República Popular da China e a Rússia. Ao todo, Cuba continua a ter relações formais com 160 nações e fornece os trabalhadores civis de assistência - principalmente médicos - para dezenas de países.[106] Mais de 2 milhões de exilados cubanos fugiram para países estrangeiros. O atual ministro do exterior de Cuba é Bruno Rodríguez Parrilla.

Cuba é hoje um país líder no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, é membro fundador da organização antiamericana conhecida como Aliança Bolivariana para as Américas, um membro da Associação Latino-Americana de Integração e da Organização das Nações Unidas. Além dos quais, o país é um membro do Movimento dos Países Não Alinhados e organizou a sua cúpula em setembro de 2006. Como membro da Associação dos Estados do Caribe (AEC), Cuba foi reconduzida como presidente da comissão especial sobre questões de transporte para a região do Caribe.[107] Desde 2004, vários líderes da América do Sul têm tentado fazer de Cuba seja membro pleno ou associado do bloco comercial sul-americano, conhecido como Mercosul.[108][109]

Extintas desde 1961, em 17 de dezembro de 2014 o presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o presidente de Cuba Raúl Castro anunciaram o restabelecimento total das relações diplomáticas entre os dois países, assim como a reabertura da embaixada norte-americana em Havana e uma considerável diminuição no embargo econômico feito à ilha, assim como uma maior facilidade para viagens de negócios e transações econômicas, comerciais e financeiras entre cidadãos e empresas dos dois países. O acordo foi anunciado após 18 meses de conversações secretas entre os dois governos, com a mediação de Sua Santidade o Papa Francisco.[110][111]

Estados Unidos e Cuba restauraram formalmente relações diplomáticas em 20 de julho de 2015.[112]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões de Cuba

Cuba está dividida em quinze províncias com 169 municípios, além de um município especial (a Isla de la Juventud).

  1. Pinar del Río
  2. Artemisa
  3. Havana
  4. Mayabeque
  5. Matanzas
  6. Cienfuegos
  7. Villa Clara
  8. Sancti Spíritus
  1. Ciego de Ávila
  2. Camagüey
  3. Las Tunas
  4. Granma
  5. Holguín
  6. Santiago de Cuba
  7. Guantánamo
  8. Isla de la Juventud
CubaSubdivisions.png

Economia[editar | editar código-fonte]

Exportações de Cuba em 2009
Produção de charutos em Santiago de Cuba.
Ver artigo principal: Economia de Cuba

Em 2020, o país foi o 139º maior exportador do mundo (US$ 1,6 bilhões, menos de 0,1% do total mundial).[113][114] Já nas importações, em 2019, foi o 126º maior importador do mundo: US$ 5,3 bilhões.[115]

Na agricultura, Cuba produziu, em 2018, 8,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (entre o 21 e o 25º maior produtor mundial); 950 mil toneladas de banana; 795 mil toneladas de mandioca; 752 mil toneladas de legume; 555 mil toneladas de batata doce; 480 mil toneladas de tomate; 382 mil toneladas de manga; 377 mil toneladas de arroz; 307 mil toneladas de milho; 206 mil toneladas de yautia; 184 mil toneladas de mamão; 169 mil toneladas de feijão; 129 mil toneladas de batata; 27 mil toneladas de tabaco; além de outras produções de outros produtos agrícolas.[116]

Na pecuária, Cuba produziu, em 2019, 234 mil toneladas de carne de porco, 438 milhões de litros de leite de vaca, 81 mil toneladas de carne bovina, 24 mil toneladas de carne de frango, entre outros. A pecuária do país é bastante reduzida.[117]

O Banco Mundial lista os principais países produtores a cada ano, com base no valor total da produção. Pela lista de 2018, Cuba tinha a 66ª indústria mais valiosa do mundo (US$ 13,0 bilhões). [118]

Em 2019, o país era o 5º maior produtor mundial de cobalto[119] e o 10º maior produtor mundial de níquel.[120] Em outros minérios, não se encontra entre os maiores produtores mundiais.

