Cubanos

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Cubanos
José MartíGertrudis Gómez de AvellanedaAlicia AlonsoErnesto Lecuona
Celia CruzDaína ChavianoLeonardo PaduraAlbita Rodríguez
Cuba.FidelCastro.02.jpgCarlos Acosta.jpgFelipe PoeyZoé Valdés
Cubanos célebres:
Jose Martí · Gertrudis Gómez de Avellaneda · Alicia Alonso · Ernesto Lecuona · Celia Cruz · Daína Chaviano · Leonardo Padura · Albita Rodríguez · Fidel Castro · Carlos Acosta · Felipe Poey · Zoé Valdés ·
População total

Cubanos
11.240.841
População total de Cuba

Regiões com população significativa
 Cuba (2010) 11.240.841 [1]
 Estados Unidos (2009/nascidos em Cuba) 991.385 [2]
 Espanha (2009) 103.874 [3]
 Itália (2008) 15.883 [4]
 Venezuela (2001) 9.795 [5]
 Canadá (2006) 9.395 [4]
 México (2000) 5.537 [5]
 Chile (2002) 3.163 [5]
 Argentina (2001) 2.457 [6]
 Suécia (2008) 2.146 [4]
 Colômbia (2005) 1.459 [4]
 Brasil (2000) 1.343 [5]
 Equador (2001) 1.242 [5]
 Suíça (2000) 1.168 [4]
 Países Baixos (2008) 1.123 [4]
 Reino Unido (2001) 1,083 [4]
Ilhas Virgens Americanas (2000) 141 [7]
Línguas
Espanhol
Religiões
Grupos étnicos relacionados
Predominantemente catolicismo romano, judaísmo, protestantismo, santería, minorias irreligiosas.

Cubanos (em espanhol: Cubanos) são as pessoas que vivem ou são originárias de Cuba. A maior parte vive no próprio país, embora exista uma grande comunidade de imigrantes, especialmente nos Estados Unidos e Espanha.

Demografia[editar | editar código-fonte]

As maiores populações urbanas de cubanos em Cuba (2009) podem ser encontradas em Havana (2.141.993), Santiago de Cuba (446.233), Camagüey (307.841), Holguín (294.313), Guantânamo (222.243) e Santa Clara (220.210). De acordo com a Oficina Nacional de Estadisticas, em 2002 a população do país era de 11.177.743,[8] incluindo:

  • 5.597.233 homens e
  • 5.580.510 mulheres.

A composição racial do país era de 7.271.926 brancos, 1.126.894 negros e 2.778.923 mulatos.[9] A população chinesa de Cuba descende principalmente dos trabalhadores a contrato que chegaram no século XIX para construir ferrovias e trabalhar em minas. Após a Revolução Industrial, diversos destes trabalhadores foram obrigados a permanecer em Cuba por não terem condições financeiras de comprar a passagem de volta para a China.

Ancestralidade[editar | editar código-fonte]

A ancestralidade dos cubanos brancos (65,05%) vem principalmente dos espanhóis. Durante os séculos XVIII, XIX e no início do século XX, especialmente, grandes ondas de canários, galegos, asturianos e catalães emigraram da Espanha para Cuba. Entre outras nacionalidades europeias que imigraram estão ingleses, escoceses, russos, poloneses, português, romenos, italianos, gregos, franceses, alemães e irlandeses. Existe uma pequena comunidade judaica, e também um influxo considerável de diversos povos do Oriente Médio, especialmente libaneses, palestinos, turcos e sírios.

Os afro-cubanos totalizam de 10,08% a 23,84% da população. São principalmente originários dos congos, um povo da África Central.

Os cubanos de origem no Extremo Oriente totalizam 1% da população, e têm origem chinesa, japonesa e coreana.

Dos habitantes pré-colombianos da ilha, os tainos, restam poucos; algumas estatísticas dizem que totalizam 1,02% da população. Alguns índios americanos migraram dos Estados Unidos no século XIX (entre eles cherokees, choctaws e seminoles); não se conhecem os números exatos de seus descendentes.[carece de fontes?]

A população total do censo oficial realizado em 1953 era de 5.829.029 pessoas. Na época casamentos interraciais eram exceção, e havia uma separação maior das raças na sociedade cubana; esta tendência, no entanto, foi revertida e nos dias de hoje os casamentos interraciais são maioria no país.[10]

(Censo cubano oficial de 2002)[11]
Raça Total Homens Mulheres  % do total
Brancos 7.271.926 3.618.349 3.653.577 65,05%
Mulato 2,658,675 1,385,008 1,393,915 23.84%
Negros 1.126.894 593.876 533.018 10,08%
Asiáticos 112,268 56,098 56,170 1.02%
(Censo cubano oficial de 1953)[12] [13]
Raça Total Homens Mulheres  % do total
Brancos 4.243.956 2.172.933 2.071.023 72,8%
Mulato 843,105 418.009 425.096 14,5%
Negros 725.311 379.107 346.204 12,4%
Asiáticos 16.657 15.106 1.551 0,3%

A taxa de natalidade de Cuba (9,88 nascimentos por cada 1000 pessoas, em 2006)[14] é uma das mais baixas do Hemisfério Ocidental. Sua populaç]ão total aumentou continuamente, de 7 milhões em 1961 a mais de 11 milhões atualmente, porém a taxa de aumento estagnou nas últimas décadas, e recentemente se transformou numa taxa negativa, com o relato feito pelo governo cubano, em 2006, da primeira queda no crescimento populacional desde o êxodo de Mariel. A imigração e a emigração tiveram efeitos visíveis no perfil demográfico de Cuba durante o século XX; entre 1900 e 1930, quase um milhão de espanhóis chegaram ao país, e desde 1959 mais de um milhão de cubanos abandonaram a ilha, indo principalmente para Miami, Flórida, onde floresce uma comunidade bem-sucedida economicamente, com altos níveis de educação e extremamente vocal (lobby cubano-americano);[15] A emigração que ocorreu imediatamente depois da Revolução Cubana foi formada principalmente por integrantes das classes alta e média, predominante brancos, contribuindo assim para uma mudança demográfica, somada a mudanças nas taxas de natalidade e nas identificações raciais dos diferentes grupos étnicos.

