Anti-imperialismo

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Anti-imperialismo refere-se a toda teoria, movimento ou posição contrária a qualquer forma de colonialismo ou imperialismo.

Conceitos[editar | editar código-fonte]

Os conceitos do anti-imperialismo são:

  • Independência nacional e determinação nacional em qualquer assunto interno.

História[editar | editar código-fonte]

Retratação de Jose Martí.

Existem diversas hipóteses sobre a origem desta corrente ideológica. A mais aceita, reza que o anti-imperialismo teve suas raízes no final do século XIX, sustentada por contraditores ao colonialismo e neocolonialismo. O cubano José Martí é considerado o fundador desta corrente, ganhou tal reputação quando influenciou a população de Cuba com sua ideologia separatista, iniciando a chamada guerra de 1895, na qual, Cuba buscava a separação da soberania espanhola. Ainda em 1895, o escritor e humorista Mark Twain fundou a intitulada Liga anti-imperialista dos Estados Unidos [1], da qual criticava rigorosamente o domínio dos Estados Unidos sobre assuntos internos da republica de Cuba.[carece de fontes?]

O movimento ganhou força em 1917, com a publicação do livro O Imperialismo, a fase superior do capitalismo, autorado pelo russo Lenin, a obra permitiu que a ideologia do anti-imperialismo ficasse conhecida pelo mundo. Com isto, diversas colônias aderiram à ideologia, principalmente após o término da Segunda Guerra mundial, quando os recursos das metrópoles europeias haviam se esgotado pelos combates, criando diversas desavenças ideológicas entre as colônias e suas metrópoles. A Organização das Nações Unidas condenava a adoção de campanhas militares como método de solucionar estas desavenças.[carece de fontes?]

Entretanto, os conflitos armados não puderam ser evitados, pois, em 1946, a França desacatou as ordens da ONU e iniciou uma campanha militar para reprimir os movimentos de independência na Indochina francesa, esta campanha ficou conhecida como Guerra da Indochina. Em 1954, a França também organizou campanhas para reprimir a luta por independência estabelecida na Argélia. Em 1956, o Reino Unido aliado a Israel e a própria França, iniciou uma ofensiva contra o Egito, com intuito de iniciar um processo de recolonização do mesmo (Um vez que o Egito tinha se separado do Reino Unido anteriormente, em 1952). Entretanto, todos estes movimentos militares foram reprimidos, o que motivou diversas colônias a aderir à ideologia e buscar separação da potência europeia.[carece de fontes?]

O apogeu do movimento surgiu nas décadas nas décadas de 1960 e 1970, com diversas guerras de independência acontecendo ao redor do mundo, como a do Vietnã, Zâmbia, Quênia, Congo, Togo, Níger, Tanzânia, Indonésia, Burkina Faso, dentre outros.[carece de fontes?]

Com o colapso da União Soviética em 1991, o movimento perdeu seu maior aderente, resultando na necessidade das demais nações de serem solidárias umas com as outras. O processo de globalização, de certa forma, até simplificou o processo. Entretanto, o pacote econômico conhecido como Consenso de Washington, que fora adotado por diversas nações na década de 90, foi uma catástrofe para diversos países anti-imperialistas do segundo mundo.[carece de fontes?]

Anti-imperialismo americano[editar | editar código-fonte]

Líderes revolucionários Che Guevara (esquerda) e Fidel Castro (direita) em 1961.

Trata-se de uma alíquota desta corrente, da qual, se foca na amotinação ao imperialismo americano especificamente. Esta, possuí uma reputação mais radical em suas manifestações, sendo vistos por alguns como aderentes do sentimento antiamericano e até ao terrorismo. Fora fundada em meados da Guerra fria, uma vez que os Estados Unidos assumiram uma posição de contradição a União Soviética (Defensora do anti-imperialismo), e o objetivo desta corrente era de inibir ações estadunidenses contra o movimento.[carece de fontes?]

A primeira nação a acatar ao movimento foi a Guatemala, em 1944, durante o período que ficou conhecido como "Dez ano de primavera" (Ver:História da Guatemala). A Argentina também mostrava-se afiliação ao movimento no governo de Perón (1946-1955). Na Bolívia, em 1952, o governo do militar Hugo Ballivián foi derrubado pelo MNR. Entretanto, nenhum deste eventos proporcionaram tanta influência do pensamento no continente quanto a Revolução Cubana, inspiradas pelos pensamentos, diversas facções armadas foram montadas em diversos países da América, como as FARCs, o ERP, a FSLN em Nicarágua, os MIRs, os Tupamaros do Uruguai, dentre outros. Atualmente, existem 3 países que se declaram como aderentes de tal corrente, sendo eles: Cuba, Venezuela e Bolívia[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Twain, Mark Anti-imperialismo: Patriotas e traidores
  2. «Che Guevara Internet Archive - Message to the Tricontinental» (HTM). Tricontinental. Marxists.org. Primavera de 1967. Consultado em 25 de novembro de 2012. 
  3. Evo Morales declara apoio a Hugo Chavez

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Griffiths, Martin, and Terry O'Callaghan, and Steven C. Roach 2008. International Relations: The Key Concepts. Second Edition. New York: Routledge.
  • Heywood, C. 2004. Political Theory: An Introduction New York: Palgrave MacMillan
  • Harrington, Fred H. "The Anti-Imperialist Movement in the United States, 1898-1900", Mississippi Valley Historical Review, Vol. 22, No. 2 (Sep., 1935), pp. 211–230 in JSTOR
  • Proudman, Mark F.. "Words for Scholars: The Semantics of 'Imperialism'". Journal of the Historical Society, September 2008, Vol. 8 Issue 3, p395-433

Ligações externas[editar | editar código-fonte]