Nas energias não-renováveis, em 2020, o país era o 53º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 41 mil barris/dia. [121] [122] Em 2011, o país consumia 150 mil barris/dia (64º maior consumidor do mundo) [123][124]. O país foi o 37º maior importador de petróleo do mundo em 2013 (160 mil barris/dia).[125] Em 2016, Cuba era o 62º maior produtor mundial de gás natural, 1,1 bilhões de m3 ao ano. Em 2016 o país era o 87º maior consumidor de gás (1,1 bilhões de m3 ao ano). [126] O país não produz carvão.[127]

Nas energias renováveis, em 2020, Cuba não produzia energia eólica e tinha 0,1 GW de potência instalada de energia solar. [128]

O país agora está lentamente se recuperando de uma séria recessão econômica que se seguiu à retirada dos subsídios da antiga União Soviética (cerca de 4 a 6 bilhões de dólares estadunidenses anuais em 1990) e que deu origem ao assim chamado Período Especial em Cuba. Só em 2006, o povo cubano conseguiu recuperar quase o mesmo padrão de vida do final da década de 1980. A economia de Cuba ainda hoje sofre as consequências do rígido embargo comercial imposto pelos Estados Unidos desde 1962. De acordo com as autoridades cubanas, o embargo norte-americano teria causado uma perda de mais de 79 bilhões de dólares estadunidenses à sua economia.

Apesar disso, o índice de pobreza de Cuba era o sexto menor em 2004 dentre os 102 países em desenvolvimento pesquisados (de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento,)[129] e Cuba está entre os 83 países do mundo que ostentam um alto Índice de Desenvolvimento Humano (acima de 0,800): em 2007, o índice de desenvolvimento humano de Cuba foi 0,863 (51º lugar; 44º, se ajustado pelo produto nacional bruto).[130]

Cubanos em uma loja libreta, sistema racionado para compra de alimentos a preços subsidiados pelo governo

Em 2012, o crescimento econômico de Cuba, segundo as últimas estimativas da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, foi de 3,1 por cento (estimativa), um pouco melhor que os 2,8 por cento conseguido em 2011.[131] Cuba apresenta um défice na sua balança comercial, importando mais do dobro do que exporta.[131] A produção industrial cresceu 6,6 por cento em 2012 pela estimativa da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. A renda per capita dos cubanos atingiu 10 200 dólares estadunidenses em 2011: a 117a na colocação mundial.[131]

O embargo comercial imposto a Cuba pelos Estados Unidos, desde 1962, dificulta enormemente a expansão do comércio exterior cubano. Mas Cuba tem conseguido atrair alguns investimentos estrangeiros, cerca de metade deles feitos pela União Europeia; grandes investimentos têm sido feitos nas áreas de turismo, energia e telecomunicações. Em meados de 2007, o presidente em exercício, Raul Castro, anunciou novas medidas para incentivar os investimentos estrangeiros em Cuba.[132]

O governo cubano tem criado novas leis e aumentado a fiscalização objetivando regulamentar a criação de novos negócios particulares. Em 2012, 27,7 por cento do produto interno bruto de Cuba foi gerado por negócios particulares.[131] As atividades que podem ser realizadas por particulares são oficinas, pequenos negócios, e prestação de alguns serviços. Seu produto interno bruto anual é de 72 bilhões de dólares estadunidenses (2012).[131]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Praia em Varadero.

Em 2018, Cuba foi o 50º país mais visitado do mundo, com 4,6 milhões de turistas internacionais. As receitas do turismo, neste ano, foram de US$ 2,9 bilhões. [133]

O turismo em Cuba obteve um crescimento exponencial desde 1989, quando apenas 270 mil viajaram à ilha caribenha. Em 1990, Cuba recebeu a visita de cerca de 342 mil turistas estrangeiros, e dispunha de aproximadamente 12 mil apartamentos de hotel adequados ao turismo internacional. Em 1999, Cuba já recebeu 1,6 milhão de turistas, o que representou um crescimento médio anual de 19 por cento no número de visitantes durante a década de 1990, e já contava com 32 260 apartamentos de hotel de classe internacional.