Cubanos no estrangeiro[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos se localiza o maior número de cubanos fora de Cuba, especialmente em Miami e outras grandes cidades da Flórida, bem como em Nova Jérsei, Califórnia, Nova York e Texas. Números menores de cubanos vivem em muitos outros países do mundo, especialmente na América Latina e Europa (especialmente na Espanha, onde estão 103.874, e no Reino Unido, com cerca de 1.083). Cerca de 9.395 vivem no Canadá, e 1.343 no Brasil.

Após a fundação da república, em 1902, houve uma migração considerável da Península Ibérica para a ilha, inclusive alguns soldados que haviam participado das guerras envolvendo os dois países.[16]

Em dezembro de 2008 a Espanha começou a aceitar candidatos à obtenção de cidadania dos descendentes das pessoas que se exilaram em Cuba após a brutal Guerra Civil Espanhola, ocorrida entre 1936 e 1939, como parte da lei promulgada em 2007 para abordar o doloroso legado do conflito. Esta nova lei, chamada de Lei da Memória Histórica, pode conceder até 500.000 passaportes a cubanos com ancestrais espanhois. Pela lei, estes descedentes têm até dezembro de 2011 para se apresentar à embaixada espanhola em seu país natal e mostrar a documentação que prove que seus pais ou avós fugiram da Espanha entre 1936 e 1955.[17] [18]

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro povo a habitar Cuba que se tem conhecimento foram os ciboneis, um povo ameríndio. Seguiram-se a eles outro povo ameríndio, os tainos, que formavam o principal grupo populacional tanto em Cuba quanto em outras ilhas nas Antilhas quando Cristóvão Colombo primeiro avistou Cuba, em 1492. Colombo tomou posse das ilhas em nome da Espanha, e Cuba se tornou uma colônia espanhola, status que deteve até 1902, com a exceção de um breve período em que foi ocupada pela Grã-Bretanha, em 1762, antes de ser devolvida para a coroa espanhola em troca da Flórida. No fim do século XIX, a Espanha tinha perdido a maior parte de suas possessões americanas, e uma série de rebeliões vinha abalando Cuba. Estas revoltas, aliadas com as pretensões dos Estados Unidos de anexar a ilha, levaram à Guerra Hispano-Americana, que eventualmente levou à independência formal de Cuba.

Durante as primeiras décadas do século XX, os interesses dos Estados Unidos predominavam em Cuba, e o país exercia grande influência sobre a ilha. Isto terminou em 1959, quando o líder de facto do país, Fulgencio Batista, foi deposto pelos revolucionários liderados por Fidel Castro. A deterioração rápida das relações com os Estados Unidos levou à aliança cubana com a União Soviética, e a transformação de Cuba numa república socialista declarada. Castro permaneceu no poder desde então, primeiro como primeiro-ministro, e, depois de 1976, como presidente.

Cultura e tradições[editar | editar código-fonte]

A cultura de Cuba reflete a influência na ilha de diversas culturas, especialmente europeias (espanholas) e africanas. Isto fica evidente na idiossincrasia direta e dinâmica e ao mesmo tempo aberta e bem-humorada do seu povo. No entanto, durante o período da república (1901-1959) a cultura cubana também sofreu fortes influências dos Estados Unidos. Isto ficou evidente na música, esportes, arquitetura, finanças, entre outros campos da cultura local. Durante o período revolucionário (1959-) Cuba foi declarada, de maneira abrupta e surpreendente, declarada um Estado comunista; o país se isolou, internamente, e foi exposta à presença russa. Esta presença, no entanto, só contribuiu na estrutura, natureza e formação ditatorial do novo regime cubano stalinista, porém deixou poucas, ou nenhuma, contribuições culturais.

Uma das partes mais características da cultura cubana é a sua música e dança, conhecidos em muitos outros países. Diversos estilos musicais latinos como o mambo, a salsa, o bolero e o son se originaram em Cuba. As origens de boa parte dos estilos musicais cubanos podem ser encontrados na mistura da música espanhola com a africana (especialmente da africana ocidental), enquanto elementos musicais americanos, como trombones e big bands também contribuíram para o desenvolvimento da música do país.

A literatura cubana inclui alguns dos nomes mais conhecidos das ilhas caribenhas, como o autor e herói independentista José Martí, no final do século XIX, e escritores mais recentes, como Daína Chaviano, Pedro Juan Gutiérrez, Antonio Orlando Rodríguez, Zoé Valdés e Leonardo Padura.

A língua espanhola é falada por virtualmente todos os cubanos na ilha. O espanhol cubano se caracteriza pela redução de diversas consoantes, uma característica que compartilha com os outros dialetos do espanhol caribenho e das Ilhas Canárias. Diversos cubano-americanos, embora permaneçam fluentes em espanhol, utilizam o inglês americano como língua cotidiana.

Referências

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