Em 2003, Cuba recebeu 1,9 milhões de turistas, que geraram 2 bilhões de dólares estadunidenses em receitas. Em 2005, Cuba recebeu seu recorde de 2,3 milhões de turistas, o que representou um incremento de 13,2 por cento em relação a 2004. Em 2006, a receita com turismo bateu o recorde, atingindo 2,4 bilhões de dólares estadunidenses, mas houve uma pequena queda no número de visitantes, que somaram 2,2 milhões.[134][135] Em 2007, o Ministro do Turismo, Manuel Marrero, divulgou uma série de medidas tomadas para tornar o turismo cubano mais competitivo no Caribe.[136]

O turismo de massa foi uma das formas encontradas para se contornar a crise econômica, e, hoje, é a principal fonte de divisas para o país.[137] Estimativas feitas pela Organização Mundial de Turismo indicam que, caso tivesse sido levantado o embargo norte-americano, em 2007 cerca de 4 milhões de turistas poderiam ter visitado Cuba, representando uma fatia de mercado de 15,9 por cento do turismo na região do Caribe.[138] Esse turismo poderia gerar uma receita direta de 7,5 bilhões de dólares estadunidenses, e geraria uma produção adicional, no resto da economia cubana, de 7,650 milhões de dólares estadunidenses.[138] A atividade turística já dá emprego a cerca de 268 000 cubanos, sendo 138 000 em empregos diretos (dos quais cerca de 20 por cento de nível universitário), e 130 000 indiretos.[138]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Biotecnologia[editar | editar código-fonte]

Desde 1993, Cuba vem fazendo grandes progressos na área de biotecnologia,[139] tendo obtido registro de suas patentes e direitos de sua exploração comercial nos EUA. Sua vacina contra hepatite B é vendida em 30 países do mundo. Em 1994, o ingresso de divisas em Cuba através da exportação de biotecnologia alcançou a cifra de 400 milhões de dólares e se estima que no futuro poderia ser maior que o do açúcar.[140]

A biotecnologia cubana já gerou mais de 600 patentes para drogas novas e inovadoras como vacinas, proteínas recombinantes, anticorpos monoclonais, equipamento médico com software especial, e sistemas de diagnósticos. Cerca de sessenta outros produtos estão nos estágios finais de pesquisa.[141] Cuba desenvolveu uma considerável capacidade de pesquisa (científica), talvez maior que a de qualquer outro país em desenvolvimento fora do sudeste asiático.[142]

Em 2011, Cuba anuncia ter desenvolvido a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão, chamada CimaVax-EGF.[143][144]

Energia elétrica[editar | editar código-fonte]

Com a crise iniciada em 1989 - e até 2004 - o país sofreu muito com a falta crônica de eletricidade, devido à insuficiência de recursos financeiros do estado cubano para modernizar e ampliar as suas termoelétricas e suas linhas de transmissão, carentes de expansão para atender ao crescimento da demanda de energia elétrica, que aumenta, em média, 7% ao ano. Os chamados apagões chegaram a durar 16 horas, e foram uma constante na vida do povo cubano. Conforme declarou Achim Steiner, diretor executivo do Programa de Meio-Ambiente das Nações Unidas, em 2007: " Cuba conseguiu resolver seu frustrante problema de falta de energia elétrica, sem para isso sacrificar seu empenho de longo prazo em promover o uso de combustíveis inofensivos ao meio ambiente".[145] (...) "A rede elétrica cubana ainda depende muito de ineficientes reatores a gás, e poluentes geradores movidos a diesel, mas o governo comunista está tomando medidas importantes no sentido de desenvolver energia solar e energia eólica, bem como energia gerada por etanol da cana de açúcar."[145] Não obstante, no início de 2007 o governo cubano pôs em operação 4.158 novos geradores a diesel, que custaram US$ 800 milhões e têm capacidade total de gerar 711 811 kW, como uma medida emergencial para reduzir os apagões.[146]

Educação[editar | editar código-fonte]

O sistema educacional cubano é supervisionado e administrado pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Educação Superior. A educação é controlada pelo Estado e é obrigatória até o 9º ano. A Constituição de Cuba determina que os ensinos fundamental, médio e superior devem ser gratuitos a todos os cidadãos cubanos. O ensino fundamental tem a duração de seis anos, o ensino médio é dividido em ensino básico e pré-universitário.[147] Ao alcançar a independência, os governos subsequentes promoveram a educação em Cuba. Apesar de este setor nunca ter usufruído de amplos recursos, foi estabelecido um sistema de ensino básico público, gratuito e obrigatório. Com isso, Cuba alcançou níveis de educação satisfatórios quando comparada aos demais países latino-americanos.[148]

Universidade de Havana, fundada em 1728.

Em 1958, antes do triunfo da revolução, 23,6% da população cubana era analfabeta e, entre a população rural, os analfabetos eram 41,7%. Em 1961 se realiza uma campanha nacional para alfabetizar a população e Cuba torna-se o primeiro país do mundo a erradicar o analfabetismo (Segundo dados do próprio governo). Hoje não há mais analfabetos em Cuba. Segundo dados de 2015 do The World Factbook,[149] publicado pela CIA, 99,8% da população cubana acima de 15 anos sabe ler e escrever, com a maior proporção dando-se entre homens (99,9%) do que entre mulheres (99,8%).[149]

Cuba destina, atualmente, cerca de 12,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para gastos e investimentos em educação, a maior destinação entre os países do mundo. A expectativa de vida escolar, do ensino primário ao superior, era de 14 anos de estudos em 2018.[149]

De acordo com os resultados obtidos nos testes de avaliação de estudantes latino-americanos, conduzidos pelo painel da Unesco, Cuba lidera, por larga margem de vantagem, nos resultados obtidos pelas terceiras e quartas séries em matemática e compreensão de linguagem. "Mesmo os integrantes do quartil mais baixo dentre os estudantes cubanos se desempenharam acima da média regional", disse o painel.[150]

O ensino superior é fornecido por universidades, institutos superiores, institutos pedagógicos superiores e institutos politécnicos superiores. O Ministério de Educação Superior de Cuba opera um programa de educação à distância que oferece cursos regulares à tarde e à noite em áreas rurais para trabalhadores agrícolas. A educação tem uma forte ênfase política e ideológica e espera-se que os alunos que progridem para o ensino superior tenham um compromisso com os objetivos do Estado cubano.[147] Cuba oferece educação subsidiada pelo estado a um número limitado de estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina.[151][152]

De acordo com o Webometrics Ranking of World Universities, as melhores universidades do país são a Universidade de Havana (1 680ª a nível mundial), o Instituto Superior Politécnico José Antonio Echeverría (2 893ª) e a Universidade do Oriente (3 831ª).[153]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em Cuba, a prestação de serviços relacionados à saúde é totalmente gratuito para residentes da ilha, o que se espelha em seus indicadores padrão. Segundo dados da Organização mundial da saúde (OMS), em 2015, a taxa de mortalidade infantil para crianças abaixo de cinco anos de idade foi de quatro para cada mil nascidos, sendo o menor índice da América.[154]

O edifício do Hospital Hermanos Ameijeiras ao fundo com o monumento dedicado a Antonio Maceo, em Havana

A expectativa de vida ao nascer em Cuba é de 75 anos para os homens e de 79 para as mulheres, índice semelhante ao dos Estados Unidos, que é de 75 e 80 respectivamente.[155] A mortalidade adulta, de 15 a 60 anos, é em Cuba de 128 para homens e de 83 para mulheres, índices superados, na América, pelo Canadá e pela Costa Rica.[156]

Em 25 de maio de 2011, foi anunciado na nona edição do Congresso sobre Longevidade Satisfatória, em Havana, que Cuba é o país com a maior proporção demográfica de pessoas com mais de 100 anos, à frente até do Japão.[157] Cuba conta com aproximadamente 1 551 centenários em uma população de 11,2 milhões de habitantes. Esses dados mostram que quintuplicaria a proporção existente no Japão, país com maior número de centenários em termos absolutos.

Em 2006, segundo a Organização Mundial de Saúde, não ocorreu em Cuba nenhum caso de difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rubéola, rubéola CRS, tétano neonatal, ou febre amarela. Uma pequena pandemia de caxumba iniciou-se em 2004 e ainda não foi controlada, até aquele ano não havia caxumba em Cuba. Houve apenas três casos de tétano comum em 2006 (não relacionados a partos).[158]

A vacinação da população cubana, segundo as estatísticas da UNICEF, desde 1980 atinge índices bastante elevados. Em 2006, 99% da população tomou a vacina BCG, 99% tomou a primeira dose da vacina tríplice DTP1 (difteria, tétano e coqueluche), e 89% tomaram sua terceira dose; 99% da população cubana tomou a terceira dose da vacina contra poliomielite, 96% tomou a vacina contra sarampo e 89% contra a hepatite B.[159]

Estes resultados, obtidos na prestação de serviços de saúde ao povo cubano - que colocam os índices padrão internacionais de Cuba dentre os de países do primeiro mundo - são obtidos com relativamente pouco uso dos recursos econômicos de sua sociedade. Cuba gasta 7,7% de seu PIB em saúde (Estados Unidos 15,3%, Canadá 10%, Brasil 7,5%), com um dispêndio per capita de apenas PPP int.$ 674, enquanto os Estados Unidos gastam em saúde PPP int.$ 6 719, o Canadá PPP int.$ 3 673 e o Brasil PPP int.$ 674 per capita.[160] PPP int.$ = Dólar internacional, que é o dólar norte-americano ajustado para a equivalência de poder aquisitivo

Em 2009 a UNICEF anunciou que Cuba é o único país dentre todos da América Latina e Caribe que havia erradicado a desnutrição infantil. Tal informação é confirmada por relatório apresentado pela organização em 2011.[161][162] Em 2010 o país começou a exigir que os visitantes devem obrigatoriamente contratar um plano de saúde.[163]

Em 2015, a OMS certificou que Cuba conseguiu impedir que o vírus do HIV e o Sífilis fosse transmitido entre uma mãe e seu bebê, feito nunca antes realizado na medicina.[164]

Moradia[editar | editar código-fonte]

Muitos dos carros clássicos chamados yank tank permanecem em uso desde os dias pré-revolucionários. Na imagem, um Chevrolet Bel Air de 1958 em uma das ruas da cidade de Trinidad.

Em Cuba 85% das famílias são donas de suas próprias casas - portanto não pagam aluguel - e os 15% restante pagam de aluguel 1 ou 2 dólares mensais, computado em forma de amortização, pois ao final do pagamento do custo de moradia se converte em seu proprietário.

Embora o termo genérico favela (ou tugurio em espanhol) seja muito raramente empregado para descrever as condições de habitação substandard em Cuba, existem outras formas de sub habitação, (baseadas no tipo de construção, condição de conservação, materiais e tipo de ocupação) que são descritas em Cuba. A maioria das sub habitações cubanas localizam-se em La Habana Vieja, Centro Habana e Antares.[165]

A comparação entre as condições de habitação substandard de Cuba e as favelas (em inglês slums) de outros países de economia de mercado é complexa e não pode ser feita de forma direta. Um extenso estudo acadêmico, The case of Havana, Cuba, sobre esse assunto consta dos links deste artigo.

Nas economias de mercado a maioria dos pobres vive em favelas, e a maioria dos favelados é pobre. Entretanto em Cuba isto é diferente devido à relativa segurança na posse da residência, a profusão de residências de aluguel muito baixo ou gratuito e a restrição legal aos mercados de moradias e terrenos. Significativamente as pessoas que moram em habitações substandard em Cuba têm acesso à mesma educação, serviços de saúde, oportunidades de trabalho e seguro social que os que moram no que (anteriormente à revolução) foram os bairros mais privilegiados.
The case of Havana, Cuba.[165]
Melhoria das condições habitacionais

Em 2003 um projeto internacional, solicitado pelo governo comunista de Cuba à organizações internacionais tais como UNDP, UNEP, UNOPS, UN-HABITAT, e com a colaboração do governo da Bélgica, nos termos da Agenda 21, visando aumentar a capacidade dos atores locais de conduzir atividades de planejamento e administrações urbanos resultou no estabelecimento de mecanismos de capacitação para atividades de construção e um time nacional foi treinado para dar apoio técnico a times locais, que foram formados.[166]

Falta de moradias

No ano de de 2011 o governo cubano relaxou as normas de comercialização de moradias. Supõem-se que tal fato visou retirar da clandestinidade o mercado informal de moradias e de tentar suprir a grande carência de moradias. O Instituto Nacional da Moradia cubano divulgou de forma pública que do fundo habitacional do país , com cerca de mais de três milhões de casas, apenas 61% se encontram em bom estado, enquanto que as demais estão em mau estado ou em condições regulares.[167] Estima-se que faltariam cerca de 600 000 residências devido a falta de investimento e da destruição ocasionada pela passagem de três furacões.[168]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura de Cuba

A cultura cubana é influenciada por um caldeirão de culturas, principalmente as da Espanha e África. O esporte é uma paixão nacional dos cubanos. Devido a associações históricas com os Estados Unidos, muitos cubanos participam de esportes que são populares na América do Norte, ao invés de esportes tradicionalmente promovidos em outras nações de língua espanhola. O basebol é de longe o mais popular; outros esportes e passatempos incluem o basquete, voleibol, críquete e o atletismo. Cuba é uma força dominante no boxe amador, de forma consistente a realização registra medalhas em grandes competições internacionais.

Literatura[editar | editar código-fonte]

A literatura cubana começou a encontrar sua voz no início do século XIX. Temas dominantes de independência e liberdade foram exemplificados por José Martí, que liderou o movimento modernista na literatura cubana. Escritores como Nicolás Guillén e José Z. Tallet se concentraram na literatura como protesto social.[169][170] A poesia e os romances de Dulce María Loynaz e José Lezama Lima foram influentes.[171] O romancista Miguel Barnet, que escreveu Everybody Dreamed of Cuba, reflete uma Cuba mais melancólica.[170]

Alejo Carpentier foi importante no movimento do realismo mágico . Escritores como Reinaldo Arenas , Guillermo Cabrera Infante e, mais recentemente, Daína Chaviano , Pedro Juan Gutiérrez , Zoé Valdés , Guillermo Rosales e Leonardo Padura ganharam reconhecimento internacional na era pós-revolucionária, embora muitos desses escritores se sentiram compelidos a continuar sua carreira. trabalho no exílio devido ao controle ideológico da mídia pelas autoridades cubanas.[170]

Datas comemorativas e feriados nacionais[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local Notas
1 de Janeiro Triunfo da Revolução e Confraternização Universal Triunfo de la Revolución y la Amistad Universal
1 de Maio Dia do Trabalhador Día de los trabajadores Dia Internacional do Trabalhador
26 de Julho Comemoração do Assalto ao Quartel Moncada Asalto al cuartel Moncada
10 de Outubro Dia da Independência Día de la Independencia
25 de Dezembro Dia de Natal Navidad Proibida durante décadas na cuba revolucionaria a celebração do natal foi reinstituída em 1998 depois da visita do Papa João Paulo II.

Patrimônios da Humanidade[editar | editar código-fonte]

Os patrimónios da humanidade seleccionados pela UNESCO são:

Ver também[editar | editar código-fonte]

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